capitalismo

Por que a internet não pega na periferia?

por que a internet não pega na periferia?

Entenda como o lobby das empresas de telefone funciona como trava para o sinal nas periferias

Já reparou como o 4G  pega melhor no centro do que na periferia? Já se perguntou por que a internet não pega na periferia? A razão disso é porque faltam antenas de celular. Talvez alguns leitores estejam pensando naquelas mega antenas, prédios imensos com uma “ponta” no topo em formato piramidal. Na verdade, hoje em dia, as antenas são bem menores, e podem, em teoria, ser instaladas com muito mais facilidade. O problema é que um complô entre o lobby de telefonia das operadoras e atores políticos corruptos, somados à cara de pau das empresas de telefonia em quererem descontos em impostos em “troca” de pagar pela infraestrutura, fazem com que as antenas sejam poucas e concentradas em bairros de rico!

Já há décadas que as pressões regulatórias relacionadas às antenas de celular giram em torno das empresas de telefonia. A questão é como dificultar o surgimento de novas concorrentes, enquanto acordam entre si as parcelas de mercado destinadas a cada uma.

Justamente por formarem um oligopólio, elas não querem que mais antenas sejam instaladas! Fazem lobby, em todas as esferas do poder, para dificultar a instalação de mais antenas. por que a internet não pega na periferia? Por que as empresas de celular não querem! Percebe-se a hipocrisia das elites: defendem a “livre concorrência” como regramento máximo para a sociedade, mas apenas enquanto não entrar nos negócios delas!

Oras, se mais empresas pudessem instalar antenas de celular, ficaria fácil para novas empresas menores entrarem no jogo! Por isso a situação é delicada: se, por um lado, a empresa que instalar mais antenas teria vantagem sobre a concorrência, por outro, a única forma de conseguir esta vantagem seria facilitando o surgimento de concorrentes. Até hoje, as empresas preferiram resolver as coisas com base em “acordos”: a Claro, por exemplo, negocia com a Tim o uso de suas próprias antenas, e em troca a Tim, que tem menos antenas, fica quietinha! Mas o equilíbrio de forças é sutil. A chegada do 5G cria uma vantagem muito grande para a empresa que construir novas antenas, mais modernas, capazes de transmitir o novo sinal. Por isso que tem aumentado a pressão para a construção de novas antenas.

Ninguém é santo, no entanto. Os mesmos que agora querem mais antenas, querem que o governo pague pela infraestrutura. Mas não para ser do governo, e sim para ser propriedade das próprias empresas! Defendem isso, em verdade, de forma indireta, pressionando por isenções fiscais “em troca” da instalação de antenas. Argumentam ser infraestrutura de interesse geral. Como se elas não tivessem interesse em criá-las! É incrível como os ricos abraçam os argumentos da “livre iniciativa” e da “concorrência” sempre pela metade: são contra a intervenção do Governo, exceto a que lhes beneficie!

A cara de pau é, ainda, particularmente grande considerando a imensa dívida dessas empresas com o Estado. Segundo CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) feita para investigar as dívidas das empresas de telefonia, apenas as 5 maiores empresas de telefonia (Vivo, Claro, Oi, Tim e Nextel), podem dever à cidade perto de 38 milhões de reais! O suficiente para mais de 63 mil auxílios de 600 reais. São estas as empresas pedindo ajuda do município para construir as antenas!

É preciso, sim, pensar em formas de facilitar a instalação de antenas de celular em São Paulo. Internet não pode ser apenas para bairros ricos! Mas isso tem que ser pensado com malícia. Alguns dos que defendem “menos burocracia” hoje serão os primeiros a defenderem mais barreiras para a instalação se eles se tornarem hegemônicos! Deve haver facilidade para a instalação, mas facilidade para todos, com lobby ou sem lobby.

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Bolsonaro quer que falte água!

Entenda quem lucra com a falta d'água no Brasil!

Devido às mudanças climáticas, o Brasil começa a sofrer com a falta d’água. Se, por um lado, trata-se de fenômeno meteorológico, causado, principalmente, pelas maiores potências poluidoras (em especial, Estados Unidos e China), por outro o Governo, e em particular o Bolsonaro, “empurra com a barriga” o problema, culminando nas tragédias agora vividas. As empresas privadas de energia elétrica, por outro lado, aproveitam indícios de que a energia elétrica brasileira (na maioria dependente da oferta de água) deve se tornar mais escassa, para pressionarem a privatização da Eletrobrás. O Bolsonaro, e seu guru Paulo Guedes, não fazem nada em face do desastre. Pelo contrário: no fundo, Bolsonaro quer que falte água!

