educação

Por uma educação pública, gratuita, laica e de qualidade na cidade

“OUVIR É O CAMINHO PARA REALIZARMOS O CARÁTER POPULAR DA NOSSA CONSTRUÇÃO E EXECUÇÃO!”

 

A partir do processo de escuta realizado pelo Professor Toninho Vespoli, elaboramos propostas para um cidade mais educadora. A seguir estão os pontos propositivos reunidos em nossa carta manifesto que busca orientar o futuro mandato popular da educação na cidade de São Paulo.

 

Pontos em comum da construção coletiva

– Promover uma cidade educadora (acesso à cidade)

– Garantir as chamadas dos concursos públicos

– Valorizar a rede direta municipal de educação

– Lutar contra ataques no legislativo (como homescholling)

– Conscientizar sobre a importância ao serviço público e da escola pública

– Garantir trabalho digno para todas as categorias que trabalham nas escolas

 

Soluções e ideiais apresentadas

  1. Maior integração entre os equipamentos públicos e as comunidades (Escola, Posto de Saude, CAPS, Conselho Tutelar, Vara da Infância, SAS e etc)
  2. Merenda de pequenos agricultores com fruta, verduras, suco integral na merenda
  3.  Aumentar efetivo da GCM nas escolas contra depredação, invasões e assaltos
  4. Promover a universalização do acesso à internet das polítcas de inclusão digital nas escolas e comunidades
  5. Aumentar investimentos estruturais, recursos tanto físico quanto humano na rede de ensino
  6.  Mobilizar servidores da rede diante do confisco salarial como ocorrido no SampaPrev


A necessária atuação de um mandato popular da educação

– O mandato do vereador, Professor Toninho Vespoli, junto à Caravana dab Educação, atualmente vem travando uma árdua luta contra esses brutais ataques em nosso Município

– Nossa Luta e resistência são necessárias e talvez a única chance na preservação do pouco que resta ao profissional da educação das suas conquistas trabalhistas! Toninho Vespoli, vem construindo de forma ímpar uma atuante mobilização de enfrentamento às políticas desumanas do (des)governo de Bruno Covas, bem como a má gestão da SME sob a direção de Bruno Caetano.

– O Vereador é membro da Comissão de Educação, Cultura e Esporte da Câmara Municipal de São Paulo, parlamentar que ajudou na elaboração do plano Municipal de Educação, tem sua atuação, entre outras ações pontuais, voltada para a Educação Pública e, com a Caravana da Educação, desenvolver um trabalho de base, construindo junto aos profissionais que atuam nas escolas municipais, uma escuta da realidade local e suas necessidades, visitando pessoalmente essas regiões, em sua maioria periféricas, muitas vezes esquecidas pelos órgãos responsáveis. Assim, Toninho Vespoli, mantém seu mandato popular, através de uma construção com as bases, de fato dialogando com a população.

 

A Caravana da Educação com Toninho Vespoli 

– Visitamos mais de 300 unidades escolares, entre elas CEIs, EMEIs, EMEFs, CEUs,EMEBs, CIEJAs e DREs;

– Seguiremos registrando, cobrando, levando as queixas e direcionamentos das ações que entendemos serem legítimas aos poderes públicos. Como no caso do Homeschooling, Vouchers na educação infatil , desmonte do MOVA;

– A discussão sobre a educação domiciliar ganhou centralidade nos debates sobre as políticas educacionais no atual governo federal o que tem reverberado nos estados e municípios. Essa centralidade, do ponto de vista pragmático, é completamente injustificável;

– Não estamos discutindo a capacidade que cada família tem de educar seus filhos ou não, pois reconhecemos que há uma dimensão educativa que está sob a responsabilidade da família. Estamos sim reafirmando o que há décadas vem sendo defendido pelos especialista da área da educação: a escola tem um dimensão de aprendizagem que é incapaz de ser assumida por outra instituição;

 

O futuro que regride 

– Tendo como base hipotética de que as filas da Educação de 0 – 3 anos fossem zeradas com essas ações anunciadas pelo governo para o ano de 2020 seria importante ainda pensar em outro ponto: em pouquíssimo tempo essas crianças estarão em idade de estudar em EMEIs e EMEFs. Sem a construção de novas escolas para onde vão essas crianças? O caminho será aumentar o número de estudantes por sala de aula? Destituir mais espaços pedagógicos nas Unidades Escolares para suprir a demanda ou ampliar o público dos vouchers?

– Estamos cheios de questionamentos e sem caminhos plausíveis para amarrar as propostas anunciadas pelo governo. É exatamente assim que tem sido o trabalho dessa atual gestão: Cheio de decisões imediatistas e unilaterais com a única estratégia pautada em fazer marketing e não pensar com seriedade no atendimento de qualidade a nossas crianças na maior rede de Educação do país. Covas quer terceirizar a educação, a qualquer custo. O público afetado serão crianças da primeira infância, com Educação não se brinca!

– Outro alvo recente de Covas foi o projeto MOVA, que há mais de 30 anos acolhe jovens e adultos que não tiveram acesso à educação formal. Por meio do decreto Nº 59.321, a prefeitura suspendeu os pagamentos e os repasses feitos aos programa, o que inviabiliza a continuidade do projeto.Para barrar esse retrocesso, a deputada Sâmia Bomfim e o vereador Toninho Vespoli, do PSOL, acionaram o Ministério Público e pediram medidas cabíveis contra as ações de desmonte da prefeitura de São Paulo.

 

“Seria uma atitude ingênua esperar que as classes dominantes desenvolvessem umaforma de educação que proporcionasse às classes dominadas perceberem as injustiças sociais de maneira crítica.” Paulo Freire

 


A partir do processo de escuta realizado pelo Professor Toninho Vespoli, elaboramos propostas para um cidade que valorize o funcionalismo público municipal e também os serviços públicos da cidade. A seguir estão os pontos propositivos reunidos em nossa carta manifesto que busca orientar o futuro mandato popular em São Paulo.

saúde também é afeto

saiba sobre os desafios emocionais da volta às aulas

estamos numa encruzilhada entre a manutenção de um ensino remoto e uma volta às escolas com restrições seríssimas de convívio. se por um lado o ensino de forma remota descaracteriza o que é a educação, por outro, a possibilidade de reabertura das escolas públicas e privadas trará o impedimento do que significa ser criança e adolescente.

como arteterapeuta, vejo os protocolos de retorno muito danosos à saúde emocional de estudantes e profissionais da educação que, além do risco de contágio, pode destruir profundamente o emocional e mental de quem estará na escola sem poder vivenciá-la como um todo. nós adultes temos apresentado muita dificuldade em cumprir o distanciamento social de forma responsável mesmo tendo condições para compreender o que isso significa. 

se para nós não poder abraçar ou estar com pessoas queridas é massacrante, o que significa isso na cabeça de uma criança? o que é a adolescência sem seu grupo, sem o estar de mãos dadas? qualquer pessoa que observe a vida escolar sabe que o brincar, correr, abraçar, ir junto ao banheiro, os namoricos da adolescência e os “bandos” amontoados são mais que um simples comportamento, são uma maneira de existir e até sobreviver aos muitos anos escolares da nossa vida.

quem não teve alguém na escola que fazia tudo junto? a solidão interna da descoberta do eu na adolescência é apaziguada pelas tantas outras solidões que se encontram e se transformam em grupo. as demonstrações de carinho na infância são o porto seguro de pequenas pessoas que sentem saudade de casa e da família e encontram no abraço a segurança para se desenvolver.

