mobilidade

Mobilidade e o plano diretor

Especial sobre o plano diretor!

Mobilidade e o plano diretor

Já percebeu na rua a quantidade de carros? Se você olhar nas janelas talvez perceba que a maioria dos carros levam apenas uma ou duas pessoas. E mais: o grosso dessas pessoas está indo para o mesmo lugar (regiões centrais de São Paulo). Este uso do espaço é ineficiente. É um tipo de mobilidade urbana que prioriza grandes distâncias e trabalhos centralizados no centro da cidade. Quem paga o pato é a periferia, que tem que gastar até 3 horas e meia por dia apenas para ir ao trabalho. Além disso, como a prioridade é carro, pessoas com deficiência que usam transporte público acabam prejudicadas. Este ano, teremos a chance de pautar a mobilidade e o Plano Diretor de São Paulo. É a chance para construir uma cidade em que o transporte possa ser feito por todos de maneira confortável!

Desastre planejado!

A mobilidade em São Paulo prioriza o uso de carros. Mas o mais bizarro é que isso não é por acaso, foi planejado. A Prefeitura de São Paulo apostou em um desenvolvimento centrado no transporte individual e com concentração de empregos no centro da cidade. Isso foi feito através do sucateamento do transporte público (com direito à criação da máfia dos transportes), pela construção corrupta e superfaturada de viadutos e infraestrutura apenas para carros (inclusive, no começo sem nem corredor de ônibus), e pela negligência total com a infraestrutura na periferia (para que as pessoas fossem forçadas a trabalhar e frequentar o centro).

É difícil rastrear, exatamente, as influências econômicas e culturais que fizeram São Paulo optar por um desenvolvimento centrado em carros. Havia, de um lado, um fetiche pela modernidade, já desde a década de 20. O automóvel era visto como símbolo do avanço… É até irônico pensar que o resultado do modelo foi uma cidade com bastante congestionamento e lentidão.

Quem lucra com o trânsito?

Ao mesmo tempo, é inegável reconhecer que montadoras de carros lucraram bastante com um desenvolvimento assim. O efeito preciso do lobby das montadoras, no entanto, é difícil de precisar, pois faltam estudos sobre o tema.

Mas outro fator decisivo foi, também, a corrupção. Maluf, talvez seja um dos melhores exemplos possíveis: era (e ainda é) fácil superfaturar grandes obras. O próprio Maluf já foi até preso por desviar dinheiro na construção de viadutos. Para um corrupto deve ser tentador demais fazer obras faraônicas.

Quem tem grana é mais beneficiado!

Mas sejam quais forem as origens das gestões fanáticas por carros, o fato é que o modelo beneficia mais quem tem mais dinheiro, enquanto dificulta a vida de quem é pobre. Carros, afinal, são caros. As pessoas pobres, que tendem, inclusive, a viver mais longe dos locais em que trabalham, são as que menos podem pagar pelo transporte individual. Segundo pesquisa encomendada pela Rede Nossa São Paulo, em 2018, apenas 24% dos paulistanos usavam carro como principal meio de transporte (ante 66% que usavam transporte público). Ainda mais, segundo a mesma pesquisa, o uso de carro é maior entre pessoas que ganham mais de 5 salários mínimos, e o de transporte público é maior entre quem ganha menos que 2 salários mínimos.

O resultado acaba sendo vias lotadas de carros para pessoas com dinheiro, enquanto as pessoas mais pobres são forçadas a gastar horas todos os dias para irem e voltarem do trabalho! Não é bom para ninguém! A mobilidade e o Plano Diretor foram planejados de forma a prejudicar a vida de todos!

A economia é centralizada

Grande parte do problema se dá pelo fato do governo de São Paulo não investir em transporte público de qualidade, preferindo, historicamente, megaempreendimentos focados em carros. Mas parte do problema também é o fato de São Paulo não ter investido em economia descentralizada. Segundo pesquisa de professor da USP (Universidade de São Paulo), o centro expandido de São Paulo concentra cerca de 43% dos empregos. Apesar disso, a área do centro expandido corresponde a apenas 12,5% da cidade!

