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Para além de combater a Covid, vamos combater o neoliberalismo

Para além de combater a Covid, vamos combater o neoliberalismo

Para além da covid, o problema é o neoliberalismo. Entenda porque:

Não é crise. É um projeto com nome, ideologia, pensadores e até escola. Antes de mais nada, é preciso destacar que ainda que não acontecesse a pandemia de Covid-19, a situação do povo brasileiro, paulista e paulistano não estaria melhor. O projeto neoliberal de Bolsonaro, Guedes, Doria e Covas tem por ideal sucateamento do Estado e o esfacelamento das políticas públicas vigentes.

Antes do surgimento da pandemia, o discurso dos liberais era o de entrega total dos bens públicos. Bolsonaro e Guedes, assim como Doria e Covas, traçaram planos e planos de privatização, sob o pretexto de enxugar e tornar mais eficiente a máquina pública. No fundo, a realidade já conhecida por todos, é a de pagar os empresários patrocinadores de suas campanhas eleitorais.

Infelizmente, desde 2019, o mundo vive com uma das piores pandemias de sua história. No Brasil, a pandemia aportou em março de 2020, um ano depois, vemos uma segunda onda destruir famílias, levar milhares de vidas e arrasar a já combalida economia do país. O discurso neoliberal de Bolsonaro e seus asseclas preferiram minimizar a pandemia e tomar medidas tímidas de combate ao vírus.

Nesse sentido, vale reforçar que Bolsonaro, Doria e Covas são frutos da mesma árvore, ou em um linguajar bem mais popular são todos farinha do mesmo saco. Bolsonaro é um genocida sem vergonha, age de forma a causar mais mortes, porém Doria e Covas, mesmo usando máscaras e não aglomerando, agem de forma covarde e melindrosa no combate à pandemia.

Doria cria nomes para as fases de restrição no estado, mas não há nada de novo sob o sol. Não criou uma renda emergencial no estado, não fechou as escolas, não socorreu micro e pequenos empresários. Covas enviou para a Câmara um projeto de renda emergencial em fevereiro. O valor é um escárnio: R$ 100. Aqui ainda vale ressaltar que o projeto foi aprovado em fevereiro e só agora, quase abril, foi pago.

Neste momento em que tudo se turva no horizonte, nós que defendemos um outro projeto de governo, um outro modelo de sociedade, não podemos deixar de dizer que tudo seria diferente se o projeto político em prática no país não fosse o liberal/neoliberal. Um modelo onde o povo e a defesa da vida de todos está no centro da administração pública não permitiria esse genocídio do povo brasileiro.

Por fim, para responder ao segundo parágrafo deste texto, destaco o papel do SUS, do Butantan, da Fiocruz e das Universidades públicas. Os serviços públicos mostraram o seu papel e a sua importância. Mostraram aos privatistas que se não há serviço público de qualidade e forte quem perde é o país e não apenas os servidores. Por isso, viva o SUS, viva os servidores e vacina já para todos.

Toninho Vespoli

Toninho Vespoli

Toninho Vespoli é vereador em São Paulo pelo Partido Socialismo e Liberdade (PSOL)

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E como fica a Educação no momento mais difícil da pandemia?

E como fica a Educação no momento mais difícil da pandemia?

Entenda o que está em risco com o retorno das aulas presenciais!

200, 500, 760, 1000, 1726, esse tem sido o recorde diário de mortes no Brasil sendo superado a cada dia pelo vírus Covid-19.

Em meio ao contexto de discussão de lockdown, falta de leitos na cidade de São Paulo e arredores, anúncio de que será o mês de março mais triste da nossa História, todas as escolas deveriam estar abertas e funcionando normalmente. Pelo menos esse é o pensamento dos governantes e secretários de Educação que tem sido pronunciado.

Absurdo né? Nem tanto! Afinal qual foi o momento em que a Educação e seus profissionais foram levados como prioridade? Quando o país reconhecido mundialmente pelo ECA garantiu de fato o direito à vida da juventude? Quando o governo do PSDB teve olhar para o povo pobre?

Após 1 ano da declaração de situação de emergência, não é difícil concluir que lockdown sem renda para o povo não acontece, que mortes não diminuem sem vacina, que escola sem estrutura e com aulas presenciais é apenas abatedouro.

Os profissionais da educação denunciam. Doria e Covas não fazem nada!

Os sindicatos têm denunciado o número de contágios explodindo entre profissionais da Educação e estudantes desde o reinício das aulas presenciais. O governo tem responsabilizado cada um deles individualmente por não terem tomado os devidos cuidados.

Educadores ano após ano fazem atos, manifestações e greve por melhores condições de trabalho. Mas também são eles que seguram as manifestações nacionais que são de outras pautas como defesa da democracia ou renda para todos. E fazem isso porque têm mais condições de fazê-lo que a maioria da população, não por superioridade intelectual, mas pelo direito constitucional à greve garantido.

