Impeachment

Tem dinheiro pra politicagem mas não tem para o auxílio!

Tem dinheiro pra politicagem mas não tem para o auxílio!

Saiba quem foram os políticos de São Paulo que votaram A FAVOR do fundão eleitoral, e saiba porque o PSOL votou CONTRA!

Foi aprovada lei que quase triplica o fundo eleitoral para 5,7 bilhões de reais! Isso mesmo, significa que em meio a uma pandemia com mais de meio milhão de mortos e 33,2 milhões sem emprego, a prioridade de Bolsonaro é comprar apoio do centrão com verbas eleitorais. Para ele, isso é mais importante que, por exemplo, pagar auxílio emergencial à população pobre! Este movimento ocorre, na verdade, porque ele quer se blindar de um processo de impeachment. A mensagem que Bolsonaro manda é clara: tem dinheiro pra politicagem mas não tem para o auxílio!

Milhões de brasileiros estão se sacrificando. 33,2 milhões de brasileiros estão desocupados, a fome volta a assolar o país com mais de 115 milhões de brasileiros com alguma dificuldade para pôr comida na mesa. Quem é pobre já está se sacrificando. Os ricos, e parte da elite política, por outro lado, parecem mais focados em garantir seus próprios interesses. Só durante a pandemia o número de bilionários saltou de 45 para 65! Enquanto o povo se sacrifica, os ricos fazem a festa! Estes caras têm que ser atacados, e o mandato do Toninho Vespoli está sempre atento e crítico a este tipo de absurdo!

Mas reconhecer o banquete dos ricos não pode nos impedir de olhar para o que ocorre nas cúpulas partidárias. O projeto da LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias) da República foi aprovado, e prevê um aumento em 3,7 bilhões de reais para o fundo eleitoral, totalizando 5,7 bilhões! Ou seja, quer dizer que durante uma pandemia mortal, em que toda a hora falam que “não tem dinheiro” para programas sociais, os caras querem praticamente triplicar verbas para propaganda! Tem dinheiro pra politicagem mas não tem para o auxílio! Só o valor do aumento seria o suficiente para mais de 6 milhões de rendas emergenciais de 600 reais cada! É imoral um aumento assim durante um período tão frágil para o país!

O PSOL, como sempre, representou os interesses do povo. Os deputados de São Paulo pelo partido, a Luiza Erundina, o Ivan Valente, e a Sâmia Bomfim, votaram todos contra o aumento imoral! No Twitter Sâmia Bomfim denunciou o absurdo, ainda aproveitando para cutucar a base fascista de Bolsonaro “O Congresso Nacional votou a Lei de Diretrizes Orçamentárias com o aumento do fundão eleitoral para quase R$6 BILHÕES, no meio de uma crise econômica, em que o povo brasileiro sequer tem dinheiro pra comer. E adivinha quem votou SIM? A tropa do Bolsonaro. PSOL votou contra!”

E trás muito estranhamento a postura da turma do Bozo. Os caras se elegeram dizendo que iriam “acabar com o fundo eleitoral”. Mas na hora de comprar apoio de políticos eles aumentam de bom grado o valor! Acompanha a lista dos deputados federais de São Paulo que votaram A FAVOR de triplicar o fundão!

Abou Anni (PSL-SP)

Alex Manente (Cidadania-SP)

Alexandre Leite (DEM-SP)

Arnaldo Jardim (Cidadania-SP)

Bozzella (PSL-SP)

Bruna Furlan (PSDB-SP)

Capitão Augusto (PL-SP)

Carla Zambelli (PSL-SP)

Carlos Sampaio (PSDB-SP)

Celso Russomanno (Republicanos-SP)

Cezinha Madureira (PSD-SP)

Coronel Tadeu (PSL-SP)

David Soares (DEM-SP)

EduardoBolsonaro (PSL-SP)

Eli Corrêa Filho (DEM-SP)

EuclydesPettersen (PSC-MG)

Fausto Pinato (PP-SP)

General Peternelli (PSL-SP)

Geninho Zuliani (DEM-SP)

Guiga Peixoto (PSL-SP)

Guilherme Mussi (PP-SP)

Henrique Paraíso (Republicanos-SP)

Herculano Passos (MDB-SP)

Jefferson Campos (PSB-SP)

Luiz Carlos Motta (PL-SP)

Marcio Alvino (PL-SP)

Marco Bertaiolli (PSD-SP)

Marcos Pereira (Republicanos-SP)

Maria Rosas (Republicanos-SP)

Miguel Lombardi (PL-SP)

Paulo Freire Costa (PL-SP)

Policial Sastre (PL-SP)

Pr Marco Feliciano (Republicanos-SP)

Renata Abreu (Podemos-SP)

