Abel Ferreira

Aqui tem trabalho, meu filho!

Abel Ferreira, treinador do Palmeiras - GettyImages

Abel Ferreira, treinador do Palmeiras – GettyImages

Título de Cidadão Paulistano a Abel Ferreira gerou onda de críticas nas redes sociais; para além do debate raso de internet, uma explicação sobre o meu trabalho.

Na última quinta-feira (14/04) anunciei em minhas redes sociais que consegui a assinatura do técnico do Palmeiras em um termo de anuência para que o mesmo seja homenageado pela Câmara e receba o título de Cidadão Paulistano.  

Pronto! 

Foi postar isso e uma enxurrada interminável de críticas ao meu trabalho – de algumas pessoas que nem nunca tinham ouvido falar de mim – começaram a surgir. “A cidade não tem outras prioridades?”; “Não tem coisa mais importante para fazer, vereador?”; “Zona Leste tá tudo bem né, Toninho?” e por aí vai. 

Não critico essas pessoas, pelo contrário. Em algum momento a política foi transformada em um ringue de boxe e as pessoas, na maioria dos casos, não estão abertas ao diálogo, mas à crítica pela crítica. Ao ataque virulento e a tentativa de reduzir o adversário político a cinzas. 

Eu sou um cara do diálogo. Passei o feriado todo lendo algumas coisas, interagindo em outras e refletindo sobre o momento político que passamos no país. Escrevo esse texto para dividir com vocês algumas dessas questões. 

Políticos, e a farinha do saco da politicagem

A primeira é a mais simples e que vale para tudo na nossa vida: nem todo mundo é igual. Parece óbvio, mas por vezes as pessoas esquecem isso e tendem a reproduzir, principalmente na política, a ideia de que todos os políticos são iguais. Mas elas não fazem isso para elevar o nível da política, na maioria dos casos, nivelam  por baixo, colocando todos os políticos no mesmo balaio. 

E a quem interessa essa prática? Aos maus políticos! Isso mesmo, porque na maioria das vezes possuem mais recursos e com isso, já que na cabeça do cidadão todos os políticos são iguais, a pessoa vota no primeiro que aparece ali para ele, seja nas redes sociais ou nos santinhos da rua no dia de votação. 

Parece clichê, mas nem todos os políticos são iguais e como tudo na vida existe os bons e os maus, os que trabalham e os que não trabalham. Saber diferenciar um do outro é, antes de mais nada, um papel de cidadania. 

Outra coisa é quanto ao título em si. Se tornar Cidadão Paulistano é uma honraria, assim como uma Salva de Prata, uma Medalha Anchieta e um Diploma de Gratidão da cidade de São Paulo, todos previstos no Regimento Interno da Câmara e com regras específicas que os regem. A entrega desses títulos não faz um vereador trabalhar mais ou menos, nem o faz pior ou melhor que os demais – dependendo de quem é, ou o quê é homenageado. 

Dentro do que apregoa a Câmara, dos títulos e honrarias que um vereador pode conceder já consegui homenagear nesta Casa:

  • Frei Tito de Alencar, cidadão paulistano post mortem;
  • Nadir Gouvêa Kfouri, cidadã paulistana post mortem;
  • Reginaldo Ferreira da Silva (Ferréz), medalha Anchieta e o Diploma de Gratidão da Cidade de São Paulo;
  • Padre Paulo Bezerra da Silva, medalha Anchieta e o Diploma de Gratidão da Cidade de São Paulo;
  • Comitê Contra o Genocídio da População Pobre, Preta e Periférica, medalha Anchieta e o Diploma de Gratidão da Cidade de São Paulo, entre outras figuras. 

Explicado isso e esse histórico de prêmios concedidos, há um outro ponto importante para salientar: o meu trabalho! Sou um vereador que trabalha. E me orgulho de fazer o meu trabalho. 

Quem me segue para além do Twitter, por exemplo, sabe como meu mandato é atuante. Tem dias que o trabalho começa às 7h da manhã e se estende até as 22h. Eu sei que não faço mais que minha obrigação. Fui eleito para isso. Mas muitas das críticas que li foram no sentido de que a “cidade precisava mais que o Abel Ferreira”. Disso eu não duvido, mas uma coisa não inviabiliza a outra. 

Quem é da Educação na cidade, por exemplo, está acostumado a ver minha cara em visitas às unidades escolares do município. São inúmeras escolas visitadas. Algumas apenas para dialogar com os profissionais de Educação e ver as condições de trabalho, outras para buscar melhorias e mudanças na unidade ou no entorno. 

Como respondi para outras pessoas, eu faço valer minha cadeira no parlamento paulistano. Protocolo ofícios cobrando zeladoria de bairros da periferia, faço reuniões com subprefeituras e outros órgãos. Destinei milhões em emendas para equipamentos de saúde da periferia. 

Sobre fiscalização dos gastos públicos, meu mandato apresentou inúmeras ações na Justiça, no Ministério Público, no TCM e entre outros órgãos e só nos últimos dois anos, para ficar em coisas recentes,  já conseguimos:

  • Sentença judicial para que seja devolvido para os cofres públicos os valores gastos em compra superfaturada de máscaras descartáveis; 
  • Ação da Prefeitura pela devolução de aluguel superfaturado de escola no valor de quase de R$ 2 milhões;
  • Instauração de inquérito para apurar falta de pagamento a merendeiras por parte de empresa terceirizada pela Prefeitura;
  • Instauração de inquérito sobre os valores gastos pela Prefeitura na “Motociata” do Bolsonaro em 2021. 

Agora, por que o Abel?

A ideia do título surgiu após a conquista do tricampeonato da Libertadores. Não apenas por uma questão do clube em si, mesmo eu sendo palmeirense, mas por todo o trabalho feito pelo Abel. Principalmente durante a pandemia, essa questão do “todos somos um”, do cuidado com os funcionários do clube. Isso é importante. Um protagonismo não apenas dos jogadores, mas de cada trabalhador dentro da instituição Palmeiras. 

Além disso, os títulos e as vitórias do Palmeiras garantem um destaque ao nome da cidade onde o clube está, cada vez que o Palmeiras joga e é campeão vai sempre ser dito “ah, é aquele time do Brasil, de São Paulo” e palmeirenses de todo o Brasil vem até a cidade para ver o clube jogar e visitar a sala de troféus. No fundo, acaba sendo um destaque e um crescimento do turismo na cidade. 

Vale destacar que os coletivos de torcedores progressistas do Palmeiras, como por exemplo o Porcomunas, Palestra Sinistro, PorcoÍris e o movimento Ocupa Palestra, com quem tenho contato, se organizam em diversas atividades na cidade. Estão na luta pelo direito à cidade, nos atos contra o governo Bolsonaro, e em defesa da Educação.

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