Quando vemos propostas de tornar a Educação serviço essencial (não pode ser fechado) ou o fim do funcionalismo público, tem muito mais coisas por trás do que simplesmente pensar nos prédios como palco de assistência social.

100 reais de auxílio não e o bastante!

Na prática, vemos a Câmara Municipal da maior cidade do país aprovar um valor emergencial de apenas 100 reais para o povo mais pobre. Isso não é renda! Porque o governo cede às vontades do mercado financeiro em detrimento da vida? Porque o empenho da mídia em silenciar o movimento legítimo de greve? Por que os profissionais da Educação precisam estar em greve para defender a vida?

Tantas perguntas e tantas respostas que já estão implícitas a nós. Agora não dá tempo de fazer análise social, rever voto ou posicionamento político. É clamor pelo maior direito de todos. Não é possível esperar. Não é possível ignorar. Medidas deverão ser tomadas, aliás, já deveriam!

Dessa forma, a única coisa responsável que pode ser feita pelos governantes é brigar e vacinar seu povo, oferecer renda digna que permita a mínima subsistência, reverter tantos apoios fiscais oferecidos aos seus apoiadores empresários em benefício da população. Ao povo consciente, resta acolher os profissionais da Educação que continuam nas ruas lutando por todos. Essa pandemia vai deixar marcas eternas em cada um de nós, mas, vai passar!

As opiniões presentes no texto não necessariamente refletem as opiniões do Vereador Toninho Vespoli

Vivian Alves Nunes

Vivian Alves Nunes

Vivian Alves é diretora de escola na Rede Municipal de Educação, historiadora, pedagoga e ativista. Atualmente faz parte da caravana da educação do Professor Vereador Toninho Vespoli.

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Escolas fechadas, vacina e lockdown!

Escolas fechadas, vacina e lockdown!

Entenda o que seria necessário para São Paulo vencer a Covid!

Graças à incompetência dos nossos mandantes, a pandemia voltou a um novo pico! Se nada for feito os hospitais irão entrar em colapso. A gestão durante a pandemia tem sido uma comédia de erros: o Doria não fechou as ruas em um lockdown sério, o Covas não abriu os cofres para garantir renda para o povo, e o Bolsonaro nem se fala. Ficou brincando de gato e rato com o Doria, enquanto os corpos empilharam… talvez se tivessem escutado Toninho Vespoli, não estaríamos tão mal. As escolas permaneceriam fechadas até que o retorno fosse seguro, haveria uma renda emergencial decente para quem perdeu o emprego, hospitais de campanha eficientes teriam sido construídos, e quem vive da cultura teria algum auxílio, apenas para mencionar algumas medidas. O que precisamos, na verdade, é de Escolas fechadas, vacina e lockdown Mas infelizmente a direita preferiu uma rota genocida. 

Não foi por falta de aviso!

Não foi por falta de aviso. Ainda no começo da pandemia, Toninho Vespoli protocolou o projeto de lei 186/2020 que determinaria um lockdown mais rígido, além que garantir um auxílio emergencial capaz de garantir renda para quem mais precisa. Em um momento em que profissionais da saúde precisam de reforços, Toninho também ativou o Ministério Público para exigir que os profissionais aprovados em concurso fossem chamados para atender o público.

De distribuição de kits de EPIs, à luta pelo atendimento em hotéis à população em situação de rua, não faltaram ações de Toninho para combater a pandemia. Mas a direita de Doria e Bruno Covas não quiseram dar ouvidos. Em uma retórica suicida, supostamente em apoio à economia, não levaram a pandemia a sério. Na verdade usaram (e ainda usam) a tragédia como mero palanque para campanhas eleitorais. Foi assim na campanha pra prefeito de Bruno Covas, e está sendo assim, novamente, na campanha para presidente de Doria.

Quem planta Bruno colhe covas!

Apesar de às vezes fazerem discursos bonitos, tanto Doria quanto Bruno Covas fizeram questão de retomar as aulas presenciais, muito antes de ser seguro. Isso mesmo depois de saírem pesquisas mostrando grave risco de problemas neurológicos em crianças que pegaram Covid. Precisaríamos, em um combate sério à covid, de Escolas fechadas, vacina e lockdown!

Agora, após passarem as eleições de 2020 negando haver segunda onda da pandemia, Doria e Covas voltam a engrossar o discurso contra o vírus – mas apenas o discurso: o secretário de Saúde do estado de São Paulo, Jean  Gorinchteyn, já afirmou ser contrário ao lockdown. Talvez, pelo menos, a tragédia à luz clara seja o bastante para cancelarem a retomada das aulas presenciais. Mas as esperanças de uma gestão séria é pouca. São Paulo sofre o peso das urnas das últimas eleições: quem planta Bruno colhe covas.