Primeiramente, é importante ser honesto: por mais ecocida que o Bolsonaro seja, e por maior que esteja sendo a devastação das matas durante o seu Governo, ele não pode ser exclusivamente responsabilizado pelo aquecimento global. Tampouco pode ser o único culpado por nosso despreparo para enfrentar a crise hídrica, decorrente da crise climática: há décadas cientistas alertam sobre a possibilidade do que hoje ocorre e muito pouco foi feito. No entanto, na iminência, e durante os primeiros efeitos dos problemas, a resposta do Bolsonaro tem sido um fracasso! Isto é, a não ser para as empresas privadas de energia elétrica.

Acontece que a maioria (cerca de 70%) da matriz energética brasileira é baseada em hidrelétricas. É uma matriz relativamente limpa, e, em teoria, renovável: o ciclo da chuva garante a reposição constante de água em pontos altos de hidrelétricas. A queda dessa água gira turbinas, que convertem energia potencial gravitacional, em energia elétrica.

Isso tudo é lindo, até o momento em que as chuvas diminuem. O aquecimento global, em padrões previstos à décadas pelo IPCC da ONUprevistos à décadas pelo IPCC da ONU (sigla em inglês para Painel Internacional de Mudanças Climáticas), causou uma mudança no regime de chuvas, e uma consequente diminuição na geração de energia em hidrelétricas.

Isso, por sua vez, significa que a energia elétrica (um bem fundamental para a sobrevivência no mundo moderno) está se tornando mais escassa. Em uma lógica de mercado, regida pela lei da oferta e procura, teríamos uma mesma procura (demanda por energia elétrica) para uma oferta menor, resultando em preços mais altos. Péssimo para a população, para a própria economia do país (dependente de energia elétrica), mas ótimo para quem puder se dar ao luxo de vender este recurso essencial. Por isso que é justamente neste momento que o governo Bolsonaro debate a privatização da Eletrobrás! Porque é o momento em que seria um melhor negócio do ponto de vista de quem comprasse a estatal! Ou seja, o lucro é maior se faltar água. Logo, Bolsonaro quer que falte água!

Um Governo decente sairia investindo o máximo possível em outras fontes de energia. Aproveitaria as condições climáticas excepcionais do Brasil para a geração de energia solar, eólica, das marés; estudaria sobre a possibilidade de construção de mais hidrelétricas (sempre em conjunto e respeito aos guardiões da florestas, os povos nativos); e investiria em pesquisas em universidades para investigar aparatos mais modernos e seguros para o uso de energia nuclear. Tudo isso, lógico, custaria dinheiro. Não há milagre. Mas sairia muito mais caro não fazer estes investimentos! O encarecimento da energia elétrica dificultaria ainda mais a atividade industrial no Brasil; micro e pequenas empresas teriam custos a mais para manter suas portas abertas, isso tudo para não entrar nos apagões, que provavelmente resultariam da inação do Governo. Seja de um ponto de vista social ou econômico, fazer estes investimentos deveria ser uma decisão óbvia!

O “problema” é que investir em energia elétrica para a população, tornaria este bem mais barato. Seria o inverso do que ocorre hoje: para uma mesma demanda a oferta de energia cresceria. Isso significaria que, para uma empresa privada, seria menos interessante. Ou seja, no fundo, o Governo, a serviço, não da economia mas de poucas grandes empresas, prefere garantir uma situação de escassez controlada de energia, a fim de dar lucro para amigos empresários! Bolsonaro quer que falte água!

Não importa como você olha para a questão: privatizar a Eletrobrás pioraria tudo! O Estado, diferente de empresas privadas, não possui como objetivo o lucro. O regime de preços, mesmo em situação de escassez, é controlado a fim de garantir preços, ao menos não tão elevados. Se acham que pagam caro, seria pior ainda com uma empresa privada!

É importante repetir a fim de não distorcerem o que está sendo dito: ninguém acha que a falta d’água é culpa de Bolsonaro. Mas a sua reação inescrupulosa e genocida ao problema deve ser criticada com todas as forças! A Eletrobrás tem que ser pública, e o governo tem que investir em fontes limpas de energia urgentemente!

