fascismo

Bolsonaro é um fascista e Doria é um hipócrita!

Bolsonaro é um fascista e Doria é um hipócrita!

Entenda porque Doria agora se fantasia de "democrata"

Bolsonaro está tentando dar um golpe! Isso não segredo. O desfile de blindados em Brasília foi sua última tentativa. Felizmente, dessa vez, o tiro saiu pela culatra. Bolsonaro esperava um apoio no exército sem respaldo na realidade. Mas Bolsonaro agora organiza mais uma tentativa de golpe no dia 7 de setembro. Para isso, busca apoio entre grupos armados mais perigosos e fanáticos que o próprio exército: as milícias carioca e os policiais militares. Sobre o último grupo, a coisa tem saído bastante do controle. Neste dia 22, o comandante geral Aleksander Lacerda da PM/SP convocou suas tropas para a tentativa de golpe do dia 7. O Doria deu de se fingir de democrata. Afastou o comandante fingindo não ter se grudado na imagem do Bozo pra se eleger. Por mais que, por conveniência, Doria tenha agido certo, a verdade é que Bolsonaro é um fascista e Doria é um hipócrita!

A ação do comandante Aleksander Lacerda foi muito grave. Em suas redes sociais publicou chamado para o “ato” dia 7 de setembro, convocado pelo Bolsonaro. Sabemos, já, que o próprio celular de Bolsonaro foi usado para a convocação. Mais ainda, sabemos que no chamado o presidente eleito anunciou explícitas intenções de organizar um golpe, nos moldes da tentativa de Donald Trump em janeiro de 2021 na invasão do capitólio nos Estados Unidos. Neste contexto, a postagem de Aleksander foi um claro estímulo para policiais militares participarem de um golpe. Principalmente quando consideramos que Lacerda comanda um efetivo de 5 mil policiais em São Paulo.

A reação de Doria seria exemplar, se não fosse hipócrita: afastou de imediato o comandante de suas funções. Agiu de forma certa, mas apenas por oportunismo. O mesmo Doria que agora se coloca em “defesa da democracia”, se elegeu com amplo apoio da polícia militar. Em fala de campanha, o atual governador chegou a afirmar que, a partir de quando fosse eleito, a polícia iria “atirar para matar”. Tão ruim quanto, promoveu, em sua campanha para prefeito, a dobradinha “Bolsodoria”, em claro apoio à presidência do genocida! na verdade, no fim, Bolsonaro é um fascista e Doria é um hipócrita!

O que mudou entre 2016 e os dias de hoje? O que faz o ex-apoiador do presidente, agora se colocar contra ele? Muito simples: a popularidade de Bolsonaro caiu! Doria é um marketeiro em eterna campanha política. Se apoiou em Bolsonaro, enquanto ele era popular em São Paulo. Agora, o presidente derrete, Doria pula o barco de ratos para pousar de “moderado”. E faz isso com apoio de amplos setores da mídia e da elite, que procuram uma alternativa para candidato à presidência que não esteja alinhado com algumas causas progressistas!

A verdade é que tanto Bolsonaro quanto Doria promovem a política das elites e da extrema direta. A diferença é que um faz isso no grito e na agressão, enquanto o outro o faz com a fala mansa. Um apela aos militares, o outro apela aos jornalistas da Globo. Um veste coturno o outro veste cachemire. Mas na hora do vamos ver, os dois servem às mesmas elites! Bolsonaro é um fascista e Doria é um hipócrita!

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Nós já estamos em uma ditadura! – Veja 6 ideias para resistir!

Nós já estamos em uma ditadura! - Veja 6 ideias para resistir!

Entenda ideias para continuar lutando contra o governo e o capitalismo

Muito se fala sobre a iminência de um golpe. Mas o que a maioria das análises falha em reconhecer é que a maioria das ditaduras se instalaram por vias institucionais. Hitler, Júlio César, Napoleão Bonaparte, Mussolini, Getúlio Vargas entre vários outros foram todos, ao menos em algum momento, eleitos pela população de seus países. Não foram, por isso, menos ditadores! Na verdade, o que define um ditador não é somente como ele chega ao poder mas, principalmente, a forma autoritária e impositiva de tomarem as decisões!

Se um doador costuma se instaurar pelo voto, entretanto, quase sempre há um momento de ruptura completa com todas as instituições democráticas. Os ditadores citados, todos, após assumirem o poder e concentrarem funções, tiveram momentos assim. Desta forma Hitler dissolve o parlamento, Júlio César é “elevado” a ditador perpétuo, Napoleão se torna imperador, Mussolini se torna Duce, Getúlio se torna ditador. E é isso que Bolsonaro pretende fazer!

O importante, primeiro de tudo, é compreender que já estamos em uma ditadura! Bolsonaro já controla a polícia federal e as milícias em várias partes do país; é extremamente simpático entre as polícias militares, que se sentem legitimadas para agir de forma cada vez mais truculenta; os sumiços já começaram; pessoas são presas por tomarem vacinas; as redes sociais de quem resiste estão sendo vigiadas pela ABIN (a CIA brasileira) e em qualquer protesto é comum a impressão de que estão presentes mais policiais militares e agentes do Estado do que manifestantes! Tudo isso são características da ditadura em que vivemos. (Talvez da ditadura em que tenhamos sempre vivido, mas isso é tópico para outro texto).