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O fogo cruzado no debate da volta às aulas

O fogo cruzado no debate da volta às aulas

Entenda porque as crianças são quem mais perde com a Volta às Aulas antecipadas!

Tem ficado acirrada a disputa de narrativa sobre a volta às aulas presenciais e as condições para fazê-la. Num espectro macro fica parecendo que os profissionais da Educação não querem a volta enquanto instituições privadas e parte das famílias desejam esse retorno o quanto antes!

O ponto comum é que toda a sociedade reconhece que as aulas presenciais nas escolas não podem ser substituídas e movimentos com solicitação pelo “homescholling” ficam mais enfraquecidos. Vamos aos pontos principais desse debate:

  1. Contexto de pandemia e os prédios escolares: não é surpresa para ninguém os relatos de que os prédios estão sucateados nas escolas públicas de São Paulo (referência de maior cidade do país). Isso vem sendo denunciado há décadas pelas entidades sindicais e profissionais que atuam nas escolas. De repente, chega um vírus que exige como cuidado fundamental ter a ventilação e a redução do número de pessoas nos espaços. O que fazer com CEUs projetados com corredores sem nenhum tipo de ventilação? O que fazer com escolas que foram instaladas dentro de galpões? O que fazer com escolas antigas sem janelas? O que fazer com o padrão de vidraça e tela/grade “padronizado” nas escolas por questão de segurança e que impede a abertura dos vidros? É óbvio que os governos não tiveram condições de resolver esses problemas estruturais ignorados há décadas durante a suspensão das aulas presenciais em 2020. Novamente, fecham os olhos para esse aspecto e insistem num discurso de “normalidade”.
  2.  Os recursos humanos: Já que o governo não resolve a questão estrutural das Unidades, o investimento foi na parte de equipamentos – foi um tal de tótem, tapete sanitizante, álcool gel e verba para essa finalidade chegando nas escolas. Mas quem limpa as maçanetas, vidros, mesas, brinquedos e banheiros com a frequência adequada? A prefeitura não faz concursos para o cargo de Agente Escolar desde 2002 e as equipes terceirizadas de limpeza estão contando apenas com 3 trabalhadores por escola, número já denunciado amplamente e que não tinha condições de manter a limpeza das escolas mesmo antes da pandemia. O quadro de professores substitutos foi reduzido. O número de inspetores foi reduzido. O quadro de cozinheiras foi reduzido. As escolas perderam os vigias. Onde estão os recursos humanos para, dentro de suas funções, colaborar com a volta presencial segura? E a vacinação dos profissionais da Educação? Simplesmente não há discussão de solução sobre isso.
  3. Crianças são transmissoras ou não? Bater o martelo sobre essa questão tem sido difícil no mundo inteiro, uma vez que trata-se de um novo vírus e com variantes e novas cepas aparecendo em diversos países, afirmar qualquer coisa de forma taxativa parece ser um erro grave. O que pode ser afirmado até o momento é que o número de crianças aumenta quando o do restante da população também aumenta e que existem casos de aparecimento de síndromes raras em crianças contaminadas pelo coronavirus.

Quanto à Economia…

Considerados esses pontos de maior discordância entre os que defendem ou não a imediata volta com segurança para criança, profissionais e familiares é importante falar sobre o outro lado dessa questão: a Economia.

Existe uma confusão entre interpretar a Educação como um direito fundamental aos cidadãos e um meio de lucro para os donos de escolas. Movimentos de escolas particulares estão preocupados com o possível desemprego de profissionais da rede privada e perdas nos lucros dos donos dessas instituições. A preocupação é legítima tendo em vista que o desemprego tem crescido e muitas pequenas empresas não sobrevivem à crise econômica.

O que não há concordância é na estratégia de minimizar mortes que estão representando quantidades absurdas em comparação com a representatividade da população mundial. Há dias em que o número de mortos por Covid-19 no Brasil chega a atingir 20% das mortes no mundo! Outra estratégia seria pressionar os governos para que exista apoio fiscal nesse momento tão difícil e que isso ajude a impedir mais falências e demissões.

A culpa da crise não é dos professores que não estão seguros para voltar às aulas presenciais sem paramentos, apoio com recursos humanos ou estrutura predial. Colocar profissionais em espaços fechados com as crianças diante de todo esse contexto por conta de razões econômicas é correspondente anacronicamente a campo de concentração. Não dá para culpar quem não é responsável pela situação ou agravamento da crise.

Apontados os nós fundamentais desse debate e escancarando os problemas da escola pública talvez o caminho seja toda a sociedade brigar por estrutura para todos. Com isso, toda a população só tem a ganhar. Nossas crianças merecem, a vida merece, o futuro merece!

Vivian Alves

Vivian Alves

Diretora de escola na Rede Municipal de Educação, historiadora, pedagoga e ativista. Atualmente faz parte da Caravana da Educação do Professor Vereador Toninho Vespoli.