Não só de conteúdo vive uma escola

não só de conteúdo vive uma escola. é essencial que falemos disso. pois num mundo de produção excessiva, lucro e mercado de trabalho, é fácil esquecer nossa humanidade. portanto, se somarmos o medo do COVID-19 e da morte à proibição do correr, abraçar, brincar, praticar esporte, estar pertinho, ou seja, da essência do ser criança e adolescente, estaremos negando a própria humanidade na escola ao não poder vivenciar traços tão importantes da nossa cultura.

retornar presencialmente às escolas trará, além de mais casos de COVID-19, uma nova espécie de luto, a do existir. e com isso tenho a certeza que veremos também um aumento nos casos de depressão, isolamento interno, apatia, raiva, violência, automutilação e até suicídio. é importante que tenhamos a consciência de que, se escolhermos e permitirmos aulas presenciais neste momento, estaremos assassinando a nossa humanidade e a humanidade dessas crianças e adolescentes. você tem coragem de assumir essa responsabilidade?

ainda que o ensino remoto seja uma péssima alternativa, pois a impossibilidade do encontro é em si uma grande violência, ele é infinitamente mais seguro neste momento e para isso precisamos de ações verdadeiramente emergenciais, como o direito ao isolamento, acesso à internet e equipamentos para o seu uso, saneamento básico, alimentação, auxílio financeiro para as famílias, um acompanhamento pedagógico e afetivo de toda comunidade escolar, tempo de planejamento, reestruturação física das escolas…

defender a vida é defender a saúde emocional!

eu sei que a lista é grande, mas ela é a verdadeira emergência. não um projeto de lei hipócrita e privatista como o 452/2020 da prefeitura de São Paulo! e com certeza não é a obrigação de reabertura das escolas particulares sob a ameaça de demissão em massa de profissionais da educação. nós defendemos as aulas presenciais e queremos volta, mas não às custas da humanidade de estudantes, profissionais da educação pública e privada, e de nossas famílias.

defender a vida é defender o direito à saúde física, emocional, afetiva e mental da população. é direito de todes e é dever do poder público que nos representa garantir isso.

*Marília Moreno é professora da rede pública da cidade de São Paulo,
arteterapeuta, escritora, militante do gênero neutro e da minúscula no início
da frase e pode ser encontrada na internet pelo @textosdemarilia.

Marília Moreno

Marília Moreno é professora da rede pública da cidade de São Paulo, arteterapeuta, escritora, militante do gênero neutro e da minúscula no início da frase e pode ser encontrada na internet pelo @textosdemarilia.

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URGENTE! É votado HOJE PL de retomada escolar!

O silêncio ao desmonte da educação inclusiva

Ainda não é hora de voltar! Saiba mais:

Será votado hoje, dia 05/08, o projeto de lei do Covas que quer retomar as aulas, apesar da pandemia correr riscos de voltar com força! O projeto “aproveita” para fazer negócios com os direitos da população. O executivo incluiu no protesto a aprovação de sistema de vouchers pra rede privada, precarização dos serviços prestados ao aluno, e ainda contratos nebulosos para a compra de uniformes e materiais escolares. O vereador Toninho Vespoli não deixou barato. protocolou um substitutivo ao PL.

O substitutivo de Toninho não coloca vidas inocentes em risco. Ao invés disso condiciona qualquer retomada das atividades à liberação de vacinas para as crianças. Os jovens são o futuro do nosso país. Não podemos arriscar as suas vidas desse jeito!

Por ter sido professor de chão de escola, e conhecer bem como as coisas funcionam na prática, o Toninho sabe que o melhor jeito de fazer qualquer coisa na educação é ouvindo os profissionais, os alunos e os pais e mães. Por isso o seu Substitutivo, também determina que qualquer esforço de retomada tenha essas pessoas no centro das decisões.

O Substitutivo do Toninho também diferencia por determinar que profissionais concursados e que ainda não foram efetivados sejam chamados antes de qualquer contratação temporária. Além disso, acaba com ideias absurdas como oferecimento de vouchers aos alunos como solução para a educação pública, ou contratações de limpeza, uniformes e materiais escolares a toque de caixa.

Não é hora de retomar as atividades. Muitas vidas correm risco. A educação pode ser recuperada. Vidas de crianças não!

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O abismo entre o idealizar e o realizar!

O abismo entre o idealizar e o realizar!

Estamos a todo momento ouvindo, seja pelos noticiários ou por especialistas em saúde, que não é momento de flexibilização, que ainda não atingimos o platô de contaminação e que não é hora de retomada das atividades presenciais. Trago para a reflexão, nesse contexto de pandemia, a minuta apresentada pela SME, de protocolo de volta às aulas. O abismo entre o idealizar e o realizar!

Ao promover a escuta e assegurar que todos os segmentos da sociedade sejam ouvidos, é gritante o abismo entre o idealizar, pensado sob à ótica da teoria desvinculada da prática de quem realiza.  Contudo, é preciso vencer o estigma do senso comum, sair da zona de conforto e realizar um debate reflexivo embasado por pesquisas sérias que de fato sejam fundamentadas e significativas.

“Vygotsky afirma que o bom ensino é aquele que se adianta ao desenvolvimento, ou seja, que se dirige às funções psicológicas que estão em vias de se completarem.” (Rego, 2001)

Zona de Desenvolvimento Proximal (ZDP) é um conceito elaborado por Vygotsky, e define a distância entre o nível de desenvolvimento real, determinado pela capacidade de resolver um problema sem ajuda e o Nível de desenvolvimento potencial determinado através de resolução de um problema sob a orientação de um adulto ou em colaboração com outro companheiro.

E, justamente numa dessas conversas on-line, trocava figurinha com uma das minhas companheiras de jornada terrena, Celia Cristina, profa. de Educação Infantil da Rede Municipal, falávamos sobre as concepções de aprendizagens, a EAD na infância, a realidade excludente, a questão do ano letivo e a falta de diálogo por parte de SME. Adoro ouví-la, e ela me fez apontamentos importantíssimos para pensarmos sobre a minuta apresentada pelos idealizadores e, como nós, profissionais da Educação, faremos para realizar…

Ela aponta justamente para esse abismo, da dicotomia de uma teorização elaborada por pessoas há tempos distanciadas das práticas de sala de aula, elencando apenas os aspectos do que se considera ideal, desconsiderando, ou ignorando, de fato a realidade.
A minuta evidencia diversas controvérsias, numa leitura tecnicista. Ora fala em distanciamento, ora fala em acolhimento…

Ora! Afinal como será feito?

