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VOLTA ÀS AULAS?

VOLTA ÀS AULAS?

Saiba como os servidores públicos, especialmente os ATEs, estão lidando com a incompetência tucana em tempos de pandemia!

Boa tarde meu povo!

Trabalho próximo de casa e, nas poucas vezes que saia e andava pelo meu bairro, me perguntavam “quando voltarão às aulas?”. Minha resposta era sempre a mesma. E sincera: “não tem previsão de volta”. Agora tem. Desde o início da pandemia, nossas autoridades, em todas as esferas, federal, estadual e municipal, conduziram a situação de forma, no mínimo incompetente, acentuando ainda mais as nossas profundas desigualdades.

O Presidente da República desdenhou da doença, incitou a desobediência às regras de isolamento e portou-se como um genocida. Não agiu, em nenhum momento, pensando no bem estar e na saúde da população. Muito pelo contrário. Governador e Prefeito insistiram em manter os festejos do carnaval, mesmo sabendo das medidas que estavam sendo tomadas nos países mais atingidos. Não decretaram o lockdown quando tiveram a chance, nunca puseram em prática a testagem em massa, tão importante para mapear a ação do vírus. Anteciparam o período destinado ao recesso escolar, suspenderam aulas, porém, as escolas não estão totalmente fechadas. Nós, ATE’s, agentes escolares e gestores das escolas, continuamos a trabalhar nestes três meses. Para quê? A comunidade praticamente não vem à escola. Viramos simples atendentes de telefone, prestadores de serviço de assistencialismo, como entrega de cartões e cestas básicas. Sem contar que estamos expostos a contaminação da Covid 19. Há vários relatos de falecimento de colegas que contraíram o vírus. Não vejo nenhum sentido em manter funcionando o atendimento nas unidades escolares, sem alunos e professores.

A máscara de Covas e Doria caiu rapidamente

Em poucos momentos, Dória e Covas pareciam conduzir com mais seriedade o combate à pandemia. Perto da atuação do presidente, o mínimo de seriedade os fez parecerem verdadeiros estadistas. Sabemos que nunca foram. A máscara caiu rapidamente. Relaxar medidas de isolamento e reabrir o comércio no meio da curva ascendente dos casos é de uma insanidade sem tamanho. Há muitos motivos por trás dessa irresponsabilidade. Não sou analista político, mas parece óbvio que a pressão do poder econômico está no cerne dessa questão. Deveríamos estar em isolamento total. Lockdown, tranca rua, não importa o nome. E o Estado tinha a obrigação de socorrer os pequenos empresários, para que o impacto da paralisação fosse reduzido ao máximo. Contudo, foram largados a própria sorte. Em nome do seu neoliberalismo selvagem, o governo brasileiro fechou os olhos e o cofre em meio à maior crise deste século. “Ah, tem o auxílio emergencial!” De emergencial ele não tem nada. Entre a aprovação no Congresso (à revelia do governo, que queria pagar R$ 200,00) e a liberação do dinheiro foram muitos dias de espera. Sem contar as dificuldades no cadastro e as falhas no pagamento. Um escárnio total.

No momento, não tem como voltar às aulas!

Diante de tudo isso, São Paulo quer reabrir as escolas em setembro. Imaginem as crianças da pré-escola tentando praticar o distanciamento, a usar corretamente as máscaras. Sem contar que poderão contrair o vírus e, mesmo tendo menor propensão a desenvolver a doença, podem contaminar pais e avós. O cenário parece ser terrível. E realmente é. Dizem as autoridades que as aulas retornarão apenas se houver condições para tanto. Mesmo se não houver, dirão que há. Sabemos como trabalham os tucanos. Deviam admitir o fracasso de sua estratégia e decretar o fim do ano letivo, sem prejuízo para alunos e funcionários. Aprendizagem por EAD não contempla a totalidade dos alunos. É injusto. Isto só atesta ainda mais a falta de comprometimento de João Dória e Bruno Covas com a educação de qualidade e o bem estar social da população mais carente. Devemos dizer não a volta às aulas.

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João Luís Lopes Pinheiro

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João Luís Lopes Pinheiro é jornalista e A.T.E. na PMSP

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O tucanato criou a PM assassina!

