julio lancellotti

Arquitetura da exclusão

Entenda o problema da Arquitetura da Exclusão, em São Paulo e no mundo

Como alguns sabem, o Padre Júlio Lancellotti, em ato heroico, recentemente destruiu paralelepípedos em viaduto colocados para impedir o repouso de pessoas em situação de rua. O que talvez seja menos conhecido é que essa é uma prática antiga, feita há décadas por prefeitos de todos os partidos. Tem até um apelido: arquitetura da exclusão! Na internet é fácil encontrar exemplos dessa arquitetura hostil. São rampas de concreto, bancos com divisórias de ferro, e é claro, os famosos paralelepípedos pontiagudos. Tudo para dificultar ainda mais a vida da população em situação de rua.

A questão é antiga, e curiosamente bem estudada. A primeira pessoa a investigar a questão foi o famoso escritor anarquista George Orwell, em seu polêmico livro “Na Pior em Paris e Londres”. No livro jornalístico, Orwell vive como pessoa em situação de rua em Paris e em Londres. Ele relata variados tipos de opressão, arquitetônica e policial, contra moradores de rua.

A arquitetura da opressão continua atual!

Hoje a questão continua extremamente atual. Além de leis proibindo dar esmola no mundo inteiro (inclusive em municípios brasileiros, como Vacaria, RJ), administradores públicos usam de toda a sorte de artifícios para dificultar que pessoas em situação de rua consigam ter algum sossego na hora de dormir. São blocos de concreto, pedregulhos, rampas sem nenhuma função estrutural e até mesmo hortas colocadas no meio de calçadas. Tudo isso, mesmo que possa parecer inofensivo, muitas vezes tem a função de dificultar a vida das pessoas em situação de rua.

O mandato do Vereador Toninho Vespoli iniciou um mapa com o objetivo de listar os lugares em que ocorre a arquitetura da exclusão. Se você conhece algum exemplo dessa forma hostil de arquitetura, comente na publicação do facebook para incluirmos também no mapa. Se listarmos e denunciarmos os casos, talvez possamos, posteriormente, pressionar a prefeitura por mudanças! Além disso, Toninho Vespoli entrou com uma representação no Ministério Público contra casos de arquitetura da exclusão, e criou um projeto de lei contra esse tipo de prática.

Não podemos abaixar a cabeça e aceitar que pessoas em situação de rua sejam oprimidas assim! O correto seria uma política de casa popular para todas as pessoas que precisam (principalmente em uma cidade em que já há mais imóvel sem gente do que imóvel). Mas na falta disso, que pelo menos dêem as pessoas o direito de dormir em paz!

As opiniões presentes no texto não necessariamente refletem as opiniões do Vereador Toninho Vespoli

Gabriel Junqueira

Gabriel Junqueira

Gabriel Junqueira é jornalista, ativista e militante do Partido Socialismo e Liberdade. Atualmente estuda Direito e compõe Mandato Popular do Professor Vereador Toninho Vespoli.

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População de Rua em São Paulo Cresce!

População de Rua em São Paulo Cresce!

A população de rua em São Paulo cresce! Aumentou em 50% de 2016 para cá! Isso é mais um reflexo do autoritarismo neoliberal colocado em prática pelos maus “gestores” João Doria e Bruno Covas. Para eles a população de rua deve ser combatida, repremida e expulsa. Os dois representam o abandono de qualquer senso de decência e humanidade com as populações marginalizadas pelo sistema capitalista que eles tanto defendem!









“Doria optou por, literalmente, ensinar os pobres a fritar hambúrgueres para o Mcdonalds.”













Problema velho, soluções terríveis!

O problema de moradores de rua não é novo. Mas gestões passadas, com todas as suas falhas, ao menos tentaram tratar sobre o problema com projetos minimamente humanistas. A gestão do petista Fernando Haddad, por exemplo, tentou tratar do problema por meio do programa Braços Abertos. A iniciativa (mesmo que falha em pontos extensos demais para serem tratados aqui) buscava oferecer apoio psicológico, social e assistencial à população de rua, inclusive por meio da abertura de hóteis populares. João Doria, ao invés de melhorar o programa, fez a trágica opção de desmantela-lo, tão logo assumiu. Tentou substituí-lo por uma iniciativa que chega a ser cômica de tão trágica: para ele os moradores de rua seriam “alunos lentos” do capitalismo que ele defende. Seria papel da gestão municipal auxiliar esses maus alunos com aulas intensivas sobre como ser subserviente ao sistema. 

Assim, desde que assumiu, fez a opção de treinar os miseráveis para trabalharem para os mestres do mundo. Ao invés de reconhecer o direito da população de rua à moradia (direito, inclusive, previsto na Constituição Federal), ou, ainda, buscar entender as razões que os levaram à condição de miseráveis, Doria optou por, literalmente, ensinar os pobres a fritar hambúrgueres para o Mcdonalds. A maioria deles, entretanto, resistiu a tamanha “liberdade” de servir. Preferiu ser presa à miséria do que ser presa à nova Casa Grande. Acharam as ruas mais dignas do que a senzala!

Para essas práticas elitistas, perpetrada por Bruno Covas, esses “maus alunos” do capitalismo seriam “vagabundos”, “inúteis”, na medida em que se recusam a ser úteis à máquina que os oprime. Soma-se ao fetiche neoliberal do trabalho escravo, interesses perpretados pela gestão tucana de agradar a amigos partícipes da especulação imobiliária, e fica fácil de entender a reação de Doria e Covas contra a população de rua. Segundo a narrativa, eles merecerim a exceção da intervenção do Estado materializada na intervenção militar contra os pobres. Assim, desde a gestão de Doria, aumentaram exponencialmente as ações da polícia contra a população de rua, principalmente no centro onde a maior parte dela se concentra. O que há, é mais que descaso, uma verdadeira falta de humanidade, e respeito com a população mais vulnerável de São Paulo.









Segundo a própria prefeitura, hoje existem mais de 24 mil pessoas em situação de rua. Para ativistas, como Julio Lancelotti, os números reais devem ser ainda maiores!













Toninho chama o povo para a luta!

O Professor Vereador Toninho Vespoli entende esses problemas. E é por isso que ele convenceu a Câmara a aprovar seu projeto de lei que obriga os albergues municipais a permitirem que os moradores de rua possam entrar neles acompanhados de seus cães (no caso de muitos, única companhia e consolo). Além disso, ele propõe que a polícia municipal seja proibida de roubar as posses da população de rua (problema frequente, de acordo com múltiplas lideranças sociais, como o Padre Julio Lancelotti).

Mas ele também entende tratar-se de um problema complexo, que dificilmente será resolvido por assinaturas, de cima para baixo. Para ele toda a população deveria se engajar na resolução do problema. Mas o primeiro passo para isso é ter um público informado. Por isso, além de denunciar e tentar coibir abusos contra os miseráveis em redes sociais, e manter essa plataforma em que o assunto possa ser exposto e comunicado, Toninho Vespoli também luta para que sejam feitas campanhas para comunicar o problema ao público. Pois somente juntos, conseguiremos resolver tão trágica crise! Somente assim, conseguiremos conseguir reduzir  tamanho da população em situação de rua em São Paulo, que cresce!

Gabriel Junqueira

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Gabriel Junqueira é jornalista, ativista e militante do Partido Socialismo e Liberdade. Atualmente estuda Direito e compõe Mandato Popular do Professor Vereador Toninho Vespoli.

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