As opiniões presentes no texto não necessariamente refletem as opiniões do Vereador Toninho Vespoli

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Direito público e privado na saúde

Direito público e privado na saúde

Entenda como os princípios do direito público e privado, cruzam com os interesses do capitalismo e a busca incessante do lucro, trazendo um grande conflito de interesses entre o Estado de Direito e o funcionamento do poder judiciário.

No Brasil através da Constituição cidadã de 1988/1989, os direitos sociais são incorporados a população como uma forma de garantir que a população tenha acesso ao mínimo necessário para sua sobrevivência, porém como esse direito é aplicado, traz a luz a quem realmente o Estado de direito está servindo. Um grande exemplo é no direito à saúde, onde está previsto que a saúde tem que ser garantida pelo Estado ao cidadão, mas ao buscar o cidadão a justiça o direito público entra em conflito com o direito privado, sendo esse direito privado protegido pelos interesses do capitalismo.

Os acontecimentos no Brasil a partir de 2015, colocam em evidência através de um grande golpe com apoio de personagens do poder judiciário, que em apoio a pautas políticas e sobre o domínio do poder econômico, conseguiram articular as eleições de 2018 e colocar na Presidência do Brasil Jair Bolsonaro, mesmo ele se recusando a participar dos debates como uma estratégia política para não expor as suas reais intenções, patrocinadas pelo mercado, este conteúdo histórico e traumático ao povo brasileiro. Vindo somente agora em 2021/2020 muitos fatos a serem esclarecidos, aquilo que os movimentos sociais e políticos já anunciavam bem antes, evidenciando  uma desmoralização do significado do poder judiciário e sua imparcialidade.

O desafio atual é garantir que os direitos sociais não sejam sucumbidos pelos interesses do capital, que sempre estiveram em conflito com aquilo que é público, pois é a garantia de um direito social, que afeta o lucro do capital. O Sistema Único de Saúde é um grande exemplo de resistência, onde historicamente o capital luta para afirmar que a saúde é uma mercadoria, e os movimentos sociais que defendem o SUS gritam que não é um produto de mercado e sim um direito essencial a vida, e portanto não deve obedecer a ótica do mercado. E este conflito entre o público e o privado está no palco de muitas representações no poder judiciário quando se trata de saúde, porém o que nos faz pensar é sobre a quais interesses este poder atende, ao que é público, garantindo o direito privado, ou o privado revestido no direito público.

A ótica da reprodução social do lucro dentro do Estado Capitalista é pela opressão, estando o Estado a favor dos interesses do capital e não dos interesses coletivos da sociedade, pois o sistema invisível ou mão, está ali representado por quem se apodera do que é público para permitir ao privado sua livre circulação através de barganhas políticas. Para romper as forças opressoras deste sistema é preciso antes de tudo gerar conscientização de quem é oprimido, pois o fetichismo do capital rompe o entendimento daquilo que é uma conquista social, como a exemplo o SUS e os direitos garantidos na Constituição cidadã brasileira e atualmente tão atacados e até mesmo com apoio de muitos cidadãos dependentes  do mesmo.

Douglas Cardozo é Economista, Pós Graduando em Saúde Pública e Consultor de Saúde do Mandato Popular do Professor Toninho Vespoli

As opiniões presentes no texto não necessariamente refletem as opiniões do Vereador Toninho Vespoli

Douglas Cardozo

Douglas Cardozo

Douglas Cardozo é Economista, Pós Graduando em Saúde Pública e Consultor de Saúde do Mandato Popular do Professor Toninho Vespoli

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Os Comensais da Morte

Os Comensais da Morte

Saiba como os ricos estão lucrando com a pandemia!

A situação não está fácil pra ninguém, né? Bem, pra ninguém não. Se você for um mega rico, a pandemia não só não atrapalhou como ajudou! Enquanto passamos de 4 mil mortos por dia por causa da pandemia, o Brasil adicionou mais 20 nomes na lista dos bilionários!! Enquanto o Congresso negocia cortes de impostos que devem beneficiar principalmente os mais ricos! São os comensais da morte que atuam nos bastidores do capitalismo, impedindo o bem-estar do povo, enquanto multiplicam suas fortunas!