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tem dinheiro pra propaganda mas não tem para servidor!

tem dinheiro pra propaganda mas não tem para servidor!

Entenda como o Doria está priorizando publicidade ao invés de trabalhos!

O Doria está aproveitando a pandemia para sucatear o Estado na surdina! A última sacanagem do Governador foi adiar, por meio de decreto (ou seja, de forma autoritária), os concursos e contratações públicos. Faz isso sem indicar momento de retomada dos concursos, ou seja, por prazo indeterminado, e ainda por cima deixa um tom de ameaça às universidades no final do decreto, falando de “iminente redução de suas receitas” (cenas do próximo episódio). Ao mesmo tempo, o governador aumentou em quase 70% (aumento em 62,5 mi) as verbas de publicidade do governo estadual. Ou seja, tem dinheiro pra propaganda mas não tem para servidor!

É de notório saber para qualquer servidor público que o Doria é inimigo do serviço público de qualidade! A sua sanha privatista (sem fundamentações econômicas e sociais) afetou setores importantíssimos para São Paulo, como a SPTuris e os Mercados Municipais! Agora também se articula para privatizar o Parque Ibirapuera (obra, ironicamente, projetada pelo comunista Oscar Niemayer com o objetivo de ser um espaço de descanso ao povo trabalhador paulistano).

Passou dos limites!

Mas esse decreto passa de todos os limites! faltam funcionários em todos os setores do serviço público! Além disso, justamente por causa da crise econômica, é importante manter as pessoas com dinheiro para que o consumo continue acontecendo. Emprego público é, historicamente, uma das formas de garantir concorrência com os empregos formais da iniciativa privada quanto a direitos e garantias dos trabalhadores. Em outras palavreas, com menos empregos públicos a iniciativa privada inteira possui um estímulo para diminuir os salários, por diminuir a concorrência com condições (minimamente) decentes de emprego oferecidas no setor público. Menos empregos significam menos pessoas com dinheiro para consumir, para girar a economia. Ou seja, todo mundo perde com a medida de Doria (inclusive a economia).

Ao mesmo tempo Doria acha de bom tom aumentar as verbas para publicidade! O aumento foi em 70% (de 153,2 milhões em 2021 ante aos R$ 90,7 milhões projetados em 2020) Oras, quer dizer que tem dinheiro pra propaganda mas não tem para servidor! É muita cara de pau!

As opiniões presentes no texto não necessariamente refletem as opiniões do Vereador Toninho Vespoli

Gabriel Junqueira

Gabriel Junqueira

Gabriel Junqueira é jornalista, ativista e militante do Partido Socialismo e Liberdade. Atualmente estuda Direito e compõe Mandato Popular do Professor Vereador Toninho Vespoli.

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Tem que vacinar, povo!

Tem que vacinar, povo!

Saiba porque a vacina é importante, e porque não é hora de politizar a saúde pública!

Apesar dos piores desejos de Bolsonaro, é bem provável que a vacina do coronavírus sairá em algum momento do ano que vem. Quando essa hora chegar, TODO MUNDO terá que se vacinar. Obviamente a ordem em que as pessoas tomam a vacina tenderá a priorizar os grupos de risco (idosos, pessoas com problemas respiratórios, profissionais da saúde etc). Mas o que não pode acontecer é gente achando que pode ficar sem tomar a vacina. Não apenas isso seria contra uma decisão do STF, como também seria um tremendo egoísmo! Pessoas que contraem o vírus, mesmo que assintomáticas, podem transmiti-lo. Não tomar a vacina é arriscar transmiti-la para outras pessoas que ainda não tomaram! Não falta gente querendo politizar a vacina de olho nas eleições de 2022. Mas para além do marketing, é fundamental que os melhores infectologistas do Brasil seriam ouvidos, e que a vacina chegue a TODAS E TODOS! Tem que vacinar, povo!

O Bolsonaro não liga para as vidas dos brasileiros. Falar isso, a essa altura, é apenas constatar o óbvio: o cara incentivou as pessoas a saírem de casa no momento mais crítico da pandemia; não quis usar máscara, mesmo quando em lugares movimentados; atrasou a liberação de testes para a população, deixando eles estragarem enquanto os barganhava por apoio político; e agora está desestimulando as pessoas a tomarem a vacina, que deve sair em algum momento do ano que vem. Chega disso! Vacina é questão de saúde, e saúde pública e comunitária! Uma pessoa vacinada não apenas deixa de ficar doente, como não corre risco de transmitir a doença para outros! Não tomar a vacina não é apenas sobre uma “liberdade individual”. É sobre o direito a vida de todos ao redor! E é assim que o supremo tribunal federal entendeu a questão: dia…/… o supremo decidiu que estados e municípios possuem o poder de obrigar a população a tomar a vacina. Decidiu isso por entender que liberdades individuais não podem implicar risco de vida às pessoas ao redor.

