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não deixem o Samba e a Cultura morrer!

não deixem o Samba e a Cultura morrer!

Saiba porque a Cultura e o Samba tem que ser preservados!

Enquanto alguns cultivam a arte, outros tentam destruí-la. É o que pretende a extrema direita paulistana. Ingratos, eles escolhem se esquecer de todo o bem que a Cultura e o Samba trazem. Não só em animação para o povo brasileiro, mas também em ganhos econômicos. Todo o ano a Cultura Brasileira lota nossos hotéis, alavanca pequenos negócios e traz arrecadações para os cofres públicos. Todos os anos, trabalhadores da Cultura fazem esse serviço à cidade com prazer. Neste ano de pandemia, as coisas estão diferentes. As aglomerações foram proibidas para conter o avanço do vírus. O que quem vive da Cultura pede à prefeitura, é um alento, um auxílio. Neste sentido, trabalhadores do samba pedem que a Prefeitura aprove plano para paga-los 3 mil reais cada para fazer lives durante o carnaval. Alguns são contra. Acham que 3 mil reais para um evento de carnaval virtual é demais. Resta o apelo popular à nossa prefeitura: não deixem o Samba e a Cultura morrer!

Cultura brasileira: patrimônio nacional!

O Samba é parte da Cultura Viva. E Cultura brasileira! Patrimônio Imaterial, mas também material! Por décadas São Paulo lucra com a Cultura. Lucra com impostos, vendas, hotéis lotados, comércio, turismo… Mas nem tudo é sobre o lucro. O Samba é vivo, etéreo, brasileiro! Difícil precisar onde é que o Samba nasceu. Uns vão dizer que nasceu lá na Bahia, com os batuques dos Orixás. Outros dizem, sem menos razão, que surgiu no Rio, com a música Pelo Telefone. A composição foi em roda, coletiva, fruto do axé do terreiro da Tia Ciata. Um batuque de terra em transe, a hipnose coletiva de quem sabe amar brincando. Assim como outros setores da nossa Cultura, quem vive do Samba agora se vê sem renda, sem meio de ganhar a vida.

Alguns vão dizer que o Samba veio morrer em São Paulo. É só meia verdade. Porque o Samba é forte como o Jabuti, a Cultura Brasileira! Assim como sua cadência, vai do baixo ao alto se transformando ao redor do que o cerca. Aqui o Samba só morreu para renascer a sua própria forma. E Novos Baianos passeiam na nossa garoa.

Cultura é a Arte do Encontro!

Alguns não querem que São Paulo seja tão agradável quanto a suave garoa que refresca nossas faces. Há quem queria matar a nossa Cultura! Logo no momento em que mais precisamos dela! A pandemia trouxe a São Paulo uma tristeza inimaginável. O povo paulistano merece um pouquinho de animação, um pouquinho de cadência em meio a tanta carência. “ponha um pouco de amor numa cadência, e vai ver que ninguém no mundo vence a beleza que tem no Samba não”!

Em um momento em que há tanto desencontro, festas, eventos, reuniões canceladas, é importante valorizarmos a vida, valorizarmos a nossa Cultura! “A arte do encontro, embora haja tanto desencontro pela vida!” É isso que propõem os trabalhadores da Cultura. Que sejam feitas apresentações no formato de live, tão popularizado durante a pandemia. Um desses projetos propõe um carnaval virtual, feito à distância pela internet. Não, não é o mesmo que o carnaval de rua. Mas é o batuque que o presente permite. O batuque que São Paulo precisa!

O Batuque brasileiro!

Alguns vão criticar, querer dizer que é “só batuque”. Mas é o nosso batuque, o batuque brasileiro! Herdado da África, dos nativos e da destruição que o europeu impôs. É tão fruto da opressão, como árvore de uma nova esperança. Tese e antítese em uma síntese revolucionária! “O Samba é pai do prazer, o Samba é filho da dor, o grande poder transformador”!

Neste carnaval, mesmo à distância, temos que exigir que não deixem o Samba e a Cultura morrer. Não deixem a vida acabar! Quem tanto dá pela Cultura de nosso país merece bem mais que 3 mil reais!

