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Custo de vida está cada vez mais caro e a culpa é do Bolsonaro!

Bolsocaro

Volta da fome impõe tarefa política de derrotar o bolsonarismo de todas as formas.

A crise que vivemos é sem precedentes. Um compilado das notícias dos principais veículos de comunicação do país revelam um cenário devastador para o povo brasileiro. E não é artigo de luxo que encareceu. Comer está mais caro no Brasil.

O brasileiro está sem dinheiro para comer e em alguns casos passando fome!

O custo de vida está cada vez mais caro e a culpa é do Bolsonaro!

Jair Bolsonaro vai terminar seu mandato em dezembro de 2022 como o primeiro presidente, desde o Plano Real, a deixar o salário mínimo valendo menos do que quando entrou. Nenhum governante neste período, seja no primeiro ou segundo mandato, entregou um mínimo que tivesse perdido poder de compra.

E o cenário é desalentador.

No IPCA 15 de abril, 78% dos itens subiram. É o mais alto desde fevereiro de 2003. Ou seja, a inflação está disseminada, os serviços estão subindo, os bens industriais estão subindo. É uma inflação que não se restringe ao alimento.

Com o mês de março registrando o maior índice de inflação para o período desde 1994, o brasileiro viu seu poder de compra cada vez mais corroído. Atualmente sobram apenas R$ 74 do salário mínimo após a compra de uma cesta básica, e pela prévia do IPCA-15, com a inflação disseminada, deve sobrar ainda menos nos próximos meses.

Em levantamento de março do Dieese, o preço da cesta básica aumentou em 17 capitais pesquisadas, chegando a passar de R$ 760. As maiores altas ocorreram no Rio de Janeiro (7,65%), em Curitiba (7,46%) e em São Paulo (6,36%).

Em São Paulo, 12 dos 13 produtos que compõem a cesta básica ficaram mais caros em março, com destaque para o aumento nos preços do tomate (35,36%), batata (15,36%), feijão carioquinha (8,62%), café em pó (8,31%), óleo de soja (6,69%), leite integral (6,64%), farinha de trigo (4,70%), arroz agulhinha (4,07%), carne bovina de primeira (3,32%) e pão francês (2,78%).

Para as famílias de baixa renda, o preço da cesta básica de alimentos chega a comprometer, na média entre as 17 capitais, 58,57% do salário mínimo líquido, ou seja, após o desconto referente à Previdência Social (7,5%). Em algumas capitais, já equivale a mais de 65% do salário mínimo.

Com base na cesta mais cara do país, o Dieese estima que o salário mínimo necessário deveria ser equivalente a R$ 6.394,76 em março, o que corresponde a 5,28 vezes o piso nacional vigente (R$ 1.212). O cálculo é feito levando em consideração uma família de quatro pessoas, com dois adultos e duas crianças.

Mesmo para quem tem emprego o cenário está lastimável

O preço do prato feito subiu 23% em um ano e os brasileiros, que têm visto o vale-refeição acabar antes do mês, mudam o cardápio para economizar nas refeições fora de casa.

Elaborada pelo Ibre-FGV, a inflação do prato feito leva em conta a variação de dez itens: arroz, feijão-carioca, feijão-preto, alface, batata-inglesa, cebola, tomate, frango em pedaços, ovos e carnes bovinas. A maior alta foi a do tomate, que mais que dobrou de preço no período.

Entre maio do ano passado e abril de 2022, o preço médio dos produtos que compõem o prato feito acumula alta de mais de 23%. Já o IPC-M do mesmo instituto, subiu 10,37% no mesmo período. E o IPCA-15, inflação medida pelo IBGE, a alta é de 12,03% até abril.

E só vai piorar já que os combustíveis que impactam diretamente na alta dos preços dos alimentos não param de subir.

O diesel teve mais uma alta. Preço médio do litro vendido para as distribuidoras vai passar de R$ 4,51 para R$ 4,91, um aumento de 8,87%. Com o novo reajuste, o diesel já acumula no ano alta de 47% nas refinarias da Petrobras.

