2019

2019: o ano de ataques à educação em São Paulo que ainda não terminou

 

Se depois da aprovação do Sampaprev a categoria dos profissionais da educação achou que os ataques dos tucanos tinham atingindo seu auge, grande engano. Toda a canalhice de aprovar um projeto que roubava 3% do salário dos servidores municipais, no apagar das luzes de 2018, foi um embrião para o que veríamos em 2019.

Os ataques à educação aconteceram nos três níveis – federal, estadual é municipal -, porém a dobradinha Doria/Covas vista na prefeitura (prefeito e vice-prefeito) foi elevada a um patamar de total desmonte da coisa pública com um sendo eleito governador e o outro assumindo definitivamente a cadeira de prefeito.

No município, Covas fechou escolas e salas de aula e chegou ao ponto de vender os terrenos de duas unidades do município. Graças a pressão das comunidades escolares, vereadores de oposição, pais e alunos, o projeto foi alterado. Além disso, o prefeito teve a cara de pau de descumprir o acordo de reposição salarial da categoria que foi definido em mesa de negociação com os sindicatos. Aqui vale ressaltar que os sindicatos fizeram e fazem um importante papel de enfrentamento aos desmontes e ataques desse governo e nas mesas de negociação buscam atenuar os danosos projetos da gestão.

Podemos falar ainda dos esquemas de merenda da rede conveniada e da diminuição das equipes de limpeza nas unidades escolares, mais uma decisão tomada sem qualquer debate com a rede. Covas ainda aprovou na Câmara Municipal um projeto que privatiza a Educação Infantil, pagando por vagas em creches particulares ou dando um valor em dinheiro para as mães ficarem com seus filhos em casa. A educação como direito da criança perde o seu sentido e a gestão lança um programa eleitoreiro com o slogan bacana para enganar a população e garantir a reeleição em 2020.

Além disso, o que vai ser gasto com a compra de vagas em unidades particulares poderia – se investido desse o começo da gestão – zerar a fila das creches no município. Doria por sua vez tentou aprovar uma reforma estadual da previdência, mas a luta dos servidores com os parlamentares de esquerda impediu que essa obtivesse sucesso. O governador encaminhou ainda um projeto de reformulação da carreira dos servidores da educação do estado que na verdade criará mais problemas do que trará soluções.

NO APAGAR DAS LUZES, MAIS DESMONTE E CONFISCO

Ambos os tucanos, agora, no apagar das luzes de 2019 protagonizam mais um ataque a educação e agem de forma eleitoreira. Apesar dos avanços no decreto sobre o PDE (Plano de Desenvolvimento da Educação), precisamos destacar algumas questões:

Ele vai pagar com o próprio dinheiro do trabalhador, aqueles 3% que impôs no Sampaprev a todos os trabalhadores da ativa e aposentados. Vai “devolver” o confisco salarial e não esta dando prêmio real algum;

No ano que vem, Covas publica decreto igual, e como as regras do prêmio são impossíveis de alcançar, ninguém receberá, o confisco salarial estará consumado, porém ele poderá ter sido reeleito.

Doria, por sua vez, havia prometido que o PDDE (Programa Dinheiro Direto na Escola) ia ter um valor per capita por aluno de no mínimo R$ 45,00 e um valor fixo mínimo por escola de R$ 8.000,00. Isso publicado em 12/12 no Diário Oficial, e claro, com toda a propaganda de costume que o tucano faz. Mas, o que não é novidade, Doria mente, e no D.O. do dia 28/12 a informação é de que o valor per capita por aluno será de no mínimo R$ 1,00 e o valor fixo mínimo por escola de R$ 1.000,00.

Mais uma vez fica nítido que o plano dos tucanos, em qualquer esfera que estejam, é atacar a educação, enganar os servidores e fazer maquiagens. O ano de 2020 é uma oportunidade da categoria dos profissionais da educação enfrentarem essas canalhices e não caírem mais em engodos e mentiras. A categoria quer e merece valorização, mas sem marketing ou maquiagem barata.

Respeito aos servidores públicos da educação, são os nossos votos para 2020!

 
 

Faça parte da nossa rede