Neste contexto, o dever de qualquer um contrário a toda essa palhaçada, de qualquer um que ainda acredite em algo a mais, é lutar e resistir! Por isso compilamos aqui 6 ideias para resistir!

1) Proteste – e continue protestando!

Os protestos recentes diminuíram. As grandes centrais hesitam em cálculo político, enquanto as massas, acostumadas a serem guiadas em sua justa resistência, vêem-se no impasse de ser como ovelhas sem rebanho. É fundamental que superemos esta mentalidade de gado! Que entendamos que cada um é parte legítima da luta! Se você acredita na mudança, faça a sua voz ser ouvida! Principalmente quando houver aqueles tentando calá-la! Organize seus próprios protestos, engaje gente compartilhando eventos em páginas e grupos de redes sociais, crie redes de compartilhamento por whatsapp! Todos os meios são legítimos – se aproprie de todos! É como diz aquela canção do Geraldo Vandré: “quem sabe faz a hora não espera acontecer!”

2) Entenda o que está acontecendo!

Para além das narrativas padrões, pesquise e pense por conta própria! O que pode parecer apenas um debate sobre voto impresso, por exemplo, pode ser apenas um subterfúgio para tentar legitimar um golpesubterfúgio para tentar legitimar um golpe. Busque estar informado, mas não perca o seu próprio senso crítico.

3) Radicalize-se!

Não é tudo o que dá para escrever em um meio como este. Mas entenda que apenas “sair em procissão” na Avenida Paulista pode não ser o bastante para trazer a derrubada do Bozo (ou mudanças mais radicais!) É momento de deixarmos velhos preconceitos propagados pela educação e mídia burguesas. Uma estátua pode ser um monumento a opressões passadas, da mesma forma que um banco pode ser símbolo de opressões presentes!

4) Leia o Minimanual do Guerrilheiro Urbano de Marighella

Carlos Marighella foi um Guerrilheiro incrível! Logo que o golpe estourou no Brasil, enquanto setores burocráticos da luta institucional recomendavam “moderação”, Carlos Marighella deixou de lado o partido e os moderados em nome da luta efetiva, a luta de guerrilha! Se uniu a anarquistas, padres progressistas e quem mais estivesse disposto a lutar contra a ditadura! O seu Minimanual, é até hoje um excelente lugar para começar os estudos em busca de formas mais efetivas de mudança!

5) Acompanhe o resto do mundo, e inspire-se!

Não é só o Brasil que passa por crises da democracia (ditadura) burguesa. Chile, Colômbia, Equador, Bolívia, México (com os zapatistas) entre outros estão passando por momentos de luta popular. É importante nos inspirarmos nestes exemplos e analisar o que pode ser aproveitado para as nossas realidades. Um bom lugar para começar é pesquisando as técnicas descentralizadas de luta dos manifestantes chilenos.

6) Divirta-se!

A pensadora e manifestante Emma Goldman já dizia “não me convide para nenhuma revolução em que eu não possa dançar!” Se quisermos, verdadeiramente, construir um mundo novo, é fundamental começarmos a colocá-lo em prática desde logo! Se você não se satisfaz em um mundo marcado por opressões, não reproduza estas opressões nos seus momentos de luta! Esteja disposto a fazer a coisa mais radical de todas: tornar a sua vida em uma constante aventura! Haverão momentos difíceis, e o sofrimento, infelizmente, é quase certo. Mas justamente por isso, nós não podemos ceder em trazer mais sofrimento a nós mesmos e aos nossos. A luta tem que ser algo revigorante, que valha por si só, como um fim em si mesmo. Do contrário teremos apenas novas embalagens para velhas fórmulas.

As opiniões presentes no texto não necessariamente refletem as opiniões do Vereador Toninho Vespoli

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MP pede investigação de Golpismo de Bozo

MP pede investigação de Golpismo de Bozo
Crédito: cartunista Bira Dantas

Entenda como ofício de Conselheiros do MP pode colocar mais um prego no caixão na gestão de Bolsonaro!

Não é segredo, nem teoria da conspiração dizer que Bolsonaro quer dar um golpe. Ele afirmou literalmente isso em 1994 quando concorreu à presidência pela primeira vez, não poupa elogios ao regime golpista e ditatorial do período militar, e mais recentemente afirmou que “se não tiver voto impresso, é sinal de que não vai ter eleição“. Além da própria retórica, as ações de Bolsonaro indicam um preparo para um golpe miliciano. O presidente estimula manifestações pedindo golpe militar, recusa entrevistas e coletivas com a imprensa (um dos rituais mais importantes da democracia), e dificulta, naquilo dentro de seus poderes, a ação de quaisquer figuras políticas que o critiquem. Bolsonaro é autoritário, genocida, ditatorial, ou, em uma palavra, fascista! Mas em ofício, MP pede investigação de Golpismo de Bozo. Isto pode resultar na impugnação da eleição!