Na semana passada, o preço da gasolina subiu pela quarta semana seguida, e voltou a marcar um novo recorde nos postos de combustíveis do país, segundo dados da ANP o preço médio do litro da gasolina ficou em R$ 7,295 nesta semana, o que representa uma alta de 0,16% em relação ao levantamento anterior. Trata-se do maior valor nominal pago pelos consumidores desde que a ANP passou a fazer levantamento semanal de preços, em 2004.

Com informações da Folha de SP, G1 e O Globo

Alta do preço dos combustíveis também compromete bolso de quem não tem automóvel

Transporte público

Entenda o porquê do aumento do valor dos combustíveis derivados de petróleo e como os mais pobres serão impactados

Desespero. Logo que a Petrobras anunciou mais um abusivo aumento na última quinta-feira (10), os brasileiros correram para os postos de gasolina para encher o tanque com o que restou de combustível mais barato.

Risco de desabastecimento. Depois do episódio, lideranças dos caminhoneiros, envolvidas na paralisação de 2018, passaram a falar em outra greve. Dessa vez, não há apoio institucional e financeiro de empresários do agronegócio ou de transportadoras. Mas o temor é que o governo use suas bases na categoria para elevar o caos em meio ao ano de eleição.

Inflação

Levante. Se os caminhoneiros não se levantarem, no próximo mês, quando forem às compras, os outros trabalhadores irão.

O Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE) calcula o salário mínimo necessário com base no custo mensal com alimentação. Em fevereiro, ele chegou a R$ 6.012,18, enquanto o salário mínimo estipulado por Bolsonaro permanece em R$ 1.212,00.

O aumento dos combustíveis foi o que mais pressionou a inflação acumulada nos últimos 12 meses, representando 33,33% do peso dos aumentos de preços. Segundo os economistas, o último reajuste deve pesar entre 0,5 e 0,6 ponto porcentual na inflação oficial.

Nada será igual. Considerando o conflito na Ucrânia, e os boicotes à economia russa, esse não será o último aumento de preços que iremos passar. Junto com a destruição das políticas de soberania alimentar, como bancos de alimentos, operada pelo ministério de Paulo Guedes, isso significa que os supermercados vão precisar gastar mais com segurança.

Supermercado Dia tranca carne

Essa loja de rede de supermercados Dia, por exemplo, resolveu que iria trancar o freezer como geralmente fazem com os itens de luxo. A tática de entregar embalagens vazias, para que o cliente só receba a mercadoria após o pagamento, também está virando algo comum.

Transporte público

A máfia do transporte sempre quer mais. A ANTU (Associação Nacional das Empresas de Transportes Públicos), que reúne empresários de ônibus urbanos e metropolitanos do país todo, reagiu ao último aumento do óleo diesel, cobrando soluções rápidas do governo federal.

Segundo os cálculos da entidade patronal, o reajuste de 24,9% do óleo diesel nas distribuidoras reverterá em um impacto médio de 7,5% no custo das empresas operadoras de transporte coletivo.

A nível federal, já existe um projeto de lei (PL 4392/2021) em tramitação no Congresso que oferece um subsídio de R$ 5 bilhões às empresas de ônibus a fim de manter a gratuidade dos idosos no transporte.

Em São Paulo, o Prefeito Ricardo Nunes estava esperando o dinheiro, dizendo que seguraria o aumento da tarifa nos transportes se o PL fosse aprovado. Verdade? Como tudo que envolve máfia, as coisas não são tão explícitas assim.
O Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (IDEC) tem fortes críticas a esse projeto. “Não apresenta critérios de qualidade para o serviço, nem formas de medir o impacto do recurso nas cidades”, declara o instituto em carta aos parlamentares.

Para o coordenador do Programa de Mobilidade Urbana do Idec, Rafael Calabria, esperar mais dinheiro para as empresas de ônibus, em São Paulo, faz muito menos sentido ainda do que em outros municípios.

“É tudo intransparente, o setor é uma bagunça.” Calabria argumenta que apesar da dificuldade em acessar os cálculos pouco transparentes das empresas, sabe-se que o aumento dos combustíveis não é tão impactante nos custos quanto foi a queda na demanda de passageiros durante a pandemia.