Em alguma medida, existe uma tendência natural para cidades formarem centros urbanos. Mas no caso de São Paulo a coisa claramente passou do limite. Uma prefeitura consciente investiria mais em empregos nas periferias, permitindo à população trabalhar mais perto de suas casas, tendo que se locomover menos. Isso, junto a uma política de valorização do transporte público, significaria ruas menos movimentadas, períodos de locomoção menores, sem falar em um meio ambiente menos poluído!

A prefeitura está do lado dos ricos!

O problema é que a Prefeitura não está do lado do povo. Historicamente, faz políticas que beneficiam os mais ricos, planejando as vias pensando nos carros. Dá para ser de outro jeito! A Luiza Erundina, enquanto prefeita de São Paulo, fez uma gestão focada em descentralização da oferta de empregos, e em diversificação de meios de transportes. É isso que precisamos resgatar para a mobilidade e o Plano Diretor de São Paulo!

Para construir um plano popular democrático, o vereador Toninho Vespoli já está debatendo com alguns dos maiores especialistas em mobilidade de São Paulo. Também criará espaços abertos e seminários para consulta e participação popular. Juntos, iremos retomar a cidade de São Paulo, com o #PovoDiretor!

As opiniões presentes no texto não necessariamente refletem as opiniões do Vereador Toninho Vespoli

Gabriel Junqueira

Gabriel Junqueira

Gabriel Junqueira é jornalista, ativista e militante do Partido Socialismo e Liberdade. Atualmente estuda Direito e compõe Mandato Popular do Professor Vereador Toninho Vespoli.

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Boulos e Toninho pelo Passe Livre!

Entenda porque Toninho e Boulos são a escolha certa na luta pelo Passe Livre!

Hoje Guilherme Boulos abraçou com força uma das bandeiras mais queridas do Vereador Toninho Vespoli: a luta pelo Passe Livre e contra a máfia do transporte. A ideia é começar já com Passe Livre para estudantes e desempregados, e reduzir o preço da passagem até chegar em tarifa zero! A periferia já está cansada do modelo de lata de sardinha no transporte público! Está cansada de um transporte caro e de baixa qualidade! E é por entender isso que Toninho Vespoli sempre lutou contra a Máfia dos Transportes, rumo ao passe livre! Agora o Guilherme Boulos, candidato a prefeito do mesmo partido de Toninho, o PSOL, em acertada posição diz que não vai deixar barato para a máfia dos transportes uma vez eleito! Boulos e Toninho pelo Passe Livre! Juntos é possível sim!

Toninho Vespoli sempre teve a coragem de enfrentar a máfia dos transportes, na luta pelo Passe Livre! Uma das maiores vitórias de seu mandato, por exemplo, foi entrar na justiça para barrar a licitação fraudulenta dos contratos de empresas de ônibus com a prefeitura. Toninho Vespoli entrou na justiça… e ganhou! Além disso Toninho foi o responsável por uma série de Projetos de Lei expandindo benefícios do Passe Livre!

Toninho na luta contra a Máfia dos Tranportes!

É autor, por exemplo, do PL 13/2017 que criaria Passe Livre para desempregados, proposta já abraçada pelo Guilherme Boulos! Graças a uma habilidosa mobilização na Câmara dos Vereadores, Toninho até chegou a conseguir a aprovação do PL na Câmara dos Vereadores. Mas foi barrado pelo executivo, pelo prefeito Bruno Covas! Mas quando Boulos for prefeito a história vai ser outra! Com presença tanto no legislativo quanto no executivo nada vai segurar a luta pelo Passe Livre!

Toninho também foi um dos autores do PL 508/2016 que criaria Passe Livre estudantil, do PL 127/2019 que proíbe a “dupla função” no transporte público, entre muitos outros pela melhoria do transporte público e contra a Máfia do Transporte. Mas com Bruno Covas prefeito é pouco provável que essas mobilizações tenham efeito. Por isso que é fundamental que Boulos e Toninho sejam eleitos em São Paulo! Boulos na prefeitura e Toninho na Câmara Municipal. Boulos e Toninho pelo Passe Livre!