Bolsonaro coleciona atentados antidemocráticos. Felizmente, ao menos, este compilado de falas e posturas foi o bastante para preocupar representantes do Conselho Superior do Ministério Público Federal. Estes encaminharam ofício para a Procuradoria Geral da República, recentemente, pedindo uma espécie de pré-investigação nas ações do presidente atentatórias contra a democracia. A depender dos resultados, pode ocorrer, até mesmo, uma eventual impugnação da candidatura de Bolsonaro!

O ofício foi assinado por 5 dos 10 membros do Conselho Superior do Ministério Público Federal, além de três Subprocuradores da República. A ideia é realizar um “procedimento preparatório” a fim de “identificar e coletar elementos potencialmente evidenciadores de abuso de poder de autoridade, atentatórios à existência e à normalidade da eleição presidencial de 2022” (conforme trecho do ofício).

Evidentemente, não se pretende impugnar a candidatura de Bolsonaro antes mesmo desta ser oficializada. Isto feriria as normas e procedimentos previstas pelo Tribunal Superior Eleitoral. O que se propõe, por enquanto, é apenas que seja feita uma investigação preliminar. Os resultados desta investigação podem ser usados para lastrear um pedido futuro pela inlegibilidade do atual presidente! E deveras, afinal tudo o que o Bolsonaro fez e disse até o momento seria o suficiente para justificar o seu afastamento em vários países.

Para os assinantes do ofício, a gota d’água foi a declaração do presidente indicando que não aceitaria resultado das eleições, se não tiver voto impresso. Bolsonaro age com o objetivo claro de gerar instabilidades. Ele provavelmente sabe que o voto impresso é seguro, e mais ainda que a proposta de voto impresso, mesmo que razoável (o que não é) levaria tempo para ser votada, regulamentada e implementada; provavelmente não sendo utilizada em 2022 (mesmo que aprovada em lei). Ou seja, o verdadeiro fim da afirmação é criar uma narrativa (particularmente sem noção) para “justificar” um golpe após sua provável derrota nas urnas. Ou seja, o ofício do MP pede investigação de Golpismo de Bozo.

Apesar da notícia ser animadora, ainda há um processo longo para que gere frutos. O Procurador Geral da República continua senso Augusto Aras, capacho de Bolsonaro. O que os procuradores e membros do MP esperam é “forçar” a mão de Aras. Ele vai ceder? Difícil de ter certeza. O barco de Bolsonaro parece que vai afundar. Quando isso ocorrer é possível que outras figuras próximas a Bolsonaro sejam investigadas. Se Ara quiser, ainda dá tempo de pular do barco.

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Bolsonaro Não Privatizará o SUS

Bolsonaro Não Privatizará o SUS

Bolsonaro quer vender o SUS! É este o plano diabólico do presidente para a saúde no Brasil! Não bastasse estarmos numa crise pandêmica, temos que também lidar com um boçal desses! O Bozo assinou um decreto que permitiria a venda de UBSs para a rede privada. A proposta é, obviamente, inconstitucional e o PSOL no Congresso já entrou na justiça contra a medida. Mas a considerar a nossa política e “justiça” fascistóide, a única maneira de garantirmos o SUS será através de muita luta e mobilização popular! Bolsonaro Não Privatizará o SUS! Nós não deixaremos!

O Decreto assinado por Bolsonaro usa eufemismos bonitos para uma ideia bem simples e nociva: privatização. A ideia é elaborar estudos “de parcerias com a iniciativa privada para a construção, a modernização e a operação de unidades básicas de saúde”. A medida, assinada apenas pelo presidente e pelo ministro da economia Paulo Guedes, passaram por cima da opinião de todos os médicos e especialistas de sua própria administração!

“Não aceitaremos a arbitrariedade do presidente da República”, reagiu o presidente da CNS (Conselho Nacional de Saúde), Fernando Pigatto. O Conselho é referência na luta por um SUS público e de qualidade. Fernando ainda informou que o Conselho vai tomar as medidas cabíveis para lutar contra tamanho absurdo!

Raposa cuidando do galinheiro

Paulo Guedes, o ministro da economia que empurrou a proposta, é um aventureiro amigo de banqueiros e seguradoras, como o Bradesco. Grupos desse tipo são os que mais tendem a lucrar em caso de privatização. É a raposa cuidando do galinheiro! Imagina como seria se toda a saúde fosse privatizada? Absolutamente tudo passaria a ser cobrado nos hospitais. E ainda sem uma concorrente pública e gratuita, as seguradoras não teriam vergonha em enfiar a faca até o fundo!

Mais que isso, a medida é flagrantemente inconstitucional! A Constituição diz muito claramente que o SUS é público e gratuito! A Constituição, ainda, veda que grupos privados lucrem ao administrar serviços públicos, e presa pela universalização do acesso à saúde. Privatizar seria o caos! Só seria interessante para a iniciativa privada atender gente em regiões ricas e em que circulasse bastante gente!