Os documentos que norteiam a educação infantil municipal são pautados nas interações das relações, ou seja, nas trocas previstas num currículo integrador.
É um olhar de quem não acompanha uma atuação efetiva ou não está presente no chão de uma escola pública!

Se transpormos esse olhar para o ensino fundamental, do processo da construção da alfabetização até seu ciclo final, bem como as especificidades do aluno da educação de jovens e adultos, que em sua grande maioria é formada por trabalhadores da nossa população mais carente, que por ser periférica e por um governo sem uma política pública que leve em consideração esse cidadão, não teve direito ao isolamento social, precisa fazer uso do transporte público lotado pois precisam se deslocar até seus locais de trabalho. Isso aos que ainda detém seus empregos, pois uma grande parcela já se encontrava desempregada, e com a pandemia, essa parcela apresentou uma elevação gigantesca…

Sem uma higienização minuciosa, tão crucial nesse momento, obrigaremos o aluno trabalhador a permanecer nas escolas sem tal, depois de um longo dia de trabalho e o percurso realizado para esse tramite.

Assim, vemos igualmente tamanhas contradições por não respeitar o sujeito de direito em seu processo de aprendizagens em todas as etapas e desconsiderar seu protagonismo nesse espaço tão vivo que é a escola.

A quem vai servir essa minuta?

Esse protocolo reconhece as limitações impostas a um espaço que até então era rico em vivências e explorações?Espaço que oportunizava as relações humanas, às vezes a única que a criança vivia na rotina do seu dia-a-dia, pois tratamos aqui das regras e não das exceções. Um espaço agora limitado de potêncialidade e oportunidades!

A criança NÃO poderá ser criança! Seu direito cerceado!

SME diz que o plano foi montado sob orientação da saúde. Coloca situações que, na imensa maioria, são de difícil aplicação prática, jogando toda a responsabilidade para as escolas, inclusive questões estruturais, que envolvem verbas e manutenção e dependem das DREs e da SME. Sanitários, por exemplo, a diretriz é não deixar faltar material de higiene e garantir vasos e pias sem defeito, mas em nenhum local está dito que a SME garantirá manutenção das unidades com problemas estruturais, suprimento de materiais de higiene, a necessidade de funcionários, em número insuficiente, essa falta é algo crônico. Aproveito para abordar a homologação dos concursos de Auxiliar Técnico de Educação e Coordenadores Pedagógicos, além das chamadas dos que aguardam para os cargos de diretores de escola e Supervisores Escolares e o fornecimento de ítens de segurança. Fazemos um adendo aqui, pois no caso das máscaras, dá a entender que é problema de cada aluno e profissional.

Me causa a sensação de que o plano da prefeitura junto à SME, está montado para que, se algo der errado, o problema seja de falta de gerência da equipe escolar, que será responsabilizada por orientar adequadamente os profissionais, os alunos e as famílias. Garantir uma organização em relação ao fluxos de entrada e saída, intervalos e refeições será quase impossível em muitas unidades.

O Secretário de Educação, vem tardiamente a se reunir com os Sindicatos e de forma unilateral. Isso não é diálogo! É fundamental assegurar que nossa representatividade seja efetivada pelos sindicatos com empenho e ações pontuais, pensando em todos os segmentos de profissionais da Educação, cobrando de SME e demais órgãos, um canal permanente de diálogo das demandas da rede, bem como negociação por valorização da carreira. ]

E por isso enfatizo a importância em articular e fortalecer um conselho de escola participativo, atuante e que busque legitimar a voz da comunidade nos CRECEs regionais e central.

Termino com o seguinte questionamento:
-QUEM IRÁ RESPONDER PELAS VIDAS CEIFADAS?

Deborah Fasanelli

Deborah Fasanelli

Deborah Fasanelli é professora de educação infantil e ensino fundamental; pedagoga e Psicopedagoga Pós graduada em Direito Educacional. Atualmente ocupa o mandato Popular do Professor Vereador Toninho Vespoli

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O PL Inconstitucional de Bruno Covas

O silêncio ao desmonte da educação inclusiva

Parecer da CCJ, baseado em argumentos de ação de Toninho, recomenda ilegalidade de projeto de Bruno Covas

Quando o prefeito e a direita na Câmara Municipal aprovaram um projeto que, entre muitas questões, criava um voucher para vagas em CEIs privadas ou assegurava uma bolsa de R$ 100,00 para pagar famílias, que não tivessem conseguido a vaga na creche, o vereador professor Toninho Vespoli entrou com uma Ação Direta de Inconstitucionalidade contra a referida lei.

De acordo com parecer do Subprocurador-Geral de Justiça o pedido do professor Toninho Vespoli é procedente e determinados artigos da lei são inconstitucionais. Essa decisão é usada como base para destacar que trechos do PL 452/2020, do poder executivo, incorre nos mesmos erros, sendo, também, inconstitucional.

A comissão de Constituição e Justiça emitiu parecer reconhecendo a ilegalidade de pacote de maldades de Bruno Covas na educação: o PL 452/2020. O projeto incluía a proposta falha dos vouchers para creches, compra de uniformes em processos pouco claros e transparentes entre outras medidas duvidosas e com fins eleitoreiros! Mais ainda: permitia a contratação de creches privadas pela rede pública com grupos que visam o lucro; violação expressa ao artigo 213 da Constituição Federal.

Com a desculpa de urgência em face da pandemia o projeto visava suprimir toda a ordem legislativa, e aprovar programa de distribuição gratuita de bens em ano eleitoral. O problema é que alguns dos itens do projeto só começam a ter validade no ano 2021. Fica difícil argumentar urgência para aquilo que pode esperar vários meses.

Por trás disso tudo o que há são os interesses de parte da indústria da educação. Creches altamente rentáveis para os seus donos que pretendem oferecer seus serviços à prefeitura sem mecanismos concretos de fiscalização.

O próprio projeto de lei não prevê alíquotas claras para os serviços que seriam criados, nem especificam quem seriam as partes beneficiadas. Ou seja, ficaria a critério de burocratas a serviço de Bruno Covas definir. Tudo isso, certamente, teria um impacto no orçamento de 2021, que já começaria com parte comprometida antes mesmo de ser votado.