Obviamente, o ideal é que a vacina ocorra da maneira mais tranquila possível. Campanhas pedagógicas e de conscientização devem ter espaço para explicar ao povo a segurança e necessidade de se vacinar. Mas é importante que não haja confusão: vacina é questão de saúde pública e não de liberdade individual.

Também não podemos cair na ladainha de marketeiros. O governador João Doria, por exemplo, gasta tempo e recursos públicos para ficar trocando farpas com o presidente. Já anunciou (para “provocar” o Bozo) vacinação no primeiro mês de 2021. Mas não apresentou nenhuma espécie de plano de vacinação. É lógico que quanto mais cedo sair a vacina, melhor. Mas entre hoje e o último dia de janeiro são apenas 59 dias. Não é realista achar que isso seja tempo o suficiente para fabricar, estocar, distribuir e vacinar a população! Como quase tudo que o Doria faz, trata-se de mero marketing político, de olho em 2022!

Em uma situação assim, quem deveria ser ouvido são os profissionais de saúde, como os infectologistas e bioquímicos. Se ao invés de ficar brincando de gato e rato com o planalto, o Doria ouvisse o que os especialistas têm a dizer, teria garantido à população meios para fazer uma quarentena bem feita, com renda básica, garantia de acesso a internet e tudo o necessário para o povo conseguir ficar em casa. Talvez estivéssemos bem melhor a essa altura. Ao invés disso Doria prefere deixar para um dia depois da eleição a reavaliação da situação da Covid em São Paulo, enquanto tenta lucrar politicamente em cima da vacina! Esse não é o tipo de político que o povo merece!

A triste verdade é que estamos passando por uma segunda onda da Covid. A vacina virá, mas não será tão cedo. Até lá, quem puder, tente ficar em casa. E quando a vacina estiver disponível, será dever de cada cidadão toma-la! Tem que vacinar, povo!

Gabriel Junqueira

Gabriel Junqueira

Gabriel Junqueira é jornalista, ativista e militante do Partido Socialismo e Liberdade. Atualmente estuda Direito e compõe Mandato Popular do Professor Vereador Toninho Vespoli.

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Justiça Barra 29 milhões de Doria por Marketing Ilegal

Justiça Barra 29 milhões de Doria por Marketing Ilegal

Entenda como ação do Doria implica 29 milhões de reais do dinheiro público!

Justiça barra 29 milhões de Doria por marketing ilegal. O marketeiro do Doria aventureiro usou 29 milhões do dinheiro público para se autopromover. É o que indica liminar da justiça que congelou o valor das contas de Doria. Ocorre que na promoção de programa de asfaltamento em São Paulo, Doria usou de campanha de marketing para se autopromover. A campanha foi promovida com dinheiro público! A ação judicial investigando Doria data, ainda, de 2017 quando o, então prefeito, fazia campanha para governador. Abandonou a prefeitura deixando seu afilhado político o Bruno Covas. O programa de asfaltamento dos dois, além de só estar sendo implementado às vésperas da eleição para prefeito, prioriza bairros de luxo e deixa a periferia de lado!

Desde sempre que as ruas de São Paulo são esburacadas. Muitas vias ainda estão sem recapeamento algum! Na periferia isso ainda é, infelizmente, muito comum. Em 2017 Doria fez um programa de marketing bastante barulhento, falando que ia asfaltar São Paulo. O programa mal começou e Doria abandonou a prefeitura de São Paulo. Ficou apenas o marketing! Por perceber isso a justiça barra 29 milhões de Doria por marketing ilegal.

Toninho barra Doria!

Obviamente, é ilegal um político usar dinheiro público para se autopromover. E por isso hoje a justiça determinou o congelamento dos 29 milhões das contas do Doria. Não é a primeira vez que Doria é condenado por ações enquanto prefeito. O Toninho Vespoli 50650 já acionou o Ministério Público para impedir o slogan assassino da campanha de Doria “acelera São Paulo”. O mote de campanha, ainda mais no contexto em que Doria defendia o aumento de velocidades em vias públicas, era um convite à população paulistana para ser mais agressiva e irresponsável no trânsito. Toninho 50650 venceu Doria, e fez ele ter que pagar multa de 600 mil pelo slogan criminoso!

Foi, também, Toninho quem propôs uma ação popular contra o apagamento de grafites de Doria. Na época, Doria se mostrou inimigo das artes ao ordenar o apagamento de obras de grafite em toda a cidade! Mesmo em galerias em que os grafites eram permitidos! O processo de Toninho 50650, mais uma vez, foi vitorioso! Doria foi condenado, em primeira instância, a pagar 800 mil reais como multa!

Doria sempre vai tentar abusar de seu poder. Mas o vereador Toninho Vespoli 50650, conseguiu barrar os desmandos do cara. Com Bruno Covas não é diferente. Toninho segue na Câmara como uma voz de luta e resistência! Quando Guilherme Boulos 50 for eleito, será a liderança na Câmara capaz de fazer a vontade do povo valer!

