machismo

Carta aos homens 2: Calar é consentir

Mais uma vez quero aqui falar com os homens. Maridos, pais, irmãos, filhos, namorados… Quando no caso Mariana Ferrer, escrevi nesse blog uma Carta Aberta aos homens. Nela destacava a importância de que nós homens nos engajemos na luta feminista. É nossa obrigação ensinar e ajudar outros homens a entender o que é a Cultura do Estupro e como combatê-la. 

“Pra você que como eu, segue na desconstrução do machismo de cada dia, tem a obrigação de não apenas twittar uma hasgtag, mas de defender publicamente Mariana, conversar com os seus amigos sobre a cultura do estupro. Você precisa conversar com seus filhos, seus irmãos, seu pai, seu vizinho e falar sobre machismo, sobre a cultura do estupro e denunciar isso. Somos responsáveis e precisamos defender e lutar junto das mulheres, porque essa cultura, essa violência toda que a Mariana e tantas outras mulheres estão passando fomos nós que criamos. De que lado você está?”, escrevi naquele texto (que pode ser lido clicando aqui). 

Os corpos femininos não são públicos

Pouco mais de 1 mês depois, as imagens de um deputado passando a mão no corpo de uma deputada na Assembleia Legislativa de São Paulo me fazem voltar a escrever nesse espaço para mais uma vez tentar dialogar com os homens e destacar a importância de combatermos a cultura do estupro. 

Sim, assédio ou importunação sexual compõem a cultura do estupro. Uma cultura tão enraizada em nossa sociedade que quando a deputada Isa Penna do PSOL quis reproduzir o vídeo no plenário da ALESP ela foi proibida pelo presidente da Casa com a justificativa que isso desrespeitava o regimento. O regimento é respeitado, o corpo de uma mulher, não. 

A vítima precisa ser ouvida e respeitada

As cenas mostram o deputado Fernando Cury do Cidadania conversando com um bolinho de deputados, ele ri e conversa ao pé do ouvido. Então se dirige até Isa Penna e toca seu corpo. A abraça por trás. Escroto, nojento, bizarro. O que mais incomoda, para além do assédio em si, é o silêncio dos outros deputados. O silêncio ensurdecedor do consentimento.  

Em sua defesa, durante fala em plenário, o deputado Cury vai para o caminho comum de todo homem que é pego. Dá a entender que a vítima é histérica, deslegitimando sua denúncia, recorre a velha história de “tenho até amigos que são…”, se apresenta como um homem de família que é cristão, casado e pai e, por fim, reafirma a violência destacando que não vê nada de errado no que fez. 

O ciclo de violência não se encerra aí. Outro deputado, um lunático-bolsonarista e negacionista, tomando as dores de Cury, usa o microfone do plenário da ALESP e deslegitima a denúncia de assédio ou importunação sexual e ainda age com mais violência com as deputadas que tentam defender Isa Penna. 

Calar é apoiar

E os outros deputados? 

Assistem a tudo calados. Com raras exceções que se manifestam condenando a atitude do deputado Fernando o Cury, os demais ficam mais uma vez em silêncio. O silêncio ensurdecedor do consentimento.  

É hora de quebrarmos o ciclo de violência e de silêncio. Homens, vamos erguer nossas vozes junto às vozes da mulher e denunciar. É hora de parar de passar pano para assediadores e estupradores, sejam eles quem forem e onde estiverem.

Não podemos e não vamos nos calar! Não vamos consentir com a cultura do estupro! 

Professor Toninho Vespoli

Professor Toninho Vespoli

Toninho Vespoli é Professor e Vereador pelo PSOL em São Paulo

Por Que Bruno Covas Não Merece uma Segunda Chance

Por Que Bruno Covas Não Merece uma Segunda Chance

Saiba porque não podemos deixar covas ganhar em São Paulo!