Dessa vez o parecer da Comissão de Constituição e Justiça pareceu sensato. Mas a batalha ainda não foi ganha. Na próxima quarta, dia 29/07, a Comissão ainda votará se segue ou não o parecer que ela mesma produziu. Pode parecer estranho, mas em muitos casos nessas comissões os vereadores dizem defender uma coisa, mas na hora do voto final fazem o oposto.

Estaremos pressionando os vereadores na luta para que absurdos como este não saiam do papel!

Gabriel Junqueira

Gabriel Junqueira

Gabriel Junqueira é estudante de Direito, ativista pelo clima e estagiário do mandato do vereador Toninho Vespoli

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Bruno Caetano e o conto da carochinha

“Queremos um esclarecimento mais preciso. O secretário falou de coisas genéricas aqui e eu saí como entrei”, foi assim que o professor Toninho Vespoli pontuou sua fala durante a audiência pública virtual da Comissão de Educação Cultura e Esporte, na terça-feira (07/07). (veja vídeo).

Toninho assim como os profissionais da educação, os pais, os representantes sindicais tinham acabado de ouvir mais de 30 minutos de blá blá blá por parte do secretário de educação da cidade de São Paulo, Bruno Caetano.

Caetano voltou a defender a volta das aulas presenciais e fez uma série de promessas, sem, no entanto, dizer como elas serão executadas, ou seja, tudo da boca pra fora. Listamos algumas:

Bruno Caetano e o conto da carochinha

Haveria lotação das salas de apenas 35%; seria feita a medição da temperatura das crianças no portão, e seriam dados a cada unidade escolar pelo menos 4 termômetros; seriam dados de 15 a 20 mil reais por unidade escolar para adquirirem equipamentos e insumos médicos; garantia do distanciamento de 1,5 metros entre as crianças durante todas as atividades escolares.

Distribuição de mais de 1 milhão de kits para as crianças com sabonetes, máscara e materiais de uso pessoal; chamamento de mais profissionais da educação para substituir aqueles do grupo de risco durante a pandemia (através do chamamento dos concursos e de contratações temporárias); revisão dos desastrosos contratos de limpeza terceirizados.
(veja o vídeo da fala do secretário a partir do momento 1:38:30)

Vamos ficar atentos

A fala de Bruno Caetano nos faz pensar: Ele é um dissimulado ou um canalha? Digo isso porque a proposta de revisão dos contratos de limpeza, por exemplo, foi uma das lutas que o vereador Vespoli travou na Comissão de Educação e falou isso para o secretário diversas vezes.

Agora, diante desse desastroso cenário, Caetano quer se apresentar como uma pessoa preocupada e rever uma medida, que ele não cita, mas foi decidida no governo do qual ele é secretário.

Além disso vale citar a luta pelo #HomologaJá ou #ConvocaJá. Bruno não levou dados. A prefeitura tem cargos vagos de ATEs e Coordenadores Pedagógicas, por exemplo, que estão aguardando homologação e não foi apresentado esses dados atualizado na reunião. Diretores e supervisores estão aguardando chamada e o número só cresce e nada de convocar. PEIs já fizeram ate o exame médico e a gestão dos Brunos não dá início ao exercício.

É inacreditável que o secretário não assuma o compromisso de chamar essas pessoas – muitas com o concurso para vencer – para aumentar o quadro dos servidores da educação no município?

A questão da redução dos alunos por sala é uma questão que transcende essa gestão. Vale lembrar que em outros governos decidiram trocar a luta pelas questões de igualdade de gênero do Plano Municipal de Educação, pela manutenção da quantidade de alunos por sala de aula. Ou até mesmo os projetos de lei apresentados nesse sentido, mas sempre ignorados pelos demais vereadores e pelo executivo.

Nova convocação do secretário

Logo após a audiência, o vereador Toninho gravou um vídeo para a Caravana da Educação resumindo alguns pontos da reunião. Toninho resumiu de forma genial: Não somos palhaços. (veja o vídeo)

Será que alguém acredita que a gestão do mesmo partido que aumentou o número de alunos por sala de aula, e sucateou a limpeza das escolas vai cumprir alguma dessas promessas? O povo não é bobo secretário!

Edcarlos Bispo

Edcarlos Bispo

Edcarlos Bispo é jornalista, ativista e hoje ocupa o Mandato Popular do Vereador Toninho Vespoli

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VOLTA ÀS AULAS?

VOLTA ÀS AULAS?

Saiba como os servidores públicos, especialmente os ATEs, estão lidando com a incompetência tucana em tempos de pandemia!

Boa tarde meu povo!

Trabalho próximo de casa e, nas poucas vezes que saia e andava pelo meu bairro, me perguntavam “quando voltarão às aulas?”. Minha resposta era sempre a mesma. E sincera: “não tem previsão de volta”. Agora tem. Desde o início da pandemia, nossas autoridades, em todas as esferas, federal, estadual e municipal, conduziram a situação de forma, no mínimo incompetente, acentuando ainda mais as nossas profundas desigualdades.

O Presidente da República desdenhou da doença, incitou a desobediência às regras de isolamento e portou-se como um genocida. Não agiu, em nenhum momento, pensando no bem estar e na saúde da população. Muito pelo contrário. Governador e Prefeito insistiram em manter os festejos do carnaval, mesmo sabendo das medidas que estavam sendo tomadas nos países mais atingidos. Não decretaram o lockdown quando tiveram a chance, nunca puseram em prática a testagem em massa, tão importante para mapear a ação do vírus. Anteciparam o período destinado ao recesso escolar, suspenderam aulas, porém, as escolas não estão totalmente fechadas. Nós, ATE’s, agentes escolares e gestores das escolas, continuamos a trabalhar nestes três meses. Para quê? A comunidade praticamente não vem à escola. Viramos simples atendentes de telefone, prestadores de serviço de assistencialismo, como entrega de cartões e cestas básicas. Sem contar que estamos expostos a contaminação da Covid 19. Há vários relatos de falecimento de colegas que contraíram o vírus. Não vejo nenhum sentido em manter funcionando o atendimento nas unidades escolares, sem alunos e professores.

A máscara de Covas e Doria caiu rapidamente

Em poucos momentos, Dória e Covas pareciam conduzir com mais seriedade o combate à pandemia. Perto da atuação do presidente, o mínimo de seriedade os fez parecerem verdadeiros estadistas. Sabemos que nunca foram. A máscara caiu rapidamente. Relaxar medidas de isolamento e reabrir o comércio no meio da curva ascendente dos casos é de uma insanidade sem tamanho. Há muitos motivos por trás dessa irresponsabilidade. Não sou analista político, mas parece óbvio que a pressão do poder econômico está no cerne dessa questão. Deveríamos estar em isolamento total. Lockdown, tranca rua, não importa o nome. E o Estado tinha a obrigação de socorrer os pequenos empresários, para que o impacto da paralisação fosse reduzido ao máximo. Contudo, foram largados a própria sorte. Em nome do seu neoliberalismo selvagem, o governo brasileiro fechou os olhos e o cofre em meio à maior crise deste século. “Ah, tem o auxílio emergencial!” De emergencial ele não tem nada. Entre a aprovação no Congresso (à revelia do governo, que queria pagar R$ 200,00) e a liberação do dinheiro foram muitos dias de espera. Sem contar as dificuldades no cadastro e as falhas no pagamento. Um escárnio total.