O PSOL, Partido Socialismo e Liberdade, é contra medidas privatizantes e irresponsáveis. O partido, em âmbito federal, já entrou com um PDL (Projeto de Decreto Legislativo) que revoga o decreto privatizante de Bolsonaro! Bolsonaro Não Privatizará o SUS! Mas temos que ficar muito atentos para o que mais vem pela frente! Com esse presidente são sempre possíveis mudanças de última hora em projetos legislativos, capazes de ferrar ainda mais o Brasil. Por isso é fundamental que cada um lendo isso fiscalize o Governo e fique esperto!

Gabriel Junqueira

Gabriel Junqueira

Gabriel Junqueira é jornalista, ativista e militante do Partido Socialismo e Liberdade. Atualmente estuda Direito e compõe Mandato Popular do Professor Vereador Toninho Vespoli.

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7 motivos para entender porque você é antifascista

Manifestações antifascistas tomaram as ruas de diversas cidades neste domingo (8). Mas afinal, o que é ser antifascista?

Direta ou indiretamente, nos últimos dias você deve ter ouvido falar em “fascismo” e “antifascismo”. Os últimos fins de semana foram marcados por manifestações antifascistas em diversas cidades do Brasil.  Nas redes sociais, provavelmente algum amigo trocou sua foto de perfil e está com o selo “Sou antifascista” como moldura. É, até a Anitta e a Xuxa postaram em seus perfis do Instagram. Modismo ou não, essa movimentação fez com que pessoas pesquisassem sobre o assunto e provavelmente você está aqui por isso.  

O fascismo surge junto com o imperialismo no sistema capitalista em países europeus após a Primeira Guerra Mundial. Os exemplos mais conhecidos são os regimes autoritários de Benito Mussolini na Itália e de Adolph Hitler na Alemanha. Ambos reúnem características em comum, como um líder carismático, uso da violência, patriotismo exacerbado, exaltação de valores tradicionais, desprezo pela democracia, perseguição a opositores, entre outras. Isso te lembra algum governo? 

Já o antifascismo é um conjunto de práticas e saberes que se lança contra a qualquer pessoa, grupo ou ação que remeta ao fascismo. Então, veja se você se identifica com esses 7 motivos para entender por que você é antifascista! 

1. Você fica indignado com a postura do Bolsonaro em não usar máscara e apertar a mão de pessoas, contrariando as recomendações de saúde durante a pandemia 

Uma característica do fascismo é a imagem de um líder “todo-poderoso”, a ser cultuado e que pode tomar qualquer decisão sem consultar a sociedade. Há uma tentativa desesperada de Bolsonaro em afirmar de que ele está acima da leis brasileiras e de toda a sociedade. Ele se exibe propositalmente nas aparições públicas sem usar máscara, quando a recomendação é de que todos usem. Infelizmente, as atitudes do presidente encontram respaldo em parcela da população, mesmo que fragilize a democracia do país. 

2. Você percebeu que o Bolsonaro para se eleger teve apoio de um monte de artistas e empresários por causa da economia

O fascismo é um jeito de pensar e se organizar da extrema-direita e quem o faz acontecer são as elites econômicas do país. Vários rostos não tiveram vergonha de fazer campanha em prol de Jair Bolsonaro, notório por vociferar absurdos. Muitos são donos de grandes redes de comércios, a lista é grande. Por exemplo, Luciano Hang, um dos bilionários da lista da revista Forbes e dono da rede Havan. Madero Junior Durski, dono dos restaurantes Madero,  Flávio Rocha, dono das lojas Riachuelo e Sebastião Bonfim, dono da Centauro.
Sozinho, Bolsonaro não seria nada. E são esses caras que colaboram com o seu governo e consequentemente com a ascensão do fascismo no Brasil. Eles querem ganhar mais dinheiro, reduzir seus impostos, pagar menos para funcionário, e por aí vai. Para isso, é preciso que haja a aprovação de leis que os beneficiem. Enquanto isso, há mais concentração de renda, ou seja, o rico cada vez mais rico e o pobre cada vez mais pobre. 

3. Te incomoda o fato da camisa da seleção brasileira ter virado coisa de bolsonarista

O fascismo inventa a narrativa de uma nação a ser resgatada e há a tentativa de impor a ideia de que somos apenas um único povo. Além disso, há a apropriação de símbolos nacionais. Para fazer parte dessa nação idealizada é preciso seguir uma série de condições, como classe social, religião, cor e seguir valores impostos pelos fascistas. Quem pode ser considerado um “cidadão de bem” para esse governo?

Além disso, o patriotismo do governo Bolsonaro pode ser colocado em xeque frente à sua submissão ao governo estadunidense. Por exemplo, não há humilhação maior do que a nossa bandeira ocupar espaço junto às bandeiras dos EUA e de Israel quando não há nenhuma razão para isso? 

