Somos Mesmo 70%?

Entenda por que nem todas as pautas cabem em 70%

Longe de mim causar divisionismos ou criar cisões neste momento de união para derrubar Bolsonaro. Acredito que realmente tem que ter união e mãos dadas para derrubar Bolsonaro, mas não podemos esquecer que muita gente que apareceu agora, quer sentar na janelinha, estava no palanque bolsonarista até ontem.

As pessoas não podem se arrepender? Evidente que podem, mas se arrependeram de ter votado e apoiado Bolsonaro ou se arrependeram por apoiar um projeto neoliberalista e completamente fascista?

Me explico: agora, Bolsonaro está sujo de lama até o pescoço, fazendo aliança até com o centrão. Dando mão ao diabo para se salvar. Logo, quem o apoiou, tipo o Sergio Moro, está fazendo questão de se distanciar para não parecer fedido e lunático.

Mas essas pessoas não se arrependeram de apoiar o projeto político e econômico de Bolsonaro. Essas pessoas acreditam e defendem as reformas neoliberais de seu governo, privatizações, ataques ao meio ambiente, teto de gastos e mais um monte de ataque ao Estado.

Não rejeitamos apenas Bolsonaro

Entendo que na lógica esses 70% são os que não apoiam o governo Bolsonaro e nesse balaio tem um montão de gente. Legal! Positivo! Mas não podemos nos furtar a fazer algumas perguntas e apontamentos. E com toda a paciência e didática do mundo dizer que não só rejeitamos Bolsonaro, mas que rejeitamos também a política econômica de Guedes o guru liberal da direita.

Precisamos estar atentos e de olhos abertos, pois podemos fazer coro ao MBL e a dita grande imprensa, que até ontem aplaudia e queria Bolsonaro presidente, mas hoje o rejeitam, porém sem rejeitar Guedes e seu projeto antipovo.

Hoje, na luta contra o bolsonarismo e o fascismo, somos 70% e não podemos nos calar. Mas não podemos esquecer que quando isso passar, e vai passar, temos que continuar lutando por igualdade e pelo fim do abismo social que há entre ricos e pobres.

Passando esse governo fascista, temos que lutar por um Brasil que respeite os mais pobres e crie mecanismos para reduzir essa gritante desigualdade social que esmaga pretos e pobres que foram colocados na base da pirâmide social. Precisamos inverter essa pirâmide.

Passando esse governo fascista, temos que lembrar que o liberalismo é nosso inimigo e os ricos precisam pagar mais impostos e pagar por essa crise que eles criaram. Hoje, para derrotar o fascismo e Bolsonaro, nos colocamos na mesma trincheira de luta, mas não podemos esquecer que defendemos aqueles que sempre foram colocados a margem. A nossa luta é contra o capitalismo. A nossa luta é luta de classes.

Somente um projeto popular pode nos representar

O capitalismo e a direita já preparam seus nomes para 2022. A ideia deles é colocar um fascista engomadinho disputando as urnas. Doria, Huck ou Moro, os queridinhos dos empresários, amigos do centrão e escolhido pelas organizações globo. Somente um projeto que faça frente a isso pode encontrar lastro na sociedade e apresentar saídas.

Passa pela esquerda a discussão de um projeto que aponte saídas para a crise criada pelos ricos e poderosos. Passa pelo entendimento que o fascismo sempre esteve atrelado a governos de direita e que aprofundaram o capitalismo.

Somente um projeto popular pode de fato ser uma iniciativa que nos representa.

Então, hoje estamos entre os 70% que rejeitam Bolsonaro e seu programa. Mas não! NÃO! Não somos 70%. Somos aqueles que defendem o Estado e os mais pobres e excluídos.

Edcarlos Bispo

Edcarlos Bispo

Edcarlos Bispo é jornalista, ativista e atualmente ocupa o mandato do Vereador Toninho Vespoli como assessor parlamentar

Share on facebook
Facebook
Share on google
Google+
Share on twitter
Twitter
Share on linkedin
LinkedIn
Share on facebook
Share on google
Share on twitter
Share on linkedin

Um mandato popular!

Conheça mais sobre o que nos move!

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Faça parte da nossa rede

Quer ser um embaixador virutual e ajudar a educacão salvar vidas na cidade?
Venha conosco, inscreva-se e ajude a espalhar a campanha do Professor Toninho