No momento, não tem como voltar às aulas!

Diante de tudo isso, São Paulo quer reabrir as escolas em setembro. Imaginem as crianças da pré-escola tentando praticar o distanciamento, a usar corretamente as máscaras. Sem contar que poderão contrair o vírus e, mesmo tendo menor propensão a desenvolver a doença, podem contaminar pais e avós. O cenário parece ser terrível. E realmente é. Dizem as autoridades que as aulas retornarão apenas se houver condições para tanto. Mesmo se não houver, dirão que há. Sabemos como trabalham os tucanos. Deviam admitir o fracasso de sua estratégia e decretar o fim do ano letivo, sem prejuízo para alunos e funcionários. Aprendizagem por EAD não contempla a totalidade dos alunos. É injusto. Isto só atesta ainda mais a falta de comprometimento de João Dória e Bruno Covas com a educação de qualidade e o bem estar social da população mais carente. Devemos dizer não a volta às aulas.

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João Luís Lopes Pinheiro

João Luís Lopes Pinheiro

João Luís Lopes Pinheiro é jornalista e A.T.E. na PMSP

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Por que ser contrário à reabertura das escolas durante uma pandemia?

Desde que foi declarado o afrouxamento nas regras de distanciamento social por pressão de grupos econômicos temos acompanhado o efeito dominó de reaberturas de instituições e comércios até que o pico da pressão sobre a necessidade de reabertura das Unidades Escolares.

Um ponto importante a ser ressaltado é de que todo esse processo tem acontecido, diferente do resto do mundo, com números absurdamente altos (segundo país com maior número de contágios), mesmo com pequena parcela de testagem entre a população, e com uma média diária de mais de 1200 mortes devido ao vírus covid-19.

Em primeiro lugar é preciso considerar o direito à vida. Enfrentar uma pandemia de uma doença nova, sem estudos suficientes para analisar comportamento, sem vacina ou remédio tem sido muito difícil para o todos, porém, o único consenso mundial tem sido em torno da importância do cumprimento da quarentena para que o vírus deixe de circular e que inclusive o sistema de saúde tenha respiro para atender a todos.

Muitas das escolas não estão adaptadas para a quarentena!

Outro aspecto importante são os prédios das escolas. Cerca de 80% dos CEIs na cidade de São Paulo pertencem à rede parceira, muitos deles, funcionando em casas adaptadas para receber as crianças, sem ventilação adequada, sem espaços externos e sem possibilidade de distanciamento.

Além disso, justamente na Educação infantil, a mídia tem insistido sobre a importância dos pais terem onde deixar as crianças para poderem voltar ao trabalho e que os pequenos são assintomáticos. Ora, os professores mantém contato direto com as secreções dos bebês e o cuidar é um dos pilares do trabalho, o que obviamente está ligado à questão do afeto e contato físico. Mesmo que a afirmação sobre as crianças estivesse correta, os professores não são imunes, os familiares dos bebês, crianças e funcionários também não são imunes.

Além do mais todos os documentos de protocolos sendo apresentados possuem como premissa o distanciamento e a proibição de contato entre estudantes. Essas pessoas já foram numa escola? A escola é espaço de interação, crianças ou adolescentes se abraçam, compartilham lanches, brincam em suas rotinas, independente do comando do adulto.

Tendo por base que todas as escolas fossem equipadas com álcool gel, sabão suficiente, papel, máscaras para todos, como garantir a troca de forma adequada e o uso integral por seres em formação quando o que temos visto na prática entre adultos a resistência ao uso quer seja na prática de exercícios físicos, filas com lugares marcados ou perambulando pelas ruas? As campanhas por parte do Estado de orientação à população em geral tem sido satisfatória?

Não há espaço ou tempo para atender as crianças respeitando as medidas de isolamento

E as recomendações não pararam por aí, falam em marcar lugares durante o uso do refeitório ou que as refeições sejam feitas na própria sala de aula. As Secretarias sabem que devido ao grande número de estudantes atendidos por escola já é prática a realização de 3 ou 4 intervalos fora os momentos de lanche dirigido? Não há espaço hábil dentro da linha do tempo para fragmentar mais as turmas nas refeições. Além disso, os professores possuem o intervalo garantido em sua jornada de trabalho. Quem ficaria com os estudantes nas salas de aula? As unidades sofrem com vacância de cargo e insuficiência de trabalhadores no quadro de apoio, sem falar em todos os afastamentos de servidores do grupo de risco.

A super exploração das equipes terceirizadas também aparecem nessa conta. As equipes das escolas foram reduzidas de 11, 10, 9 para 3 ou 2 funcionários para dar conta da limpeza, independente do tamanho dos prédios. Como dar conta da higienização de todas as salas ( estamos falando de escolas que possuem até 25 salas por período de funcionamento) após cada refeição, revisão dos banheiros e reabastecimento de todos os pontos de álcool e sabão, dentro do período de aulas? Isso sem falar nas tarefas realizadas entre os atendimentos das turmas…

Ou seja, protocolo de volta com a pandemia em curso simplesmente não é possível com segurança. O problema é que muito se fala de Educação, porém sem conhecer ou respeitar a realidade e os problemas das escolas que já tem sido motivo de reivindicação há tanto tempo por quem conhece a prática e a estrutura por dentro.

Vivian Alves

Vivian Alves

Vivian Alves é filósofa, diretora de escola e ativista pela esucação. Atualmente ocupa o mandado do Vereador Toninho Vespoli.

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REFLEXÕES/CONSIDERAÇÕES E AÇÕES – PERÍODO DE SUSPENSÃO DE ATENDIMENTO/ATIVIDADES, DEVIDO A PANDEMIA DO COVID 19.

Conheça as trilhas da aprendizagem! E entenda como a educação pode ir para além das salas de aula

Isso tudo nos pegou de surpresa, estamos com medo e inseguros, diante de uma situação que não conhecemos e nem sequer, podemos recorrer a quem conhece, pois, ninguém na face da terra conhece de fato.

Talvez, nunca soubemos tão pouco sobre o que está por vir; assim, tudo que pensamos e falamos é: “Vai passar…”, e de um jeito ou de outro, vai mesmo.

Vale dizer, que o que estamos passando deixará marcas, memórias e lembranças, algumas muito boas, outras nem tanto, deste modo, consideramos que tudo depende de quem somos, de como enxergamos o mundo, de como nos conectamos uns com os outros, depende dos nossos recursos, das nossas concepções, das nossas limitações, assim como depende das nossas habilidades, dos nossos medos e das nossas ousadias.

