itauracista

Itaú Racista

Compartilhe e denuncie o #itauracista
Bolsonaro é um genocida

Entenda porque o Itaú é racista!

Dia 30, quinta-feira, a esteticista Lorena Vieira tentou sacar dinheiro em uma agência Itaú. A questão é que Lorena é negra. Por isso, ao invés do tapete vermelho tão comum para quem é branco e rico, Lorena foi detida, por sacar a quantia de 1500 reais. Para o Itaú, essa seria uma quantia “atípica”, capaz de justificar mandar Lorena para delegacia. Fica claro, na realidade, o quanto o Itaú é racista!

No Itaú ela foi segurada na agência até a unidade fechar. Não deixaram ela sair. Os funcionários começaram a caçoar dela e do marido (um DJ negro de periferia). Próximo a agência fechar, CHAMARAM A POLÍCIA para leva-la a uma delegacia. Uma vez lá a polícia, ainda, se recusou a reconhecer o RG de Lorena. Segundo os policiais, Lorena estava diferente na foto. “o policial falou que (…) o meu cabelo estava liso [na foto do RG], falou que era pra eu jogar minha identidade fora e fazer outra com o meu cabelo ‘natural'”, disse Lorena em entrevista a jornais. Em  protesto contra o racismo dos oficiais, Lorena rasgou o RG na delegacia. 

 

Muito diferente do tratamento dado a Lorena, foi a atenção dada por uma agência do Itaú ao Queiroz, ex-assessor de Flávio Bolsonaro. O Laranja do filho do presidente, movimentou quantias, essas sim suspeitas, no montante de 661 mil reais! Nenhuma medida foi tomada pelo banco. Ou seja, a atenção é claramente “seletiva”.

O fato contrasta muito com as informações do site do Itaú. Lá eles falam do banco como um lugar idílico e perfeito, em que eles se esforçam para reforçar “internamente a importância da inclusão de negros a partir de ações de conscientização referente a temática”. Traduzir isso para o português: significa que eles não têm problema em ter negros trabalhando como faxineiros, secretários ou atendentes na empresa. Eles chamam de “inclusão” dar o “direito” aos negros de servirem. Mas para sacar dinheiro, não. Para eles isso já seria demais.








Diversidade à venda

Mas não pensem que servir de secretário seja a única função que o banco permite aos negros. O banco está feliz em esbanjar na televisão atores e atrizes negros para “vender” mais diversidade aos investidores. A maioria deles, é claro, são brancos, como uma rápida pesquisa na internet permite perceber. Ou seja, para esse banco de brancos os negros só serviriam para “inglês ver”. Isto é, para vender coisas para brancos.









2018, em plena crise, as famílias donas do Itaú tiveram ganhos recordes de 9 bilhões reais, livres de imposto!














Fica, ainda, a dúvida sobre o quanto a ação do banco (e, depois, da polícia) está relacionada com o marido de Luana, o rapper Rennan da Penha. Acontece que o rapper, morador da favela do Alemão, havia sido preso duas vezes por acusações sem pé nem cabeça. Foi solto ambas as vezes por falta de provas. A verdade é que para essa polícia racista é inconcebível existir uma pessoa negra de sucesso. E mais, alguém que mesmo fazendo sucesso, fez questão de continuar em contato com suas raízes, morando na favela em que foi criado. Um absurdo inconcebível para a nossa elite racista! A polícia não podia permitir tamanha “insolência”.

É interessante que, ao menos, essas situações mostram quem são os verdadeiros aliados da luta. Instituições “bacanas” que se fingem de “diversas”, geralmente, quando faz diferença, estão do mesmo lado do nosso Estado autoritário. Mostram que temos uma polícia racista e, também, um Itau Racista!

Gabriel Junqueira

Gabriel Junqueira

Gabriel Junqueira é jornalista, ativista e militante do Partido Socialismo e Liberdade. Atualmente estuda Direito e compõe Mandato Popular do Professor Vereador Toninho Vespoli.

Facebook
Twitter
LinkedIn

Um mandato popular!

Conheça mais sobre o que nos move!
Para além de combater a Covid, vamos combater o neoliberalismo

Faça parte da nossa rede

Quer ser um embaixador virutual e ajudar a educacão salvar vidas na cidade?
Venha conosco, inscreva-se e ajude a espalhar a campanha do Professor Toninho