fora bolsonaro

Sábado dia 29, às 16 horas no MASP é dia de ir para as ruas!

Sábado dia 29, às 16 horas no MASP é dia de ir para as ruas!

Entenda porque, mesmo com a pandemia, os atos previstos para o próximo sábado são fundamentais para barrar o Bolsonaro!

Sábado dia 29, às 16 horas no MASP é dia de ir para as ruas! Não, não viramos negacionistas, nem queremos dar “rolê” na Paulista. Muito pelo contrário: entendemos que ter um presidente que luta contra a ciência, e estimula todos os comércios a abrirem sem dar amparo para quem precisa de renda está matando centenas de pessoas todos os dias. Bolsonaro é um genocida, que tem que ser arrancado de Brasília! E é para isso que precisamos da sua ajuda. Leve máscara, álcool gel e busque manter distância das pessoas. E se for grupo de risco, ou se tiver tido contato recente com quem apresentou sintomas, é melhor não ir. Mas se sentir que pode, vai! O Brasil não pode esperar por mais mortes!

Lógico que todos deveriam ficar em casa. É o que recomenda toda a comunidade científica. É o que disse a OMS, o Instituto Oswaldo Cruz, o Instituto Butantã e qualquer um que entende do assunto desde o começo da pandemia! O problema é justamente ter um presidente que não ouve a ciência, e que não garante ao povo condições de ficar em casa. A grande maioria do povo brasileiro não fez isolamento social. Em um país de privilégios, a quarentena virou luxo. E Bolsonaro fez muito pouco para lutar contra esta realidade.

Muito pelo contrário, Bolsonaro a princípio nem sequer queria dar auxílio emergencial ao povo. Foi graças à oposição, liderada pelo PSOL no congresso, que o auxílio virou lei. Mas o oráculo da economia, o Ministro Paulo Guedes, não quis deixar barato. Agora negociam valores menores para o auxílio, em “troca” do desmonte total da educação, saúde e outras áreas sociais importantes. Não podemos deixar assim!

Já era para o Brasil estar vacinado! Na verdade, o Brasil teve a chance de ser o primeiro país a começar a vacinar, e um dos primeiros a ter mais de 60% da população imunizada. Mas Bolsonaro disse não. Negou as vacinas da Pfizer, da China e mesmo as produzidas no Brasil. Recusou vacinar o povo por… razões. A incompetência é tão absurda que é difícil entender as motivações por trás. Uma hora alega preço alto, na outra berra teorias da conspiração falando da “vacina chinesa”… Os absurdos são tão grandes que nem tem nexo interno!

Tudo isso cansa. Mas se fosse apenas cansaço, tudo bem! Poderíamos esperar. Mas não é apenas isso, tem gente morrendo! E gente que vai continuar morrendo a não ser que o Bolsonaro saia da presidência! Temos que agir, e agir agora!

Ainda assim precisamos ter cuidado. Quem for idoso, menor de idade, grávida, tiver comorbidades, ou mesmo tiver tido contato recente com pessoas com sintomas, deve se abster do ato. Aproveita para acompanhar a página do Toninho. Haverá uma programação de lives e conteúdos para você se informar e compartilhar!

De toda a forma, lute! Seja de casa ou presencialmente no ato. A concentração será no próximo sábado, dia 29 no vão livre do MASP às 16 horas. Use máscara e se cuide, mas ajude a cuidar do Brasil também!

Share on facebook
Facebook
Share on google
Google+
Share on twitter
Twitter
Share on facebook
Facebook
Share on google
Google+
Share on twitter
Twitter

Um mandato popular!

Conheça mais sobre o que nos move!

Lançamento da Renda Solidária de Boulos!

Lançamento da Renda Solidária de Boulos!

Entenda porque Boulos e Toninho são fundamentais para a renda solidária em São Paulo!

Ocorreu hoje, dia 9 de outubro, o lançamento do projeto Renda Solidária da campanha de Guilherme Boulos para prefeito. Em São Paulo tem gente com fome. Gente tendo que revirar o lixo para poder sobreviver. Precisamos mudar as coisas, para que ninguém tenha que escolher entre ter que botar comida na mesa ou pagar o aluguel. O programa vai dar prioridade para as mães solo, que estão precisando sustentar seus filhos, e para pessoas desempregadas. É isso que representa o lançamento da renda solidária de Boulos!

Dinheiro tem. São Paulo é a cidade mais rica do Brasil. Temos 17 bilhões de reais em caixa. Isso seria o suficiente para rodar o programa durante 5 anos! O valor do benefício será variável entre 200 e 400 reais para 1 milhão de famílias, equivalente a 3 milhões de pessoas. Muitos estudos provam que quando você dá uma renda para quem não tem nada, isso estimula a economia local, a economia do bairro. As pessoas vão gastar o dinheiro na padaria da esquina, no mercadinho. Vão aquecer a economia. Isso vai fazer com que os pequenos negócios, inclusive, possam contratar mais gente. Ou seja, serve ainda como um estímulo para emprego.

Por um legislativo progressista!

Para mudar as prioridades da gestão é importante que Boulos seja eleito. Mas é também fundamental que São Paulo tenha uma Câmara dos Vereadores, com uma bancada progressista forte. Toninho Vespoli é o vereador capaz de liderar a mudança pela Câmara Municipal. Inclusive, em face da pandemia, Toninho já propôs uma série de Projetos de Lei que garantiriam renda solidária a grupos necessitados. Por exemplo, ele propôs o PL 186/2020, que garantiria renda de 1 salário mínimo para a população vulnerável durante o auge da crise pandêmica. Mas esse tipo de proposta é barrado na Câmara Municipal. A falta de apoio e de base impedem que políticas sociais avancem! É importante reeleger Toninho 50650 nessas eleições. Assim ele será capaz de continuar esse trabalho na luta pela renda básica, junto a uma bancada forte e progressista na Câmara Municipal!

