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Os “guardas da esquina” que podem melar a eleição

Violência Policial

Os ensaios de golpe do bolsonarismo ganham maior intensidade com as chances da reeleição diminuindo.

Na última segunda-feira (23), o Comando da Polícia Militar de São Paulo afastou das suas funções o coronel Aleksander Lacerda, do Comando de Policiamento do Interior (CPI) 7, por indisciplina, após uma reportagem do Estadão denunciar suas postagens com convocações para os atos bolsonaristas no dia 7 de setembro

Aleksander tinha sob suas ordens 7 batalhões da PM paulista, cuja tropa de cerca de 5 mil homens é desdobrada em 78 municípios da região de Sorocaba. O primeiro a se aproveitar da notícia do afastamento, e enfatizar a celeridade da punição foi o governador, João Doria, preocupado em estabelecer uma diferenciação com Bolsonaro para 2022.

O clima para um rompimento democrático parece mais presente do que nunca, com as pesquisas mostrando que Bolsonaro não é mais competitivo para a reeleição. Mas é preciso voltar mais no passado para prever os movimentos de um ator imprescindível no ensaio de um autogolpe: as Forças Armadas.

Em 2016, as análises mais otimistas já davam conta de que o verdadeiro rompimento institucional acontecera pelas mãos de Eduardo Cunha, quando deu procedimento ao impeachment de uma presidenta com base em uma lei orçamentária. A posse do vice de Dilma por si mesma já demonstrava quais forças compunham o golpe, e entre elas estavam os militares.

Ainda como interino, Michel Temer recriou o Gabinete de Segurança Institucional (GSI), órgão de assessoramento da presidência para assuntos de segurança nacional. E colocou sob o comando da pasta o general Sergio Etchegoyen, velho crítico da Comissão da Verdade e protagonista da intervenção militar na segurança pública do Rio de Janeiro.

A demonstração incontestável da volta dos militares ao poder político foi a nomeação do general Joaquim Silva e Luna para o Ministério da Defesa. Essa pasta foi criada em 1999, justamente para submeter os militares às ordens de civis, e desde a redemocratização até o governo Temer, nenhum militar tinha assumido o comando geral de todas as forças. 

De Temer para Bolsonaro, é possível perceber que não foi preciso muitos incentivos para os militares despertarem um desejo para escreverem sua própria história. Apesar dos mais de 30 anos de militância corporativista nas polícias, para as altas patentes, Bolsonaro ainda significava algo inconveniente na escalada ao poder.

Segundo uma ficha de informações produzida em 1983, quando o atual presidente passava por um processo no exército, ele era visto como um mau militar. “Necessita ser colocado em funções que exijam esforço e dedicação, a fim de reorientar sua carreira. Deu demonstrações de excessiva ambição em realizar-se financeira e economicamente”.

Assim como a grande mídia, o setor produtivo, e pessoas desesperadas pelo poder como Paulo Guedes, as altas patentes das Forças Armadas embarcaram na campanha do Messias esperando sua domesticação quando fosse a hora de implementar grandes projetos dependentes de amplo consenso.

A primeira figura mais representativa dessa ilusão foi o general Santos Cruz, que desembarcou do governo após desentendimentos com o “vereador federal” Carlos Bolsonaro; e uma das últimas, o ministro da Defesa Fernando Azevedo, que deu lugar a Braga Netto, mais afeito ao golpismo bolsonarista — incluindo o desfile de tanques em Brasília no dia da votação do voto impresso.

De acordo com o professor de Ciências Sociais da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) e autor do livro “Os militares e a crise brasileira”, João Roberto Martins Filho, o alto escalão das Forças Armadas pensa mesmo em uma terceira via. Em entrevista ao El País, ele citou a manifestação de alguns generais contra o julgamento que atestou a suspeição de Sergio Moro como comprovação dessa posição.

Quem já tem tudo, no mínimo, quer se manter onde está. No campo econômico, por exemplo, grandes players do mercado financeiro já escreveram seu manifesto colocando-se contra o entusiasmo autoritário do presidente. Nas Forças Armadas, a exposição à política já incomodou o suficiente, e não há privilégio maior a ser preservado do que os privilégios dos militares. O Ministério da Defesa já gasta meio bilhão por ano com pensões.

O que preocupa estudiosos como o professor, é a ideologia bolsonarista no “guarda da esquina”. O afastamento alardeado por Doria é um pequena exceção dentro de um universo de soldados pressionados pelo trabalho, ressentidos com a esquerda, e replicando o discurso bolsonarista, enquanto esperam algum tipo de reconhecimento. 

Até mesmo colegas do “destemido” coronel Aleksander Lacerda esperavam uma punição mais severa do que o afastamento. “Para uma instituição que se diz militar, o afastamento é punição muito tênue, quase insubsistente”, afirmou o coronel da reserva Glauco Carvalho, em entrevista ao Estadão. “Precisamos coibir essas ações com muita firmeza sob pena de termos no Brasil uma tomada de poder por instituições policiais, como na Bolívia.” 

O caso de Eduardo Pazuello, militar da ativa que assumiu participação em ato político, sem sofrer qualquer punição, é a verdadeira regra. É preciso revisitar e aplicar nesse contexto, a célebre frase do 03, Eduardo Bolsonaro, que vazou durante a campanha de 2018: “basta um cabo e um soldado para fechar o STF”.