E nesta frente, eles já são ressarcidos. “Os contratos com a Prefeitura levam em conta passageiros transportados.” diz Calabria. Existem regras de remuneração que, na prática, fazem com que a Prefeitura dê mais dinheiro caso a quantidade de usuários caia. No final do ano passado, o repasse chegou a R$ 2,5 bilhões. Enquanto a SPTrans projeta R$ 3,3 bilhões para esse ano.

De acordo com um estudo realizado em 2011 pelo IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), aumentos tarifários no transporte público urbano, sem melhora na renda familiar, tem como consequência a queda de demanda entre os usuários do serviço, principalmente os de baixa renda.

Não há mais como mentir! A culpa do aumento é do PPI

 

Gasolina Postos Combustíveis

Bolsonaro não pode negar que indicou à presidência da Petrobras alguém que se mantem lá agradando os acionista ao custo do desespero dos brasileiros.

Na última quinta-feira (10), a Petrobras anunciou aumento de 24,9% para o diesel; 18,7% para a gasolina; e 16% para o GLP a partir nas suas refinarias. No mesmo dia, motoristas enfileiraram seus automóveis em postos de abastecimento por todo o país para encherem os tanques antes do próximo reajuste. No entanto, a alta dos preços dos combustíveis derivados do petróleo também está atrelada ao aumento do preço de outros serviços e produtos essenciais para qualquer brasileiro, principalmente os mais pobres, como o transporte público. 

Se esse é um dos assuntos mais comentados nos últimos dias no país, as causas e os responsáveis para essa escalada dos valores também é motivo de questionamento. Por que e de quem é a culpa?

A resposta para o preço da gasolina: PPI

Quem paga a conta do golpe? Em outubro de 2016, o presidente Michel Temer (empossado após o desgaste político do governo Dilma e do PT, envolvendo as investigações da Lava-Jato na Petrobras) instituiu que:

“[A Petrobras vai cobrar o] preço lá de fora, mais as despesas de internação. Tudo o que custar para colocar o produto aqui, como se ele não fosse produzido aqui”

Essa fala é do senador Jean Paul Prates (PT-RN), relator de dois projetos que regulam o preço e a tributação sobre os combustíveis, explicando o que significa o Preço de Paridade Internacional.

A explicação para a instituição de uma política tão lesa-pátria é não outra que uma explicação liberal. Uma das maiores estatais de petróleo do mundo, para os liberais, não pode agir conforme sua natureza: pública. Deve obedecer as regras do mercado. 

Não pode retribuir o suor dos trabalhadores e o dinheiro dos contribuintes que mantiveram a empresa, enquanto ela passava a maior parte da sua história em situação deficitária. 

Mas deve repassar as variações do preço internacional e deixar mais competitiva a disputa da gigante já estabelecida com o setor privado.


Os discursos por trás da Petrobrás

Primeiro foi culpa do PT. Mesmo andando de bicicleta até o mercado da esquina, você vai dar de cara com o aumento dos combustíveis. Afinal, os produtos chegam na prateleira de alguma forma, não é?

Não há cortina de fumaça que esconda a ardente inflação impulsionada pelo aumento dos combustíveis. A melhor que o Presidente tem é a cartada argumentativa do “…e o PT, hein?”


Deu para argumentar, por um tempo, que a estatal estava fazendo caixa, já que o dinheiro tinha sido roubado. A operação Lava-Jato tem uma grande responsabilidade na disseminação desse discurso. Mas agora, até os mais conservadores entre os conservadores, como Reinaldo Azevedo, já admitem que a intenção dos Procuradores da Lava-Jato era sujar a imagem da estatal, ao invés de prender criminosos. A relação do Moro com os bolsominions azedou.

Além disso, não dá para esconder: o lucro líquido da estatal foi de R$ 106,6 bilhões, em 2021, 15 vezes superior ao alcançado em 2020. O general Joaquim Silva e Luna, indicado por Bolsonaro, deve embolsar R$ 1,5 milhão em bônus de performance. R$ 13,1 milhões para toda diretoria da empresa.

“A Petrobras demonstra que não tem qualquer sensibilidade com a população. É Petrobras Futebol Clube, o resto que se exploda.”

Foi o que disse Bolsonaro em entrevista neste último final de semana. Ou seja, até o Presidente passou a colocar a culpa na empresa, como se ele não tivesse nada a ver com isso.


