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Escravidão 2.0!

ESCRAVIDÃO 2.0!

Entenda porque com aplicativos como a Uber, vem um novo tipo de exploração!

A febre começou com a Uber. A nova “startup” de motoristas. “Seja o seu próprio chefe”, eles prometeram, “trabalhe quando você quiser!”. Mas o canto da sereia escondia uma perigosa armadilha: a escravidão 2.0!

Não entenda mal. Para muitas pessoas que ficaram desempregada após as crises dos bancos ceifarem as carreiras de tantos brasileiros, iniciativas como a Uber serviram de bote salva-vidas. Só a Uber serve hoje de ganha pão para 600 mil brasileiros. Mas não deixem isso disfarçar esse novo tipo de exploração. 

Acontece que esse tipo de plataforma tira de quem realiza o serviço, o poder de definir quanto pretende cobrar. Este poder passa a ser dos donos dos novos meios de reprodução do capital: os donos de aplicativos. Ao mesmo tempo, assim como os antigos meeiros, os aplicativos absorvem a mais-valia dos trabalhadores na forma de taxas que podem chegar a quase 50%!

E o problema não é só com a Uber. Cada vez mais serviços estão sendo legados a essa lógica. Do ponto de vista do consumidor é uma festa: motorista particular, passeador de cães, e agora até mesmo faxineiras, tudo ao alcance dos dedos. E aos preços mais baixos do mercado! 

Para os trabalhadores, em momento de crise de desemprego, os aplicativos acabam sendo a única saída. Mas os ganhos reais acabam sendo muito mais baixos do que o tradicional! E sem nenhum tipo de garantia! Se uma empresa de contratação de motoristas tradicional contratasse um motorista, teria que garantir, além do salário, aposentadoria e coisas como seguro desemprego. Ainda mais, teria que se responsabilizar pelo motorista em casos de acidentes e roubos no trânsito. Mas na prática, o descaso da empresa é total! Tamanha exploração, para alguns especialistas, pode configurar trabalho escravo. A escravidão 2.0!

As empresas de aplicativo sustentam a farsa do “empreendedorismo”. O que ocorre é a Escravidão 2.0!

Já a Uber, apenas recentemente começou a recolher contribuições para INSS (por imposição legal), enquanto outros benefícios continuam sendo negados. Um motorista do aplicativo, em uma rua deserta durante à noite, não pode contar com ninguém a não ser ele mesmo. Isso ganhando um valor mensal líquido de cerca de 2000 reais, trabalhando 12 horas por dia!

A forma que essas empresas conseguem se safar, é alegando que não são elas contratando os motoristas. Ao invés disso, elas alegam serem apenas “parceiras”, os motoristas sendo tratados como “empreendedores”. Oras, para além da violação de princípios trabalhistas como o da primazia da realidade, trata-se, em termos simples e claros, de uma tremenda cara de pau!

Alguns vão argumentar “mas essa é a única forma desses aplicativos viabilizarem seus serviços”. Isso faz parte de uma narrativa mentirosa que sugere as empresas como a Uber como coitadinhas, sendo explorada por todas as partes. Tremenda inversão de valores que tenta fazer parecer o explorador explorado, e o explorado explorador.

A verdade é que empresas como a Uber cobram, no Brasil, taxas muito maiores do que em várias outras partes do mundo, produzindo lucros imensos para uns poucos acionistas. É imoral e injusto que bilionários, donos de megacorporações se recusem em pagar o seu quinhão dos impostos, enquanto trabalhadores de aplicativo são forçados a viver com salários baixos, em situações precárias! Chegou a hora de dizermos em alto em bom som que não aceitaremos tamanha exploração!

Gabriel Junqueira

Gabriel Junqueira

Gabriel Junqueira é jornalista, ativista e militante do Partido Socialismo e Liberdade. Atualmente estuda Direito e compõe Mandato Popular do Professor Vereador Toninho Vespoli.

