antiracismo

Tira o racista ou o fascista da minha rua

Tira o fascista da minha rua

Saiba como mudar o nome de sua rua!

Depois de séculos de exploração, tortura e assassinato do povo negro, a população enfim começa a reconhecer a gravidade do racismo em nossa sociedade. Ainda há muito a ser feito, e não há medida mágica ou estética que vai resolver o problema. É preciso de luta, e luta séria! Mas isso não significa que esteja tudo bem manter ruas homenageando racistas e fascistas! Precisamos mudar o panorama de nossa cidade enfeitada com nomes de algozes. Alguns vão achar pouco, e talvez seja mesmo. Mas é um passo a ser dado, uma medida pedagógica para ajudar a conscientizar a sociedade sobre séculos de discriminação. Por isso queremos te ajudar. É só mandar “Tira o fascista da minha rua!” que a gente te ajuda no zap!

A primeira coisa a fazer é pesquisar o nome da sua rua. É bom que dessa forma você aprende mais sobre a história da cidade, mas também fundamental para o segundo passo, que é comunicar o restante da comunidade.

Manda um zap pra gente e nós te ajudaremos em cada passo do processo, inclusive passando todos os modelos de documentos!

Pela lei municipal a única forma de mudar o nome de uma rua é a partir de abaixo assinado com metade dos moradores dela (temos um modelinho pronto!). Mas não desanima não! Dessa forma você também estará educando a sua comunidade sobre a história do racismo e do fascismo no Brasil! Talvez mais importante que a mudança do nome, é a luta popular que vem pela mudança!

Faça uma pesquisa na rua sobre o nome de um novo homenageado (também temos um modelo para pesquisa!). Aproveita para conversar com a comunidade sobre lideranças incríveis do nosso passado! Sugerimos que procure pessoas negras importantes, ou que deram suas vidas no combate ao racismo e ao fascismo!

Daí é só mandar pra gente (a pesquisa e o abaixo assinado) que nós faremos uma justificativa e protocolaremos o PL na Câmara! A partir daí é só aguardar o trâmite legislativo!

Vale ressaltar que o trâmite legislativo é bem moroso, o projeto é protocolado, passa pelas comissões até ser votado ou no plenário físico ou no plenário virtual. Por isso, é preciso uma pressão popular pelas redes sociais da Câmara e dos demais vereadores para que ajudem na aprovação dos projetos.

Nós estamos nessa luta há anos!

Por exemplo, fizemos uma colaboração junto com a Faculdade Zumbi dos Palmares, para mudar o nome da rua Jorge Velho (algoz de Zumbi) para Rua Zumbi dos Palmares, próxima à faculdade. Também lançamos em 2016, lutando junto à comunidade negra do bairro Vila Brasilândia, um projeto de lei para homenagear a Mãe Manaundê, primeira Yalorixa de São Paulo, com o nome de uma rua na região.

Por fim, nós não fazemos só isso para ajudar na luta contra o genocídio do povo negro. Nós cumprimos a nossa obrigação enquanto mandato combativo, e propomos PLs mais efetivos; como o que cria penas graves para quem depredar peças sagradas para praticantes de religiões de matriz africana, ou o que que institui a semana de conscientização e combate ao genocídio negro. Também lutamos para garantir cotas raciais na composição dos conselhos de Participação e Controle Social em São Paulo, entre outras medidas enquanto mandato comprometido! Mas os nomes das ruas também são um problema. Reescrevem de maneira sutil e constante a história aí relacionar algozes a heróis! Não podemos deixar que as coisas continuem assim precisamos esquecer os nomes dos tiranos e nos lembrar dos nomes dos heróis! #lembremseusnome

Gabriel Junqueira

Gabriel Junqueira

Gabriel Junqueira é estudante de Direito, ativista pelo clima e estagiário do mandato do vereador Toninho Vespoli

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Lembrem os seus nomes!

Lembrem os seus nomes!