Talvez você tenha se indignado com o Projeto de Lei recentemente aprovado na Câmara dos Deputados que permite às empresas furarem a fila da vacina. Mas não é apenas assim que os ricos estão tendo a melhor! Há décadas os bilionários encontram truques para não pagar a sua parte dos impostos. Só entre 2007 e 2018 os bilionários deixaram de pagar 650 bilhões de reais em imposto! Só este valor seria o suficiente para pagar o auxílio emergencial à 67,7 milhões de brasileiros por um período de 1 ano e 4 meses! É bom ter em mente que esses números são apenas uma estimativa, considerando que os desvios fiscais costumam ser difíceis de rastrear. É bem possível que o número seja, na realidade, bem maior.

Lucro Pandêmico

Mesmo agora, durante a pandemia, os bilionários estão aumentando suas fortunas! Só entre o ano passado e este ano a fortuna dos bilionários brasileiros aumentou em 56,21%, em 164,1 bilhões de dólares! Além disso, no mesmo período, surgiram 20 novos bilionários no Brasil. Ao mesmo tempo, o desemprego bate recordes, e a fome volta a ser um problema, com 116 milhões de brasileiros (mais da metade) ficando sem ter o que comer. E tem ainda quem queira achar que ter mais mega ricos é bom para o país!

Parte do dinheiro dos bilionários veio de cortes fiscais dados aos mais ricos durante a pandemia. Ocorre que o Governo federal, em 2020, promoveu reduções em uma série de impostos, como o PIS, COFINS, Contribuição Previdenciária Patronal, e Débitos e Créditos Trabalhistas. Estes cortes, se dirigidos apenas aos milhões de microempresas, que contribuem para o grosso das ocupações do Brasil, poderiam até ser positivos. Melhor ainda seria continuar com a mesma arrecadação, mas distribuir os frutos desses impostos diretamente aos mais pobres, em programas de distribuição de renda. Mas ao invés disso os cortes foram para todas as empresas. O problema, no entanto, é ainda maior. Conseguir estas reduções é um processo burocrático, complicado. Na prática, quem está em melhores condições para consegui-las (seja ativando a justiça com advogados, seja conhecendo as pessoas certas) são justamente os mais ricos!

Os comensais da morte

Isso tudo para não entrar nos bilionários que lucraram diretamente com a pandemia. Empresas de delivery e comércio, por exemplo, como o Ifood e o Mercado Livre, conseguiram transformar a pandemia em “oportunidade”. Super-exploraram trabalhadores de aplicativos, e micro e pequenas empresas, para sugar o maior valor possível dos bolsos de quem pode se dar ao luxo de permanecer em casa.

Alguns poderiam dizer “mas uma ocupação ruim é melhor do que nem uma”. Mas sabe o que é melhor ainda? Uma ocupação decente, com os cuidados sanitários necessários para que o menor número possível de pessoas tenha que morrer por trabalhar em uma atividade considerada essencial! O que seria perfeitamente possível se o Estado reconhecesse os entregadores como trabalhadores das empresas de aplicativo! Atualmente ao invés, essas empresas conseguem super-explorar os trabalhadores, fingindo que eles não trabalham para as empresas. Desse jeito conseguem dar o mínimo a quem se mostrou tão essencial durante estes tempos!

Isso tudo acontece enquanto o número de pobres do Brasil só aumenta. Durante a pandemia, o Brasil bateu um recorde de desigualdade, se tornando o sexto país mais desigual do mundo. Atualmente, apenas 1% da população concentra 28.3% da riqueza.

Bolsonaro está a serviço dos ricos!

O Bolsonaro fez tudo o que pode para piorar a situação. Tentou barrar o auxílio emergencial, aprovou cortes nos impostos que beneficiam os mais ricos, perdoou dívidas dos super ricos, enviou bilhões de reais em empréstimos que acabaram chegando, principalmente, em grandes empresas, sem impacto observado na melhora das condições dos pobres. Enfim, ele é com certeza parte do problema, mas não podemos nos esquecer: ele está a serviço dos comensais da morte, dos mega ricos.

Não à toa que Bolsonaro recentemente foi ovacionado em jantar com com grandes empresários e os mega ricos. Apesar de sua gestão horrível, estes “homens de negócio” tiveram a falta de escrúpulos necessária para aplaudir o genocida. O Bolsonaro adora ser elogiado, feito um cachorro bobinho que recebe um biscoito (com todo o respeito aos cachorros).