Outros militares também estão convocando seus colegas para o ato no dia 7. O atual diretor-presidente da Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (Ceagesp), coronel da reserva da PM de São Paulo, Ricardo Augusto Nascimento de Mello Araújo, fez vídeo com o uniforme da Rota apelando para a defesa do Presidente e do país, contra o “comunismo”.

Para fazer um aceno à categoria, Bolsonaro até pensou em facilitar o acesso dos militares à casa própria. Não através das milícias fluminenses, que levantam casas prontas para cair no subúrbio do Rio de Janeiro; mas sim através de financiamento subsidiado, um Minha Casa, Minha Vida dos militares.     

Enquanto isso, o regimento da polícia militar funciona apenas quando é para coibir ideais democráticos de adentrar na corporação. Neste mês, o capitão da Polícia Militar do Espírito Santo, Vinícius Sousa, que faz parte do movimento Policiais Antifascistas, recebeu uma notificação de Processo Administrativo Disciplinar (PAD) pela Corregedoria da PM, acusando-o de manchar a imagem da corporação.

“Me causa espanto permitirem esse nível de ousadia. Há publicações de policiais em manifestação antidemocrática, exaltando a tortura, em favor de violações desrespeitosas a pessoas públicas, ou não públicas”, disse ele à Ponte. “Isso é de conhecimento público, policiais fazendo postagens pelo fechamento do Supremo Tribunal Federal (STF). A instituição deveria responsabilizá-los por isso, eles sequer respondem por esses atos, não são impedidos e não são alvo de processo.”

Trabalhismo em Frangalhos

Trabalhismo em Frangalhos

Foi aprovado na Câmara dos Deputados Federais projeto que desmonta os direitos dos trabalhadores brasileiros! O projeto, com origem em uma Medida Provisória de Bolsonaro, cria novas modalidades de contratação com menos direitos, sem recolhimento para aposentadoria, e até mesmo sem carteira de trabalho! É um dos maiores retrocessos em termos de direitos sociais no Brasil! Com Bolsonaro na presidência, temos o trabalhismo em frangalhos!

A origem do projeto é a Medida Provisória 1.045 de Bolsonaro, editada no dia 6 de agosto. Assusta perceber a proximidade entre a edição da medida e a aprovação na primeira casa do Congresso. Apenas 6 dias após, o texto foi aprovado na íntegra com pleno apoio do centrão! 

O projeto permite que empresas troquem até 40% de suas forças de trabalho por novos empregados com salários menores e menos direitos. Faz isso a partir de três mecanismos: o Programa de Manutenção de Emprego e Renda (BEm), o  Programa Primeira Oportunidade e Reinserção no Emprego (Priore) e o Regime Especial de Qualificação e Inclusão Produtiva (Requip). Não se deixem enganar pelos nomes “fofos”. Todos os regimes de contratação reduzem ou acabam com uma série de direitos históricos!

O BEm, é a reedição de um projeto temporário aprovado por mais 120 dias. Permite, em essência, a diminuição das jornadas de trabalho, com a consequente redução dos salários. Para ser justo, é verdade que o Governo deve pagar parte da diferença. Mas ainda com reduções nos salários. Mais que isso, o valor complementado pelo Governo sairia do seguro-desemprego.  Apesar de ser um projeto, em princípio, temporário, há sempre a possibilidade de uma aprovação de novo projeto, transformando-o em medida permanente! 

O segundo programa, o Priore, é ainda mais grave. Permite a criação de um empregado de “segunda categoria”. Os profissionais com idade entre 18 e 29 anos, e acima de 55 anos, poderiam ser contratados com perda em uma série de direitos trabalhistas. Perderia o direito de receber 50% do salário devido em caso de demissão antes de período; metade das contribuições para o FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço); e ainda tira o direito à justiça trabalhista, uma vez que o novo modelo de contratação não configura vínculo empregatício.

O último e mais tenebroso dos programa é o Requip. Este prevê um regime de contratação de pessoas entre 16 e 29 anos, não por emprego mas por “bolsas” de valor de 550 reais – metade do salário mínimo! Isso também significa que trabalhadores de outras idades seriam forçados a concorrer com a mão de obra nesses novos regimes! No Requip não há recolhimento obrigatório de FGTS, nem previdência social. As férias também são trocadas por recesso apenas parcialmente remunerado, e o vale transporte, também, passa a ser pago apenas em parte! é um desmonte que deixa o trabalhismo em frangalhos!

Além disso tudo, o projeto ainda prevê redução no valor da hora extra para telefonistas, jornalistas, radialistas, taquígrafos e profissionais da área de saúde! É um pacote de retrocessos começados com uma Medida Provisória autoritária, prevendo a criação de empregados de segunda categoria! A proposta ainda deverá ser votada no Senado, e então sancionada pelo presidente. É muito triste ter que reconhecer que as melhores esperanças de travas na medida são ações pela via judicial. É bem possível que este seja o fim dos direitos trabalhistas para pessoas jovens. Temos no Brasil o trabalhismo em frangalhos!

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Sábado dia 29, às 16 horas no MASP é dia de ir para as ruas!