Gabriel Junqueira

Gabriel Junqueira

Gabriel Junqueira é jornalista, ativista e militante do Partido Socialismo e Liberdade. Atualmente estuda Direito e compõe Mandato Popular do Professor Vereador Toninho Vespoli.

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A Direita Burra Privatiza Tudo

A Direita Burra Privatiza Tudo

Entenda porque só Toninho 50650 e Guilherme Boulos 50 podem garantir serviços públicos de qualidade!

Voltaram a debater sobre o leilão dos Correios! A ideia é péssima. Uma empresa privada tem interesses muito diferentes de uma empresa pública. O privado quer dar lucro, sempre, acima de tudo! o público possuí um interesse social: de entregar os serviços à população mais carente, que não pode pagar, da qual não daria para tirar lucros. Infelizmente, a direita prefere, antes, garantir os interesses de grupos privados! E não apenas o Bolsonaro, mas toda a direita! Hoje, também, foi votado o PL 529/2020 do governador João Doria, que extingue uma série de equipamentos públicos, inclusive a EMTU (Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos de São Paulo). Na cidade São Paulo, por fim, tanto o Bruno Covas quanto o Russomano são abertamente a favor de privatizações. A direita burra privatiza tudo. Apenas Boulos e Toninho Vespoli 5060 são capazes de frear este tipo de absurdo!

Absurdo privatizarem os Correios!

Os Correios são uma das empresas mais confiadas no Brasil. Considerando o pouco dinheiro que recebem fazem um serviço incrível! E a preço, inclusive se comparado com outros países, bastante baixos! Nenhuma empresa no Brasil consegue fazer o que os Correios fazem. O próprio Mercado Livre, que faz comercial dizendo que entrega em todo o Brasil, omite que usa, na verdade, os serviços dos correios no seu programa de entregas! Privatizar resultaria em preços maiores e em cobertura menor. A razão é muito simples: dessa forma daria mais lucro para os empresários. Acontece que empresa pública não é que nem empresa privada. O objetivo não é o lucro, e sim o atendimento a toda a população, independentemente de renda!

É lógico que para o ranço privatizante da direita a questão não são bons serviços, e sim dar mais lucro aos grandes empresários. Em todas as esferas de poder a direita tenta, feito criança teimosa, privatizar tudo o que pode. Hoje mesmo, por exemplo, a ALESP aprovou o PL 529/2020 que extingue 6 equipamentos públicos, entre eles a Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU) e a Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos de São Paulo (EMTU). O projeto foi, ainda, aprovado de madrugada, na calada da noite, justamente para que não houvesse debate e transparência com o povo. Naturalmente, o projeto não explica o que viria a substituir as empresas extinguidas. Apenas as extingue por que sim, e ponto final. Sem debate, sem transparência e sem razão! A direita burra privatiza tudo!

O ranço privatista da direita!

Pouco importa pensar se os serviços extintos vão ou não ser entregues ao povo. Estas questões são levadas a segundo plano, como se fosse um detalhe, a ser analisado e decido junto com o executivo, de cima para baixo. Certamente a solução adotada, seja qual for, tornará uns poucos empresários amigos muito ricos. Afinal, João Doria está lá a serviço da elite, e não a serviço do povo!

Bruno Covas não é diferente. Desde que assumiu a prefeitura tenta desviar dinheiro público para grupos privados. Faz assim na educação, na saúde, nos projetos culturais. E o povo nunca é consultado! Fez, ainda, de tudo para privatizar o complexo do Anhembi, além de tentar jogar as aposentadorias para os bancos privados, com a reforma da Previdência. Ou seja, tentou de tudo para vender São Paulo. 

Russomano é outro que quer privatizar tudo. Não liga para os pobres, para quem não teria dinheiro para comprar do privado! Ao invés já caminha encima do muro falando de privatizações e parcerias público privadas. É sempre assim que começa! A direita burra privatiza tudo. Não podemos esquecer que o Russomano é favorito do Bolsonaro, o cara que fez tudo, desde o começo da gestão, para privatizar o Brasil.

Boulos e Toninho são diferentes!

Toninho Vespoli 50650 sempre soube de como a direita quer privatizar tudo a torto e direito. Por isso o seu mandato de vereador atua com força para barrar esses absurdos. Foi a principal liderança na Câmara Municipal contra o SAMPAPREV, reforma da previdência que obrigaria os servidores públicos a procurar aposentadoria privada. Fiscaliza escolas terceirizadas e OSs, por saber que nesses grupos é comum ocorrer corrupção e desvios. Mas apenas no legislativo ele só consegue ir até um certo ponto.