Dando nome aos bois

Não podemos deixar a situação quieta. O Bolsonaro é tão inimigo quanto aqueles que mantém sua presidência. Durante o Jantar estavam presentes o David Safra, do Banco Safra; o Luis Carlos Trabuco, do Bradesco; o André Esteves, do banco BTG Pactual; o Rubens Menins, do Banco Inter (e que também está por trás da CNN Brasil); o Rubens Ometto, da COSAN Brasil (empresa mãe da COMGAS); o Carlos Sanchez, da EMS Farmacêutica; o Paulo Skaf, da FIESP; o Alberto Leite, da FS Security; o Ricardo Faria, da Granja Faria; o João Camargo, do Grupo Alpha; o Washington Cinel, do Grupo Gocil; o Alberto Saraiva, do Habibs; o Candido Pinheiro do Hap Vida; o Cláudio Lottenberg, do Hospital Albert Einstein; o Tutinha Carvalho, da Jovem Pan; o José Isaac Peres, da Multiplan; o Flávio Rocha da Riachuelo e o José Roberto Maciel, do SBT.

Muitos destes nomes podem ser desconhecidos. Talvez seja hora de começar a aprende-los. São tão responsáveis pela nossa situação quanto o Bolsonaro. São os comensais da morte!

Toda essa situação torna mais urgente do que nunca o debate a respeito de medidas redistributivas. São várias, e todas são urgentes. taxação de grandes fortunas, IPTU progressivo no tempo, taxação dos lucros e dividendos, Imposto de Renda em que os megas ricos paguem mais, revisão nos impostos de grandes templos/negócios em que mega ricos lucram com a fé do povo, entre várias outras. Do contrário os comensais da morte continuarão a lucrar da morte do povo!

As opiniões presentes no texto não necessariamente refletem as opiniões do Vereador Toninho Vespoli

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O capitalismo mata!

O capitalismo mata!

Entenda porque, no capitalismo, todo o dinheiro é manchado de sangue!

Desde que nascemos as mortes que o capitalismo causa são disfarçadas. Na educação a maximização do lucro serve como barreira para uma educação capaz de salvar vidas; nos noticiários o medo é colocado contra os mais pobres, as periferias, e casos tristes, porém amplificados, de crimes brutais. Vivemos em uma ditadura do medo. O que não nos contam é que é também uma ditadura sanguinária e distópica. O capitalismo mata – e mata muito!

Mortes na educação

Já bem cedinho nas salas de aula o capitalismo já começa matando. Segundo pesquisas em vários lugares do mundo a criança que não tem ensino médio completo morre até 10 anos mais cedo do que a que tem! Mas pela lógica capitalista, educação seria mera mercadoria. Pouco importa se a falta de acesso custe vidas humanas. A educação pública, por ameaçar ser concorrência à educação privada, acaba sendo sucateada. Há lobbys pesados e ativos em todos os níveis do governo para garantir que a educação pública permaneça ruim. 

Em casa, nos noticiários, o medo é usado para impedir as pessoas de pensarem. Contam casos graves e violentos de assassinatos brutais, geralmente praticados por pessoas pobres e periféricas. A verdade, no entanto, é que quem mais morre é justamente quem é retratado como vilão: as pessoas pobres e negras! Somos convencidos a ter medo justamente daqueles que mais morrem em nossa sociedade. E razão das mortes está muitas vezes relacionadas com as carências das regiões mais pobres. 

A cultura contra a violência!

Educação de qualidade, disponibilização de equipamentos culturais, garantia de emprego e renda são todas coisas que comprovadamente ajudam no combate à violência. Mas para o capitalismo essas coisas não dão lucro. Não há interesse econômico. Para não falar que outra causa da violência é causada diretamente pelos mega ricos: a especulação imobiliária expulsa pessoas de suas casas em São Paulo forçando-as ao desespero. Muitas se tornam moradores de rua, aumentando bastante o risco de morte! Mas isso os noticiários não contam. Preferem vender o medo dos pobres e miseráveis, o que só serve para legitimar uma polícia truculência e, por si própria, assassina. Em nenhum momento a grande mídia reflete que a causa de tanto terror é o próprio capitalismo.

