Kássio Nunes

A Constituição não é circo. Bozo e Maia tem que parar com isso!

A Constituição não é circo. Bozo e Maia tem que parar com isso!

Entenda porque tanto aliados do Maia como do Bozo no Supremo estão errados!

Estão debatendo no Supremo Tribunal Federal a possibilidade de reeleição para cargos das Mesas legislativas (como o cargo de Presidente da Câmara e do Senado). O STF deveria ser guardião da Constituição. Quem diz isso é a própria Constituição Federal! Agora, Ministros do Supremo aliados do Rodrigo Maia,  atual presidente da Câmara dos deputados, e do Bolsonaro, estão se digladiando para passar por cima do texto constitucional. Os dois estão errados! Bolsonaro quer dar um jeitinho para permitir a reeleição de Alcolumbre, atual presidente do Senado e aliado da base governista. Já aliados do Maia querem dar um jeitinho para liberar geral de se reeleger. A Constituição simplesmente não permite reeleição para cargos internos do legislativo em uma mesma legislatura. Os dois lados estão errados nessa história: a Constituição não é circo. Bozo e Maia tem que parar com isso!

Os contorcionismos jurídicos propostos seriam cômicos se não fosse trágicos. Gilmar Mendes alega, dessa vez, não querer “interferir politicamente” em decisões do legislativo (risadas). Dessa maneira defende, basicamente, que o legislativo pode passar por cima da Constituição e decidir pela reeleição. Só que aí ele entra em contradição com ele próprio e defende o limite de uma reeleição para cargos de mesa. (Pera, não era para ser uma decisão do Legislativo?) Não contente ele ainda fabrica um limite de seu limite ao dizer que a regra de apenas uma reeleição só deve começar a valer a partir da próxima legislatura. Isso tudo porque? Para permitir que Maia, que já está no cargo pela segunda eleição consecutiva, se assim quiser, se reeleja presidente da Câmara dos Deputados.

Tribunal de Bozos e palhaços

Mas se Ministros alinhados com o Centrão do Congresso, como o Gilmar Mendes, fazem contorcionismos bizarros, o Ministro Kássio Nunes Marques leal, servo indicado pelo Bolsonaro, faz justiça ao apelido do Bozo propondo palhaçadas no Supremo. Ele também entende que a reeleição deveria ser permitida uma vez, porém acha que a medida tem que entrar em vigor imediato. Por defender a Constituição? Não inocente, por querer que o Acolumbre (ainda na sua primeira eleição) possa se reeleger, mas deixando o Rodrigo Maia (“inimigo” do Bozo) de fora da bonança.

Do ponto de vista jurídico nada disso faz o menor sentido! A Constituição é extremamente clara em seu Artigo 57 Parágrafo 4º: “Cada uma das Casas reunir-se-á em sessões preparatórias, a partir de 1º de fevereiro, no primeiro ano da legislatura, para a posse de seus membros e eleição das respectivas Mesas, para mandato de 2 (dois) anos, vedada a recondução para o mesmo cargo na eleição imediatamente subsequente“. Não dava para ser mais explícito do que isso. Não pode reeleição em uma mesma legislatura pra Presidente nem da Câmara e nem do Senado. Ponto Final. Se alguém pensa de forma diferente, a única coisa a se fazer é propor uma PEC (Projeto de Emenda a Constituição) mudando o texto constitucional. Do contrário o Supremo, ao invés de ser guardião da Constituição, estará agindo como o seu fiador político, distorcendo-a e retorcendo-a conforme gostos pessoais. A Constituição não é circo. Bozo e Maia tem que parar com isso!

Gabriel Junqueira

Gabriel Junqueira

Gabriel Junqueira é jornalista, ativista e militante do Partido Socialismo e Liberdade. Atualmente estuda Direito e compõe Mandato Popular do Professor Vereador Toninho Vespoli.

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Corrupção de Bolsonaro no Twitter. Centrão agradece

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Entenda porque Bolsonaro é e sempre foi um político do centrão!