Por isso que é importante que Boulos seja o nosso próximo prefeito. Boulos vai melhorar e expandir os serviços públicos, sempre em conjunto com a população. Expandirá os debates com o povo pobre de periferia, para que a gestão seja realmente democrática e popular. Toninho Vespoli 50650, Vereador de periferia, é a pessoa certa pra liderar esses esforços na Câmara Municipal. Boulos e Toninho, essa dupla vai colocar a periferia no centro!

Gabriel Junqueira

Gabriel Junqueira

Gabriel Junqueira é jornalista, ativista e militante do Partido Socialismo e Liberdade. Atualmente estuda Direito e compõe Mandato Popular do Professor Vereador Toninho Vespoli.

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VOLTA ÀS AULAS?

VOLTA ÀS AULAS?

Saiba como os servidores públicos, especialmente os ATEs, estão lidando com a incompetência tucana em tempos de pandemia!

Boa tarde meu povo!

Trabalho próximo de casa e, nas poucas vezes que saia e andava pelo meu bairro, me perguntavam “quando voltarão às aulas?”. Minha resposta era sempre a mesma. E sincera: “não tem previsão de volta”. Agora tem. Desde o início da pandemia, nossas autoridades, em todas as esferas, federal, estadual e municipal, conduziram a situação de forma, no mínimo incompetente, acentuando ainda mais as nossas profundas desigualdades.

O Presidente da República desdenhou da doença, incitou a desobediência às regras de isolamento e portou-se como um genocida. Não agiu, em nenhum momento, pensando no bem estar e na saúde da população. Muito pelo contrário. Governador e Prefeito insistiram em manter os festejos do carnaval, mesmo sabendo das medidas que estavam sendo tomadas nos países mais atingidos. Não decretaram o lockdown quando tiveram a chance, nunca puseram em prática a testagem em massa, tão importante para mapear a ação do vírus. Anteciparam o período destinado ao recesso escolar, suspenderam aulas, porém, as escolas não estão totalmente fechadas. Nós, ATE’s, agentes escolares e gestores das escolas, continuamos a trabalhar nestes três meses. Para quê? A comunidade praticamente não vem à escola. Viramos simples atendentes de telefone, prestadores de serviço de assistencialismo, como entrega de cartões e cestas básicas. Sem contar que estamos expostos a contaminação da Covid 19. Há vários relatos de falecimento de colegas que contraíram o vírus. Não vejo nenhum sentido em manter funcionando o atendimento nas unidades escolares, sem alunos e professores.

A máscara de Covas e Doria caiu rapidamente

Em poucos momentos, Dória e Covas pareciam conduzir com mais seriedade o combate à pandemia. Perto da atuação do presidente, o mínimo de seriedade os fez parecerem verdadeiros estadistas. Sabemos que nunca foram. A máscara caiu rapidamente. Relaxar medidas de isolamento e reabrir o comércio no meio da curva ascendente dos casos é de uma insanidade sem tamanho. Há muitos motivos por trás dessa irresponsabilidade. Não sou analista político, mas parece óbvio que a pressão do poder econômico está no cerne dessa questão. Deveríamos estar em isolamento total. Lockdown, tranca rua, não importa o nome. E o Estado tinha a obrigação de socorrer os pequenos empresários, para que o impacto da paralisação fosse reduzido ao máximo. Contudo, foram largados a própria sorte. Em nome do seu neoliberalismo selvagem, o governo brasileiro fechou os olhos e o cofre em meio à maior crise deste século. “Ah, tem o auxílio emergencial!” De emergencial ele não tem nada. Entre a aprovação no Congresso (à revelia do governo, que queria pagar R$ 200,00) e a liberação do dinheiro foram muitos dias de espera. Sem contar as dificuldades no cadastro e as falhas no pagamento. Um escárnio total.

No momento, não tem como voltar às aulas!

Diante de tudo isso, São Paulo quer reabrir as escolas em setembro. Imaginem as crianças da pré-escola tentando praticar o distanciamento, a usar corretamente as máscaras. Sem contar que poderão contrair o vírus e, mesmo tendo menor propensão a desenvolver a doença, podem contaminar pais e avós. O cenário parece ser terrível. E realmente é. Dizem as autoridades que as aulas retornarão apenas se houver condições para tanto. Mesmo se não houver, dirão que há. Sabemos como trabalham os tucanos. Deviam admitir o fracasso de sua estratégia e decretar o fim do ano letivo, sem prejuízo para alunos e funcionários. Aprendizagem por EAD não contempla a totalidade dos alunos. É injusto. Isto só atesta ainda mais a falta de comprometimento de João Dória e Bruno Covas com a educação de qualidade e o bem estar social da população mais carente. Devemos dizer não a volta às aulas.

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João Luís Lopes Pinheiro

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João Luís Lopes Pinheiro é jornalista e A.T.E. na PMSP

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O tucanato criou a PM assassina!

O tucanato criou a PM assassina!

Entenda como o PSDB criou, ao longo de décadas no poder, uma das polícias mais letais do mundo!