Se privatizar melhora? Como, se piorou porque privatizou?! Claro que o governo brasileiro permanece como acionista majoritário da Petrobras (36,75%), mas a empresa perdeu grande parte da sua capacidade de refino com privatizações. Além de ter leiloado, com ofertas muito aquém do esperado, campos de exploração do pré-sal.

Acima de tudo, a política de preços consegue expressar como houve uma privatização, sem haver. A empresa segue uma lógica de empresa privada, sem função estratégica no desenvolvimento econômico nacional, proibida de fazer política pública.

Breno Queiroz

Breno Queiroz

Graduando em jornalismo e estagiário no mandato popular e periférico do professor Toninho Vespoli.

Entenda porque o preço do combustível aumenta

Entenda porque o preço do combustível varia

Entenda 5 motivos porque o preço do combustível aumenta

Agora, durante o que pode ser o auge da segunda onda do coronavírus, o preço da gasolina e diesel nos postos volta a aumentar. Este aumento já causou mobilizações e protestos no passado, por exemplo a paralisação dos caminhoneiros. Na realidade, a estrutura de preços da Petrobrás, atualmente praticada, traz uma situação de preço variável e pouco controlável. Entenda porque o preço do combustível só aumenta:

1) Apesar do Brasil ser autossuficiente em petróleo, parte considerável do nosso combustível é importada

O Brasil possui petróleo o suficiente para, em teoria, suprir todas as necessidades de sua população. Apesar disso, o Brasil escolhe não refinar todo o seu petróleo, e importar os subprodutos do refinamento por preços maiores. O Brasil poderia construir mais refinarias e diminuir a necessidade de comprar combustíveis mais caros do exterior. Isto poderia contribuir para uma diminuição dos preços nas bombas.

2) O preço do petróleo brasileiro varia de acordo com os preços internacionais

O Brasil escolheu vincular o preço do petróleo nacional a flutuações do câmbio estrangeiro. Isso significa que se por razões, pouco relacionadas com a política nacional (crises em outros países, guerras, decisões dos carteis do petróleo etc) o preço do petróleo comercializado mudar, a mudança ocorre também no preço do petróleo dentro do Brasil. Esta vinculação, em essência, prioriza mais a exportação do petróleo do que o seu uso para consumo interno.

3) Não temos infraestrutura de distribuição eficiente

Combustíveis, por serem em regra líquidos ou gasosos, podem ser distribuídos a preços baixos através de óleodutos e gasodutos. São basicamente sistemas de canulação parecido com os que distribuem água nas casas, mas usados para transportar combustíveis. O Brasil, no entanto, não investe nesta infraestrutura, utilizando, ao invés, estradas e caminhões. O transporte em estradas é mais caro, pois além de necessitar da contratação de mão de obra e equipamento, gasta combustível no próprio transporte.

4) Os tributos, de fato, são altos. Principalmente os estaduais

Existem impostos sobre combustíveis em todas as esferas de governo (federal, estadual e municipal). Mas a maior alíquota é a estadual. Segundo a Petrobrás o ICMS (imposto de natureza estadual) corresponde a cerca de 29% do preço final da gasolina, e 15% do preço final do óleo diesel.

5) A Petrobrás não controla os preços sozinha.

É importante compreender que, apesar das decisões da empresa Petrobrás impactarem diretamente os preços dos combustíveis, ela não é responsável exclusiva pelas variações. impostos (federais e locais), além de políticas de preços entre postos também contribuem para variações de preço. Por fim, a Petrobrás é uma empresa de capital aberto na qual investidores, inclusive internacionais, possuem grande poder de decisão. Do ponto de vista dos investidores, é mais interessante um modelo de extração voltado mais para a exportação do que para o uso interno, pois os lucros acabam sendo maiores.

Esperamos que com estas informações quem leia entenda porque o preço do combustível varia tanto no Brasil.

As opiniões presentes no texto não necessariamente refletem as opiniões do Vereador Toninho Vespoli

Gabriel Junqueira

Gabriel Junqueira

Gabriel Junqueira é jornalista, ativista e militante do Partido Socialismo e Liberdade. Atualmente estuda Direito e compõe Mandato Popular do Professor Vereador Toninho Vespoli.

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