Sábado dia 29, às 16 horas no MASP é dia de ir para as ruas!

Entenda porque, mesmo com a pandemia, os atos previstos para o próximo sábado são fundamentais para barrar o Bolsonaro!

Sábado dia 29, às 16 horas no MASP é dia de ir para as ruas! Não, não viramos negacionistas, nem queremos dar “rolê” na Paulista. Muito pelo contrário: entendemos que ter um presidente que luta contra a ciência, e estimula todos os comércios a abrirem sem dar amparo para quem precisa de renda está matando centenas de pessoas todos os dias. Bolsonaro é um genocida, que tem que ser arrancado de Brasília! E é para isso que precisamos da sua ajuda. Leve máscara, álcool gel e busque manter distância das pessoas. E se for grupo de risco, ou se tiver tido contato recente com quem apresentou sintomas, é melhor não ir. Mas se sentir que pode, vai! O Brasil não pode esperar por mais mortes!

Lógico que todos deveriam ficar em casa. É o que recomenda toda a comunidade científica. É o que disse a OMS, o Instituto Oswaldo Cruz, o Instituto Butantã e qualquer um que entende do assunto desde o começo da pandemia! O problema é justamente ter um presidente que não ouve a ciência, e que não garante ao povo condições de ficar em casa. A grande maioria do povo brasileiro não fez isolamento social. Em um país de privilégios, a quarentena virou luxo. E Bolsonaro fez muito pouco para lutar contra esta realidade.

Muito pelo contrário, Bolsonaro a princípio nem sequer queria dar auxílio emergencial ao povo. Foi graças à oposição, liderada pelo PSOL no congresso, que o auxílio virou lei. Mas o oráculo da economia, o Ministro Paulo Guedes, não quis deixar barato. Agora negociam valores menores para o auxílio, em “troca” do desmonte total da educação, saúde e outras áreas sociais importantes. Não podemos deixar assim!

Já era para o Brasil estar vacinado! Na verdade, o Brasil teve a chance de ser o primeiro país a começar a vacinar, e um dos primeiros a ter mais de 60% da população imunizada. Mas Bolsonaro disse não. Negou as vacinas da Pfizer, da China e mesmo as produzidas no Brasil. Recusou vacinar o povo por… razões. A incompetência é tão absurda que é difícil entender as motivações por trás. Uma hora alega preço alto, na outra berra teorias da conspiração falando da “vacina chinesa”… Os absurdos são tão grandes que nem tem nexo interno!

Tudo isso cansa. Mas se fosse apenas cansaço, tudo bem! Poderíamos esperar. Mas não é apenas isso, tem gente morrendo! E gente que vai continuar morrendo a não ser que o Bolsonaro saia da presidência! Temos que agir, e agir agora!

Ainda assim precisamos ter cuidado. Quem for idoso, menor de idade, grávida, tiver comorbidades, ou mesmo tiver tido contato recente com pessoas com sintomas, deve se abster do ato. Aproveita para acompanhar a página do Toninho. Haverá uma programação de lives e conteúdos para você se informar e compartilhar!

De toda a forma, lute! Seja de casa ou presencialmente no ato. A concentração será no próximo sábado, dia 29 no vão livre do MASP às 16 horas. Use máscara e se cuide, mas ajude a cuidar do Brasil também!

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Lançamento da Renda Solidária de Boulos!

Lançamento da Renda Solidária de Boulos!

Entenda porque Boulos e Toninho são fundamentais para a renda solidária em São Paulo!

Ocorreu hoje, dia 9 de outubro, o lançamento do projeto Renda Solidária da campanha de Guilherme Boulos para prefeito. Em São Paulo tem gente com fome. Gente tendo que revirar o lixo para poder sobreviver. Precisamos mudar as coisas, para que ninguém tenha que escolher entre ter que botar comida na mesa ou pagar o aluguel. O programa vai dar prioridade para as mães solo, que estão precisando sustentar seus filhos, e para pessoas desempregadas. É isso que representa o lançamento da renda solidária de Boulos!

Dinheiro tem. São Paulo é a cidade mais rica do Brasil. Temos 17 bilhões de reais em caixa. Isso seria o suficiente para rodar o programa durante 5 anos! O valor do benefício será variável entre 200 e 400 reais para 1 milhão de famílias, equivalente a 3 milhões de pessoas. Muitos estudos provam que quando você dá uma renda para quem não tem nada, isso estimula a economia local, a economia do bairro. As pessoas vão gastar o dinheiro na padaria da esquina, no mercadinho. Vão aquecer a economia. Isso vai fazer com que os pequenos negócios, inclusive, possam contratar mais gente. Ou seja, serve ainda como um estímulo para emprego.

Por um legislativo progressista!

Para mudar as prioridades da gestão é importante que Boulos seja eleito. Mas é também fundamental que São Paulo tenha uma Câmara dos Vereadores, com uma bancada progressista forte. Toninho Vespoli é o vereador capaz de liderar a mudança pela Câmara Municipal. Inclusive, em face da pandemia, Toninho já propôs uma série de Projetos de Lei que garantiriam renda solidária a grupos necessitados. Por exemplo, ele propôs o PL 186/2020, que garantiria renda de 1 salário mínimo para a população vulnerável durante o auge da crise pandêmica. Mas esse tipo de proposta é barrado na Câmara Municipal. A falta de apoio e de base impedem que políticas sociais avancem! É importante reeleger Toninho 50650 nessas eleições. Assim ele será capaz de continuar esse trabalho na luta pela renda básica, junto a uma bancada forte e progressista na Câmara Municipal!