Precisamos de Boulos e Toninho!

Importante fugirmos nessas eleições de candidaturas como as do Bruno Covas e do Celso Russomano. O Covas, depois de anos no poder, não chegou perto de implementar nada assim. Fez um Governo dos lados de gestores ricos, continuação da gestão de seu padrinho político João Doria. Russomano também não está nem aí para o povo! Votou no congresso federal contra o auxílio emergencial da pandemia! Se ele agiu desse jeito naquele momento o que faz alguém achar que agora será diferente? O seu padrinho político é ainda o Jair Bolsonaro. O presidente a princípio não queria o auxílio mínimo. Acabou, resignado, querendo dar só 200 reais de auxílio. Com muito custo, a oposição conseguiu fazer o Governo aumentar o auxílio para 600 reais.

Agora Celso Russomano, em plataforma eleitoreira, finge que vai implementar renda básica. Mas em nenhum momento Russomano incorporou o projeto em seu plano oficial de governo! Ou seja, fala que vai fazer mas nem escreve algumas linhas em defesa do projeto na hora de planejar como seria a sua gestão! Assim como Covas, Russomano também não está do lado dos trabalhadores!

Nessas eleições não tenham dúvida! Votem por gente da gente disposta a garantir o lançamento da renda solidária de boulos! Vote Toninho Vespoli 50650 vereador, e Boulos 50 prefeito. Só assim seremos capazes de garantir que ninguém tenha que escolher entre pagar aluguel e ter o que comer!

Gabriel Junqueira

Gabriel Junqueira

Gabriel Junqueira é jornalista, ativista e militante do Partido Socialismo e Liberdade. Atualmente estuda Direito e compõe Mandato Popular do Professor Vereador Toninho Vespoli.

Share on facebook
Facebook
Share on google
Google+
Share on twitter
Twitter
Share on facebook
Facebook
Share on google
Google+
Share on twitter
Twitter

Um mandato popular!

Conheça mais sobre o que nos move!

Esqueçam a bala de prata.

Esqueçam a bala de prata.

Esqueçam a bala de prata. Como em uma luta de boxe que será definia por pontos, sair cantando vitória é fundamental na “teatralidade” do ato mas ineficaz no resultado final que se aproxima. Assim, as últimas 24 horas pós divulgação de um escandaloso vídeo se explicam:

O bolsonarismo não cresceu, o bolsonarismo não lucrou e muito menos ‘ressurgiu’ pós divulgação. Ele continua lá, extremamente barulhento e cada vez mais limitado aos 25% que o defendem, no gráfico identificados pela cor verde.

O agrupamento que polariza com o bolsonarismo que, outrora foi de esquerda/progressista, passa a ser composto por um universo de atores e clusters improváveis até meses atrás. Aqui (azul) se unem atores ligados à imprensa, parlamentares de esquerda, influenciadores como Felipe Neto e até mesmo lavajatistas – os mais interessados de forma direta pelo conteúdo divulgado no vídeo.

O debate sobre lavajatistas também se faz necessário, uma vez que o embate aqui não é, após muitos anos, entre esquerda/bolsonarismo, mas sim entre lavajatistas e bolsonaristas. São eles que duelam e sangram pelo poder da narrativa e pela condução dos fatos. Fato é que ambos sangraram, e muito, durante os próximos dois anos e meio ou até que uma das duas frentes (hipótese extremamente improvável até aqui) ceda. Cena dos próximos episódios.

Por fim, vale mais uma vez destacar que um agrupamento novo e cada vez mais integrado ao anti-bolsonarismo se forma a partir de clusters não ligados à política tradicional. Apresentam mais de 15% do gráfico anexo e são representados majoritariamente pela cor vermelha. Não se unem ao debate lavajatista vs bolsonarismo, mas sim ao descaso federal em relação a pandemia.

Não podemos esquecer da pandemia!

Esse último ponto nos lembra um fato essencial na narrativa: estamos no meio de uma pandemia. E ela não dá sinais – assim como o governo federal – de que está sob controle. Para além do embate político existe o mundo cotidiano, real. Onde milhares de pessoas morrem diariamente. Diz a “teoria de graus de separação”, do estadunidense Stanley Milgram, que chegamos a qualquer pessoa no mundo com seis conexões. A pergunta é: quanto tempo levará para que todo brasileiro perca um ente querido para a pandemia? Essa realidade dificilmente deixará o bolsonarismo ileso, independente de quanto eles gritem após o 12º round.

Pedro Barciela

Pedro Barciela

Pedro Barciela é cientista de Dados.

Share on facebook
Facebook
Share on google
Google+
Share on twitter
Twitter
Share on linkedin
LinkedIn
Share on facebook
Share on google
Share on twitter
Share on linkedin

Um mandato popular!

Conheça mais sobre o que nos move!

A História da Quarentena

A História da Quarentena

Conheça a história da quarentena e porque ela é importante

Em períodos de pandemia, a palavra da vez é quarentena. Especialistas confirmam: é uma das melhores formas de impedir que um vírus se espalhe. Mas mesmo que muito usado, o termo quarentena é pouco entendido. Torna-se válido procurar a história da quarentena.