Depende do que estamos dispostos a fazer durante este período, quem temos auxiliado e quem temos do nosso lado, oferecendo ajuda. Depende de como anda nossa paciência com as pessoas no supermercado; àquelas que insistem em se aproximar, mais do que o recomendado, e principalmente, de como está nosso entendimento de que nós mulheres/professoras, estamos carregando: o peso da administração da casa, dos animais, dos maridos, dos filhos, das plantas, dos nossos pais e/ou dos irmãos em nossas “costas largas”; sempre tão largas.

Para muitas mulheres estar em casa é também trabalho

Talvez os maridos estejam em home office, enquanto muitas de nós (a grande maioria na educação), trabalhando em casa, estamos em ”home-tudo” (sem ter no momento, a pretensão de tentar consertar, o que é uma luta há séculos), mas é fato, que entre tantos outros motivos, isto pode estar nos cansando e nos confundindo, pois não sabemos trabalhar sem o barulho das nossas crianças, sem administrarmos os conflitos existentes nas turmas de estudantes, sem olharmos cada um dos trinta e cinco como únicos, e identificarmos se estão felizes, animados, tristes, desanimados, receptivos ou tímidos.

Podemos neste momento sugerir, que o que mais faz falta no nosso fazer é trabalharmos o famoso “Currículo Oculto”, onde não há palavras que possam definir a diversidade e o encantamento que existem nas relações com os pequeninos, em suas descobertas, aprendizagens e reações. Professora é sim, um ser que fala com o olhar, que enxerga com o ouvido e que fala com o coração, no melhor sentido da palavra. Por estes motivos, que o nosso cuidado em não nos descaracterizarmos seja redobrado, durante esta separação social, à qual não escolhemos e muito menos provocamos.

Há poucos dias, tínhamos um espaço físico para trabalharmos, horários definidos, uma rotina para pensar nas crianças em suas especificidades, e para a partir delas, dos seus interesses, dos seus saberes e curiosidades, planejarmos nossas ações e nossos projetos de trabalho pedagógico.

Atualmente e por enquanto, temos um lugar de encontro que se chama Zoom, um canal de comunicação que se chama Facebook, um material que irá nortear o nosso trabalho e que se chama: Trilhas de Aprendizagem.

Sobre o Trilhas:

Ah, por que não nos consultaram antes? Teríamos pensado em tão boas ideias, possivelmente mais econômicas e mais eficazes para dialogar diretamente com as nossas crianças. Bastaria um bom livro de literatura infantil e um pequeno kit de brinquedos, contendo uma cordinha, uma peteca, um pião, uma bolinha, uma panelinha com colherinha, um carrinho, alguns papéis de diferentes tamanhos e texturas, cola, tesoura, lápis pretos e coloridos, fitas adesivas e giz de cera, ou seja, um pequeno kit-criatividade, mas enfim, o que está feito, feito está.

Contudo e infelizmente, era preciso rapidez para dar alguma resposta à sociedade letrada e ansiosa para saber como ficaria a situação escolar e assim, não houve tempo para pensar no que nossos pequeninos, de fato precisam, sobretudo, houve uma desconsideração no que se refere a uma infância com repertório próprio e com uma cultura própria, a quem o adulto acostumou-se a olhar de cima para baixo, mas então que passemos a analisar com profundidade o conteúdo proposto no Trilhas, que a nosso ver, dialoga até certo ponto com a família, como está posto.

Qual família?

Na nossa interpretação:

  • A família que tem endereço de fácil localização;
  • A família que consegue ler e interpretar os bilhetes que a escola envia, sem perguntar para Professora o que é, ou aquela que depois de ler o bilhete, não liga para a escola e pergunta do que se trata;
  • A família que lê textos no Facebook com mais de quatro parágrafos;
  • A família que tenha pelo menos um membro, que compreenda o papel da escola de Educação Infantil e ao folhear o Caderno/Trilhas, não irá questionar: a falta de desenhos prontos e estereotipados para serem pintados, os perversos traçados a serem contornados, os desenhos com copas de árvores para serem preenchidas com papel crepom verde colado em formato de bolinhas, bem arredondadas de preferência. Fazeres que pouco ou nada acrescentam para os pequeninos, pois eles os fazem sem nenhum desafio ou fazem, sem nada compreender e com interesses focados em outras coisas, como por exemplo: chamar atenção da professora ou do colega.
  • Família que tenha uma casa boa e confortável, com uma sala ampla, tapete aconchegante e uma enorme TV 32’ para mais, como traz a ilustração do Caderno Trilhas.
  • Família com estoque de alimentos suficiente, para testar uma receita de um delicioso bolo de chocolate;
  • Família que é familiarizada com o vasto e rico repertório da nossa música popular brasileira e que além das atuais músicas de cunho comercial e de rasas inspirações, costumam deixar que as crianças acessem o conhecimento que as canções podem ensinar;
  • Família que esteja habituada a ler para seus filhos e que tenham materiais em casa, para que uma caixinha com materiais diversos possa estar à disposição da criança;
  • Família que tenha um banheiro com box e um bom chuveiro, onde a criança possa brincar e se divertir com a água e aprender a estabelecer excelente relação entre hábitos saudáveis de higiene com diversão;
  • Família preocupada com a proteção da criança e que na verdade, não precisa do Trilhas para se orientar, pois intuitivamente já realiza todas as propostas contidas no Caderno Trilhas, de uma forma ou de outra.

Diante destas suposições, ainda temos o importante dado, de que demoramos por volta de duas horas ininterruptas para lermos o Trilhas de Aprendizagem, no qual estávamos bastante interessados.

Sobre nosso grupo de Professoras:

Eu quero que a escola se reinvente e se reinventar não significa transformar professor em youtuber, mas aprender a abrir mão do conteudismo, entender que a aprendizagem vai além do que é dado pela escola e aceitar que o ano letivo já não cabe mais em 2020.

Vivenciando a Pandemia, juntamente com todas as indagações, angústias e experiências que já citamos acima, estas mulheres, mesmo fora do seu habitat natural, corajosamente, buscaram de todos os recursos e meios possíveis para produzirem o que a princípio chamamos de atividades e agora já chamamos de “Histórias”, em um universo amedrontador e desconhecido para a maioria (tecnologias da internet) e assim, conectaram-se com as crianças que puderam ter acesso às nossas postagens no famoso canal de comunicação gratuito, também conhecido como Facebook, numa fanpage da nossa Unidade Escolar.

Juntaram-se em uma rede solidária de coleguismo e proteção, onde cada uma, à sua maneira, fez e ofereceu o melhor que pôde; isso ficou claro. Não sabemos com certeza, quantas crianças nos viram, quantas gostaram, nem tampouco, o que de fato conseguiram, mas é certo que alguns nos viram e ainda que tivesse sido uma única criança, já teria valido a pena.