Precisamos de Boulos e Toninho!

Importante fugirmos nessas eleições de candidaturas como as do Bruno Covas e do Celso Russomano. O Covas, depois de anos no poder, não chegou perto de implementar nada assim. Fez um Governo dos lados de gestores ricos, continuação da gestão de seu padrinho político João Doria. Russomano também não está nem aí para o povo! Votou no congresso federal contra o auxílio emergencial da pandemia! Se ele agiu desse jeito naquele momento o que faz alguém achar que agora será diferente? O seu padrinho político é ainda o Jair Bolsonaro. O presidente a princípio não queria o auxílio mínimo. Acabou, resignado, querendo dar só 200 reais de auxílio. Com muito custo, a oposição conseguiu fazer o Governo aumentar o auxílio para 600 reais.

Agora Celso Russomano, em plataforma eleitoreira, finge que vai implementar renda básica. Mas em nenhum momento Russomano incorporou o projeto em seu plano oficial de governo! Ou seja, fala que vai fazer mas nem escreve algumas linhas em defesa do projeto na hora de planejar como seria a sua gestão! Assim como Covas, Russomano também não está do lado dos trabalhadores!

Nessas eleições não tenham dúvida! Votem por gente da gente disposta a garantir o lançamento da renda solidária de boulos! Vote Toninho Vespoli 50650 vereador, e Boulos 50 prefeito. Só assim seremos capazes de garantir que ninguém tenha que escolher entre pagar aluguel e ter o que comer!

Gabriel Junqueira

Gabriel Junqueira

Gabriel Junqueira é jornalista, ativista e militante do Partido Socialismo e Liberdade. Atualmente estuda Direito e compõe Mandato Popular do Professor Vereador Toninho Vespoli.

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Esqueçam a bala de prata.

Esqueçam a bala de prata.

Esqueçam a bala de prata. Como em uma luta de boxe que será definia por pontos, sair cantando vitória é fundamental na “teatralidade” do ato mas ineficaz no resultado final que se aproxima. Assim, as últimas 24 horas pós divulgação de um escandaloso vídeo se explicam:

O bolsonarismo não cresceu, o bolsonarismo não lucrou e muito menos ‘ressurgiu’ pós divulgação. Ele continua lá, extremamente barulhento e cada vez mais limitado aos 25% que o defendem, no gráfico identificados pela cor verde.

O agrupamento que polariza com o bolsonarismo que, outrora foi de esquerda/progressista, passa a ser composto por um universo de atores e clusters improváveis até meses atrás. Aqui (azul) se unem atores ligados à imprensa, parlamentares de esquerda, influenciadores como Felipe Neto e até mesmo lavajatistas – os mais interessados de forma direta pelo conteúdo divulgado no vídeo.

O debate sobre lavajatistas também se faz necessário, uma vez que o embate aqui não é, após muitos anos, entre esquerda/bolsonarismo, mas sim entre lavajatistas e bolsonaristas. São eles que duelam e sangram pelo poder da narrativa e pela condução dos fatos. Fato é que ambos sangraram, e muito, durante os próximos dois anos e meio ou até que uma das duas frentes (hipótese extremamente improvável até aqui) ceda. Cena dos próximos episódios.

Por fim, vale mais uma vez destacar que um agrupamento novo e cada vez mais integrado ao anti-bolsonarismo se forma a partir de clusters não ligados à política tradicional. Apresentam mais de 15% do gráfico anexo e são representados majoritariamente pela cor vermelha. Não se unem ao debate lavajatista vs bolsonarismo, mas sim ao descaso federal em relação a pandemia.

Não podemos esquecer da pandemia!

Esse último ponto nos lembra um fato essencial na narrativa: estamos no meio de uma pandemia. E ela não dá sinais – assim como o governo federal – de que está sob controle. Para além do embate político existe o mundo cotidiano, real. Onde milhares de pessoas morrem diariamente. Diz a “teoria de graus de separação”, do estadunidense Stanley Milgram, que chegamos a qualquer pessoa no mundo com seis conexões. A pergunta é: quanto tempo levará para que todo brasileiro perca um ente querido para a pandemia? Essa realidade dificilmente deixará o bolsonarismo ileso, independente de quanto eles gritem após o 12º round.

Pedro Barciela

Pedro Barciela

Pedro Barciela é cientista de Dados.

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A História da Quarentena

A História da Quarentena

Conheça a história da quarentena e porque ela é importante

Em períodos de pandemia, a palavra da vez é quarentena. Especialistas confirmam: é uma das melhores formas de impedir que um vírus se espalhe. Mas mesmo que muito usado, o termo quarentena é pouco entendido. Torna-se válido procurar a história da quarentena.