A prática de isolar doentes é tão antiga quanto a medicina. O próprio Hipócrates se referiu à ideia quando propondo formas de tratar de doenças transmissíveis em um estudo de três volumes sobre epidemias, em meados do século IV a.C.[1] Algo como no mesmo período o livro Levíticos, do primeiro testamento da Bíblia, recomenda o isolamento a pacientes com certas enfermidades. [2]

A tradição islâmica também demonstra um mesmo costume: Segundo o historiador turco Aydin Sayili, uma das maiores referências em história islâmica, o que talvez tenha sido o primeiro hospital islâmico, foi construído em Damascus, na atual Síria. No hospital, havia espaço específico para o isolamento de leprosos. [3]

Mas foi ainda antes, em cerca de em 600 a.C., que ocorreu a primeira referência conhecida à prática de isolamento para enfermos. O texto sagrado do hinduísmo Artharvaveda recomendava que pessoas evitassem contato com pessoas portadoras de doenças de pele. O princípio por trás da prática, mesmo que justificado por meio da religiosidade, é o mesmo por trás da quarentena moderna: que a melhor forma de evitar que uma infecção se espalhe é garantindo que os infectados não entrem em contato com pessoas não infectadas. [4]

As primeiras quarentenas

É evidente que, apesar das práticas serem semelhantes, as justificativas e contextos para elas variam a depender da cultura. Hipócrates acreditava que “miasmas”, gases vindos da terra, estariam presentes no cérebro do infectado. [1] Para os cristãos seria uma punição divina, que se estenderia a quem convivesse com o pecador [2]; para o texto hindu, doença e espiritualidade estão conectados, uma enfermidade sendo consequência ou de desvio espiritual, ou de alguma força ruim. [4] Mas é de se admirar que o conhecimento milenar sobre isolamento social possa ser traçado a diferentes culturas, regiões e períodos da história.

O primeiro uso do termo quarentena foi em Veneza, no período medieval. [5] A determinação de que navios ancorados levassem 40 dias antes da tripulação desembarcar. [5] [6] [7] [8] Acreditava-se que a isolação seria uma forma da pessoa se purificar. [9] A medida foi tomada para evitar a transmissão da peste bubônica e da lepra.  Entre o século XII e XIV, em Veneza, a quarentena se tornou padrão em navios que lá desembarcassem, sendo dedicadas ilhas inteiras para o desembarque de tripulações suspeitas de estarem infectadas por 40 dias, as ilhas apelidadas de “lazaretos”. [5] [6] [7] [8]

Da tradição cristã, a doença como punição divina, surge a ideia de desprezo e maus tratos ao isolado. O já citado trecho de Levíticos chama, de maneira pejorativa, de “impuros” aqueles infectados com lepra. [2] [9] Dessa forma, seguindo a tradição divina, as tripulações mandadas aos lazaretos corriam riscos grandes de serem deixadas a morrerem. Foram milhares de vítimas da prática. Muitos deles se contaminavam após o desembarque na ilha. Vincenzo Gobbo, um arqueologista encarregado de investigar as ossadas de um dos primeiros lazaretos, estima que só nessa ilha morriam cerca de 500 pessoas por dia [10]

A quarentena moderna

A prática da quarentena não se limitou a Veneza. Durante o surto de peste bubônica cidades inteiras chegaram a ser isoladas para tentar conter o espalhamento da doença. [5] [6] [7] [8] As medidas tiveram sucesso limitado, ajudando a frear o espalhamento da peste bubônica. [11] Mas como aponta a Introdução das Regulações Sanitárias Internacionais, documento de 1952 da Organização Mundial da Saúde, as medidas de quarentena eram tomadas de forma independente e dessincronizada, e geralmente sem o acompanhamento de análises clínicas e científicas. Dessa forma, a eficiência da medida era, muitas vezes, bastante limitada.

Por isso que hoje a recomendação da OMS, e de diversos órgãos internacionais, é que seja feita ação conjunta de vários países para frear surtos epidêmicos, principalmente considerando que, hoje, o transporte de mercadorias e pessoas se dá de forma global. Medidas isoladas não são capazes de resolver completamente o problema, segundo o órgão. [12] Segundo a própria ONU há a necessidade, inclusive, de solidariedade global, os países mais ricos dando para quem não tiver como pagar as contas da crise. [13] Afinal, vidas humanas deveriam ser mais importante do que dinheiro.

O que nos impede

Mas mesmo sendo necessária ação global e coletiva, sair de casa durante uma epidemia deve ser evitado. Tanto que a OMS recomenda a países em todo o mundo que seus habitantes permaneçam dentro de casa, em face do novo coronavírus. [14] Mas não é necessário reproduzirmos os descasos do passado. Hoje sabemos que vírus não são uma punição divina, mas infecções transmissíveis. O doente não tem culpa de estar doente. Medidas assistenciais e sociais são necessárias para manter o menor número de mortes possível.[13]

Em uma nota mais política, e expressando opiniões próprias, não vejo como negacionismo pode ajudar a superarmos a crise que, agora, vivemos. Bolsonaro e Donald Trump, presidentes do Brasil e Estados Unidos, por várias vezes optaram por subestimar a crise. [15] O nosso presidente, inclusive, negando a necessidade de quarentena, colocando o bem estar da economia acima do bem estar do povo. [16] [17]

É difícil saber o que nos espera, mas a mai

 

Legibilidadeoria da comunidade científica é clara: é hora de ficarmos em casa. Os governos deveriam prover ao povo, garantindo condições de sobrevivência frente à crise. Quem não puder se isolar corre riscos maiores e se infectarem.

Gabriel Junqueira

Gabriel Junqueira

Gabriel Junqueira é jornalista, ativista e militante do Partido Socialismo e Liberdade. Atualmente estuda Direito e compõe Mandato Popular do Professor Vereador Toninho Vespoli.

Share on facebook
Facebook
Share on google
Google+
Share on twitter
Twitter
Share on linkedin
LinkedIn
Share on facebook
Share on google
Share on twitter
Share on linkedin

Um mandato popular!