Ricardo Izar (PP-SP)

Ricardo Silva (PSB-SP)

Roberto Alves (Republicanos-SP)

Vanderlei Macris (PSDB-SP) 

Vinicius Carvalho (Republicanos-SP)

Vitor Lippi (PSDB-SP)

O PSOL, diferentemente, possui uma postura muito consistente. Sempre foi favorável a algum tipo de verba eleitoral, capaz de garantir acesso a verbas para campanha para aqueles que não podem pagar por isso. Mas em meio a uma pandemia, um valor obsceno de quase 6 bilhões é um insulto ao povo que volta a passar fome! Quando se trata de comprar apoio, Bolsonaro deixa clara as suas prioridades: tem dinheiro pra politicagem mas não tem para o auxílio!

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A tal da nova política…

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Entenda porque Bolsonaro mentiu para você quando falou da nova política

Bolsonaro fez a sua eleição prometendo “acabar com a corrupção e a velha política” (sic.). Até dá para entender porque parte do eleitorado caiu na ladainha. De fato, há décadas os políticos governam cada vez menos com o povo e cada vez mais em conchavos com velhos coronéis. É verdade, ainda, que o próprio PT, partido de esquerda com maior bancada no Congresso, se iludiu com os acordos internos. É compreensível parte do povo se sentir traído pela esquerda. O Bolsonaro se alimentou dessa indignação para entregar mentira atrás de mentira. Agora, com o Congresso revisitando o impeachment do Bozo, ele fala de criar mais ministérios para dar cargos para o centrão. Não era a tal da nova política?

Ninguém é santo, mas só um é o capeta

Antes que comecem a tocar o disco riscado do “mas e o PeTê”, que fique claro que o Partido dos Trabalhadores também merece críticas pela criação de ministérios em troca de apoios. Sim, a postura foi errada, e representou uso irresponsável do dinheiro público. Mesmo quando se tratando de ministérios de criação importante e necessária (como, por exemplo, o Ministério da Mulher), fica na cara que um dos objetivos era indicar parlamentares do centrão para cargos, em troca de apoio em votações.

Mas o que torna as declarações de Bolsonaro particularmente bizarras é que uma das grandes promessas dele (talvez a única mais ou menos “concreta”) tenha sido “diminuir o tamanho do Estado”. Ainda assim agora ele declara de forma escancarada que pretende criar ministérios em troca de apoio no Congresso. Foi isso que ele revelou em um evento fechado, mas transmitido por seus filhos em redes sociais:  “Se tiver um clima no Parlamento, pelo o que tudo indica as duas pessoas que nós temos simpatia devem se eleger, não vamos ter mais uma pauta travada, a gente pode levar muita coisa avante quem sabe até ressurgir os ministérios”. Ou seja, está falando com todas as letras que condiciona pautas que ele defende no Congresso à criação de ministérios!

Não ia “diminuir o estado”?

Mas e quanto a “diminuir o tamanho do Estado”? A resposta a essa queixa também mudou, em impressionantes 180 graus: “Alguém pode falar ‘ah, quer criar ministério de novo’. O tamanho do Brasil, pessoal, só o Brasil é maior que toda a Europa Ocidental”, disse o Bolsonaro, no mesmo evento. Ou seja, de “diminuir o tamanho do Estado”, foi para aumentar o Governo em troca de apoio no Congresso!

Essa entrevista se dá em momento tenso para a sua gestão. Estão para ocorrer as eleições para presidente da Câmara dos Deputados Federais, e para presidente do Senado Federal. A disputa, em ambas as casas, se dá entre figuras aliadas expressas de Bolsonaro, e outras mais ligadas ao “centrão” do Congresso Nacional. A questão chave é que os candidatos mais próximos ao centrão estão considerando dar continuidade aos pedidos de impeachment contra Jair Bolsonaro. Ele falar de criar Ministérios nesse contexto, a depender da eleição de “duas pessoas que nós [a gestão Bolsonaro] temos simpatia” é uma forma de ele tentar trocar cargos no Ministério, em troca de apoio contra o seu próprio impeachment. Ou seja, a mais velha política possível.

Governar um país não é fácil, e lógico que em alguns momentos acordos e trocas tem que ocorrer. Mas houve uma séria perda de qualidade. O cara nem disfarça. É essa a única coisa de “nova” na tal da nova política: um aumento na cara de pau.

As opiniões presentes no texto não necessariamente refletem as opiniões do Vereador Toninho Vespoli

Gabriel Junqueira

Gabriel Junqueira

Gabriel Junqueira é jornalista, ativista e militante do Partido Socialismo e Liberdade. Atualmente estuda Direito e compõe Mandato Popular do Professor Vereador Toninho Vespoli.

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