A polícia militar ainda continua torturando e matando a população. Mas por trás disso estão décadas de lavagem cerebral dos policiais, e de incitação à violência por parte dos governadores. O balanço do Estado de São Paulo depois de mais de 25 anos anos de governo tucano é o de uma polícia mal paga, mal treinada, constantemente humilhada pelo Estado e doutrinada para matar negros, pobres e periféricos. O tucanato criou a PM assassina!

O histórico de incitação à violência não é recente em São Paulo. Em 2002, 2 anos após Geraldo Alckmin (PSDB) ter assumido o governo do estado, a violência policial aumentou como não visto em 9 anos. A maior parte das vítimas, como sempre, foram pessoas pobres e negras de periferia. Quando questionado por jornalistas sobre os números, Alckmin foi categórico “Em São Paulo, bandido tem dois destinos: prisão ou caixão”. Só que mais violência vinda por parte da polícia nunca está associado a mais segurança e menores índices de violência. Na verdade, São Paulo na época passava por uma baixa histórica no número de roubos, furtos e homicídios. E um aumento na violência policial não resultou em mais segurança para a população.

De Alckmin à Doria

A tendência infeliz do populismo de guerra não parou no Governo de Alckmin. Pelo contrário, se fortaleceu no decorrer dos anos. O José Serra, por exemplo, enquanto Governador de São Paulo, mandou os policiais militares trocarem tiros com os policiais civis da capital do estado. Acontece que a polícia civil estava em greve pedindo melhores condições de trabalho. A greve era legítima, e havia sido convocada após várias tentativas de negociação com o município, em meio a salários e equipamentos defasados.

Ao invés do diálogo, Alckmin optou por mandar atirar. Por sorte ninguém morreu, mas pelo menos 32 investigadores, delegados, escrivães e peritos da Polícia Civil ficaram feridos. José Serra aproveitou o caos para posar para foto com militares em campo de tiro, e ainda acusou “políticos e sindicalistas” de incitarem o confronto com fins eleitorais. Ou seja, quem é contra ele seria criminoso que merece ser alvejado.

A transformação do inimigo político em “criminoso”

Essa mesma lógica de “criação do inimigo”, foi usada por Geraldo Alckmin, em seu terceiro mandato de governador, para reprimir manifestantes em 2013. Só que dessa vez os manifestantes tinham uma nova arma: as câmeras de celular. Pela primeira vez no Brasil os ataques e a truculência dos policiais foi sistematicamente registrada em dezenas de momentos diferentes. Ficou claro e escancarado para quem quisesse ver. E por mais que a Globo tentasse abafar os protestos, todos foram obrigados a reconhecer: nossa polícia é uma das mais violentas do mundo!

Infelizmente esse novo conhecimento não foi o bastante para parar a violência da polícia militar. Em 2018 dois fascistas foram eleitos: um para o governo de São Paulo e outro para a presidência da república. E os dois se assemelham (demais). Ainda antes de ser eleito Doria chegou a níveis bolsonaristas de incitação à violência. Disse que quando assumisse ia ser política do tipo “ou se rendem ou vão para o chão. […] a polícia atira. E atira para matar”(sic.). ]

Ciclo de violência que mata pobres e negros

Por trás dos discursos fortes do populismo de guerra se perpetua um ciclo de violência que deixa, não apenas a população civil, como também militares mortos. Eu já cobri em outro artigo com mais detalhes, mas o ponto é que o treinamento dos policiais militares é feito para torná-los violentos, sanguinários. Ocorre uma lavagem cerebral para que eles pensem que a violência é a única solução.

Soma-se a isso constantes humilhações e salários baixíssimos, mesmo se comparados aos salários em outros estados brasileiros, e o resultado acaba sendo uma polícia violenta, desesperada e com uma série de traumas mentais.

E quem mais sofre com todo esse descaso são as populações pobres, negras e periféricas. Como no caso recente caso de Guilherme Silva Guedes. O jovem de apenas 16 anos, foi assassinado com dois tiros na cabeça na madrugada do dia 14. Difícil prever o que acontecerá com os policiais envolvidos. Mas a seguir a tendência da corregedoria da PM em São Paulo, é pouco provável que se venha a ter justiça. Fica claro que desde que o tucanato criou a PM assassina as coisas não devem funcionar pelo bem do povo.

É preciso que as coisas mudem. Precisamos de uma polícia eficiente, comunitária e capaz de prezar pela vida (e não pela morte) da população. A polícia que temos precisa acabar. E no lugar uma nova deve surgir, com salários dignos, treinamento correto e fiscalização por uma corregedoria forte e independente.

Gabriel Junqueira

Gabriel Junqueira

Gabriel Junqueira é jornalista, ativista e militante do Partido Socialismo e Liberdade. Atualmente estuda Direito e compõe Mandato Popular do Professor Vereador Toninho Vespoli.

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