Gabriel Junqueira

Gabriel Junqueira

Gabriel Junqueira é jornalista, ativista e militante do Partido Socialismo e Liberdade. Atualmente estuda Direito e compõe Mandato Popular do Professor Vereador Toninho Vespoli.

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porque a Linha 15-Prata é um erro​

Entenda porque a zona leste virou experimento para a privatização

Desde sua inauguração, transporte inédito acumula atrasos e uma série de falhas

Em nenhum lugar do mundo, a não ser na cidade de São Paulo, o monotrilho é utilizado como meio de transporte de alta capacidade. No entanto, esse pioneirismo não vem acompanhado de um pleno funcionamento. Pelo contrário, desde sua inauguração em 2014, a linha Linha 15 – Prata, que liga Vila Prudente até São Mateus, coleciona atrasos, falhas e acidentes. 

Diariamente, usuários enfrentam velocidade reduzida, troca de trens, grandes intervalos entre viagens, e pra piorar, a superlotação com a inauguração de novas estações. 

Há um ano, dois trens se chocaram próximo à estação Sapopemba. Em 2016, um trem prosseguiu viagem com as portas abertas na estação Oratório.  Agora, em 2020, a linha liderou o ranking de problemas em janeiro. Em 28 dias, ela teve operação normal somente em 76,4% do tempo, ou seja, a cada quatro horas de funcionamento, uma foi atípica. Aliás, são raros os fins de semana em que a linha não opera em horário reduzido. Geralmente a partir de quinta-feira começam a surgir placas de chão com o seguinte aviso: “Estação fechada no domingo até às 14h. Motivo: testes operacionais”. É isso que ocorre quando tentam vender São Paulo

Barato que sai caro…

Não é a única justificativa, mas o Metrô não possui expertise suficiente para operar a nova tecnologia. Um dos vilões dos funcionários da linha é o equipamento chamado “Finger Plate”, uma placa metálica afixada a cada quatro vigas para evitar dilatação do concreto sem que isso prejudique os pneus do monotrilho. Com as viagens, os parafusos que prendem essa estrutura se soltam. Mas por que o governo estadual resolveu investir em algo desconhecido até então? 

O projeto da Linha 15-Prata saiu dos papéis durante o governo tucano de José Serra em 2009. A promessa era que esse tipo de modal teria custo inferior e menor tempo de implementação comparado a uma nova linha de Metrô. Os olhos poderiam até brilhar só de pensar que tal economia viabilizaria um trajeto mais rápido entre Vila Prudente e Cidade Tiradentes. 

De início, foi anunciado o valor de investimento de R$ 2,8 bilhões, já que evitaria desapropriações, por exemplo. A conclusão de toda obra (até Cidade Tiradentes) deveria ocorrer em 2012, com a entrega de 17 novas estações com 23,8 km de extensão. Na prática, nada disso aconteceu.

Hoje, o valor total gasto chega a quase R$ 5,5 bilhoes. A data de entrega da linha  já foi adiada várias vezes, já que as obras foram interrompidas de tempos em tempos. Em 2014, engenheiros “descobriram” galerias de águas de um córrego embaixo da avenida paralela ao monotrilho. Em 2018, uma empresa contratada para realizar serviços hidráulicos abandonou o trabalho e as obras ficaram paradas por oito meses. E por aí vai…









No monotrilho, 2,8 bilhões viraram 5,2 bilhões. O preço aumenta, a qualidade diminui.













As primeiras duas estações, Oratório e Vila Prudente, ficaram prontas em 2014 com funcionamento parcial. Só em 2016, tiveram o horário estendido entre as 4h às 0h. Ou seja, após cinco anos do início das obras em 2009 foram construídos apenas 2,9 km. Após dois anos, em 2018, foram abertas quatro estações: São Lucas, Camilo Haddad, Vila Tolstói e Vila União. Ano eleitoral! 

