hidrelétricas

Nenhuma terra a menos!

Saiba porque a sua ajuda é importante para ajudar os povos das florestas

Ontem, dia 24 de junho, foi aprovado o desastroso projeto de lei 490/2007. O projeto, criado por ruralistas, reduz reservas indígenas e as abre para a ação de hidrelétricas e garimpos. Em luta contra o projeto, há dias povos originários protestam em Brasília e por todo o Brasil. Em São Paulo, os povos do pico do Jaraguá, da zona Norte da cidade, passaram o dia de hoje protestando no quilômetro 21 da rodovia dos Bandeirantes. A luta é fundamental, e o apoio de todos também. Temos que lutar! Nenhuma terra a menos!

O europeu é o invasor. A princípio, tudo deveria ser do nativo. Mas o homem branco adentrou mata a dentro com armas, germes e aço em estupro esplêndido. A grande maioria dos povos foram dizimados. Os que restaram foram, em muitos casos, expulsos de suas terras para as cidades grandes, ou confinados em reservas cercadas de ruralistas e garimpeiros.

A situação é menos que justa. Depois de séculos de exploração tudo o que os nativos pedem é o direito de cuidar das florestas brasileiras. Os nativos são os maiores defensores das florestas, e um dos principais responsáveis pela Amazônia ainda estar em pé. Mas para os ruralistas e garimpeiros isso é um “mau negócio”. Preferem destruir, poluir e desmatar tudo o que vêem pela frente. O lucro capitalista fala mais alto.

Foram esses os interesses escusos que trouxeram o PL 490/2007. O projeto, cujo o relator é o ruralista Arthur Maia (DEM/BA), determina que somente serão válidas terras indígenas declaradas até 1988. Amém disso torna o congresso (e não mais o executivo) responsável pela demarcação de novas terras, e ainda abre a possibilidade de atividades ruralistas, de mineração (incluindo o garimpo), estradas e mesmo hidrelétricas serem instaladas nas poucas reservas indígenas.

Em suma, o projeto reduz as reservas, dificulta que novas sejam criadas, e faz que as restantes possam ser ameaçadas por atividades predatórias. Não podemos aceitar isso! Juntos aos nativos precisamos lutar por nenhuma terra a menos!

Em resposta a tantos absurdos, a comunidade nativo brasileira reagiu. Organizou protestos em todo o Brasil contra a aprovação do projeto de lei. Entre as iniciativas, uma das mais marcantes é o acampamento indígena em Brasília, na Praça dos Três Poderes, próximo ao Congresso Nacional. Cerca de 500 nativos acampam, há 15 dias, em barracas no local.

Apesar dos esforços dos nativos, o Projeto de Lei foi aprovado na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça). A grande mídia burguesa, e mesmo partes de movimentos sociais, estão sendo omissos aos esforços dos povos nativos. Enquanto falamos, milhares de indígenas ao redor do Brasil arriscam suas vidas em protestos contra o projeto de lei aprovado. Além de serem alvos fáceis para a polícia, são ainda vítimas de garimpeiros que querem silenciá-los. Eles precisam da sua ajuda! Por isso é importante que cada leitor se mantenha informado. Pesquise sobre as aldeias locais que estejam se organizando e, se possível, esteja presente em solidariedade.

Em São Paulo, os povos do pico do Jaraguá, da zona Norte da cidade, protestaram no quilômetro 21 da rodovia dos Bandeirantes. Eles estão lutando, como sempre lutaram, pelas suas casas e pela Mãe Terra. Ajude você também! Preste solidariedade, visite as aldeias de sua cidade e conheça as lideranças. Seja humilde e pergunte como você pode ajudar. Sem o empenho de cada um, eles perderão suas casas. E o Brasil e o mundo podem perder a Amazônia. Somente juntos

Bolsonaro quer que falte água!

Entenda quem lucra com a falta d'água no Brasil!

Devido às mudanças climáticas, o Brasil começa a sofrer com a falta d’água. Se, por um lado, trata-se de fenômeno meteorológico, causado, principalmente, pelas maiores potências poluidoras (em especial, Estados Unidos e China), por outro o Governo, e em particular o Bolsonaro, “empurra com a barriga” o problema, culminando nas tragédias agora vividas. As empresas privadas de energia elétrica, por outro lado, aproveitam indícios de que a energia elétrica brasileira (na maioria dependente da oferta de água) deve se tornar mais escassa, para pressionarem a privatização da Eletrobrás. O Bolsonaro, e seu guru Paulo Guedes, não fazem nada em face do desastre. Pelo contrário: no fundo, Bolsonaro quer que falte água!