O tucanato criou a PM assassina!

Entenda como o PSDB criou, ao longo de décadas no poder, uma das polícias mais letais do mundo!

A polícia militar ainda continua torturando e matando a população. Mas por trás disso estão décadas de lavagem cerebral dos policiais, e de incitação à violência por parte dos governadores. O balanço do Estado de São Paulo depois de mais de 25 anos anos de governo tucano é o de uma polícia mal paga, mal treinada, constantemente humilhada pelo Estado e doutrinada para matar negros, pobres e periféricos. O tucanato criou a PM assassina!

O histórico de incitação à violência não é recente em São Paulo. Em 2002, 2 anos após Geraldo Alckmin (PSDB) ter assumido o governo do estado, a violência policial aumentou como não visto em 9 anos. A maior parte das vítimas, como sempre, foram pessoas pobres e negras de periferia. Quando questionado por jornalistas sobre os números, Alckmin foi categórico “Em São Paulo, bandido tem dois destinos: prisão ou caixão”. Só que mais violência vinda por parte da polícia nunca está associado a mais segurança e menores índices de violência. Na verdade, São Paulo na época passava por uma baixa histórica no número de roubos, furtos e homicídios. E um aumento na violência policial não resultou em mais segurança para a população.

De Alckmin à Doria

A tendência infeliz do populismo de guerra não parou no Governo de Alckmin. Pelo contrário, se fortaleceu no decorrer dos anos. O José Serra, por exemplo, enquanto Governador de São Paulo, mandou os policiais militares trocarem tiros com os policiais civis da capital do estado. Acontece que a polícia civil estava em greve pedindo melhores condições de trabalho. A greve era legítima, e havia sido convocada após várias tentativas de negociação com o município, em meio a salários e equipamentos defasados.

Ao invés do diálogo, Alckmin optou por mandar atirar. Por sorte ninguém morreu, mas pelo menos 32 investigadores, delegados, escrivães e peritos da Polícia Civil ficaram feridos. José Serra aproveitou o caos para posar para foto com militares em campo de tiro, e ainda acusou “políticos e sindicalistas” de incitarem o confronto com fins eleitorais. Ou seja, quem é contra ele seria criminoso que merece ser alvejado.

A transformação do inimigo político em “criminoso”

Essa mesma lógica de “criação do inimigo”, foi usada por Geraldo Alckmin, em seu terceiro mandato de governador, para reprimir manifestantes em 2013. Só que dessa vez os manifestantes tinham uma nova arma: as câmeras de celular. Pela primeira vez no Brasil os ataques e a truculência dos policiais foi sistematicamente registrada em dezenas de momentos diferentes. Ficou claro e escancarado para quem quisesse ver. E por mais que a Globo tentasse abafar os protestos, todos foram obrigados a reconhecer: nossa polícia é uma das mais violentas do mundo!

Infelizmente esse novo conhecimento não foi o bastante para parar a violência da polícia militar. Em 2018 dois fascistas foram eleitos: um para o governo de São Paulo e outro para a presidência da república. E os dois se assemelham (demais). Ainda antes de ser eleito Doria chegou a níveis bolsonaristas de incitação à violência. Disse que quando assumisse ia ser política do tipo “ou se rendem ou vão para o chão. […] a polícia atira. E atira para matar”(sic.). ]

Ciclo de violência que mata pobres e negros

Por trás dos discursos fortes do populismo de guerra se perpetua um ciclo de violência que deixa, não apenas a população civil, como também militares mortos. Eu já cobri em outro artigo com mais detalhes, mas o ponto é que o treinamento dos policiais militares é feito para torná-los violentos, sanguinários. Ocorre uma lavagem cerebral para que eles pensem que a violência é a única solução.

Soma-se a isso constantes humilhações e salários baixíssimos, mesmo se comparados aos salários em outros estados brasileiros, e o resultado acaba sendo uma polícia violenta, desesperada e com uma série de traumas mentais.

