geraldo alckmin

Companheiro Lula e companheiro Alckmin

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É preciso estômago! Lula nem precisaria de Alckmin, mas dessa vez vamos passar o pano, e lembrar que a disputa maior é contra a barbárie bolsonarista.

Sabe aquele gif do Pica-pau passando pano? Pois bem, acionaremos o modo “ai ai, esse Lula”, para escrever o texto que segue, se você acha que a política, principalmente a partidária e dos conchavos eleitorais, deve ser feita com o fígado, esse texto não é para você. 

Pica pau passar pano

O espírito do tempo pede de nós coragem e ousadia. 

Para seguir no lugar comum, vamos começar pelas críticas. De fato, Lula não precisa ter Alckmin como vice. Alckmin representa a política que há anos a esquerda combate, tucano que abandonou a ideia da social democracia e foi para a direita liberal. A condução da política de segurança pública é um verdadeiro desastre. 

Posto isso, precisamos destacar que estamos numa encruzilhada histórica. 

Volto a repetir: o espírito do tempo pede de nós coragem e ousadia. 

Coragem para tomar as decisões que parecem absurdas e inacreditáveis e ousadia de bancá-las para fazer o que é necessário. 

A eleição deste ano nos coloca o desafio da luta da democracia contra a barbárie. A derrota de Bolsonaro e o enfraquecimento do bolsonarismo é questão de sobrevivência para a classe trabalhadora. Mais quatro anos dessa tragédia, coloca em risco o futuro do Brasil e das futuras gerações. 

Ao sair do PSDB, partido que constrói há mais de 30 anos e migrar para o PSB, Alckmin faz a sinalização de que pretende ser uma ponte na construção dessa alternativa para o Brasil. Lula, político sagaz que sempre foi, abraça e articula essa construção. 

Companheiro Lula e companheiro Alckmin

Não são o paraíso ou a revolução que almejamos, mas são um importante passo para o enfrentamento da barbárie que está em curso no país. 

Não nos iludamos! Caso ganhe a eleição, essa chapa não será a salvação da lavoura. Lula e Alckmin representam um freio nesse carro desgovernado. Mas, em nome dessa tal governabilidade, sabemos que muitas concessões serão feitas, algumas delas à direita. 

Mas a ideia é a seguinte: garantimos nossa sobrevivência e depois nos organizamos para conquistar e ampliar nossos direitos. 

Ser oposição programática a um futuro governo Lula é papel importante de todo aquele que está à esquerda do petismo. Certamente ouviremos a velha máxima “essa é a esquerda que a direita gosta”, paciência. Somente um tensionamento dos setores progressistas e a esquerda poderão fazer com que um terceiro governo Lula não seja refém do empresariado e dos fundamentalistas. 

A fala sobre a defesa do aborto é um sinal daquilo que enfrentaremos no futuro. 

Nenhum passo atrás! Com o companheiro Lula e o companheiro Alckmin colocaremos um freio na barbárie bolsonarista, com a luta da esquerda tensionaremos o governo para que os trabalhadores não sejam esquecidos. Avante!

Para além de combater a Covid, vamos combater o neoliberalismo

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