Conheça mais sobre o que nos move!

O Livre Mercado não vai nos Salvar

O Livre Mercado não vai nos Salvar

Se você está acostumado a admirar os Estados Unidos pela eficiência do livre mercado, então eu tenho más notícias para você: o sistema privado de saúde dos EUA é um dos piores do mundo! Agora em tempos de pandemia, o país está incapaz de testar e tratar os pacientes infectados, o lucro das seguradoras privadas, inimigo da saúde do povo. Mesmo o Brasil está mais preparado para lidar com a crise do que os EUA. Torna-se claro que seja nos EUA, seja no Brasil, o livre mercado não vai nos salvar.

Nos Estados Unidos tudo é privado. Mesmo o famoso Obamacare apenas determinou uma forma da população de negociar preços com seguradoras privadas, e subsídios para a população mais pobre. Por isso, 33% das pessoas lá deixam de buscar tratamento, por medo dos custos. Além disso, na lógica privada, não vale a pena manter camas vazias para emergências. Por isso, a maioria das camas de hospitais já estão com gente. E detalhe, apenas as usam quem pode pagá-las.

Soma-se a isso outras burrices do país e do seu presidente. Por uma cultura federalista que não aceita decisões nacionais, e prioriza as estaduais, poucas medidas têm sido tomadas a nuvem federal. Mesmo aqui no Brasil houve a determinação legal de que pessoas não fiquem em aglomerações. Com todas as nossas falhas o SUS tem feito um trabalho melhor do que o setor privado norte-americano.

O Brasil está mais preparado para o corona do que os EUA

Aqui o tratamento para situações emergenciais deve ser prestado a todos mesmo em hospitais privados. Além disso nós temos o SUS, que tem de mostrado essencial para tratar a população infectada. Nos EUA, o fetichismo do livre mercado, forçou uma situação em que apenas recebe tratamento quem tem dinheiro para paga-lo. 

Isso não significa que o nosso modelo seja perfeito. Longe disso. Medidas como a estatização de hospitais particulares durante a pandemia, criação de leitos de emergência, além de auxílios substanciais à população sem emprego e moradia, estão longe de se tornarem realidade com o irresponsável do Bolsonaro. Mas em meio a acertos e erros, fica claro que o livre mercado não vai nos salvar. Ainda bem que temos o SUS!

Gabriel Junqueira

Gabriel Junqueira

Gabriel Junqueira é jornalista, ativista e militante do Partido Socialismo e Liberdade. Atualmente estuda Direito e compõe Mandato Popular do Professor Vereador Toninho Vespoli.

Share on facebook
Facebook
Share on google
Google+
Share on twitter
Twitter
Share on linkedin
LinkedIn
Share on facebook
Share on google
Share on twitter
Share on linkedin

Um mandato popular!

Conheça mais sobre o que nos move!

Contra o coronavírus não há meios termos!

contra o coronavírus não há meios temos!

Entenda porque medidas do ministro  Paulo Guedes são insuficientes para combater o novo coronavírus

Segundo o ministro da economia de Bolsonaro, Paulo Guedes, as pessoas não deveriam seguir as recomendações da Organização Mundial da Saúde ficando em casa. Para o ministro, a economia deveria falar mais alto que a saúde, sendo necessário um “meio termo” nas medidas de isolamento. O seu patrão, o Bolsonaro, parece concordar com o descaso. Além de recentemente estimular aglomerações de pessoas em protesto em seu apoio, veio há pouco dizer que o combate ao vírus é “histeria”. Senhor ministro, senhor presidente: contra o coronavírus não há meios termos! Ou tomamos as medidas necessárias ou milhões de brasileiros irão morrer!

O mesmo ministro, amigo da economia dos bancos, foi sempre um entusiasta apoiador do teto de gastos aprovado pelo golpista Michel Temer. A medida congelou gastos na saúde, educação e seguridade social, sendo à época criticada pela própria ONU! (Organização das Nações Unidas). Mas agora com o coronavírus, manter uma medida como essa torna-se mais trágico ainda! Precisamos de mais dinheiro da saúde já!

Não é a primeira gafe da gestão. Na verdade ministro segue o tom de seu patrão, o Bolsonaro. O presidente, além de recentemente estimular aglomerações em manifestações a seu favor, disse em entrevista que o novo coronavírus seria “histeria” (sic). Uma demonstração de total despreparo para liderar a nação em meio à crise, o presidente parece mais interessado em criar um culto de personalidade, do que em resguardar pela vida do povo brasileiro!

O teto dos gastos roubou do SUS!

O teto dos gatos já afetou negativamente a saúde brasileira, diz especialista. Segundo a secretária de administração e finanças do Sindicato dos Trabalhadores Públicos da Saúde, o programa Farmácia Popular, a área de pesquisas e o programa mais médicos (fundamental, especialmente em áreas rurais!) estão entre os itens que perderam recursos em decorrência do teto de gastos. Todas essas áreas são fundamentais para um combate adequado contra o coronavírus! 

Até o Conselho Nacional de Saúde recomendou a revogação do teto, apontando que a medida já roubou do SUS cerca de 20 bilhões de reais! O Conselho, desesperado pelo triste Horizonte que se traça, pede ao STF que tome ação frente ao desastre social.

O mocinho das meias medidas

Paulo Guedes até quis se fingir de mocinho, liberando verbas para contenção do coronavírus. Mas a forma que ele pretende pagar por essas medidas é lamentável! Pretende conseguir recursos vendendo a Eletrobrás, adiantamento de parcelas de salários e a suspensão de impostos por parte de bancos e empresários. São medidas que podem ajudar, mas que no longo prazo devem onerar os trabalhadores, diminuir a arrecadação do Estado (inclusive para o SUS) e deixar a energia elétrica a serviço da ganância de banqueiros e investidores.