A prática de isolar doentes é tão antiga quanto a medicina. O próprio Hipócrates se referiu à ideia quando propondo formas de tratar de doenças transmissíveis em um estudo de três volumes sobre epidemias, em meados do século IV a.C.[1] Algo como no mesmo período o livro Levíticos, do primeiro testamento da Bíblia, recomenda o isolamento a pacientes com certas enfermidades. [2]

A tradição islâmica também demonstra um mesmo costume: Segundo o historiador turco Aydin Sayili, uma das maiores referências em história islâmica, o que talvez tenha sido o primeiro hospital islâmico, foi construído em Damascus, na atual Síria. No hospital, havia espaço específico para o isolamento de leprosos. [3]

Mas foi ainda antes, em cerca de em 600 a.C., que ocorreu a primeira referência conhecida à prática de isolamento para enfermos. O texto sagrado do hinduísmo Artharvaveda recomendava que pessoas evitassem contato com pessoas portadoras de doenças de pele. O princípio por trás da prática, mesmo que justificado por meio da religiosidade, é o mesmo por trás da quarentena moderna: que a melhor forma de evitar que uma infecção se espalhe é garantindo que os infectados não entrem em contato com pessoas não infectadas. [4]

As primeiras quarentenas

É evidente que, apesar das práticas serem semelhantes, as justificativas e contextos para elas variam a depender da cultura. Hipócrates acreditava que “miasmas”, gases vindos da terra, estariam presentes no cérebro do infectado. [1] Para os cristãos seria uma punição divina, que se estenderia a quem convivesse com o pecador [2]; para o texto hindu, doença e espiritualidade estão conectados, uma enfermidade sendo consequência ou de desvio espiritual, ou de alguma força ruim. [4] Mas é de se admirar que o conhecimento milenar sobre isolamento social possa ser traçado a diferentes culturas, regiões e períodos da história.

O primeiro uso do termo quarentena foi em Veneza, no período medieval. [5] A determinação de que navios ancorados levassem 40 dias antes da tripulação desembarcar. [5] [6] [7] [8] Acreditava-se que a isolação seria uma forma da pessoa se purificar. [9] A medida foi tomada para evitar a transmissão da peste bubônica e da lepra.  Entre o século XII e XIV, em Veneza, a quarentena se tornou padrão em navios que lá desembarcassem, sendo dedicadas ilhas inteiras para o desembarque de tripulações suspeitas de estarem infectadas por 40 dias, as ilhas apelidadas de “lazaretos”. [5] [6] [7] [8]

Da tradição cristã, a doença como punição divina, surge a ideia de desprezo e maus tratos ao isolado. O já citado trecho de Levíticos chama, de maneira pejorativa, de “impuros” aqueles infectados com lepra. [2] [9] Dessa forma, seguindo a tradição divina, as tripulações mandadas aos lazaretos corriam riscos grandes de serem deixadas a morrerem. Foram milhares de vítimas da prática. Muitos deles se contaminavam após o desembarque na ilha. Vincenzo Gobbo, um arqueologista encarregado de investigar as ossadas de um dos primeiros lazaretos, estima que só nessa ilha morriam cerca de 500 pessoas por dia [10]

A quarentena moderna

A prática da quarentena não se limitou a Veneza. Durante o surto de peste bubônica cidades inteiras chegaram a ser isoladas para tentar conter o espalhamento da doença. [5] [6] [7] [8] As medidas tiveram sucesso limitado, ajudando a frear o espalhamento da peste bubônica. [11] Mas como aponta a Introdução das Regulações Sanitárias Internacionais, documento de 1952 da Organização Mundial da Saúde, as medidas de quarentena eram tomadas de forma independente e dessincronizada, e geralmente sem o acompanhamento de análises clínicas e científicas. Dessa forma, a eficiência da medida era, muitas vezes, bastante limitada.

Por isso que hoje a recomendação da OMS, e de diversos órgãos internacionais, é que seja feita ação conjunta de vários países para frear surtos epidêmicos, principalmente considerando que, hoje, o transporte de mercadorias e pessoas se dá de forma global. Medidas isoladas não são capazes de resolver completamente o problema, segundo o órgão. [12] Segundo a própria ONU há a necessidade, inclusive, de solidariedade global, os países mais ricos dando para quem não tiver como pagar as contas da crise. [13] Afinal, vidas humanas deveriam ser mais importante do que dinheiro.

O que nos impede

Mas mesmo sendo necessária ação global e coletiva, sair de casa durante uma epidemia deve ser evitado. Tanto que a OMS recomenda a países em todo o mundo que seus habitantes permaneçam dentro de casa, em face do novo coronavírus. [14] Mas não é necessário reproduzirmos os descasos do passado. Hoje sabemos que vírus não são uma punição divina, mas infecções transmissíveis. O doente não tem culpa de estar doente. Medidas assistenciais e sociais são necessárias para manter o menor número de mortes possível.[13]

Em uma nota mais política, e expressando opiniões próprias, não vejo como negacionismo pode ajudar a superarmos a crise que, agora, vivemos. Bolsonaro e Donald Trump, presidentes do Brasil e Estados Unidos, por várias vezes optaram por subestimar a crise. [15] O nosso presidente, inclusive, negando a necessidade de quarentena, colocando o bem estar da economia acima do bem estar do povo. [16] [17]

É difícil saber o que nos espera, mas a mai

 

Legibilidadeoria da comunidade científica é clara: é hora de ficarmos em casa. Os governos deveriam prover ao povo, garantindo condições de sobrevivência frente à crise. Quem não puder se isolar corre riscos maiores e se infectarem.