Subiu nos trendings do Twitter a #DerreteBolsonaro! O uso da hashtag é uma denúncia do teto de aprovação do Jair Bolsonaro. Não importa o que ele faça, a maior parte da população percebeu que ele não presta! Mais que isso, é uma denúncia às alianças do Bozo com o centrão. Admirem a ironia: o candidato que se elegeu com a promessa de fazer a “nova política”, agora está se aliando ao pior que há na velha política! Esse tipo de aliança se dá, inclusive, nas eleições municipais! Aqui em São Paulo, Bolsonaro está apoiando o deputado do centrão, Celso Russomano, para prefeito de São Paulo. O protegido do Bolsonaro é investigado por esquema de pirâmide e de corrupção. Tá dando pra ver a tal da “nova política”! No fim o que se percebe é a Corrupção de Bolsonaro no Twitter. Centrão agradece

Mas para quem pesquisou sobre Bolsonaro, fica claro que não houve mudança de qualquer tipo. Bolsonaro, na realidade, por mais de 30 anos ocupou os partidos do centrão. Ele sempre transitou com os fisiologistas do baixo clero da Câmara dos deputados. Ele sempre foi do centrão! Ainda assim, muitas pessoas se iludiram com a promessa de “uma nova política”.

O auge do fisiologismo!

Mas um novo auge do fisiologismo se deu nesse dia 3, quando Bolsonaro foi flagrado em um abraço “carinhoso” com o seu favorito para ocupar o cargo vago no Supremo Tribunal Federal, o desembargador Kássio Nunes. Kássio é o favorito do centrão. É mais político que juíz. Mais que isso, por terrível “coincidência”, foi aproximado de Bolsonaro pelo advogado de sua família, o Frederick Wassef. Só para refrescar a memória, Wassef foi o advogado que escondeu o laranja do Queiroz, ex-assessor de Carlos Bolsonaro (filho do Jair). Ou seja, Kássio é próximo ao advogado que ajudava a abafar o caso das rachadinhas!

Vale aqui um ponto de cuidado: não é só porque o Kássio é uma escolha ruim, que não poderiam haver outras piores. Bolsonaro, por exemplo, prometeu que o ministro indicado seria alguém “terrivelmente evangélico” e disposto a proferir decisões homofóbicas e machistas. Mas ainda assim, surpreende Bolsonaro preferir uma opção do centrão.

Já faz tempo que o rabo é preso

Esse não é um caso isolado. Como já coberto em outra matéria, desde que percebeu que sua popularidade começava a ruir, Bolsonaro começou a costurar alianças com o esgoto da política. E mais recentemente trocou a liderança do governo na Câmara por um político do PP, partido notoriamente do centrão.

Agora, nas eleições municipais, Bolsonaro continua o namorico com o centrão. Foi logo apoiar Celso Russomano, político do partido do centrão Republicanos. Para coroar a aliança, vale lembrar que Russomano foi acusado de envolvimento em casos de corrupção e de esquema de pirâmide. Ou seja, apesar de se vender com paladino da luta contra corrupção, o Bolsonaro se mostra aquilo que ele sempre foi: um político clássico do pior dos tipos! Percebe-se, como marcado pela #Bolsonaroderrete: Corrupção de Bolsonaro no Twitter. Centrão agradece

Toninho na luta contra o centrão

Aqui em São Paulo, a situação com o centrão, não é diferente! Durante a votação do Sampaprev, Toninho Vespoli denunciou que o centrão na Câmara Municipal estava negociando seus votos a custa de cargos na administração pública. A coisa é tão bizarra que basta olhar o Diário Oficial antes e depois da votação de projetos importantes e observar as exonerações e nomeações, respectivamente, para ter uma ideia do tamanho do fisiologismo.

Toninho Vespoli, na Câmara Municipal, sempre percebeu como o centrão é poderoso e perigoso. É um dos políticos mais íntegros da casa. Desde que foi eleito em 2012, luta por posições claras e objetivas, comprometidas com a escuta popular! Ele entende que para vencer o centrão, o fascismo e Bolsonaro, o único jeito é deixando os poderes nas mãos do povo!

Gabriel Junqueira

Gabriel Junqueira

Gabriel Junqueira é jornalista, ativista e militante do Partido Socialismo e Liberdade. Atualmente estuda Direito e compõe Mandato Popular do Professor Vereador Toninho Vespoli.

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