Em última instância, o capitalismo visa apenas o lucro, seja vendendo educação ou jornais. O valor da vida humana fica, na melhor das hipóteses, em segundo plano. No fim é a causa de muitas mortes! O capitalismo mata! Não podemos deixar isso continuar. Ou mudamos, ou restará a barbárie!

Gabriel Junqueira

Gabriel Junqueira

Gabriel Junqueira é jornalista, ativista e militante do Partido Socialismo e Liberdade. Atualmente estuda Direito e compõe Mandato Popular do Professor Vereador Toninho Vespoli.

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6 lugares que se arrependeram de privatizar o saneamento básico

6 lugares que se arrependeram de privatizar o saneamento básico

Entenda o desastre da privatização da água!

Que o saneamento básico no Brasil não funciona todo mundo já sabe: 60% das população não tem saneamento e esgoto adequado. Alguns insistem em achar que a solução para tudo seja a privatização. Tal fetiche privatista está a todo o vapor no Brasil, levando a aprovação no senado, nesta quarta feira, dia 24/06, de lei que privatiza o saneamento básico. Mas o fato é que países e cidades ao redor do mundo que privatizaram o saneamento estão se arrependendo (e muito!). Na verdade, estudo citado pelo relator especial das Nações Unidas sobre o tema, o brasileiro Leo Heller; evidencia quão nefasta pode ser a privatização. Aqui mostramos apenas 6 lugares que se arrependeram de privatizar o saneamento básico. Explicaremos, também, o que poderia ser feito para melhorar o saneamento no país.

  1. Cidade de Atlanta, Estados Unidos: Lá a privatização do saneamento já começou com demissão de metade dos funcionários. A empresa privada, ligando apenas para o lucro, aumentou as tarifas de saneamento e piorou a prestação dos serviços. A água, antes bem tratada, começou a sair amarelada nas casas da população. Foram necessários 4 anos de péssima gestão para a cidade reestatizar os serviços. 

  2. Paris, e outras cidades na  França: a privatização da água na França remonta a desde o século 19. No entanto, cidades podem optar por gerir o serviço publicamente. O que se percebe no país, como um todo, é que as cidades com menores tarifas e maiores coberturas na gestão dos serviços hídricos, tem sempre o controle da água pela gestão pública. Em Paris, especificamente, em 2010 a cidade reestatizou o saneamento. O resultado foi uma economia de 35 milhões de euros por ano, e uma redução em 8 % da tarifa no próximo ano! 

  3. Berlim, Alemanha: na cidade o controle da água se dava de forma mista, com participação majoritária do setor privado. A presença e fiscalização do poder público, entretanto, diminuía a capacidade da gestão privada de aumentar as tarifas e pegar mais dinheiro do povo. Ainda assim, em 2010, a população de Berlim decidiu que não queria mais correr riscos, e votou em um plebiscito exigindo o controle público da água, e redução de 15% nas tarifas. A votação passou com 98% dos votos favoráveis à municipalização. 

  4.  Manaus, Brasil: para quem acha que o texto só vale para os gringos, aqui no Brasil temos exemplos do fracasso da privatização. Em Manaus, o serviço privatizado de saneamento lidera ranking nacional de reclamações! Além disso, o serviço abastece apenas 12% da população da cidade, e tem sucessivos aumentos nas tarifas! Há urgência, na cidade, de municipalização. 

  5. Uruguai: depois de anos de água privatizada, o país mudou sua constituição para determinar que a água somente pode ser controlada pela gestão pública. Os resultados estão sendo diminuição nos custos de operação, e mais investimentos no aumento da cobertura do serviço. 

  6. São Paulo, Brasil: aqui, na nossa casinha, quem controla a água é a famosa Sabesp. A empresa é controlada por empresa privada cotada na bolsa de Nova York. A partir de 2014 houve, no estado, uma grande crise hídrica. Uma das principais razões: falta de investimentos em infraestrutura na captação de água. E pasmem: em plena crise hidra a empresa teve lucros recordes: 11,5% de aumento com relação ao ano anterior. Mas a infraestrutura do Estado não chegou a ver esse dinheiro.

Porque privatização não funciona?