Calculamos grosseiramente, que o tempo que as docentes levaram para realizarem tais produções, fora infinitamente menor do que o tempo que utilizaram para pensarem o que fariam, como fariam, e principalmente com qual objetivo fariam, enfim um precioso tempo.

Sobre nossas principais intenções para maio e junho/2020:

Avaliarmos conjuntamente as produções e postagens na fanpage do Facebook, durante este mês de abril e chegamos à conclusão de que urge: planejar uma escola SEM DIST NCIA dos nossos princípios, das nossas concepções, da nossa ética, da equidade, da gratuidade, do que é laico, da inclusão, das Artes, das brincadeiras, da infância, dos vínculos afetivos constituídos como inerentes aos nossos fazeres diários, e constantes em nosso PPP – Projeto Político Pedagógico.

Propiciar para as professoras, formações de caráter reflexivo e dentro de análises críticas do atual momento da Pandemia (vídeo da FEUSP), lives e palestras sobre a temática, que nos auxiliem acerca de como podemos nos situar de forma consciente sobre o papel da escola de Educação Infantil e os fazeres das professoras, durante este período tão atípico.

Elaborar de forma mais ampla e democrática, mais um canal de comunicação gratuito com as famílias, com objetivo de estabelecer um alcance possivelmente maior e mais apropriado para conhecermos de fato quem estaremos atingindo, criação de grupos de Whatsapp, administrados pela Equipe de Apoio e Equipe Gestora.

Estarmos atentos para acolhermos a equipe docente a toda comunidade escolar em suas necessidades, anseios, inquietações, sugestões, formando assim, uma rede de proteção dentro das nossas possibilidades.

Trilha sonora: Miséria – Titãs

Miséria é miséria em qualquer canto

Riquezas são diferentes

Índio, mulato, preto, branco

Miséria é miséria em qualquer canto

Riquezas são diferentes

Miséria é miséria em qualquer canto

Filhos, amigos, amantes, parentes

Riquezas são diferentes

Ninguém sabe falar esperanto

Miséria é miséria em qualquer canto

Todos sabem usar os dentes

Riquezas são diferentes

Miséria é miséria em qualquer canto

Riquezas são diferentes

Miséria é miséria em qualquer canto

Fracos, doentes, aflitos, carentes

Riquezas são diferentes

O Sol não causa mais espanto

Miséria é miséria em qualquer canto

Cores, raças, castas, crenças

Riquezas são diferenças

A morte não causa mais espanto

O Sol não causa mais espanto

A morte não causa mais espanto

O Sol não causa mais espanto

Miséria é miséria em qualquer canto

Riquezas são diferentes

Cores, raças, castas, crenças

Riquezas são diferenças

Índio, mulato, preto, branco

Filhos, amigos, amantes, parentes

Fracos, doentes, aflitos, carentes

Cores, raças, castas, crenças

Em qualquer canto miséria

Riquezas são miséria

Em qualquer canto miséria.

FIM

28 de Abril, 2020
EMEI PADRE NILDO DO AMARAL JUNIOR
EQUIPE GESTORA: Elaine Coutinho, Eloisa Ramires e Hélio Brasileiro

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Um mandato popular!

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A dualidade entre o real e o ideal!

A dualidade entre o real e o ideal!

Entenda sobre o descaso da administração pública contra os professores e alunos!

Estamos diante de tantas incertezas que nos causam medo, dúvidas e indignação, por isso, gostaria de iniciar com uma frase de Darcy Ribeiro, antropólogo, escritor e político brasileiro: “só há duas opções nessa vida; se resignar ou se indignar.” E Darcy Ribeiro afirmou que não iria se resignar nunca! Assim como ele, eu também não posso me resignar, uma vez que ao professor é inerente professar! Não posso me omitir neste momento e digo que a nossa categoria, como um todo, está indignada diante deste contexto pelo qual a educação vem sendo submetida!

Como dizia Paulo Freire, “me movo como educador porque, primeiro, me movo como gente!” É como gente que me sinto indignada! – Pelo descaso à educação; – Pela falta de elementos pontuais aos trabalhadores da saúde; – Pelo descaso à população periférica e negra; – Pela mulher e a violência sofrida em silêncio mais do que nunca; – Pela falta de condições para que a população pudesse ficar em isolamento social; Enfim, não nos falta pelo que nos indignarmos! Trago uma afirmação da filósofa húngara Agnes Heller, foi professora de Sociologia na Universidade de Trobe, na Austrália, “Se agimos, somos responsáveis pelo que se realiza através de nossa ação; se nos afastamos da ação, somos responsáveis pelo que não fizemos.” (Carecimentos e valores, em “Para Mudar a Vida: Felicidade, Liberdade e Democracia”, Editora Brasiliense)…. 

A Secretaria Municipal de Educação contraria a OMS

Segundo a Instrução Normativa número 38, publicada pela Secretaria Municipal de Educação em 22/11/2019 sobre as diretrizes para a elaboração do calendário de atividades para o ano letivo de 2020 nas unidades escolares, o período destinado ao recesso escolar seria de 10 a 19/07. Contudo, em março, esse período foi antecipado para 23/03 a 09/04, medida adotada pela Secretaria Municipal de Educação como forma de enfrentamento inicial à pandemia, naquele momento adotar tal medida foi a solução mais simples tomada, que não exigiu esforço por parte da SME. Além de tardia, mostrava o despreparo no trato em relação à Covid 19, pois não foi eficaz, uma vez que sabíamos que não se tratava de uma “gripezinha”.

Sendo assim, o período destinado ao recesso escolar, seria, como de fato foi, insuficiente diante dessa realidade. Tanto que SME se viu na necessidade de publicar instruções normativas, em virtude da manutenção das escolas abertas visando a adequação ao trabalho de gestores e do pessoal do quadro de apoio, forçando-os a cumprirem plantões nas escolas, totalmente na contramão das orientações da Organização Mundial de Saúde, que pedia pelo isolamento social, ignorando os milhares de apelos pelo fechamento das escolas.

Cada vez mais SME apresenta justificativas para manter as escolas em funcionamento, inclusive contrariando sua própria orientação, pois na instrução normativa no 13/2020, no artigo 4o dispõe que não haverá atendimento ao público, e dessa maneira, desrespeita seus profissionais, expondo-os nesse enfrentamento, nas trincheiras pela educação, exercendo para além do nosso papel de educador e da escola enquanto instituição educacional, suprindo mais uma vez as faltas de políticas públicas do governo, e cada vez mais, absorvendo as mazelas sociais nunca tão visíveis e de forma tão escancarada. 

Os servidores públicos devem se orgulhar!