Enquanto isso, não há nada sendo feito sobre o grande elefante na sala: os juros da dívida pública. Todos os anos o pagamento dessa cifra implica no gasto de quase METADE de tudo o orçamento público. Gestões passadas falharam em auditar e renegociar a dívida, mas com o novo coronavírus, suspender o pagamento da dívida, torna-se uma questão de vida ou morte para milhões de brasileiros!

Contra o coronavírus não há meios termos! A decisão é binária: vida ou morte! Ou nos unimos para lutar contra o vírus, ou então a preservação dos lucros de alguns significará bilhões manchados de sangue!

Gabriel Junqueira

Gabriel Junqueira

Gabriel Junqueira é jornalista, ativista e militante do Partido Socialismo e Liberdade. Atualmente estuda Direito e compõe Mandato Popular do Professor Vereador Toninho Vespoli.

Share on facebook
Facebook
Share on google
Google+
Share on twitter
Twitter
Share on linkedin
LinkedIn
Share on facebook
Share on google
Share on twitter
Share on linkedin

Um mandato popular!

Conheça mais sobre o que nos move!

Irresponsabilidade virou patriotismo

a irresponsabilidade virou patriotismo

Entenda como a irresponsabilidade do Bolsonaro coloca vidas em risco!

Nesse dia 15 ocorreu, em algumas cidades brasileiras, manifestações contra as instituições democráticas, e a favor do presidente Bolsonaro. Isso, por si só, já seria trágico. Ainda mais quando tudo indica que o próprio presidente ajudou a chamar gente para os atos (por mais que ele queria negar). Mas o cúmulo se deu em Brasília quando, em meio ao surto do novo coronavírus, o presidente deixou o Palácio da Alvorada para apertar mãos, trocar abraços e até beijos com apoiadores no ato em Brasília! Ainda prior: fez transmissão ao vivo do evento defendendo ser o ato um exemplo de amor ao país. Outras lideranças de extrema direita como o vereador paulistano Rinaldi Digilio e o deputado federal Marcos Feliciano, também apoiaram este exemplo de imprudência. Para a extrema direita, irresponsabilidade virou patriotismo.

Entenda melhor

A imprudência de Bolsonaro parece não ter limites! Quando o novo coronavírus chegou ao Brasil o presidente a princípio quis fazer crer tratar-se de uma “fantasia” (sic.). Depois, quando não dava mais para negar a seriedade do vírus, ele foi em rede nacional pedir que os seus apoiadores não fossem nas manifestações marcadas dia 15 em seu apoio (aquelas que ele jura de pés juntinhos não ter chamado).


De fato, multidões e aglomerações, segundo especialistas, são situações em que fica fácil para o vírus se espalhar. O Bolsonaro pedir a seus apoiadores para não irem aos protestos poderia parecer um raro ato de decência. Vão engano. Ocorre que no dia da manifestação o presidente foi às grades do Palácio da Alvorada prestar apoio ao ato em Brasília. O problema não foi apenas o fato do protesto pedir coisas como o fechamento do Congresso Nacional e o fim do STF.

Manual de como se infectar

O problema foi, também, em meio ao surto do novo coronavírus, o presidente, ao participar, estimular a reunião e aglomeração de seus apoiadores. Não apenas ele esteve presente na edição de Brasília do ato. O presidente também tirou selfies, deu abraços e até recebeu beijos de apoiadores! Parecia até que ele estava fazendo um manual sobre como pegar coronavírus! Como se isso tudo não bastasse, ele ainda fez uma transmissão ao vivo, agradecendo a presença de todos.

O deputado federal, Marcos Feliciano não apenas incentivou o protesto, como também foi ao ato! Esse tipo de postura, ainda mais quando naturalizada por figuras de autoridade, são um verdadeiro risco à saúde pública. Daí sintomas de um triste presente em que irresponsabilidade virou patriotismo.

O vereador paulistano Rinaldi Digilio foi outro irresponsável: prestou apoio em suas redes sociais às aglomerações. O professor vereador Toninho Vespoli denunciou tamanha irresponsabilidade em suas redes sociais. Digilio quis bater o pé dizendo que ele e seus apoiadores não foram, mas que ele parabeniza quem foi. Toninho não deixou barato. Apontou a hipocrisia de Digilio, demonstrando que ele se mantém saudável enquanto incentiva que outras pessoas se joguem em aglomerações no meio de uma pandemia! (Prints no final do texto)

 

Gabriel Junqueira

Gabriel Junqueira

Gabriel Junqueira é jornalista, ativista e militante do Partido Socialismo e Liberdade. Atualmente estuda Direito e compõe Mandato Popular do Professor Vereador Toninho Vespoli.

Share on facebook
Facebook
Share on google
Google+
Share on twitter
Twitter
Share on linkedin
LinkedIn
Share on facebook
Share on google
Share on twitter
Share on linkedin

Um mandato popular!

Conheça mais sobre o que nos move!

O covid 19 não é fantasia!

O covid 19 não é fantasia!

O novo coronavírus é uma doença séria, que não deve ser menosprezada. Além disso, para se proteger, é importante lavar as mãos. Máscaras APENAS se estiver doente ou for profissional da saúde. Confira aqui algumas das últimas notícias sobre o Covid 19

O covid 19 não é fantasia! Não é exagero e não é alarmismo. É uma pandemia que, se continuarmos nos rumos atuais, deve matar milhões de pessoas. Bolsonaro, em vídeo um tanto cômico, declarou na última terça, dia 10, em discurso transmitido de Miami que o Corona seria “muito mais fantasia (…) que não é isso tudo que a grande mídia propala ou propaga pelo mundo todo” (sic.). Hoje, dia 13, saíram resultados preliminares de exames mostrando que o próprio presidente deve ter pego o vírus, provavelmente de sua viagem aos EUA.