O fracasso desses 6 lugares que se arrependeram de privatizar o saneamento básico, são apenas alguns entre tantos casos. Não é mero acidente, mas parte de como o capitalismo funciona. Já ouviu falar no termo “conflito de interesses”? É o que ocorre quando, por exemplo, os donos de uma empresa tem interesses muito diferentes daqueles da população a que empresa deveria servir. Uma empresa de saneamento vai ter o objetivo de aumentar seus lucros. Isso significa aumentar os preços, e diminuir a cobertura para apenas aqueles que possam pagar. A população não tem escolha senão aceitar os abusos, uma vez que ninguém vive sem água. 

Como Solucionar?

Quase todos os países, estados e municípios que tiveram sucesso em uma gestão pública do saneamento básico tiveram algumas coisas em comum: 1) a intensa participação popular, com pelo menos alguns mecanismos de gestão inspirados em democracia direta; 2) transparência nos gastos e prestação dos serviços 3) grandes investimentos públicos para garantir a prestação de serviços a toda população; e 4) integração dos serviços de saneamento com outros serviços públicos, como saúde, e assistência social. Este é o caminho a ser seguido se quisermos um saneamento capaz de atender a toda a população com qualidade e preço justo. E não a privatização!

Gabriel Junqueira

Gabriel Junqueira

Gabriel Junqueira é estudante de Direito, ativista pelo clima e estagiário do mandato do vereador Toninho Vespoli

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A Uber não liga para o coronavírus

A Uber não liga para o coronavírus

Entenda o descaso da Uber com os seus motoristas em meio à pandemia

Nós já cobrimos no blog o descaso da Uber com os motoristas “parceiros”. Mas agora a empresa passou de todos os limites da decência: o mesmo grupo que burla a legislação trabalhista para forçar motoristas a trabalharem por mixarias, está, em plena pandemia, se recusando a deixar os motoristas irem para casa. É o que demonstra um comunicado enviado a todos os “parceiros” da Uber. Isso é o que acontece quando deixamos o livre mercado correr solto. Em tempo de pandemia global, tamanho descaso pode custar vidas! Fica claro que a Uber não liga para o coronavírus. Liga apenas para os seus lucros.

Apenas os motoristas diagnosticados com a doença receberão qualquer tipo de benefício



A OMS, o ministério da saúde, dezenas de governos ao redor do mundo e até o papa recomendam que as pessoas fiquem em quarentena. Isso porque o isolamento e distanciamento social são as medidas mais certeiras na diminuição do contágio do novo coronavírus. Para acompanhar as recomendações de especialistas Governos no Brasil têm encerrado trabalhos presenciais, adiantado benefícios como o décimo terceiro e promovido trabalho remoto (home office). Essas medidas, tomadas  pelo Estado, não são o suficiente, mas pelo menos reconhecem a necessidade de permitir o isolamento dos trabalhadores. Já a frieza capitalista, entretanto, possui outro olhar sobre como as coisas devem funcionar: para eles lucros vêm antes de vidas.

Total descaso com os seus “parceiros”

Nós já explicamos em outro artigo como a Uber, e outras empresas de aplicativo, burlam a lei para pagar pouco aos seus funcionários, digo “parceiros”. Mas agora, em meio à pandemia do novo coronavírus, a empresa superou a sua própria cara de pau ao informar que apenas pagaria assistência financeira a motoristas diagnosticados com a covid 19! Oras, como já exposto neste blog pacientes infectados com o novo coronavírus levam até 14 dias para começarem a apresentar sintomas. Além disso, não existem muitos testes disponíveis para o novo vírus, então mesmo um motorista infectado teria dificuldades para conseguir confirmação médica da infecção. E ainda mais, quando pensamos em motoristas de Uber estamos pensando em pessoas que entram em contato com dezenas de pessoas todos os dias. O risco de algum deles se infectar é real! E a chance de o motorista passar a infecção à frente também! 

O mínimo a se esperar da Uber seria que ela suspendesse suas atividades, e garantisse uma bolsa no valor do ganho médio mensal de cada motorista a ser pago enquanto o isolamento social for recomendável. Ao invés disso, obriga os seus clientes e trabalhadores, digo “parceiros”  a se exporem ao vírus em um momento em que o isolamento é a melhor medida a se tomar. É isso o que acontece quando deixamos o livre mercado correr solto! Empresas como a Uber não liga para o coronavírus!

Gabriel Junqueira

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Gabriel Junqueira é jornalista, ativista e militante do Partido Socialismo e Liberdade. Atualmente estuda Direito e compõe Mandato Popular do Professor Vereador Toninho Vespoli.

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