Entenda porque o racismo e o fascismo estão presente em nossos monumentos e ruas

Dia 7 de junho em Bristol, Inglaterra, ativistas negros arrancaram a estátua de um antigo racista e comerciante de escravos, e jogaram-na no rio que corta a cidade. O que ocorreu foi o desdobramento de um processo já de anos de campanha contra aquela estátua e o que ela representava. Os ativistas negros britânicos não queriam um monumento ao ódio é à escravidão. Esgotadas as vias pacíficas, arrancaram a estátua em bravo ato de heroísmo. Ocorre que no Brasil também temos monumentos e nomes de ruas homenageando, não apenas racistas, como também ditadores e apoiadores de regimes opressores. Já passou da hora de deixarmos esse assunto de lado. Durante a onda de levantes que o Brasil está enfrentando, precisamos parar de homenagear fascistas e racistas!

O assunto não é exatamente novo no Brasil. O vereador Toninho Vespoli, por exemplo, em parceria com a faculdade Zumbi dos Palmares, no projeto “ZUMBI RESISTE”, propôs que o nome da Rua Jorge Velho, no Bom Retiro, fosse mudado para Rua Zumbi de Palmares. Para quem não sabe, Jorge Velho foi o militar e escravagista que matou o líder quilombola Zumbi dos Palmares. Trocar esse nome seria não apenas uma forma de nos desvencilharmos da figura de um racista maldito, mas também uma forma de reparação histórica, em homenagem ao heróico Zumbi! Em outro projeto semelhante Toninho busca que uma rua no bairro da Brasilândia, seja denominada Rua Manaudê, nome da primeira Yalorixá (sacerdote de candomblé) em São Paulo! O atual nome, não homenageia nenhuma figura abjeta da nossa história, mas homenagear a Mãe Manaude é fazer memória a uma mulher negra e de luta.

Os fascistas e racistas são homenageados por toda a São Paulo

Temos em São Paulo muitas homenagens a racistas e fascistas. Pega por exemplo o Monumento às Bandeiras, um dos principais cartões postais da cidade. Muitos não sabem, mas os bandeirantes eram caçadores de índios e negros. Os capturavam para vendê-los como escravos! Além desse monumento, podemos citar: a imensa estátua do bandeirante Borba Gato, monumento a Anhanguera e a Pedro Álvares Cabral.

Muitos questionamentos surgem nesse momento sobre o que deveria ser feito. São propostas que vão desde demolir as imagens, ou remover para um outro espaço e colocar uma placa no local dizendo o que existia ali e para onde foi removida e até mesmo manter o monumento e colocar uma placa explicando quem foi aquela personalidade. Independente das propostas e das ideias do que fazer, precisamos urgentemente começar um debate sério e amplo sobre essa questão.

Tristes homenagens enfeitam as ruas de São Paulo

Outras tantas tristes homenagens enfeitam as ruas de São Paulo. A Avenida Castelo Branco homenageia o fascista que liderou o golpe militar no Brasil. A rua Dr. Sergio Fleury tem o nome de um dos maiores torturadores dos anos de chumbo. A rua Barão de Itapetininga se refere ao Barão Joaquim José dos Santos, comerciante de escravos negros! Essas ruas tem que cair. E no lugar devem se erguer ruas que representem a diversidade do povo paulistano! Pelo menos 37% da população paulistana é negra (pretos ou pardos na denominação do IBGE). No entanto, a cidade parece preferir homenagear fascistas, racistas, torturadores e assassinos!

Um dos gritos de guerra mais repetidos nos protestos contra o racismo nos Estados Unidos é “say their names!” (digam os seus nomes!) Não é só uma questão de dizer, temos também que lembrar. Lembrem os seus nomes! Justamente porque  que lembrar dos nomes dos heróis caídos é uma forma de construir a memória, sem a qual a mudança não pode acontecer. Não podemos deixar que os únicos nomes falados sejam os nomes dos opressores. Digam os seus nomes! Lembrem os seus nomes!

Gabriel Junqueira

Gabriel Junqueira

Gabriel Junqueira é jornalista, ativista e militante do Partido Socialismo e Liberdade. Atualmente estuda Direito e compõe Mandato Popular do Professor Vereador Toninho Vespoli.

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o que é racismo ambiental?

o que é racismo ambiental?