O vírus é muito real, e não deve ser menosprezado. A Organização Mundial da Saúde declarou este dia 11 tratar-se de uma pandemia! Isso significa que a doença já atingiu um grande número de pessoas em vários locais do mundo. Ou seja, não é mais possível fingir que se trata apenas de um problema de algum país isolado (como a China ou a Itália), e sim de um problema global. Já passou da hora do Brasil levar o Corona a sério.

Infelizmente, a gestão bolsonarista, promoveu um tremendo desinvestimento na saúde pública. Só ao longo do ano de 2019, ao todo, houve um corte de 4,3% nas verbas da saúde. Além disso, Bolsonaro “contingenciou” 35 bilhões de diversas áreas, inclusive na área médica. Agora que não está mais dando para negar o problema do Covid 19, o Governo anunciou que irá desbloquear 20 bilhões do montante, principalmente na área da saúde. Age como se fizesse algo grandioso, sendo que 15 bilhões permanecem bloqueados.

A cereja do bolo foi o pronunciamento de ontem (dia 12) do presidente em que ele pedia que seus apoiadores não fossem ao protesto, marcado neste domingo (dia 15), em favor do presidente e contra as instituições democráticas. Algo incrivelmente irônico, uma vez que, apesar de o presidente ter divulgado em redes sociais chamada para o ato, ele alegar se tratar de protesto “autônomo”, sem qualquer relação com ele. Como a internet não perdoa, rolou até meme ironizado o ocorrido.

O coronavírus mata.

Muitos têm subestimado a doença sob o argumento de que a taxa de mortalidade do Covid 19 é entre 1,7 e 4 por cento dos infectados. O número, na verdade, é bastante, quando consideramos que o vírus pode infectar até 70% da população mundial, de acordo com estudos recentes da universidade estadunidense Harvard. Se tomarmos este estudo como base, e a taxa conservadora de letalidade de 2%, isso resultaria, ao todo, em 154 MILHÕES de pessoas mortas. Ou mais mortes do que a gripe espanhola! Isso tudo porque apesar da taxa de mortalidade do vírus não ser das mais altas, o vírus se espalha com grande facilidade. Tal espalhamento do vírus ocorre porque quem o pega pode ficar até 14 dias sem apresentar sintomas sérios. E ainda mais, os sintomas iniciais se assemelham muito aos da gripe comum. Como visto, o Covid 19 não é fantasia!









Cerca de 20% dos infectados precisarão de atenção médica















Mas o problema não são apenas as pessoas que morrem em decorrência do vírus. Ocorre que, segundo relatos de médicos da OMS que fizeram estudos na China, cerca de 15% dos infectados com o vírus precisam da utilização de respiradores, e cerca de 5% precisa de uso de cilindros de oxigênio. Isso significa que precisaremos de leitos hospitalares e equipamentos para lidar com uma quantidade imensa de pacientes.

Isto é mais uma razão para para ser importante tentar diminuir o avanço da doença. Se todo mundo que for pegar o vírus ficar doente ao mesmo tempo, simplesmente não há chance do nosso sistema hospitalar garantir leitos para todos os pacientes que necessitarão. Por outro lado, se a infecção se der de forma gradual, há maiores chances de haver tempo para os sistemas, tanto públicos quanto privados, se adaptarem para a alta na demanda.

O Covid 19 não é fantasia. Mas se você está saudável “NÃO UTILIZE MÁSCARAS”

Primeiro de tudo, é importante lavar as mãos com frequência. Se possível, busque sempre ter álcool gel a disposição. Além disso, evite ao máximo locais com grandes aglomerações. A essa altura, no Brasil, ainda são poucas as pessoas com o vírus. Mas isso não significa que devemos ser displicentes. Se você tem sintomas do novo coronavírus, esteve (ou está) em contato prolongado com alguém com os sintomas, ou voltou de alguma viagem internacional FIQUE EM CASA! Quanto a máscaras, utilize-as APENAS  se estiver com sintomas. Caso contrário, se você já tiver máscaras, considere dar para alguém com suspeitas de estar com a doença. Isso porque é muito mais eficiente as pessoas com a doença utilizarem a máscara do que todo o resto que não a tem. Além disso é fundamental beber água com frequência, e ter uma alimentação saudável e rica em aminoácidos.

Gabriel Junqueira

Gabriel Junqueira

Gabriel Junqueira é ativista e militante do Partido Socialismo e Liberdade. Atualmente estuda Direito e compõe Mandato Popular do Professor Vereador Toninho Vespoli.

Share on facebook
Facebook
Share on google
Google+
Share on twitter
Twitter
Share on linkedin
LinkedIn
Share on facebook
Share on google
Share on twitter
Share on linkedin

Um mandato popular!

Conheça mais sobre o que nos move!

A PM tem que acabar

A PM tem que acabar

Entenda porque o fim da PM seria bom para todos (inclusive para os militares)

Dia 3, segunda-feira, circulou na internet um vídeo de um policial militar batendo em uma mulher grávida. O “crime” dela foi gravar o policial enquanto ele abordava uma outra pessoa, ao que tudo indica, também, de forma agressiva. Não apenas filmar a ação de policiais não é crime, mas também é um forma de fiscalizar a ação agressiva. No caso, felizmente, havia ainda outra pessoa filmando o ocorrido. Talvez ele seja punido pelo feito. E se for será correto. A ação do oficial foi absurda, violenta e ilegal. Ilustra como no Brasil a PM tem que acabar.