Gabriel Junqueira

Gabriel Junqueira

Gabriel Junqueira é jornalista, ativista e militante do Partido Socialismo e Liberdade. Atualmente estuda Direito e compõe Mandato Popular do Professor Vereador Toninho Vespoli.

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O Livre Mercado não vai nos Salvar

O Livre Mercado não vai nos Salvar

Se você está acostumado a admirar os Estados Unidos pela eficiência do livre mercado, então eu tenho más notícias para você: o sistema privado de saúde dos EUA é um dos piores do mundo! Agora em tempos de pandemia, o país está incapaz de testar e tratar os pacientes infectados, o lucro das seguradoras privadas, inimigo da saúde do povo. Mesmo o Brasil está mais preparado para lidar com a crise do que os EUA. Torna-se claro que seja nos EUA, seja no Brasil, o livre mercado não vai nos salvar.

Nos Estados Unidos tudo é privado. Mesmo o famoso Obamacare apenas determinou uma forma da população de negociar preços com seguradoras privadas, e subsídios para a população mais pobre. Por isso, 33% das pessoas lá deixam de buscar tratamento, por medo dos custos. Além disso, na lógica privada, não vale a pena manter camas vazias para emergências. Por isso, a maioria das camas de hospitais já estão com gente. E detalhe, apenas as usam quem pode pagá-las.

Soma-se a isso outras burrices do país e do seu presidente. Por uma cultura federalista que não aceita decisões nacionais, e prioriza as estaduais, poucas medidas têm sido tomadas a nuvem federal. Mesmo aqui no Brasil houve a determinação legal de que pessoas não fiquem em aglomerações. Com todas as nossas falhas o SUS tem feito um trabalho melhor do que o setor privado norte-americano.

O Brasil está mais preparado para o corona do que os EUA

Aqui o tratamento para situações emergenciais deve ser prestado a todos mesmo em hospitais privados. Além disso nós temos o SUS, que tem de mostrado essencial para tratar a população infectada. Nos EUA, o fetichismo do livre mercado, forçou uma situação em que apenas recebe tratamento quem tem dinheiro para paga-lo. 

Isso não significa que o nosso modelo seja perfeito. Longe disso. Medidas como a estatização de hospitais particulares durante a pandemia, criação de leitos de emergência, além de auxílios substanciais à população sem emprego e moradia, estão longe de se tornarem realidade com o irresponsável do Bolsonaro. Mas em meio a acertos e erros, fica claro que o livre mercado não vai nos salvar. Ainda bem que temos o SUS!

Gabriel Junqueira

Gabriel Junqueira

Gabriel Junqueira é jornalista, ativista e militante do Partido Socialismo e Liberdade. Atualmente estuda Direito e compõe Mandato Popular do Professor Vereador Toninho Vespoli.

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Contra o coronavírus não há meios termos!

contra o coronavírus não há meios temos!

Entenda porque medidas do ministro  Paulo Guedes são insuficientes para combater o novo coronavírus

Segundo o ministro da economia de Bolsonaro, Paulo Guedes, as pessoas não deveriam seguir as recomendações da Organização Mundial da Saúde ficando em casa. Para o ministro, a economia deveria falar mais alto que a saúde, sendo necessário um “meio termo” nas medidas de isolamento. O seu patrão, o Bolsonaro, parece concordar com o descaso. Além de recentemente estimular aglomerações de pessoas em protesto em seu apoio, veio há pouco dizer que o combate ao vírus é “histeria”. Senhor ministro, senhor presidente: contra o coronavírus não há meios termos! Ou tomamos as medidas necessárias ou milhões de brasileiros irão morrer!

O mesmo ministro, amigo da economia dos bancos, foi sempre um entusiasta apoiador do teto de gastos aprovado pelo golpista Michel Temer. A medida congelou gastos na saúde, educação e seguridade social, sendo à época criticada pela própria ONU! (Organização das Nações Unidas). Mas agora com o coronavírus, manter uma medida como essa torna-se mais trágico ainda! Precisamos de mais dinheiro da saúde já!

Não é a primeira gafe da gestão. Na verdade ministro segue o tom de seu patrão, o Bolsonaro. O presidente, além de recentemente estimular aglomerações em manifestações a seu favor, disse em entrevista que o novo coronavírus seria “histeria” (sic). Uma demonstração de total despreparo para liderar a nação em meio à crise, o presidente parece mais interessado em criar um culto de personalidade, do que em resguardar pela vida do povo brasileiro!

O teto dos gastos roubou do SUS!

O teto dos gatos já afetou negativamente a saúde brasileira, diz especialista. Segundo a secretária de administração e finanças do Sindicato dos Trabalhadores Públicos da Saúde, o programa Farmácia Popular, a área de pesquisas e o programa mais médicos (fundamental, especialmente em áreas rurais!) estão entre os itens que perderam recursos em decorrência do teto de gastos. Todas essas áreas são fundamentais para um combate adequado contra o coronavírus! 

Até o Conselho Nacional de Saúde recomendou a revogação do teto, apontando que a medida já roubou do SUS cerca de 20 bilhões de reais! O Conselho, desesperado pelo triste Horizonte que se traça, pede ao STF que tome ação frente ao desastre social.

