Entregadores

#ApoioBrequeDosAPPs

#ApoioBrequeDosAPPs

Saiba como ajudar na Greve dos Entregadores de Aplicativos!

É tempo de pandemia, e pra quase toda a população as coisas tem sido bem difíceis. Mas alguns puderam contar com o conforto e o luxo de ter tudo o que precisam entregue nas portas de suas casas. Trabalhadores de aplicativos viajam por toda a São Paulo diariamente entregando compras e comidas. Ao mesmo tempo muitos deles passam fome. As coisas não podem continuar assim. Por isso nós apoiamos a greve dos motoristas de aplicativo na próxima quarta dia 01/07. Pedimos para você também aderir ao movimento. Para isso é bem simples: não peça delivery AMANHÃ. Deixe para pedir hoje ou depois. Além disso poste nas suas redes sociais a #ApoioBrequeDosAPPs e avalie negativamente os aplicativos de delivery nas lojas de aplicativo.

cobrimos neste blog quão difíceis as coisas tem sido para os entregadores de aplicativo. Mas eles estão se organizando. A liderança Paulo Lima, mais conhecido como “Galo”, está organizando o Movimento dos Entregadores Antifascistas. A iniciativa ecoa o grito de “FOME”, e a busca de que as empresas garantam aos trabalhadores condições mínimas de vida.

Confira as principais demandas:

  1. Aumento do preço mínimo: a garantia de um valor mínimo e justo para o entregador ter em cada entrega.

  2. Aumento do preço por quilômetro rodado: recebendo as mixarias que recebem, muitos entregadores passam fome. Seria uma forma de aumentar seus ganhos.

  3. EPI: apesar do marketing, empresas como a Rappi e a iFood estão falhando em providenciar aos entregadores Equipamento de Proteção Individual, como máscaras e álcool em gel para os entregadores.

  4. Seguro de roubo, acidente e vida: atualmente se um entregador furar o pneu, for assaltado ou perder a vida a empresa não tem que arcar com nada! Isso é um absurdo e tem que mudar já!

  5.  Fim dos bloqueios indevidos: tudo é desculpa para os aplicativos bloquearem um entregador. Até coisas como um pneu furado ou uma tempestade inesperada podem custar ao entregador o direito de trabalhar por dias e até semanas.

Como VOCÊ pode ajudar!

Apesar de formada a pouco tempo o movimento já conta com núcleos e organização em dezenas de cidades brasileiras. Esse dia primeiro será histórico: os trabalhadores se levantarão para frear décadas de retrocesso e de uberização das condições trabalhistas! 

Faça você a sua parte, neste fim dia primeiro não compre de aplicativos. Respeite a greve, respeite os trabalhadores e mostre que você não vai aceitar que as pessoas te entregando comida estejam passando fome! Veja como ajudar:

  1. Não use o aplicativo amanhã (dia 01/07)

  2. Poste nas suas redes sociais a #ApoioBrequeDosAPPs

  3. Deixe uma avaliação ruim nas lojas de aplicativo em que você baixou pois apps de entrega. Aproveite para deixar um comentário falando que você não acha certo os entregadores passarem fome enquanto entregam comida. Use também a #ApoioBrequeDosAPPs

Importante: não é para deixar de usar os aplicativos indefinidamente. De acordo com o próprio Galo isso acabaria atingindo principalmente os trabalhadores. Mas se todas e todos, amanhã, deixarmos de usar os aplicativos estaremos mandando um recado claro em nome de dignidade, proteção social e comida para todas e todos!

“Trabalhadores de todo o mundo, uni-vos!”

Gabriel Junqueira

Gabriel Junqueira

Gabriel Junqueira é jornalista, ativista e militante do Partido Socialismo e Liberdade. Atualmente estuda Direito e compõe Mandato Popular do Professor Vereador Toninho Vespoli.

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Tem Gente com Fome!

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Saiba porque os entregadores estão lutando por comida!

