avaliação

O PREFEITO 12%

Toninho esculacha Ricardo Nunes

O prefeito mais mal avaliado em início de mandato da história da cidade. A verdadeira herança maldita dos tucanos para São Paulo. 

Segundo pesquisa Datafolha, Ricardo Nunes tem 12% de ótimo/bom, 46% de regular e 30% de ruim/péssimo. Esses números representam o menor percentual de aprovação desde o início da série histórica, iniciada em 1986. Antes dele, considerando-se os limites da margem de erro, só Celso Pitta (então no PPB), com 15%, Gilberto Kassab (então no PFL), com 15% no primeiro mandato, e Fernando Haddad (PT), com 18%, registraram marca tão baixa no ano inaugural de suas gestões.

O atual prefeito também é, entre os prefeitos avaliados pelo Datafolha, aquele com a maior parcela de entrevistados que dizem não saber avaliar sua gestão. Falando em bom português, não fazem a menor ideia de quem é o prefeito ou o que ele tem feito para a cidade. 

Com uma gestão morna, meio água de salsicha, Nunes usa a prefeitura para fazer caixa. São Paulo parece uma instituição financeira que junta dinheiro sem aplicar em efetivamente nada que vá melhorar a vida do povo. 

Por falar em “vida do povo”, é só acompanharmos os jornais locais: rádio, TV, internet e os impressos, para entendermos essa avaliação positiva tão baixa. A prefeitura não fez nada

O que fizeram com a educação municipal?

Vou falar da Educação que é uma das áreas que mais tenho relação: problema na merenda, problema nos tablets, problema nos kits multimídia, problema na limpeza das unidades, problemas com as AVEs e estagiárias para atendimento das crianças com deficiência, problema na compra dos uniformes e no material escolar, não cumprimento de promessa para o TEG e a criação do baby TEG. Ufa! Isso para falar de apenas uma pasta. 

Vamos falar da questão urbanística e de moradia?

A falta de diálogo com o conjunto da sociedade, com os conselhos de representação da sociedade civil ou com os movimentos sociais dão a tônica de uma gestão que veio para atender aos interesses de apenas um lado da balança, aquele que se interessa pelo lucro antes de qualquer coisa. 

O Sindicato do Mercado Imobiliário está quase que despachando no 5º andar do Edifício Matarazzo, enquanto o povo não consegue ser chamado para uma reunião, quem dirá ter suas reivindicações atendidas. 

O que dizer da apresentação de projetos cheios de pompas que chegam à Câmara Municipal em caráter de urgência e são aprovados num piscar de olhos, mas não saem do papel e são apresentados pelo marketing do prefeito como coisas que vão revolucionar a cidade.

E na pandemia?

O que dizer da atuação durante o segundo ano de pandemia, quando assumiu a gestão? Pífia! Em nenhum momento, o prefeito agiu para assumir a dianteira na luta por dignidade e uma renda emergencial verdadeira para os trabalhadores e trabalhadoras que sofriam e sofrem com inflação e desemprego.

Medidas medíocres durante os momentos mais tensos de isolamento e mortes. Sem garantia efetiva da frota de ônibus nas ruas ou atendimento às necessidades mais básicas da população. 

Sombra de um vice-prefeito

No Brasil, infelizmente, tem-se a cultura de que ninguém vota no vice. Esse personagem é um fantasma político que assombra o titular do cargo. De fato, Nunes continua a ser isto. Um fantasma que assombra os tucanos pela péssima escolha para vice-prefeito, quando sabidamente, o candidato a prefeito enfrentava uma grave enfermidade. 

Na campanha foi uma pedra no sapato de Covas, que a todo custo tentou escondê-lo.  

Depois de 2016, falar de vice é sempre um tema espinhoso, ainda mais quando esse vice é do MDB. Por mais críticas que possamos ter, Nunes não chega nem perto de figuras como Kassab, por exemplo. Ainda que de pela direita, ao assumir a prefeitura, Kassab resolveu governar a cidade e não apenas ser um fantoche na mão de determinados setores mais ricos da cidade ou de velhas figurinhas políticas carimbadas. 

E faz sentido a avaliação de Nunes ser boa entre os evangélicos. Quando vereador era presença confirmada no meio da bancada fundamentalista da Câmara, agora prefeito, faz questão de reforçar esse comportamento e as alianças com esse setor da Câmara Municipal e da sociedade.

Casa de despachos 

Por falar em Câmara, essa Casa faz tudo que pode para tentar ajudar o prefeito. É impressionante como o parlamento municipal virou um mero despachante e carimbador dos projetos do executivo. Nunes não enfrenta resistência nenhuma em projetos na Casa. 

E são projetos ruins, muitas vezes mal escritos. Semana passada fizeram um circo para passar um projeto que nem o líder do governo sabia o que era. E para a surpresa de todos os vereadores, uma coisa que nunca vi nesses quase 10 anos de Câmara, o PL era um rascunho escrito à mão

Ricardo Nunes é um rascunho mal acabado de prefeito.

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