Não é possível querer reduzir todo o problema a esse caso isolado. O problema se revela também nos números: o Brasil tem a polícia que mais mata no mundo. O outro lado da moeda é que, também, é a polícia que mais morre. Muito sangue está sendo derramado, e passa da hora de tentarmos entender como dar um basta em tanta violência.

Como quase tudo na sociedade o problema, aqui também, começa na educação. O modelo herdado da ditadura militar treina os cadetes em um ambiente de constante assédio moral. “Bora, bora, você é um bicho. Você é um jumento, seu gordo!” Comenta em entrevista à Revista Exame o ex-soldado Darlan Menezes Abrantes, imitando a forma que ele era tratado na academia. No meio de um ambiente tão hostil, o cadete é ensinado a reproduzir agressões contra a sociedade “Você é vagabundo! Essa desgraça desse cabelo. […] Você é o quê? Você é trabalhador é, viado?!” Foram essas as palavras de um policial flagrado, recentemente, em vídeo agredindo, com socos e pontapés, um homem negro, nas ruas de Salvador.

“O soldado é treinado pra ter medo (…) pro cara sair do quartel igual a um pitbull”

Os alunos reproduzem o que aprendem. Acredito que qualquer um que já entrou em uma sala de aula consegue entender isso. “O soldado é treinado pra ter medo (…) pro cara sair do quartel igual a um pitbull, doido pra morder as pessoas. Hoje se treina um policial parece que está treinando um cachorro pra uma rinha de rua” conclui Darlan Abrantes.









Em 2018 a polícia militar matou 6160. No mesmo ano morreram 343 policias. Estes números estão entre os mais altos do mundo.













Essa lógica de assédio contra os policiais, não serve apenas para torna-los mais agressivos. O objetivo é, também, moldar um comportamento de união e homogeneidade. O policial torna-se parte de um “Todo” superior, infalível, heroico. Quaisquer ações fora das ideias desse “Todo” são brutalmente punidas na corporação, e taxadas como subversivas, degradantes, imorais. O policial passa a reproduzir essa visão nas ruas. Age não apenas como polícia das leis, mas como polícia moral, punindo qualquer coisa que viole a identidade do “Todo”.

Esse “Todo” reproduz, no fundo, a ideologia das elites dominantes. A ordem, fria e clara. A ação precisa, crua, obediente. O “digníssimo guarda da esquina” convencido que deve ser parte da elite – a todo custo. Há uma certa ironia em pensar que, ao mesmo tempo, são pessoas, principalmente, de origem humilde. São convencidos através de uma verdadeira doutrinação ideológica fascista que suas origens e suas raízes são parte do “problema”, por violarem a soberania do “Todo”. “O problema é o guarda da esquina”. Esse tipo de lógica é a mesma do fascismo. torna claro que a PM tem que acabar.

A construção do sagrado “Todo”

Esse sagrado “Todo” traz em si um ideal de homem, mas também um ideal de sociedade. O homem perfeito seria másculo, sério, correto, jamais subversivo. Mais que isso, seria um herói para a sociedade. Alguém que não tem medo de morrer em nome da ordem e do progresso. Também alguém que não tem medo de matar em nome da dita ordem. A sociedade ideal seria aquela composta pelos homens ideais. Todos seriam corretos, morais. Não haveriam ideias disruptivas, ou pessoas que questionassem. Todos viveriam conforme as engrenagens, conforme o seu papel.









O modelo de treinamento usado para os militares no Brasil foi o mesmo usado para treinar tropas americanas e nazistas na segunda guerra mundial.










As periferias, as festas de rua, e ainda a pobreza extrema são vistas como manchas nessa sociedade “ideal”. Manchas que devem ser removidas, limpas. Para isso vale intimidar, prender, matar. Invadem casas nas periferias, massacram bailes Funks, revistam e prendem pobres. Mas pobreza no Brasil tem cor. Assim a polícia absorve o racismo de nossa sociedade. Qualquer um que “suje” a “cidade linda” de Covas e Doria, merece a ira em nome do “Todo”. “Abordagem nos Jardins tem de ser diferente da periferia” palavras do então Comandante da Rota sobre como deve agir a polícia. Esse tipo de pensamento ilustra porque a PM tem que acabar.

A militarização se transforma em estatística

Tudo isso resulta nas estatísticas que conhecemos. Só em 2018 foram 6160 pessoas mortas por policiais militares. Se o excludente de ilicitude de Bolsonaro e Moro tivesse sido aprovado esse número tenderia a aumentar ainda mais. Alguns talvez acreditem que esses números refletem um trabalho que demanda “sujar as mãos” para ser feito. Os policiais matariam, basicamente se protegendo dos “marginais”. Para além de apontar como esse pensamento, no fundo, reflete a reprodução do já mencionado “ideal” social, vale também considerar como as ações violentas da polícia militar influenciam a nossa sociedade

No caso vale a máxima “violência gera violência”. A ação assassina da polícia apenas faz com que grande parte da população se sinta por ela reprimida. Segundo pesquisa feita pelo Datafolha no final de 2019, 51% dos brasileiros tem medo da polícia (ante apenas 47% que diz confiar nela). Muitos se sentem ameaçados, intimidados. E qualquer grupo que se sente ameaçado alguma hora reage. Quem sente medo da polícia acaba se unindo com o outro “lado”. As comunidades periféricas acabam se dividindo entre algumas “cuidadas” pela polícia e outras “cuidadas” pelo tráfico. Geralmente com pleno endosso das populações locais.