E quem mais sofre com todo esse descaso são as populações pobres, negras e periféricas. Como no caso recente caso de Guilherme Silva Guedes. O jovem de apenas 16 anos, foi assassinado com dois tiros na cabeça na madrugada do dia 14. Difícil prever o que acontecerá com os policiais envolvidos. Mas a seguir a tendência da corregedoria da PM em São Paulo, é pouco provável que se venha a ter justiça. Fica claro que desde que o tucanato criou a PM assassina as coisas não devem funcionar pelo bem do povo.

É preciso que as coisas mudem. Precisamos de uma polícia eficiente, comunitária e capaz de prezar pela vida (e não pela morte) da população. A polícia que temos precisa acabar. E no lugar uma nova deve surgir, com salários dignos, treinamento correto e fiscalização por uma corregedoria forte e independente.

Gabriel Junqueira

Gabriel Junqueira

Gabriel Junqueira é jornalista, ativista e militante do Partido Socialismo e Liberdade. Atualmente estuda Direito e compõe Mandato Popular do Professor Vereador Toninho Vespoli.

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Pandemia Mata a Periferia

Pandemia Mata a Periferia

Entenda como a desigualdade social é amplificada pelo coronavírus.

Diferente da falta de saneamento básico, da violência policial e da especulação imobiliária, o coronavírus também mata alguns ricos. Isso não é de todo ruim, se fosse algo que apenas atacasse os pobres o descaso e inação dos governos seriam ainda maiores. Mas isso não significa que o corona atinja a todos de forma igual. Na verdade, apesar da doença ter sido trazida ao Brasil por pessoas ricas viajando pela Europa, hoje o pandemia mata a periferia mais do que outras regiões de São Paulo. Imita o curso de tantas outras doenças que assolam o continente americano: trazidas por dominadores europeus, mas matando, principalmente, o povo explorado e dominado.

Entender isso facilita compreender as posturas dos governos (que agem mais em função dos ricos): é fácil falar de isolamento para quem pode se dar ao luxo de trabalhar em casa, em apartamentos luxuosos com internet de alta velocidade. Enquanto isso, para os mais pobres, auxílios em valores pífios demoram para chegar. O povo tem fome, e precisa conseguir tirar dinheiro de algum lugar. O resultado: se no começo da pandemia a maioria das vítimas do corona eram ricas, hoje a grande maioria dos mortos em São Paulo vive na periferia, como mostram dados oficiais da própria prefeitura. Sapopemba, por exemplo, em 24 de abril, tinha a segunda maior taxa de mortalidade: 77 mortes.

A dança dos corruptos

É quase cômico observar a troca de retórica das lideranças. O Doria, que no auge de sua campanha para Governador se orgulhava da hashtag “bolsodoria”, agora se delicia atacando o fascista do planalto por pegar leve contra a pandemia. Não se trata aqui de defender o amante da ditadura militar, mas de apontar que além de engrossar a voz o governador bem que poderia criar seu próprio programa de auxílio emergencial à população Paulista.

Só pra ficar claro: o Bolsonaro é um boçal, e fosse qualquer presidente minimamente decente o auxílio nacional de 600 reais já teria saído a todos que precisam. Mas o líder do Estado mais rico de São Paulo, bem que podia fazer mais além de ficar xingando o presidente no Twitter.

No município a situação não é diferente: o Bruno Covas vai na tv dia sim dia não reclamar que o povo não fica em casa. Mas na hora de liberar auxílios econômicos se preocupa muito mais em dar empréstimos a meia dúzia de empresas do que em, realmente, ajudar a população miserável. Por exemplo, o Covas está gastando 375 milhões de reais para continuar repasses empresas terceirizadas da cidade, mas apenas 5,7 milhões para auxiliar catadores durante a pandemia. A prioridade deles continua sendo os ricos.

A pandemia do corona está, sem dúvida, mostrando as veias abertas de sociedades ao redor do mundo. Não é, portanto, de se surpreender que a história esteja se repetindo aqui no Brasil. Doenças que são trazidas pelos dominadores acabam se transfigurando em mecanismo de extermínio dos mais pobres e necessitados. A pandemia mata a periferia. As elites riem em suas casas.

Gabriel Junqueira

Gabriel Junqueira

Gabriel Junqueira é jornalista, ativista e militante do Partido Socialismo e Liberdade. Atualmente estuda Direito e compõe Mandato Popular do Professor Vereador Toninho Vespoli.

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