Finalmente em 2019, foram inauguradas Sapopemba, Fazenda da Juta e São Mateus. No data da abertura, o governador João Doria de olho na eleição presidencial anunciou  que a linha chegará à Cidade Tiradentes até dezembro de 2022. Dez anos após a previsão inicial. Deveríamos acreditar? 

Feita para ser privatizada

Sob gestões tucanas, reconhecidas pela sua saga privatista, o monotrilho foi construído como modelo de negócio. O sistema exige a contratação de poucos funcionários, o que seria um atrativo para sua concessão. Já em 2016, o governo Alckmin anunciou o interesse na privatização, o que não aconteceu.  

Em março de 2019, o Consórcio ViaMobilidade – Linha 15, formado pela CCR e pela RuasInvest Participações, venceu a licitação com uma oferta  de lance de R$ 160 milhões, mas foi impedida pela Justiça após ação do Sindicato dos Metroviários. Ainda bem! O grupo, o único a participar do leilão, arrematou por apenas 3% dos R$ 5 bilhões já gastos pelo governo. Preço de banana. A operação e manutenção ficaria sob sua responsabilidade por 20 anos. O grupo está à frente de duas linhas em operação – a 4-Amarela e a 5-Lilás. 

A alegria dos empresários durou pouco. Em novembro de 2019, a Justiça determinou a anulação da concessão acatando os argumentos dos metroviários.  O juiz Kenichi Koyama, da 11ª Vara da Fazenda Pública do TJSP – Tribunal de Justiça de São Paulo acatou o argumentos dos metroviários de que a licitação não teve autorização da Alesp – Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo e que o modelo de contrato impossibilita a expansão da linha com uma nova licitação como manda a lei. O Sindicato também criticou na ação a cláusula que prevê remuneração fixa de R$ 1,70 por passageiro transportado à concessionária. Com atualização do valor, o Governo do Estado arcaria com eventuais prejuízos.








No monotrilho serão 405 mil passageiros por dia. Tragédia anunciada?












Monotrilho: porque a Linha 15-Prata é um erro

A demanda estimada para a linha 15 pronta é superior a 405 mil passageiros por dia, o que lhe dará o título de maior monotrilho do mundo. No entanto, com tantas falhas, atrasos e acidentes é questionável a capacidade do monotrilho em comportar a região leste de São Paulo, a mais populosa da cidade.

Como falado no início do texto, após a abertura das estações Sapopemba, Fazenda da Juta e São Mateus em horário integral – das 4h40 à meia-noite – os trens estão cada vez mais lotados, obrigando o usuário a esperar até cinco composições para conseguir embarcar. A Secretaria Estadual de Transporte chegou a afirmar que foi previsto o aumento de demanda com a abertura das estações e de que na Vila Prudente há o desligamento de escadas rolantes como “estratégias operacionais”, fato muito criticado com quem usa a linha. 

De acordo com reportagem do jornal Agora, os ônibus que fazem o percurso da linha 15 estão esvaziando. Obviamente, qualquer avanço em transporte público é bom e necessário. O trajeto pode até ficar menos demorado, mas a superlotação é um grande problema, visto que as obras sequer terminaram. 

Prevendo esses riscos que agora acontecem com a linha, em parceria com o Sindicato dos Metroviários, o vereador Toninho Vespoli (PSOL) enviou uma representação ao Ministério Público Estadual em março de 2019, que solicitava medida cautelar quanto a segurança do monotrilho. O inquérito está  aberto pela Promotoria de Justiça do Patrimônio Público.

Até o momento fica evidente que o investimento em metrô convencional seria o mais prudente para o trecho Vila Prudente e Cidade Tiradentes. Para o bem dos usuários, o governo estadual terá que cumprir os prazos de entrega e se responsabilizar pelas más escolhas. Já a Companhia do Metrô terá que aprender com os próprios erros para que a linha do monotrilho possa operar plenamente. 

Juliana Ghizzi

Juliana Ghizzi

Juliana Ghizzi é Jornalista pela PUC-SP. Atualmente, trabalha como assessora de comunicação do Mandato Popular do Vereador Toninho Vespoli

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