4. Você não concorda com os discursos homofóbicos, racistas e misóginos de Bolsonaro e seus ministros

A ideologia do fascismo também é a da negação. Nega-se tudo que não faça parte do grupo homogêneo, por exemplo, a cultura e a religião de povos afrodescentes e indígenas. No caso brasileiro, o modelo de cidadão ideal é o cristão, branco com família monoparental (isto é, homem e mulher casados, como pai e mãe), heterossexuais, entre outras características.
O que eles ganham em excluir e violentar os não-brancos ou as mulheres?  O fascismo legitima a supremacia branca e mantém a desigualdade social, onde os homens brancos ganham muito mais do que as outras pessoas do país. O que eles querem é a manutenção do status quo.  Portanto, o fascismo, o capitalismo e o racismo são os pilares que sustentam um sistema de opressão que nega direitos, anula vidas.

5. Você sabe que a mamadeira de “piroca” nunca existiu e que a covid-19 é mais do que uma “gripezinha”

Além de ter apoio da elite do país, um governo fascista precisa convencer parte da população para se manter no poder. A principal ferramenta para isso são os meios de comunicação. Bolsonaro e seus apoiadores (ou melhor, investidores) investiram pesado na contratação de robôs para disseminar notícias falsas nas redes sociais.  Assim, qualquer informação falsa ou distorcida pode ser disseminada por compartilhamento em massa. No dia a dia quem vai checar se algo é verdadeiro ou falso? E mais, por que Bolsonaro aparecia com tanta frequência nas emissoras apoiadoras, como o SBT, para entrevistas exclusivas? É óbvio: para falar o que quiser sem ter suas ideias confrontadas. 

6. Você não gosta da perseguição de Bolsonaro aos jornais nem da nomeação de vários militares no governo 

Um governo fascista pode ser eleito democraticamente, sim e pode utilizar de leis para realizar atos antidemocráticos. Para evitar a prisão de seus filhos envolvidos em milícias, Bolsonaro interveio na chefia da Polícia Federal. Cada vez mais militares passam a ocupar cargos no governo, possivelmente para agradar os eleitores simpatizantes, politizando a instituição das Forças Armadas. O presidente também está marcando presença em manifestações pró-ditadura militar e também incitou o fechamento do STF

Há uma articulação muito perigosa de colocar sob questionamento as instituições que não servem mais pra manutenção do governo ou que o ameaça. Por exemplo, Bolsonaro ataca  jornalistas, visto que corriqueiramente são noticiados fatos em alguns veículos de comunicação que podem não beneficiar sua imagem e isso o incomoda. 

7. Você acha ridículo quando os bolsonaristas acusam de “comunista” quem rompe com o governo

Outra coisa muito importante num governo fascista é a criação de um inimigo. Para o governo fascista de Bolsonaro e seus seguidores, o inimigo pode ser qualquer um que não esteja com ele, os que eles denominam como “comunistas”. Já estão nessa lista Alexandre Frota, Sérgio Moro, a galera do MBL, Joyce Hasselmann, Datena, Doria,  Witzel, entre outras figuras que também tem posicionamento político à direita. Agora que não se beneficiam do governo fascista se tornaram inimigos. Mas não se engane, eles foram coniventes com as falas preconceituosas de Bolsonaro e com a aprovação das reformas trabalhista e da previdência, que penalizam os trabalhadores pobres. 

Juliana Ghizzi

Juliana Ghizzi

Juliana Ghizzi é jornalista pela PUC-SP. Atualmente, trabalha como assessora de comunicação do Mandato Popular do Vereador Toninho Vespoli

Somos Mesmo 70%?

Somos Mesmo 70%?

Entenda por que nem todas as pautas cabem em 70%

Longe de mim causar divisionismos ou criar cisões neste momento de união para derrubar Bolsonaro. Acredito que realmente tem que ter união e mãos dadas para derrubar Bolsonaro, mas não podemos esquecer que muita gente que apareceu agora, quer sentar na janelinha, estava no palanque bolsonarista até ontem.

As pessoas não podem se arrepender? Evidente que podem, mas se arrependeram de ter votado e apoiado Bolsonaro ou se arrependeram por apoiar um projeto neoliberalista e completamente fascista?

Me explico: agora, Bolsonaro está sujo de lama até o pescoço, fazendo aliança até com o centrão. Dando mão ao diabo para se salvar. Logo, quem o apoiou, tipo o Sergio Moro, está fazendo questão de se distanciar para não parecer fedido e lunático.

Mas essas pessoas não se arrependeram de apoiar o projeto político e econômico de Bolsonaro. Essas pessoas acreditam e defendem as reformas neoliberais de seu governo, privatizações, ataques ao meio ambiente, teto de gastos e mais um monte de ataque ao Estado.

Não rejeitamos apenas Bolsonaro

Entendo que na lógica esses 70% são os que não apoiam o governo Bolsonaro e nesse balaio tem um montão de gente. Legal! Positivo! Mas não podemos nos furtar a fazer algumas perguntas e apontamentos. E com toda a paciência e didática do mundo dizer que não só rejeitamos Bolsonaro, mas que rejeitamos também a política econômica de Guedes o guru liberal da direita.

Precisamos estar atentos e de olhos abertos, pois podemos fazer coro ao MBL e a dita grande imprensa, que até ontem aplaudia e queria Bolsonaro presidente, mas hoje o rejeitam, porém sem rejeitar Guedes e seu projeto antipovo.