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Um mandato popular!

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Carnaval sem censura

O carnaval está começando, e todo mundo já está se programando para ir nos blocos mais legais! Mas para além daqueles mega-blocos comerciais, existe muita coisa da hora com um jeitão mais popular! conheça aqui duas listas de blocos de carnaval. A primeira uma lista de blocos nas periferias de São Paulo, que deixam bem claro que carnaval não se faz só no centro. E a segunda uma lista de blocos do centro, mas com propostas super alternativas e disrruptivas. É pra ninguém ter desculpa esse ano para não dar força ao carnaval popular!

Lista Periferia!

1. Bloco do Baião. No Carnaval também tem baião! Em São Miguel Paulista, esse bloco veio para homenagear a Luiz Gonzaga, o rei de todos os tempos do gênero nordestino. A folia acontece sempre na Zona Leste, siga o som da sanfona! Saiba melhor pelo site!

2. Bloco Tá Suavi. A perifa merece um bloco ao nível do povo! Por isso criaram, em plena Sapopemba, o bloco Tá Suavi! O obejetivo do bloco é reunir a comunidade e fortalecer a economia local da região. checa aqui mais informações!

3. Comunidade 100% Iracema. O Bloco Comunidade 100% Iracema foi fundado, em Brasilândia por amigos que também participam dos desfiles das escolas de samba do carnaval paulistano. A finalidade é ser mais um braço da cultura do carnaval para a região. O grupo, ao longo dos anos, também atua em todas as manifestações culturais e esportivas etc da região. Por aqui, você encontra mais informações!

4. Bloco do Hercu. O Bloco do Hercu foi criado por amigos, em encontro nos bares do Jardim Herculano e com a intenção de trazer um pouco do carnaval paulistano para o bairro, que ficava excluído do eixo Centro-Zona Oeste. Agora os “jardinenses” tem um lugar para curtir! Pode vim farrear! Mais informações por aqui!

5. Bloco Afro É Di Santo. O Bloco Afro É Di Santo nasceu em 2010 na região de M’Boi Mirim. Com composições autorais e também canções de ritmo samba-reggae, o grupo busca valorizar toques e ritmos de origem afro-brasileira. No link, mais informações obre como participar!

Lista no centro!

1. Bloco do Fuá. Um dos blocos mais disruptivos de São Paulo toma as ruas do Bixiga, esse ano com o tema “A dor, a luta e a delícia de ser Mulher”. O Bloco do Fuá convida a todis que pensam que chega de agrotóxico, de queimadas, de feminicídio, de preconceitos, do obscurantismo e fundamentalismo, a paricipar do nosso cortejo. Mais informações no site.

2. Carnaval Invisível. A ideia é atuar em blocos ajudando a catar latinhas para os catadores! A verdade é que a quantidade de lixo que fica no Carnaval é absurda. O grupo pratica a cidadania, enquanto, também, ajuda os coletivos de catadores! Será nos dias 22 e 23 de fevereiro. Confira mais aqui!

3. Bloco Ano Passado Eu Morri Mas Esse Ano Não Morro. Um baile de carnaval com show do bloco, convidados e DJ para cantar junto, em clima de carnaval, sem esquecer da potência política que esta festa traz em sua catarse. E todos fantasiados! Criado na Vila Anglo, São Paulo, em 2017, meses antes da morte de Belchior e depois do Golpe parlamentar de 2016, o bloco toma emprestado as músicas do compositor para gritar em alto e bom som “Ano Passado Eu Morri, Mas Esse Ano Eu Não Morro”. Mais informações aqui!

4. Bloco Peixe Seco. Em 2020, o Bloco do Peixe Seco canta os “Rios voadores”, cursos de água atmosféricos que “escorrem” da região amazônica espalhando-se para todo o continente, garantindo chuvas regulares e garantindo água para boa parte da América do Sul. Venham navegar com o Peixe Seco. horário e trajeto no site!

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