Aproveite o Dia do Meio ambiente para entender como as questões raciais estão inseridas na luta climática

Sabe o que é racismo ambiental? Ocorre quando as catástrofes ambientais atingem principalmente a população negra. Falta de saneamento, poluição de rios, surtos epidêmicos… Tudo isso atinge muito mais pessoas negras do que brancas! O termo tem ainda outro significado, que é quando lideranças falando sobre a luta pela mãe natureza, são cortadas dos debates por serem negras! Em tempos em que o mundo se revolta por assassinatos de pessoas negras como João Pedro, e George Floyd, é importante aproveitarmos hoje, o dia do meio ambiente, para entendermos porque a questão racial está presente inclusive na luta ambiental!

Foto de Tuca Vieira. O mundo dos pobres é também o mundo dos negros

Pessoas negras tem 62% mais chance de morrerem em decorrência da Covid-19

O termo racismo ambiental foi pensado pelo braço direito do Martin Luther King Jr., o Dr. Benjamin Franklin Chavis Jr. O que Benjamin percebeu é que as pessoas negras tinham muito mais chance de sofrerem com infecções de resíduos tóxicos. E desde então parte da comunidade ativista negra começou a perceber que o padrão se repetia para uma série de desastres ambientais. Pega por exemplo o coronavírus. Apesar de ser um vírus trazido por brancos vindos da Europa para o Brasil, a população negra paulistana, segundo dados da prefeitura, tem 62% mais chance de morrer que a branca devido à covid! 

Tão chocante quanto, é perceber que pessoas negras que falam de questões ambientais, são muito menos escutadas que pessoas brancas, independente de qualificações! Isso é, ainda, outra forma de racismo ambiental, porque reflete um preconceito da sociedade contra qualquer coisa falada por negros! É como se existisse uma barreira social invisível, que diz que para um ativismo ser válido precisa ser respaldado com a opinião de brancos. Caso particularmente chocante disso aconteceu no Fórum Econômico Mundial em Davos deste ano, a ativista e liderança negra ugandesa Vanessa Nakate, foi literalmente cortada de foto com outras eco-ativistas brancas (dentre elas a sueca Greta Thunberg), na publicação de um jornal estadunidense (Associated Press)

Em cima a versão publicada no jornal, embaixo a foto original

Quando pessoas negras lutam e morrem, a mídia se cala

Ou seja, pouco importa que Vanessa é uma ativista incrível que iniciou seu próprio movimento internacional pelo clima, a partir de inúmeros protestos na Uganda. Pouco importa saber que na Uganda, diferentemente de países como a Suécia, protestar pelo clima traz um risco imenso de prisão. Pouco importa pensar nas mazelas do aquecimento global para Vanessa e para seus conterrâneos ugandeses. Pouco importa porque são pessoas negras. E quando pessoas negras, gritam, lutam e morrem; a mídia, os jornalistas e a própria ONU se calam! 

Ocorre, também, racismo ambiental com outras lideranças que sejam parte de minorias étnicas, mas não afrodescentes. No Brasil, por exemplo, ocorre isso com a população indígena. Um nome muito difundido pela mídia, por exemplo, é o da ativista sueca Greta Thumberg. Mas muito menos mencionados são os esforços do ativista Raoni Metuktire (conhecido como Índio Raoni) pela preservação da natureza. O ativista nativo-brasileiro luta desde a década de 60 pela preservação das florestas. 

Os brancos são mais ouvidos do que os negros

Mas foi apenas após participar de conferência pelo clima em Paris, em que estava presente o cantor branco Gordon Matthew Thomas Sumner (mais conhecido como Sting) que Raoni foi reconhecido pela mídia mundial. Como se percebe o cantor Sting, apesar de ser muito menos qualificado que Raoni para tratar da luta ambiental, foi muito mais considerado pela mídia.

ativista Raoni na direita, cantor Sting na esquerda,

Não cabe aqui criticar Sting. Muito pelo contrário: o cantor tenta usar de sua fama para jogar luz sobre figuras da luta ambiental normalmente invizibilizadas. Mas não há dúvida que ele é muito mais ouvido por ser branco e rico.