A equipe escolar (quadro de apoio e gestores) mantida como guarda patrimonial, vulneráveis à toda forma de violência social, ou à contaminação quando colocados num trato direto com a população para garantir uma prestação de serviço assistencial que não deveria ser de competência dos profissionais da educação. A naturalização da exclusão pela negação da realidade. Vitor Paro, professor da Faculdade de Educação da USP e grande especialista em gestão democrática, esteve recentemente num bate-papo com o vereador prof. Toninho Vespoli e foi veemente na questão do fechamento das escolas, pontuando duras críticas ao atual governo em relação a forma de gerir e ao sistematizar uma relação vertical, desconsiderando os profissionais envolvidos. 

Nós, servidores públicos, que estamos no atendimento direto à população, devemos nos orgulhar em conseguirmos cumprir com efetividade nossas funções, muitas vezes sem o mínimo necessário nas repartições públicas, mas realizando um serviço eficaz e garantindo ao munícipe um atendimento efetivo. 

É triste saber que a escola pública, tão sucateada, reflexo de anos de abandono, é e talvez seja sempre a única opção à população! Para Vygotsky, psicólogo bielorusso, o homem é um ser que se forma em contato com a sociedade. 

“Na ausência do outro, o homem não se constrói homem”. Sua compreensão é a de que a formação se dá na relação entre o sujeito e a sociedade a seu redor. Assim, o indivíduo modifica o ambiente e este o modifica de volta. 

A EAD ressalta as desigualdades

Numa pandemia, instituir uma EAD, estranha ao processo educacional e esvaziada de sentido, ressalta as desigualdades e as condições insalubres, evidenciando a falta de um ambiente favorável à alfabetização e as experiências cognitivas, culturais, sociais, afetivas e lúdicas diante de um processo histórico nas relações territoriais. Entretanto, quando falamos em educação, é fundamental abordamos as legislações pertinentes.

Recentemente acompanhei uma live com a professora Selma Rocha, prof.a da FEUSP, atuou na SME entre os anos de 1989 a 1992, também fez parte do Conselho Municipal de Educação. Em sua fala, ela resgata a importância dos marcos legais e o direito inalienável à educação, previstos nos artigos 205 e 206 da constituição nacional, a lei 9394/96, nossa LDB (Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional) e o Plano Nacional de Educação, que institui a educação como um direito de todos e dever do estado e da família dos 04 aos 17 anos, de forma presencial, e a Educação à distância, somente de forma complementar. 

Não há educação sem afeto

O parecer do CNE não caracteriza a educação remota, mas entende que há a necessidade da realização de atividades pedagógicas não presenciais, na tentativa de evitar uma ruptura ou lacuna no processo de aprendizagem, bem como a perda do vínculo com a escola que poderá levar à evasão… Precisamos pontuar a medida provisória 934/2020 que possibilitou a flexibilização do calendário escolar em carácter excepcional ao cumprimento dos 200 dias letivos, mantendo porém a exigência em relação às 800 horas. “Se você acha que educação é cara, experimente a ignorância!” Derek Bok. 

Se educar é impregnar de sentidos, garantir a permanência dos vínculos é fundamental na relação estabelecida entre o professor e seus alunos. Não há processo de aprendizagem sem os sujeitos de direitos exercendo amplamente suas potencialidades e capacidades, favorecidos por um diálogo de possibilidades, carregados de significados sob o olhar sensível do professor, fica ainda mais notório na educação infantil, que se impregna de sentido pelos cheiros, sons, sabores, cores, ao acalanto e toque das mãos dx educador(a)! 

“A primeira ideia que uma criança precisa ter é a da diferença entre o bem e mal. E a principal função do educador é cuidar para que ela não confunda o bem com a passividade e o mal com a atividade.” – Maria Montessori. 

O professor é o mediador de todo esse processo de aprendizagem e não um mero burocrata transmissor de conteúdo. 

Para tanto, há de fato uma importância da documentação pedagógica e o registro como forma fundamental de preservar e legitimar o processo construído, sem no entanto levar a uma burocratização enfadonha de planilhas e relatórios desconexos, sem nenhuma base científica, que nem de longe expressam a sistematização de um trabalho educacional, mas evidencia uma alienação, ainda que imposta, como uma justificativa documental. Mas o retorno à rotina escolar é inevitável… E está aí rondando às nossas portas e insistindo em nos tirar o pouco da preservação e serenidade que nos resta!

Se a educação se faz para além dos muros escolares, e assim entendemos quando acolhemos aos alunos e seus familiares, também precisamos saber como garantir dentro do espaço físico das escolas e de acordo com a sua realidade, como será essa volta. As escolas públicas, em particular as do município, tiveram redução do número de funcionários nas equipes de limpeza, e portanto é evidente que houve uma precarização dos serviços de higienização dos ambientes escolares e de todo o material ali contido, sobrecarregando os funcionários que são responsáveis pela realização do serviço. 

Precisamos pensar nos direitos dos alunos em sua totalidade

Importante destacar que alguns Centros de Educação Unificado, os CEU’s, estão acolhendo moradores em situação de rua em salas de aulas de suas unidades. De fato, tal acolhimento, recebe nosso respeito, mas como farão, diante dessa situação, quando retornarem às aulas? É pontual destacarmos outra questão em relação aos prédios escolares públicos, pois em regra, com raras exceções, a condição da estrutura física requer manutenção urgente e falta espaços externos. Para Paulo Sergio Fochi, professor da Universidade Estadual do Rio Grande do Sul e especialista em Educação Infantil, precisamos pensar nos direitos das crianças, os alunos em sua totalidade, e de seus familiares na construção deste retorno, o acolhimento e o afeto, a aceitação e adequações às possíveis mudanças nesse retorno, inclusive ao ambiente escolar, participar e compartilhar das decisões, serem orientados e receber as informações necessárias para se sentirem tranquilizados…

Mas quem fará esse processo em relação à nossa equipe escolar, até agora em plantão? Bem como aos professores que também precisam sentir que estão acolhidos, protegidos e saber que sua saúde e sua vida serão preservadas! Escola é um organismo vivo, onde todos devem conhecer as ações desenvolvidas, entender como ocorrem as relações, com criticidade para esse espaço e suas intencionalidades, e assim deveriam comungar das mesmas concepções. Clarice Lispector se referindo à educação: “Ela tem em si água e deserto, povoamento e ermo, fartura e carência, medo e desafio. Tem em si a eloquência e a absurda mudez, o requinte e a rudeza.” 

“Mais vale errar se arrebentando do que poupar-se para nada.” Darcy Ribeiro. 

Deborah Fasanelli

Deborah Fasanelli

Deborah Fasanelli é professora de educação infantil e ensino fundamental; pedagoga e Psicopedagoga Pós graduada em Direito Educacional. Atualmente ocupa o mandato Popular do Professor Vereador Toninho Vespoli

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