Já dizia o poema, mais tarde musicado, do poeta negro Solano Trindade “Trem sujo da Leopoldina; Correndo, correndo, parece dizer; Tem gente com fome, tem gente com fome […]”. O Poeta do Povo não tinha como saber, mas seus versos hoje se mostram tão atuais quanto os nossos smartphones: entregadores de aplicativos vão correndo pela cidade carregando em suas mochilas comida para aqueles que podem pagar. Mas eles próprios passam fome. São forçados à humilhação de ter que entregar comida de estômagos vazios. Recentemente, com a nova onda de protestos, alguns entregadores têm se levantado contra a opressão. Exigem o mínimo: que lhes dêem comida!

A situação para esses trabalhadores é avassaladora. Segundo pesquisa da Aliança Bike (Associação Brasileira do Setor de Bicicletas), entregadores que trabalham por 12 horas por dia ganham em média míseros 936 reais por mês! Nós já cobrimos em outro texto como essas empresas de aplicativo se safam dessa, chamando trabalhador precarizado de “empreendedor”.

Os trabalhadores se unem!

Mas agora os trabalhadores estão se voltando contra os patrões. Paulo Lima, conhecido como “Galo”, é uma das lideranças do novo movimento dos entregadores. Em fala impressionante de apenas um minuto, durante protesto na capital paulistana, conseguiu resumir o que pensadores e intelectuais não souberam falar em discursos e comícios de horas de duração. E em formato olho no olho, feito para chamar seus colegas para ação. “A gente precisa de vocês meus companheiros! Ninguém aqui é empreendedor de porra nenhuma! Nós é força de trabalho!” Diz ele em um momento marcante no vídeo que em 5 dias já teve mais de 500 mil visualizações. Atrás dele, durante a fala, colegas de trabalho erguem o punho em sinal de protesto. Todos com mochilas de entregadores.

Paulo Lima é nascido no bairro Jardim Guaraú, bairro de periferia da zona norte de São Paulo. Lá ele conta, em entrevista ao jornal UOL, que aprendeu política com o rap. “Ali, vi que os rappers eram respeitados porque eram inteligentes. Porque cada letra de rap é uma aula de política. As músicas são cheias de referências. Quando ganhei o livro do Malcolm X, fiquei feliz porque estava curioso para descobrir quem era esse cara.” Comentou Galo durante a entrevista. Ele próprio encarou o compromisso. Foi buscar conhecimento, foi buscar poder. E a cada livro que lia foi escrevendo um rap novo.

RAP é Compromisso

A escola popular é a escola da poesia. Dos saraus, dos slams, do rap. Já dizia Sabotage “rap é compromisso”. Compromisso dos mais pobres, dos miseráveis, contra a classe dos opressores. E assim Galo dá vazão à luta. Organiza a sua classe contra os patrões da “indústria 4.0”.

Galo conta que ainda enfrenta preconceito dos seus companheiros. “Fui falar com um, e ele me mandou ir para Cuba. Beleza. Fui falar com um segundo, e ele me mandou ir para Cuba também. Aí, irmão, George Orwell tinha que estar lá comigo para poder escrever um livro sobre aquele momento”. Na verdade Galo hoje luta pelo mínimo “Comida, comida, comida, comida, comida. Nós só temos essa pauta. A gente só pede o básico do básico para o ser humano viver bem”. Comenta ele sobre o objetivo de fazer com que as empresas de aplicativo forneçam algum tipo de auxílio para alimentação.

Movimento de Pensadores

E mesmo com o preconceito de alguns colegas, Galo não abaixa a cabeça. Continua indo firme pra briga. “Eu sei que o caminho é esse, é empoderar essas pessoas. Tem que fazer a galera pensar. Os entregadores antifascistas é pra ser isso: um movimento de pensadores”

Se Solano Trindade ainda estivesse vivo, sofreria ao ver o quanto ainda ficou por fazer. Mas ver Galo e outros Poetas do Povo se organizarem lutando pela comida que lhes é negada, talvez fizesse Trindade manter a fagulha de esperança acesa.

“Se tem gente com fome, dá de comer”
Solano Trindade.

Gabriel Junqueira

Gabriel Junqueira

Gabriel Junqueira é jornalista, ativista e militante do Partido Socialismo e Liberdade. Atualmente estuda Direito e compõe Mandato Popular do Professor Vereador Toninho Vespoli.

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