Hoje, na luta contra o bolsonarismo e o fascismo, somos 70% e não podemos nos calar. Mas não podemos esquecer que quando isso passar, e vai passar, temos que continuar lutando por igualdade e pelo fim do abismo social que há entre ricos e pobres.

Passando esse governo fascista, temos que lutar por um Brasil que respeite os mais pobres e crie mecanismos para reduzir essa gritante desigualdade social que esmaga pretos e pobres que foram colocados na base da pirâmide social. Precisamos inverter essa pirâmide.

Passando esse governo fascista, temos que lembrar que o liberalismo é nosso inimigo e os ricos precisam pagar mais impostos e pagar por essa crise que eles criaram. Hoje, para derrotar o fascismo e Bolsonaro, nos colocamos na mesma trincheira de luta, mas não podemos esquecer que defendemos aqueles que sempre foram colocados a margem. A nossa luta é contra o capitalismo. A nossa luta é luta de classes.

Somente um projeto popular pode nos representar

O capitalismo e a direita já preparam seus nomes para 2022. A ideia deles é colocar um fascista engomadinho disputando as urnas. Doria, Huck ou Moro, os queridinhos dos empresários, amigos do centrão e escolhido pelas organizações globo. Somente um projeto que faça frente a isso pode encontrar lastro na sociedade e apresentar saídas.

Passa pela esquerda a discussão de um projeto que aponte saídas para a crise criada pelos ricos e poderosos. Passa pelo entendimento que o fascismo sempre esteve atrelado a governos de direita e que aprofundaram o capitalismo.

Somente um projeto popular pode de fato ser uma iniciativa que nos representa.

Então, hoje estamos entre os 70% que rejeitam Bolsonaro e seu programa. Mas não! NÃO! Não somos 70%. Somos aqueles que defendem o Estado e os mais pobres e excluídos.

Edcarlos Bispo

Edcarlos Bispo

Edcarlos Bispo é jornalista, ativista e atualmente ocupa o mandato do Vereador Toninho Vespoli como assessor parlamentar

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Esqueçam a bala de prata.

Esqueçam a bala de prata.

Esqueçam a bala de prata. Como em uma luta de boxe que será definia por pontos, sair cantando vitória é fundamental na “teatralidade” do ato mas ineficaz no resultado final que se aproxima. Assim, as últimas 24 horas pós divulgação de um escandaloso vídeo se explicam:

O bolsonarismo não cresceu, o bolsonarismo não lucrou e muito menos ‘ressurgiu’ pós divulgação. Ele continua lá, extremamente barulhento e cada vez mais limitado aos 25% que o defendem, no gráfico identificados pela cor verde.

O agrupamento que polariza com o bolsonarismo que, outrora foi de esquerda/progressista, passa a ser composto por um universo de atores e clusters improváveis até meses atrás. Aqui (azul) se unem atores ligados à imprensa, parlamentares de esquerda, influenciadores como Felipe Neto e até mesmo lavajatistas – os mais interessados de forma direta pelo conteúdo divulgado no vídeo.

O debate sobre lavajatistas também se faz necessário, uma vez que o embate aqui não é, após muitos anos, entre esquerda/bolsonarismo, mas sim entre lavajatistas e bolsonaristas. São eles que duelam e sangram pelo poder da narrativa e pela condução dos fatos. Fato é que ambos sangraram, e muito, durante os próximos dois anos e meio ou até que uma das duas frentes (hipótese extremamente improvável até aqui) ceda. Cena dos próximos episódios.

Por fim, vale mais uma vez destacar que um agrupamento novo e cada vez mais integrado ao anti-bolsonarismo se forma a partir de clusters não ligados à política tradicional. Apresentam mais de 15% do gráfico anexo e são representados majoritariamente pela cor vermelha. Não se unem ao debate lavajatista vs bolsonarismo, mas sim ao descaso federal em relação a pandemia.

Não podemos esquecer da pandemia!

Esse último ponto nos lembra um fato essencial na narrativa: estamos no meio de uma pandemia. E ela não dá sinais – assim como o governo federal – de que está sob controle. Para além do embate político existe o mundo cotidiano, real. Onde milhares de pessoas morrem diariamente. Diz a “teoria de graus de separação”, do estadunidense Stanley Milgram, que chegamos a qualquer pessoa no mundo com seis conexões. A pergunta é: quanto tempo levará para que todo brasileiro perca um ente querido para a pandemia? Essa realidade dificilmente deixará o bolsonarismo ileso, independente de quanto eles gritem após o 12º round.

Pedro Barciela

Pedro Barciela

Pedro Barciela é cientista de Dados.

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Xenofobia não é a Solução!

Xenofobia não é a Solução!

A extrema direita não tem um mínimo de valores morais! Enquanto o mundo inteiro, e milhões de brasileiros, lutam contra o novo coronavírus, alguns parecem mais interessados em ganhos políticos, através da xenofobia! Começou com o líder mundial do preconceito, o presidente estadunidense, Donald Trump. Apesar do nome oficial do vírus, Covid 19, já ter sido declarado pela OMS, Trump preferiu se referir à pandemia como o “vírus chinês”. Tamanho tipo de desrespeito não resolve nada. Xenofobia não é a solução.