As opiniões presentes no texto não necessariamente refletem as opiniões do Vereador Toninho Vespoli

Gabriel Junqueira

Gabriel Junqueira

Gabriel Junqueira é jornalista, ativista e militante do Partido Socialismo e Liberdade. Atualmente estuda Direito e compõe Mandato Popular do Professor Vereador Toninho Vespoli.

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Um mandato popular!

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Carnaval sem censura

O carnaval está começando, e todo mundo já está se programando para ir nos blocos mais legais! Mas para além daqueles mega-blocos comerciais, existe muita coisa da hora com um jeitão mais popular! conheça aqui duas listas de blocos de carnaval. A primeira uma lista de blocos nas periferias de São Paulo, que deixam bem claro que carnaval não se faz só no centro. E a segunda uma lista de blocos do centro, mas com propostas super alternativas e disrruptivas. É pra ninguém ter desculpa esse ano para não dar força ao carnaval popular!

Lista Periferia!

1. Bloco do Baião. No Carnaval também tem baião! Em São Miguel Paulista, esse bloco veio para homenagear a Luiz Gonzaga, o rei de todos os tempos do gênero nordestino. A folia acontece sempre na Zona Leste, siga o som da sanfona! Saiba melhor pelo site!

2. Bloco Tá Suavi. A perifa merece um bloco ao nível do povo! Por isso criaram, em plena Sapopemba, o bloco Tá Suavi! O obejetivo do bloco é reunir a comunidade e fortalecer a economia local da região. checa aqui mais informações!

3. Comunidade 100% Iracema. O Bloco Comunidade 100% Iracema foi fundado, em Brasilândia por amigos que também participam dos desfiles das escolas de samba do carnaval paulistano. A finalidade é ser mais um braço da cultura do carnaval para a região. O grupo, ao longo dos anos, também atua em todas as manifestações culturais e esportivas etc da região. Por aqui, você encontra mais informações!

4. Bloco do Hercu. O Bloco do Hercu foi criado por amigos, em encontro nos bares do Jardim Herculano e com a intenção de trazer um pouco do carnaval paulistano para o bairro, que ficava excluído do eixo Centro-Zona Oeste. Agora os “jardinenses” tem um lugar para curtir! Pode vim farrear! Mais informações por aqui!

5. Bloco Afro É Di Santo. O Bloco Afro É Di Santo nasceu em 2010 na região de M’Boi Mirim. Com composições autorais e também canções de ritmo samba-reggae, o grupo busca valorizar toques e ritmos de origem afro-brasileira. No link, mais informações obre como participar!

Lista no centro!

1. Bloco do Fuá. Um dos blocos mais disruptivos de São Paulo toma as ruas do Bixiga, esse ano com o tema “A dor, a luta e a delícia de ser Mulher”. O Bloco do Fuá convida a todis que pensam que chega de agrotóxico, de queimadas, de feminicídio, de preconceitos, do obscurantismo e fundamentalismo, a paricipar do nosso cortejo. Mais informações no site.

2. Carnaval Invisível. A ideia é atuar em blocos ajudando a catar latinhas para os catadores! A verdade é que a quantidade de lixo que fica no Carnaval é absurda. O grupo pratica a cidadania, enquanto, também, ajuda os coletivos de catadores! Será nos dias 22 e 23 de fevereiro. Confira mais aqui!

3. Bloco Ano Passado Eu Morri Mas Esse Ano Não Morro. Um baile de carnaval com show do bloco, convidados e DJ para cantar junto, em clima de carnaval, sem esquecer da potência política que esta festa traz em sua catarse. E todos fantasiados! Criado na Vila Anglo, São Paulo, em 2017, meses antes da morte de Belchior e depois do Golpe parlamentar de 2016, o bloco toma emprestado as músicas do compositor para gritar em alto e bom som “Ano Passado Eu Morri, Mas Esse Ano Eu Não Morro”. Mais informações aqui!

4. Bloco Peixe Seco. Em 2020, o Bloco do Peixe Seco canta os “Rios voadores”, cursos de água atmosféricos que “escorrem” da região amazônica espalhando-se para todo o continente, garantindo chuvas regulares e garantindo água para boa parte da América do Sul. Venham navegar com o Peixe Seco. horário e trajeto no site!

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