Contra toda a máquina da direita, Boulos chegou no segundo turno! Agora, com tempo igual de debate e de horário eleitoral, o povo vai logo entender por que Bruno Covas não merece uma segunda chance! O cara parece ter relações um tanto questionáveis com creches corruptas e contratações suspeitas, além de ter deixado de cumprir a maioria de suas promessas de campanha e estar piorando a educação pública e os serviços públicos! Entenda por que você não deve votar no Covas!

Ele desmontou o programa Leve Leite!

Sua gestão reduziu em 71% o número de crianças atendidas pelo Leve Leite! Muitas crianças não tem, literalmente, dinheiro para comprar leite. Desde que Doria foi eleito, o PSDB está diminuindo a prestação do serviço. Covas, depois que Doria abandonou São Paulo, continuou as ações de seu padrinho político. Hoje, em momento de crise econômica e sanitária, manter o bloqueio do Leve Leite às crianças coloca muitas mães e pais em uma situação trágica! Esse tipo de política não merece seu voto de confiança!

Colaborou com a Máfia dos Transportes!

A Máfia dos Transportes é a principal razão para os ônibus em São Paulo serem ruins e caros. Segundo o Ministério Público, os desvios e cartéis da Máfia podem chegar a cerca de 1,8 bilhão de reais do erário público. Bruno Covas entrou em conluio esses caras! Desativou dezenas de linhas de ônibus, e quis aumentar os prazos das licitações com as empresas. Toninho Vespoli tem orgulho de ter lutado contra Covas, ao entrar no MP questionando o aumento dos prazos de licitação. Foi vitorioso, quebrou a cara da Máfia dos Transportes em São Paulo! Com Boulos na prefeitura, Toninho vai poder fazer muito mais, e continuar na luta por um transporte capaz de atender toda a periferia com custos mais justos!

O Vice de Covas bateu na mulher, e é suspeito por desviar dinheiro da merenda escolar

Enquanto o PSOL e Guilherme Boulos têm muito orgulho de apresentar Luiza Erundina, melhor prefeita da história de São Paulo, como vice; o PSDB e Covas tentam esconder o vice deles, Ricardo Nunes. Por isso mesmo fogem de propostas de debate entre candidatos a vice. A razão é porque Ricardo Nunes não tem um décimo da bagagem e caráter de Erundina. Seria trucidado em um debate. O cara foi acusado, em 2011, por agredir a sua esposa! Além disso, a família de Ricardo Nunes recebeu 50 mil reais de creches conveniadas da prefeitura sem fazer licitação!

Bruno Covas é suspeito de corrupção, e chegou a ser RÉU primário!

Muita coisa na administração do Covas cheira estranho. Os 19 bilhões de reais que ele insiste em deixar em caixa, sua proximidade de Ricardo Nunes e da máfia das creches, sua boa relação com a Máfia dos Transportes… Mas ele, ainda, chegou a a ser RÉU em escândalo envolvendo contratações do carnaval em São Paulo! O Ministério Público pediu a condenação de Covas em licitação possivelmente fraudulenta que beneficiou a empresa Dream Factory! Não dá pra confiar em um cara assim!

Não dá pra confiar no Covas!

Os escândalos envolvendo Bruno Covas são muitos (link para postagem no face com 30 razões)! Mas só destes exemplos já deu para entender por que Bruno Covas não merece uma segunda chance! Não dá para confiar em alguém como Bruno Covas! Político fisiológico do PSDB, interessado em beneficiar amigos ricos! Aqui NÃO!

São Paulo não vai deixar.

Gabriel Junqueira

Gabriel Junqueira

Gabriel Junqueira é jornalista, ativista e militante do Partido Socialismo e Liberdade. Atualmente estuda Direito e compõe Mandato Popular do Professor Vereador Toninho Vespoli.

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Toninho Vespoli, na luta pelas mulheres!

Toninho Vespoli, na luta pelas mulheres!

Saiba o que Toninho está fazendo contra o machismo em São Paulo!

Toninho Vespoli 50650 está na luta pelas mulheres! Ele sabe que o machismo, LGBTQIA+fobia e a violência contra as mulheres são tristes realidades em São Paulo!  Por isso ele não foge à luta! Aprovou, em seu mandato, leis e resoluções que buscam lutar contra o feminicídio e pelos direitos das mulheres!