Estima-se que cerca de 83% das comunidades cariocas são controladas pelo tráfico ou pelas milícias


















A guerra com a PM tem que acabar

A militarização reforça, assim, um ambiente de constante guerra. Um lado se une ao tráfico, o outro se une à polícia. Mas como muito do que os policiais acabam fazendo os faria perder a insígnia, estes decidem agir com suas próprias mãos fora do serviço. Formam-se, assim, as milícias. Brutais, assassinas, ilegais mas (até paradoxalmente) defensoras da ordem, do progresso, da sociedade “ideal”. E entre os dois lados da guerra ocorrem muitas casualidades. Com muitos os inocentes pegos no fogo cruzado.

A solução para os problemas não é simples, e será abordada em outro artigo. Mas está claro que o modelo fascista e militarizante é parte dos nossos problemas. Militares não resolveram a economia e a política de nossa sociedade. Surpreende um pouco haver quem defenda que eles conseguiriam resolver a violência no Brasil. Precisamos desmilitarizar a polícia, e desmilitarizar já!

Gabriel Junqueira

Gabriel Junqueira

Gabriel Junqueira é jornalista, ativista e militante do Partido Socialismo e Liberdade. Atualmente estuda Direito e compõe Mandato Popular do Professor Vereador Toninho Vespoli.

Share on facebook
Facebook
Share on google
Google+
Share on twitter
Twitter
Share on linkedin
LinkedIn
Share on facebook
Share on google
Share on twitter
Share on linkedin

Um mandato popular!

Conheça mais sobre o que nos move!

intervenção militar no INSS

intervenção militar no INSS

Entenda porque muitos não conseguem se aposentar:

Bolsonaro é contra a previdência. No fim não há outra forma de colocar. Não basta aprovar uma reforma draconiana que tira direitos históricos dos trabalhadores. Agora ele também faz corpo mole para impedir que quem contribuiu pelo tempo previsto em lei consiga receber a aposentadoria. O problema não é novo, mas a solução apontada pelo presidente chega a ser cômica de tão trágica: propõe uma intervenção militar no INSS. Isso mesmo: ele acha que 7 mil fardados, sem qualquer tipo de treinamento, vão conseguir resolver a fila na previdência.

Os militares não sabem fazer o serviço!

É tão absurdo que fica até difícil comentar. Para começar os fardados não possuem treinamento algum. Atender pessoas no processo de se aposentarem não é tarefa simples. É preciso ter conhecimento sobre legislações, processos e trâmites, e tão importante quanto: é necessário ter habilidade com pessoas. Militares não são conhecidos pelo trato com o público. O trabalho requer atenção e paciência, mas muitos fardados estão acostumados a resolver as coisas, a princípio de forma violenta. Péssima forma de receber pessoas próximas a se aposentarem.

Além disso um problema apontado em texto do SINSPREV (Sindicato dos Servidores e Trabalhadores Públicos em Saúde, Previdência e Assistência Social no Estado de São Paulo), é que os militares são capazes de reconhecer, apenas, a hierarquia de outros militares. Segundo o Sindicato, um militar não iria respeitar o gerente da unidade do INSS. Somente iria respeitar as ordens de um oficial com patente superior. 7 mil pessoas assim no INSS poderia prejudicar, gravemente, a organização da entidade.

E outra coisa: supondo que os militares conseguissem, por algum milagre, se organizar dentro das repartições públicas e zerar a fila da aposentadoria, o que impediria a fila de voltar a se formar, tendo em vista que não foram contratados mais funcionários? O que aconteceria, inevitavelmente, seria que a fila voltaria a se formar, ou seja, seria um bandeide, muito mal colocado, para esconder um problema que somente seria resolvido com a abertura de novos editais para a contratação de mais servidores públicos!

Intervenção militar no INSS e no Brasil

É importante atentar-se ao contexto em que essas medidas são propostas: temos um governo super-autoritário, com membros defendendo discursos nazistas. Ao mesmo tempo, o bolsonaro defende abertamente a conversão de escolas normais em escolas militares, usando como justificativa a delirante “caça aos comunistas”. Na cultura, também, o secretário da cultura, Roberto Alvim, propõe uma arte nos moldes da Alemanha de Hitler, nacionalista e ufanista, capaz de exaltar uma ordem fascista. O que está sendo colocado em pauta é a militarização da sociedade. A distorção do país em uma máquina cada vez mais dependente da ação militar, seja na educação, na cultura ou na Assistência Social. E os únicos, realmente, beneficiados com essa ação são a base do Governo, por exemplo, os militares terão um bônus de 30% para intervirem na Seguridade Social.

Apesar de a solução mirabolante ser do Governo Bolsonaro, o problema não é tão novo. Em julho de 2019, ainda antes da aprovação da (des)reforma da previdência, o Ministério Público Federal iniciou ação apontando péssimas condições de trabalho, e falta de contratações como razões para o acúmulo da fila no INSS. A conclusão do MPF foi a da necessidade urgente de mais contratações para servirem no INSS, mas o governo de Temer, assim como o de Bolsonaro, preferiram não ouvir as recomendações. Ao invés disso, pretende resolver tudo por meio dos militares. É dessa forma que democracias acabam.

Gabriel Junqueira

Gabriel Junqueira

Gabriel Junqueira é jornalista, ativista e militante do Partido Socialismo e Liberdade. Atualmente estuda Direito e compõe Mandato Popular do Professor Vereador Toninho Vespoli.

Share on facebook
Facebook
Share on google
Google+
Share on twitter
Twitter
Share on linkedin
LinkedIn
Share on facebook
Share on google
Share on twitter
Share on linkedin

Um mandato popular!

Conheça mais sobre o que nos move!
Para além de combater a Covid, vamos combater o neoliberalismo

Faça parte da nossa rede

Quer ser um embaixador virutual e ajudar a educacão salvar vidas na cidade?
Venha conosco, inscreva-se e ajude a espalhar a campanha do Professor Toninho