Estamos passando por um período em que a sociedade enfrenta surtos de indignação contra o racismo e fascismo estruturais em nossa sociedade. Nesse dia do clima, não podemos nos esquecer de refletir sobre o que é o racismo ambiental, e como ele afeta o nosso mundo. Não podemos nos esquecer de Vanessa Nakate, do índio Raoni, do Dr Benjamin Franklin Chavis, de Sonia Guajajara, e de tantas outras lideranças negras e étnicas que lutam pela preservação de nossa Mãe Terra!

Vidas negras importam! E não podem ser esquecidas. 

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Conheça a Revista da Gente!

Conheça a Revista da Gente!
Conheça a Revista da Gente, a revista oficial do mandato do professor vereador Toninho Vespoli! Nela você encontrará notícias sobre alguns dos temas mais relevantes da cidade! De racismo à educação, tudo em um formato intuitivo e de leitura fácil. E o melhor 100% de graça! É só acessar clicando no link para acessar a versão digital. Confira o sumário da primeira edição!  

Editorial. página 3: o tempo dos falsos políticos acabou! Entenda porque VOCÊ é importante para a mudança acontecer!

 

Não basta não ser racista, é preciso ser antiracista! página 4: futebol, política e Angela Davis. Os três se encontram na declaração do  jogador de futebol brasileiro Taison, atacante do Dynamo de Kiev, da Ucrânia. Saiba mais.

Prevenir é melhor que remediar. Página 8: Saiba porque o SUS é fundamental para a sobrevivência de milhões de idosos e crianças

Quem são os verdadeiros parasitas? Página 10: estão mentindo para você! Entenda a verdade por trás de três famosas fake news a respeito dos servidores públicos.

O Deus do respeito. Página 12: a intolerância religiosa no Brasil só aumenta. Principalmente contra religiões de matriz africana. Entenda neste texto a opinião de vários líderes religiosos sobre o assunto.

caravana-18

A educação em caravana. Página 14: Conheça o grupo formado por quatro ativistas que está transformando a realidade das salas de aula em São Paulo conjugando apenas dois verbos: escutar e agir.

 

O nome dele é Toninho. Página 20: Criado na periferia, o professor e vereador Toninho Vespoli, 54 anos, é um dos mais admirados dentro e fora da Câmara Municipal. Conheça mais sobre o primeiro vereador do PSOL eleito na cidade de São Paulo.

Infográfico: como nasce uma lei. Página 23: saiba como é o processo de aprovação de leis municipais.

A cidade é nossa. Página 26: Entenda como movimentos sociais por mais saúde e moradia reivindicados por antigas gerações conseguiram transformar a luta em conquistas para as periferias

De bike na ZL. Página 30: Convidamos a cicloativista e moradora da zona leste, Márcia Fernog, para falar sobre os desafios de pedalar na ZL

Festa no morro. Página 32: Uma das mais belas festas de rua de São Paulo acontece no Morro do Querosene, bairro próximo ao Instituto Butantã. Conheça mais sobre a tradicional festa!

Medalha para a inclusão. Página 34: Entenda Como o esporte pode ser um importante instrumento de inclusão para pessoas com deficiência

Dupla invisibilidade. Página 36: Para combater o preconceito LGBT é fundamental participar de organizações que ajudem a driblar o isolamento e a solidão. Conheça como fazer parte da mudança! 

Não me abandone. Página 38: Festas de fim de ano são boas para os humanos, porém os pets nem tanto. Segundo pesquisas, o índice de abandono de animais cresce em torno de 30% nessa época. Saiba mais.

Entrevista com Sâmia Bomfim. Página 39: Sâmia Bomfim foi a oitava deputada mais votada do estado de São Paulo, com surpreendentes 250 mil votos! Conheça mais sobre a colega de Toninho Vespoli que está lutando para mudar como a política funciona!

Gabriel Junqueira

Gabriel Junqueira

Gabriel Junqueira é jornalista, ativista e militante do Partido Socialismo e Liberdade. Atualmente estuda Direito e compõe Mandato Popular do Professor Vereador Toninho Vespoli.

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