Como os fascistas se atraem, Carlos Bolsonaro, filho do presidente brasileiro, foi rápido em imitar o apelido xenofóbico do líder estadunidense. A moda, infelizmente, parece ter pego. No mundo inteiro líderes de extrema direita estão usando o da pandemia para justificar ações xenofóbicas, inclusive para não prestar cuidados a refugiados de todo o mundo.

Não se trata apenas de uma tremenda falta de solidariedade com outros povos. Trata-se, também, de ações ineficazes contra o vírus: não apenas países como a China estão sendo muito mais eficientes no combate à pandemia, como países de onde saem os refugiados têm sido, até o momento, menos afetados do que países ricos pelo vírus. O problema, realmente está invertido: são os imigrantes e refugiados que se arriscam de pegar a Covid 19 indo para esses outros países.

Pandemia é problema global!

E tanto é o caso que agora, tudo indica, que a China já lidou com a transmissão interna de infecção. Na verdade, agora o debate da China é se promove ou não um controle de turistas americanos, que parecem já ter trazido o vírus para outros pontos do país chinês.

Além disso é importante apontar que grande parte dos equipamentos de combate à pandemia (respiradores, testes, medicamentos etc) são made in China. Ou seja, o mundo inteiro depende da China para ajudar no combate ao vírus.

Em última instância, a OMS declarou tratar-se de pandemia. Isso significa que o problema é global. Não iremos vencê-lo com xenofobia e segregacionismo, mas com solidariedade e trabalho em equipe. Intercâmbio de médicos e cientistas, ajuda humanitária para países que podem, no futuro, não conseguir se proteger da pandemia, ações conjuntas entre governos para pensar nas melhores medidas a serem tomadas, são essas as medidas que nos ajudarão a vencer a Covid 19. Estamos todos no mesmo barco. Xenofobia não é a solução!

Gabriel Junqueira

Gabriel Junqueira

Gabriel Junqueira é jornalista, ativista e militante do Partido Socialismo e Liberdade. Atualmente estuda Direito e compõe Mandato Popular do Professor Vereador Toninho Vespoli.

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Agora que o Povo Morre de Fome!

Agora que o Povo Morre de Fome

Bolsonaro passou de todos os limites. Preocupado em proteger os empresários e capitalistas, editou MP que permite empresas SUSPENDEREM os salários dos empregados por 4 meses! Graças à comoção de setores da sociedade, e até de alas do Congresso Nacional, o presidente voltou atrás com a medida na tarde de hoje. Mas simplesmente algo assim ser considerado e defendido pelo líder do executivo, mostra de que lado o Bolsonaro está! Agora que o povo morre de fome!

O problema é real: a maioria dos empregos no Brasil vêm de pequenas empresas. Em meio às medidas de quarentena, muito necessárias durante a pandemia da Covid 19, muitas dessas empresas estão tendo que fechar as portas, arriscando a falência e colocando as finanças de milhões de brasileiros em risco.

Mas nada justifica corte dos salários! Isso seria a certeza de que muitos desses funcionários acabariam sem chance alguma de sobreviverem durante a crise que vivemos! Mais que isso, a medida propunha a suspensão sem recebimento do seguro desemprego! Claramente é uma medida que coloca os interesses das empresas acima dos da sociedade!

Os que tem mais deveriam pagar mais!

Ao invés de absurdos assim, o governo deveria tirar dos que tem mais para dar aos que tem menos. Segundo dados do grupo Oxfam, cerca de 50% das riquezas brasileiras estão concentradas em 1% da população! Ou seja, temos no Brasil um Robin Hood ao contrário, em que se tira dos pobres para dar aos ricos.

Através de medidas como taxação de grandes fortunas, fiscalização de trambiques que tiram dinheiro do Brasil para paraísos fiscais, taxação dos lucros e dividendos de grandes empresas, seria possível destinar verbas para pequenos empresários e trabalhadores continuarem com suas finanças durante a crise que enfrentamos!

Ao invés disso, e apesar da MP de Bolsonaro ter sido revogada, em breve o presidente deverá apresentar nova medida. Pelo que se ouve dos bastidores provavelmente será um projeto também brutal, incluindo redução de 50% do salário dos trabalhadores! Agora que o povo morre de fome! Não podemos permitir que ele faça isso com o povo! Precisamos nos unir contra o facínora! Fora Bolsonaro! Fora confisco salarial!

Gabriel Junqueira

Gabriel Junqueira

Gabriel Junqueira é jornalista, ativista e militante do Partido Socialismo e Liberdade. Atualmente estuda Direito e compõe Mandato Popular do Professor Vereador Toninho Vespoli.

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O covid 19 não é fantasia!

O covid 19 não é fantasia!