Por exemplo, tendo em vista a violência contra as mulheres em São Paulo, Toninho Vespoli 50650 aprovou a lei 16.490 de 2016. A medida aprovada garante às mulheres o direito de descer fora do ônibus fora do ponto a partir das 22 horas da noite. A partir desse horário, infelizmente, a cultura do estupro fala mais alto, e os agressores atentam às ruas. Para algumas mulheres, poder descer fora do ponto significa poder ir até seus lares sem ser assediada nas ruas! Se você não sabia, agora sabe! Descer fora do ponto a partir das 22 horas é um direito de toda a mulher paulistana!

Toninho 50650, na luta por todas e todos!

Tonnho, também, acredita que cuidar de filhos é um dever que deve ser compartilhado igualmente entre homens e mulheres. Toninho percebeu que os fraldários em banheiros sempre ficam apenas no banheiro feminino. O que a sociedade acabava, implicitamente dizendo, era que apenas a mulher deve trocar a fralda dos filhos. Como se fosse uma atividade, por excelência feminina. Para mudar isso, Toninho Vespoli 50650 aprovou a lei 16.736 de 2017, que obriga shoppings e estabelecimentos similares a terem fraldários, também, nos banheiros masculinos. Um passo a ser dado na conquista de um mundo capaz de reconhecer a criação dos filhos como responsabilidade de ambos os pais!

Toninho Vespoli 50650, também em março de 2017, mês das mulheres, se afastou da vereança para permitir que a suplente, Isa Penna, assumisse o cargo de vereadora formando uma bancada 100% feminina do PSOL na Câmara. No mês em que ocupou a Câmara, Isa Penna foi covardemente agredida pelo vereador do partido do Márcio França, Camilo Cristóvão. A direita não sabe respeitar uma mulher na política. Mas Toninho Vespoli 50650 soube defender a sua aliada. Também seguiu a risca as articulações junto a sua aliada, e então vereadora, Samia Bomfim. Foi, por exemplo, coautor de lei dela (lei 16.684 de 2017) que obriga haver número de disque denúncia em todos os prédios de repartição pública.

Toninho Vespoli 50650 também atua com força na luta pelos direitos LGBTQIA+! Existe muito pelo o que se orgulhar em termos de cultura LGBTQIA+. Mas raramente essas expressões encontram algum reconhecimento oficial! Para começar a mudar isso, Toninho Vespoli 50650 propôs o PL 353/2015, que cria o Prêmio Cidadania LGBTT! A ideia do prêmio é dar mais visibilidade a projetos e iniciativas de pessoas LGBTQIA+ capazes de dar vazão ao Orgulho LGBTQIA+! Infelizmente, o nosso legislativo homofóbico barrou a votação da medida. Ano que vem, em conjunto com Boulos e Erundina, Toninho vai fazer a norma virar realidade!

Toninho Vespoli 50650 é a escolha certa na luta contra o machismo e os preconceitos! Tem a experiência e garra necessária para fazer as coisas acontecerem na Câmara Municipal. E isso com um prefeito da oposição! Imagina quando Boulos for eleito? Aí ninguém vai segurar Toninho! juntas e juntos nós iremos fazer de São Paulo a cidade de Todes!

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Esporte e política coniventes com machismo

Esporte e política coniventes com machismo

Entenda como o machismo permeia o esporte e a política

Não é de hoje que Robinho foi acusado de estuprar mulher em viagem na Itália. Também não é de agora que vice de Bruno Covas, Ricardo Nunes foi acusado de bater e ameaçar esposa. Os casos são antigos, mas a sociedade os ignorou. Por 7 anos Robinho jogou impunimente em grandes times de futebol.  Por 9 anos Ricardo Nunes agiu livremente na política em São Paulo. A sociedade é conivente com o machismo no esporte e política. E não se tratam de casos isolados: A jogadora de volei Carol Solberg, por exemplo, foi censurada por declaração contrária a Bolsonaro. Já os jogadores de vôlei masculino, não sofreram represálias por apoiar Bolsonaro em comemoração oficial. Também não houve repreensão ao campeonato masculino de futebol, Brasileirão, por permitirem que Bolsonaro entregasse o troféu. Na prática o que se tem, é esporte e política coniventes com machismo.