O mocinho das meias medidas

Paulo Guedes até quis se fingir de mocinho, liberando verbas para contenção do coronavírus. Mas a forma que ele pretende pagar por essas medidas é lamentável! Pretende conseguir recursos vendendo a Eletrobrás, adiantamento de parcelas de salários e a suspensão de impostos por parte de bancos e empresários. São medidas que podem ajudar, mas que no longo prazo devem onerar os trabalhadores, diminuir a arrecadação do Estado (inclusive para o SUS) e deixar a energia elétrica a serviço da ganância de banqueiros e investidores.

Enquanto isso, não há nada sendo feito sobre o grande elefante na sala: os juros da dívida pública. Todos os anos o pagamento dessa cifra implica no gasto de quase METADE de tudo o orçamento público. Gestões passadas falharam em auditar e renegociar a dívida, mas com o novo coronavírus, suspender o pagamento da dívida, torna-se uma questão de vida ou morte para milhões de brasileiros!

Contra o coronavírus não há meios termos! A decisão é binária: vida ou morte! Ou nos unimos para lutar contra o vírus, ou então a preservação dos lucros de alguns significará bilhões manchados de sangue!

Gabriel Junqueira

Gabriel Junqueira

Gabriel Junqueira é jornalista, ativista e militante do Partido Socialismo e Liberdade. Atualmente estuda Direito e compõe Mandato Popular do Professor Vereador Toninho Vespoli.

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Irresponsabilidade virou patriotismo

a irresponsabilidade virou patriotismo

Entenda como a irresponsabilidade do Bolsonaro coloca vidas em risco!

Nesse dia 15 ocorreu, em algumas cidades brasileiras, manifestações contra as instituições democráticas, e a favor do presidente Bolsonaro. Isso, por si só, já seria trágico. Ainda mais quando tudo indica que o próprio presidente ajudou a chamar gente para os atos (por mais que ele queria negar). Mas o cúmulo se deu em Brasília quando, em meio ao surto do novo coronavírus, o presidente deixou o Palácio da Alvorada para apertar mãos, trocar abraços e até beijos com apoiadores no ato em Brasília! Ainda prior: fez transmissão ao vivo do evento defendendo ser o ato um exemplo de amor ao país. Outras lideranças de extrema direita como o vereador paulistano Rinaldi Digilio e o deputado federal Marcos Feliciano, também apoiaram este exemplo de imprudência. Para a extrema direita, irresponsabilidade virou patriotismo.

Entenda melhor

A imprudência de Bolsonaro parece não ter limites! Quando o novo coronavírus chegou ao Brasil o presidente a princípio quis fazer crer tratar-se de uma “fantasia” (sic.). Depois, quando não dava mais para negar a seriedade do vírus, ele foi em rede nacional pedir que os seus apoiadores não fossem nas manifestações marcadas dia 15 em seu apoio (aquelas que ele jura de pés juntinhos não ter chamado).


De fato, multidões e aglomerações, segundo especialistas, são situações em que fica fácil para o vírus se espalhar. O Bolsonaro pedir a seus apoiadores para não irem aos protestos poderia parecer um raro ato de decência. Vão engano. Ocorre que no dia da manifestação o presidente foi às grades do Palácio da Alvorada prestar apoio ao ato em Brasília. O problema não foi apenas o fato do protesto pedir coisas como o fechamento do Congresso Nacional e o fim do STF.

Manual de como se infectar

O problema foi, também, em meio ao surto do novo coronavírus, o presidente, ao participar, estimular a reunião e aglomeração de seus apoiadores. Não apenas ele esteve presente na edição de Brasília do ato. O presidente também tirou selfies, deu abraços e até recebeu beijos de apoiadores! Parecia até que ele estava fazendo um manual sobre como pegar coronavírus! Como se isso tudo não bastasse, ele ainda fez uma transmissão ao vivo, agradecendo a presença de todos.

O deputado federal, Marcos Feliciano não apenas incentivou o protesto, como também foi ao ato! Esse tipo de postura, ainda mais quando naturalizada por figuras de autoridade, são um verdadeiro risco à saúde pública. Daí sintomas de um triste presente em que irresponsabilidade virou patriotismo.

O vereador paulistano Rinaldi Digilio foi outro irresponsável: prestou apoio em suas redes sociais às aglomerações. O professor vereador Toninho Vespoli denunciou tamanha irresponsabilidade em suas redes sociais. Digilio quis bater o pé dizendo que ele e seus apoiadores não foram, mas que ele parabeniza quem foi. Toninho não deixou barato. Apontou a hipocrisia de Digilio, demonstrando que ele se mantém saudável enquanto incentiva que outras pessoas se joguem em aglomerações no meio de uma pandemia! (Prints no final do texto)

 

Gabriel Junqueira

Gabriel Junqueira

Gabriel Junqueira é jornalista, ativista e militante do Partido Socialismo e Liberdade. Atualmente estuda Direito e compõe Mandato Popular do Professor Vereador Toninho Vespoli.

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O covid 19 não é fantasia!

O covid 19 não é fantasia!