O novo coronavírus é uma doença séria, que não deve ser menosprezada. Além disso, para se proteger, é importante lavar as mãos. Máscaras APENAS se estiver doente ou for profissional da saúde. Confira aqui algumas das últimas notícias sobre o Covid 19

O covid 19 não é fantasia! Não é exagero e não é alarmismo. É uma pandemia que, se continuarmos nos rumos atuais, deve matar milhões de pessoas. Bolsonaro, em vídeo um tanto cômico, declarou na última terça, dia 10, em discurso transmitido de Miami que o Corona seria “muito mais fantasia (…) que não é isso tudo que a grande mídia propala ou propaga pelo mundo todo” (sic.). Hoje, dia 13, saíram resultados preliminares de exames mostrando que o próprio presidente deve ter pego o vírus, provavelmente de sua viagem aos EUA.

O vírus é muito real, e não deve ser menosprezado. A Organização Mundial da Saúde declarou este dia 11 tratar-se de uma pandemia! Isso significa que a doença já atingiu um grande número de pessoas em vários locais do mundo. Ou seja, não é mais possível fingir que se trata apenas de um problema de algum país isolado (como a China ou a Itália), e sim de um problema global. Já passou da hora do Brasil levar o Corona a sério.

Infelizmente, a gestão bolsonarista, promoveu um tremendo desinvestimento na saúde pública. Só ao longo do ano de 2019, ao todo, houve um corte de 4,3% nas verbas da saúde. Além disso, Bolsonaro “contingenciou” 35 bilhões de diversas áreas, inclusive na área médica. Agora que não está mais dando para negar o problema do Covid 19, o Governo anunciou que irá desbloquear 20 bilhões do montante, principalmente na área da saúde. Age como se fizesse algo grandioso, sendo que 15 bilhões permanecem bloqueados.

A cereja do bolo foi o pronunciamento de ontem (dia 12) do presidente em que ele pedia que seus apoiadores não fossem ao protesto, marcado neste domingo (dia 15), em favor do presidente e contra as instituições democráticas. Algo incrivelmente irônico, uma vez que, apesar de o presidente ter divulgado em redes sociais chamada para o ato, ele alegar se tratar de protesto “autônomo”, sem qualquer relação com ele. Como a internet não perdoa, rolou até meme ironizado o ocorrido.

O coronavírus mata.

Muitos têm subestimado a doença sob o argumento de que a taxa de mortalidade do Covid 19 é entre 1,7 e 4 por cento dos infectados. O número, na verdade, é bastante, quando consideramos que o vírus pode infectar até 70% da população mundial, de acordo com estudos recentes da universidade estadunidense Harvard. Se tomarmos este estudo como base, e a taxa conservadora de letalidade de 2%, isso resultaria, ao todo, em 154 MILHÕES de pessoas mortas. Ou mais mortes do que a gripe espanhola! Isso tudo porque apesar da taxa de mortalidade do vírus não ser das mais altas, o vírus se espalha com grande facilidade. Tal espalhamento do vírus ocorre porque quem o pega pode ficar até 14 dias sem apresentar sintomas sérios. E ainda mais, os sintomas iniciais se assemelham muito aos da gripe comum. Como visto, o Covid 19 não é fantasia!









Cerca de 20% dos infectados precisarão de atenção médica















Mas o problema não são apenas as pessoas que morrem em decorrência do vírus. Ocorre que, segundo relatos de médicos da OMS que fizeram estudos na China, cerca de 15% dos infectados com o vírus precisam da utilização de respiradores, e cerca de 5% precisa de uso de cilindros de oxigênio. Isso significa que precisaremos de leitos hospitalares e equipamentos para lidar com uma quantidade imensa de pacientes.

Isto é mais uma razão para para ser importante tentar diminuir o avanço da doença. Se todo mundo que for pegar o vírus ficar doente ao mesmo tempo, simplesmente não há chance do nosso sistema hospitalar garantir leitos para todos os pacientes que necessitarão. Por outro lado, se a infecção se der de forma gradual, há maiores chances de haver tempo para os sistemas, tanto públicos quanto privados, se adaptarem para a alta na demanda.

O Covid 19 não é fantasia. Mas se você está saudável “NÃO UTILIZE MÁSCARAS”

Primeiro de tudo, é importante lavar as mãos com frequência. Se possível, busque sempre ter álcool gel a disposição. Além disso, evite ao máximo locais com grandes aglomerações. A essa altura, no Brasil, ainda são poucas as pessoas com o vírus. Mas isso não significa que devemos ser displicentes. Se você tem sintomas do novo coronavírus, esteve (ou está) em contato prolongado com alguém com os sintomas, ou voltou de alguma viagem internacional FIQUE EM CASA! Quanto a máscaras, utilize-as APENAS  se estiver com sintomas. Caso contrário, se você já tiver máscaras, considere dar para alguém com suspeitas de estar com a doença. Isso porque é muito mais eficiente as pessoas com a doença utilizarem a máscara do que todo o resto que não a tem. Além disso é fundamental beber água com frequência, e ter uma alimentação saudável e rica em aminoácidos.

Gabriel Junqueira

Gabriel Junqueira

Gabriel Junqueira é ativista e militante do Partido Socialismo e Liberdade. Atualmente estuda Direito e compõe Mandato Popular do Professor Vereador Toninho Vespoli.

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