Robinho estuprou mulher em 2013. Há 7 anos a população passa pano!

O caso de Robinho vem se desenrolando desde 2013. Nessa data ele foi acusado de estuprar, junto a amigos, uma mulher na Itália. As escutas telefônicas do Robinho conversando sobre o caso chegam a dar asco de tão absurdas:

Robinho: Eu tentei [transar com ela];

AMIGO: Eu te vi colocar o pênis na boca

Robinho: Mas isso não significa transar

Ainda em outra situação, quando indagado sobre o caso, Robinho desmereceu “Estou rindo porque não estou nem aí, a mulher estava completamente bêbada, não sabe nem o que aconteceu”. Ou seja, ainda justifica o estupro alegando que o fato da vítima estar bêbada, e do sexo ter sido oral “justificaria” o que foi feito!

Apesar das escutas serem recentes, o caso já é antigo: o estupro ocorreu em 2013. Mas o escândalo não impediu que Robinho continuasse até 2015 jogando pelo time italiano, Milão, nem impediu as posteriores contratações do jogador pelo Santos e pelo Atlético Mineiro (entre outros times). As torcidas, majoritariamente de homens, também não ofereceu resistência. Não houve grande comoção pelo caso. Os torcedores foram como o esporte e política: coniventes com machismo e estupro.

Machismo na política e no esporte

O Ricardo Nunes, vice prefeito de Bruno Covas, é outro para quem a sociedade passou pano. O cara foi acusado de bater e ameaçar sua esposa em 2011! Isso não impediu que, em 2014, ele fosse reeleito vereador pelo partido do centrão, o MDB; nem impediu que Bruno Covas o confirmasse para candidato a vice-prefeito em sua chapa! Ou seja, a sociedade foi conivente com a violência!

O machismo também ocorre de formas mais sutis. Como recentemente, quando a jogadora de vôlei, Carol Solberg, foi impedida de se declarar contrária a Bolsonaro. Além da represália do time de voleibol, ela ainda foi condenada a pagar multa de mil reais! Mas quando são homens declarando apoio a Bolsonaro não há censura nem comoção. Em 2018, em clima de campanha a presidência, jogadores de volei masculino aproveitaram vitória de jogo para, em foto oficial, posarem fazendo o número “17” com os dedos. Não só os jogadores não sofreram represália, como a foto foi postada nas contas digitais oficiais da Confederação Brasileira de Vôlei. No campeonato Brasileirão de 2019, jogadores da categoria masculina de futebol, receberam prêmio de Jair Bolsonaro, sem grandes repercurssões. Outra vez em que se percebeu esporte e política coniventes com machismo.

Na luta contra o machismo!

O machismo é estrutural. Está presente desde as coisas mais banais como esporte, até coisas sérias como a política. É fundamental que homens deem espaço para as mulheres na luta contra o machismo. Toninho Vespoli, por exemplo, em março de 2017 se afastou da vereança para permitir que a suplente, Isa Penna, assumisse o cargo de vereadora formando uma bancada 100% feminina do PSOL na Câmara. No mês em que ocupou a Câmara, Isa Penna foi covardemente agredida pelo vereador do partido do Márcio França, Camilo Cristóvão. A direita não sabe respeitar uma mulher na política. Mas Toninho Vespoli 50650 soube defender a sua aliada. Também seguiu a risca as articulações junto a sua aliada, e então vereadora, Samia Bomfim. Foi, por exemplo, coautor de projeto de lei dela que obriga haver número de disque denúncia em todos os prédios de repartição pública.

O machismo é uma coisa séria. E só vai mudar se todos reconhecerem como às vezes são parte do problema. Somente assim poderão se tornar parte da solução.

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