O novo coronavírus é uma doença séria, que não deve ser menosprezada. Além disso, para se proteger, é importante lavar as mãos. Máscaras APENAS se estiver doente ou for profissional da saúde. Confira aqui algumas das últimas notícias sobre o Covid 19

O covid 19 não é fantasia! Não é exagero e não é alarmismo. É uma pandemia que, se continuarmos nos rumos atuais, deve matar milhões de pessoas. Bolsonaro, em vídeo um tanto cômico, declarou na última terça, dia 10, em discurso transmitido de Miami que o Corona seria “muito mais fantasia (…) que não é isso tudo que a grande mídia propala ou propaga pelo mundo todo” (sic.). Hoje, dia 13, saíram resultados preliminares de exames mostrando que o próprio presidente deve ter pego o vírus, provavelmente de sua viagem aos EUA.

O vírus é muito real, e não deve ser menosprezado. A Organização Mundial da Saúde declarou este dia 11 tratar-se de uma pandemia! Isso significa que a doença já atingiu um grande número de pessoas em vários locais do mundo. Ou seja, não é mais possível fingir que se trata apenas de um problema de algum país isolado (como a China ou a Itália), e sim de um problema global. Já passou da hora do Brasil levar o Corona a sério.

Infelizmente, a gestão bolsonarista, promoveu um tremendo desinvestimento na saúde pública. Só ao longo do ano de 2019, ao todo, houve um corte de 4,3% nas verbas da saúde. Além disso, Bolsonaro “contingenciou” 35 bilhões de diversas áreas, inclusive na área médica. Agora que não está mais dando para negar o problema do Covid 19, o Governo anunciou que irá desbloquear 20 bilhões do montante, principalmente na área da saúde. Age como se fizesse algo grandioso, sendo que 15 bilhões permanecem bloqueados.

A cereja do bolo foi o pronunciamento de ontem (dia 12) do presidente em que ele pedia que seus apoiadores não fossem ao protesto, marcado neste domingo (dia 15), em favor do presidente e contra as instituições democráticas. Algo incrivelmente irônico, uma vez que, apesar de o presidente ter divulgado em redes sociais chamada para o ato, ele alegar se tratar de protesto “autônomo”, sem qualquer relação com ele. Como a internet não perdoa, rolou até meme ironizado o ocorrido.

O coronavírus mata.

Muitos têm subestimado a doença sob o argumento de que a taxa de mortalidade do Covid 19 é entre 1,7 e 4 por cento dos infectados. O número, na verdade, é bastante, quando consideramos que o vírus pode infectar até 70% da população mundial, de acordo com estudos recentes da universidade estadunidense Harvard. Se tomarmos este estudo como base, e a taxa conservadora de letalidade de 2%, isso resultaria, ao todo, em 154 MILHÕES de pessoas mortas. Ou mais mortes do que a gripe espanhola! Isso tudo porque apesar da taxa de mortalidade do vírus não ser das mais altas, o vírus se espalha com grande facilidade. Tal espalhamento do vírus ocorre porque quem o pega pode ficar até 14 dias sem apresentar sintomas sérios. E ainda mais, os sintomas iniciais se assemelham muito aos da gripe comum. Como visto, o Covid 19 não é fantasia!









Cerca de 20% dos infectados precisarão de atenção médica















Mas o problema não são apenas as pessoas que morrem em decorrência do vírus. Ocorre que, segundo relatos de médicos da OMS que fizeram estudos na China, cerca de 15% dos infectados com o vírus precisam da utilização de respiradores, e cerca de 5% precisa de uso de cilindros de oxigênio. Isso significa que precisaremos de leitos hospitalares e equipamentos para lidar com uma quantidade imensa de pacientes.

Isto é mais uma razão para para ser importante tentar diminuir o avanço da doença. Se todo mundo que for pegar o vírus ficar doente ao mesmo tempo, simplesmente não há chance do nosso sistema hospitalar garantir leitos para todos os pacientes que necessitarão. Por outro lado, se a infecção se der de forma gradual, há maiores chances de haver tempo para os sistemas, tanto públicos quanto privados, se adaptarem para a alta na demanda.

O Covid 19 não é fantasia. Mas se você está saudável “NÃO UTILIZE MÁSCARAS”

Primeiro de tudo, é importante lavar as mãos com frequência. Se possível, busque sempre ter álcool gel a disposição. Além disso, evite ao máximo locais com grandes aglomerações. A essa altura, no Brasil, ainda são poucas as pessoas com o vírus. Mas isso não significa que devemos ser displicentes. Se você tem sintomas do novo coronavírus, esteve (ou está) em contato prolongado com alguém com os sintomas, ou voltou de alguma viagem internacional FIQUE EM CASA! Quanto a máscaras, utilize-as APENAS  se estiver com sintomas. Caso contrário, se você já tiver máscaras, considere dar para alguém com suspeitas de estar com a doença. Isso porque é muito mais eficiente as pessoas com a doença utilizarem a máscara do que todo o resto que não a tem. Além disso é fundamental beber água com frequência, e ter uma alimentação saudável e rica em aminoácidos.

Gabriel Junqueira

Gabriel Junqueira

Gabriel Junqueira é ativista e militante do Partido Socialismo e Liberdade. Atualmente estuda Direito e compõe Mandato Popular do Professor Vereador Toninho Vespoli.

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