emprego

F0#@-$& a Ford!

F0#@-$& a Ford!

Entenda porque a Ford está traindo e explorando o Brasil

A mídia tradicional não se cansa de chorar as mágoas pela saída da Ford no Brasil. Na verdade a empresa empregava pouca gente perto dos subsídios e empréstimos entregues pela federação. O setor automobilístico, como um todo, saqueou as contas públicas em troca de benefícios que não vieram até agora. É bem possível, ainda que, mesmo sem os auxílios, as montadoras teriam ficado no Brasil do mesmo jeito. Essas empresas fazem lobby no Congresso enquanto financiam o marketing de grandes grupos como a Rede Globo. Tudo para conseguir dar o mínimo ao povo brasileiro, enquanto retiram o máximo possível. Se aproxima, em verdade, bastante das ações coloniais de grupos ocidentais na África e nas Américas. Agora, em um momento em que milhares de micro e pequenas empresas fecham as portas, com aumentos recordes no desemprego no país, querem fazer parecer que é tudo sobre a Ford. F0#@-$& a Ford! Quem sustenta o país são os micro e pequenos, e não os grande e mega empresários!

Nem empregos e nem PIB! A Ford não cumpre o seu lado do acordo!

Alguns talvez tenham ouvido que o setor automobilístico é um dos que mais empregam no Brasil. Isso é tecnicamente verdade, mas apenas porque os empregos no Brasil estão muito pulverizados, principalmente entre micro e pequenas empresas. As montadoras e concessionárias empregavam, todas juntas, menos de 150 mil pessoas em 2015 (o número diminuiu desde então). Enquanto isso, em 2019, 75% dos empregos formais vinham de micro e pequenas empresas. Ou seja, os empregos do setor automobilístico são uma gota no oceano.

Outros talvez se impressionem ao ouvir que as montadoras são responsáveis por 22% do PIB industrial do país. De novo, a informação é incompleta: acontece que o PIB industrial representa apenas 22% do PIB total. Ou seja, se você fizer os cálculos, o setor inteiro é responsável por, ao todo, 4,84% do PIB (0,22 X 0,22). Para efeitos de comparação, o setor de serviços, que é composto principalmente pelas micro e pequenas empresas, corresponde a mais de 70% do PIB nacional! É desproporcional essa preocupação com a Ford em contraste com quase que um silenciamento da mídia e das autoridades sobre os empregos vindos das empresas menores.

A conta não fecha! Ford recebe muito e entrega pouco!

Isso tudo sem nem entrar nos subsídios e empréstimos que o país deu ao setor automobilístico nos últimos anos. Ao todo essas cifras giram em torno de 50 bilhões de reais, de acordo com a própria Globo. Segundo análise feita por bacharel do curso de Graduação em Ciências Econômicas da Universidade Federal do Paraná, a conta não fecha. O Brasil cedeu mais do que recebeu da indústria automobilística. Além disso, segundo o mesmo estudo, não há indícios de que as políticas de incentivo tenham feito alguma empresa realmente se instalar no Brasil. São empregos e imposto que o Brasil poderia ter de qualquer jeito.

Por fim, não foi por falta de submissão do Brasil que a Ford decidiu fechar as portas das fábricas brasileiras. A medida, provavelmente, está muito mais relacionada com a decisão da montadora de focar, praticamente, apenas na produção de SUVs e picapes; produção, esta, já bem instalada em outros países latino-americanos, como a Argentina. Basicamente, a Ford está recebendo em subsídios e empréstimos do Governo e se eximindo da contrapartida: ajudar com a economia  e com os empregos no Brasil.

Fica muito pouco para o Brasil

Sobre aqueles que acreditam que a Ford, e outras montadoras, ajudariam na inovação e produção tecnológica no Brasil, trata-se, também, de definitivo engano. Os grandes conhecimentos técnicos foram desenvolvidos em outros países (como os Estados Unidos), além de serem, em grande medida, patenteados. Além disso, fica tudo sobre controle direto das fábricas e montadoras. É muito pouco que, realmente, “sobra” para o Brasil.

Apesar de bem menos relevante que as microempresas que fecham as portas, não por liberalidade ou opção de negócios, mas pela grave crise econômica que passamos, a Ford, ainda assim, sai do Brasil deixando 5 mil desempregados, após ter recebido fortunas do governo em forma de subsídios e empréstimos. Mas a Ford é, também, uma grande e importante anunciante da Globo e de outros grandes veículos de imprensa (junto com outras montadoras). Talvez isso, mais do que verdadeira relevância econômica e social, explique o alarde feito pela mídia. Querem mostrar serviço a seus financiadores.

“Custo Brasil” subsidiado!