Primeiramente, é importante ser honesto: por mais ecocida que o Bolsonaro seja, e por maior que esteja sendo a devastação das matas durante o seu Governo, ele não pode ser exclusivamente responsabilizado pelo aquecimento global. Tampouco pode ser o único culpado por nosso despreparo para enfrentar a crise hídrica, decorrente da crise climática: há décadas cientistas alertam sobre a possibilidade do que hoje ocorre e muito pouco foi feito. No entanto, na iminência, e durante os primeiros efeitos dos problemas, a resposta do Bolsonaro tem sido um fracasso! Isto é, a não ser para as empresas privadas de energia elétrica.

Acontece que a maioria (cerca de 70%) da matriz energética brasileira é baseada em hidrelétricas. É uma matriz relativamente limpa, e, em teoria, renovável: o ciclo da chuva garante a reposição constante de água em pontos altos de hidrelétricas. A queda dessa água gira turbinas, que convertem energia potencial gravitacional, em energia elétrica.

Isso tudo é lindo, até o momento em que as chuvas diminuem. O aquecimento global, em padrões previstos à décadas pelo IPCC da ONUprevistos à décadas pelo IPCC da ONU (sigla em inglês para Painel Internacional de Mudanças Climáticas), causou uma mudança no regime de chuvas, e uma consequente diminuição na geração de energia em hidrelétricas.

Isso, por sua vez, significa que a energia elétrica (um bem fundamental para a sobrevivência no mundo moderno) está se tornando mais escassa. Em uma lógica de mercado, regida pela lei da oferta e procura, teríamos uma mesma procura (demanda por energia elétrica) para uma oferta menor, resultando em preços mais altos. Péssimo para a população, para a própria economia do país (dependente de energia elétrica), mas ótimo para quem puder se dar ao luxo de vender este recurso essencial. Por isso que é justamente neste momento que o governo Bolsonaro debate a privatização da Eletrobrás! Porque é o momento em que seria um melhor negócio do ponto de vista de quem comprasse a estatal! Ou seja, o lucro é maior se faltar água. Logo, Bolsonaro quer que falte água!

Um Governo decente sairia investindo o máximo possível em outras fontes de energia. Aproveitaria as condições climáticas excepcionais do Brasil para a geração de energia solar, eólica, das marés; estudaria sobre a possibilidade de construção de mais hidrelétricas (sempre em conjunto e respeito aos guardiões da florestas, os povos nativos); e investiria em pesquisas em universidades para investigar aparatos mais modernos e seguros para o uso de energia nuclear. Tudo isso, lógico, custaria dinheiro. Não há milagre. Mas sairia muito mais caro não fazer estes investimentos! O encarecimento da energia elétrica dificultaria ainda mais a atividade industrial no Brasil; micro e pequenas empresas teriam custos a mais para manter suas portas abertas, isso tudo para não entrar nos apagões, que provavelmente resultariam da inação do Governo. Seja de um ponto de vista social ou econômico, fazer estes investimentos deveria ser uma decisão óbvia!

O “problema” é que investir em energia elétrica para a população, tornaria este bem mais barato. Seria o inverso do que ocorre hoje: para uma mesma demanda a oferta de energia cresceria. Isso significaria que, para uma empresa privada, seria menos interessante. Ou seja, no fundo, o Governo, a serviço, não da economia mas de poucas grandes empresas, prefere garantir uma situação de escassez controlada de energia, a fim de dar lucro para amigos empresários! Bolsonaro quer que falte água!

Não importa como você olha para a questão: privatizar a Eletrobrás pioraria tudo! O Estado, diferente de empresas privadas, não possui como objetivo o lucro. O regime de preços, mesmo em situação de escassez, é controlado a fim de garantir preços, ao menos não tão elevados. Se acham que pagam caro, seria pior ainda com uma empresa privada!

É importante repetir a fim de não distorcerem o que está sendo dito: ninguém acha que a falta d’água é culpa de Bolsonaro. Mas a sua reação inescrupulosa e genocida ao problema deve ser criticada com todas as forças! A Eletrobrás tem que ser pública, e o governo tem que investir em fontes limpas de energia urgentemente!

As opiniões presentes no texto não necessariamente refletem as opiniões do Vereador Toninho Vespoli

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