É triste ter que assistir a Andreia Sadi (suposta progressista, e jornalista da Globo) anunciando, em tom emotivo, como a Ford seria mais uma vítima do “custo Brasil”. A verdade é que a Ford obteve pesados descontos no tal do “custo Brasil”, enquanto micro e pequenos empreendimentos foram colocados em segundo plano nas políticas econômicas do país. Apenas a título de exemplo a Ford recebeu sozinha, entre 2004 e 2019, cerca de 5,5 bilhões de reais a título de empréstimos do BNDES, fora dezenas de bilhões de reais em subsídios fiscais. As micro e pequenas empresas, por outro lado, são as que menos recebem verbas do BNDES. Ou seja, os pequenos negócios, efetivamente, subsidiam o custo Brasil dos grandes empreendimentos!

A verdade é que não precisamos da Ford! F0#@-$& a Ford! O que gera tecnologia, conhecimento e economia é investir em universidades e em micro, pequenas e médias empresas em ramos tecnológicos, como produção de eletrônicos ou de máquinas utilizadas na produção industrial. Lógico que esses são setores da economia que o Bolsonaro negligencia. Mas se o Brasil quiser crescer de verdade, não vai ser graças a empresas gringas explorando o nosso capital!

As opiniões presentes no texto não necessariamente refletem as opiniões do Vereador Toninho Vespoli

Gabriel Junqueira

Gabriel Junqueira

Gabriel Junqueira é jornalista, ativista e militante do Partido Socialismo e Liberdade. Atualmente estuda Direito e compõe Mandato Popular do Professor Vereador Toninho Vespoli.

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Os servidores correm risco de perderem seus empregos

Os servidores correm risco de perderem seus empregos

Saiba porque servidores precisam de Toninho Vespoli!

Os servidores correm risco de perderem seus empregos! Somente o vereador Toninho Vespoli 50650, e o futuro prefeito Guilherme Boulos 50 podem impedir o sucateamento do serviço público em São Paulo. Toninho Vespoli 50650 lutou contra o Sampaprev, e conseguiu, ao menos, diminuir a taxa que os servidores pagariam. Também luta pelo reajuste salarial dos Servidores. Graças a uma ação na justiça, feita pelo Toninho junto à ANIS SP, surge um caminho para o reajuste inflacionário dos servidores públicos! Sem Toninho 50650 na Câmara Municipal, não haverá possibilidade de denúncia e mobilização contra os desmontes do serviço público! Covas quer diminuir os ganhos de servidores, e Russomano, aliado do inimigo dos servidores o Jair Bolsonaro, odeia pobres e servidores públicos! Somente Boulos 50 e Toninho Vespoli 50650 serão capazes de barrar tanta cara de pau!

Os últimos anos não foram fáceis para quem é servidor. Em 2018 Bruno Covas aprovou o Sampaprev, a reforma da previdência no município de São Paulo. O que ele queria era aumentar a taxa de contribuição para a aposentadoria de 11% para 19%! Toninho Vespoli chamou os servidores. Junto à AMAASP (sigla) e outros órgãos pela luta dos servidores públicos, conseguiu barrar o Sampaprev na primeira votação. Mas Bruno Covas é ardiloso! Em outubro do mesmo ano colocou de supetão a reforma para votar. Toninho Vespoli chamou a luta, organizou protestos, participou de reuniões e conseguiu, ao menos, diminuir o aumento das taxas: de 19% foi para 14%. Ainda assim foi um confisco. E não deveria ter sido aprovado. Mas sem o vereador Toninho Vespoli 50650 teria sido muito pior!

Contra 0,01% de reajuste!

Toninho Vespoli, também, entrou na justiça questionando o famigerado reajuste de 0,01% dos salários. O caso é complexo, mas o importante é que o processo abriu um caminho para, através de ações judiciais, os servidores possivelmente conseguirem o reajuste inflacionário, desde 2002! Isso só foi possível graças à mobilização e ativismo de Toninho Vespoli ao lado dos servidores públicos!

Mas o caminho trilhado nessas eleições pode por tudo a perder! Bruno Covas e Russomano seguem na frente das pesquisas para prefeito, com Guilherme Boulos 50 em terceito. Bruno Covas todo mundo já está cansado de saber que é contra os servidores. Mas Russomano não fica atrás. É apoiado pelo Bolsonaro, o mesmo presidente que articula o Congresso para votar a PEC 32/2020. Esse projeto de emenda aumentaria o assédio institucional contra os servidores! Além disso Bolsonaro, e seu ministro da economia Paulo Guedes, já se declararam a favor de privatizações, o que acabaria com o serviço público como conhecemos! São esses os caras por trás da campanha de Celso Russomano para prefeito.

Com Boulos 50 prefeito e Toninho 50650 vereador os servidores poderão voltar a ter voz em São Paulo. Os dois são capazes de lutar lado a lado dos servidores públicos, por uma cidade que valorize àqueles que cedem suas vidas e empregos pelo bem estar comum! Por isso é fundamental que os dois sejam eleitos. Do contrário, os servidores correm risco de perderem seus empregos.

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