periferia

Corona Mata Pobres!

Corona Mata Pobres!

Entenda como o corona mata principalmente a periferia de São Paulo

O corona não atinge a todos de forma igual. Na verdade, apesar da doença ter sido trazida ao Brasil por pessoas ricas viajando pela Europa, hoje o pandemia mata a periferia mais do que outras regiões de São Paulo. O fato é que hoje, mais do que qualquer coisa, o corona mata pobres!

Durante a quarentena toda a narrativa da grande mídia e de grande parte dos políticos foi sobre jogar a culpa e responsabilidade nas costas do povo pobre. “Fique em casa” falaram eles de suas torres de marfim. Oras, é fácil falar de isolamento pra quem pode se dar ao luxo de trabalhar em casa, em apartamentos luxuosos com internet de alta velocidade. Mas para os mais pobres, muitos sem moradia digna, e precisando colocar comida na mesa, o isolamento não foi uma opção! Durante a pandemia as periferias foram obrigadas a sair de casa para trabalhar. Enquanto isso os mais ricos puderam ficar em casa, em uma espécie de “quarentena gourmet”. O resultado: se no começo da pandemia a maioria das vítimas do corona eram ricas, hoje a grande maioria dos mortos em São Paulo vive na periferia, como mostram dados oficiais da própria prefeitura. [insira dado atualizado] O corona mata pobres!

Podia ser diferente

Toninho Vespoli queria que as coisas fossem diferentes! Protocolou uma série de projetos de lei que garantiriam a renda básica de 1 salário mínimo para quem mais precisa. O benefício iria para milhões de desempregados, trabalhadores informais, pessoas de baixa renda, trabalhadores da cultura, entre outros tantos que se viram sem suporte durante a pandemia! O problema é que para essas normas serem aprovadas, seria necessário o apoio da maioria dos vereadores da Câmara Municipal. Estes políticos são muitas vezes corruptos a serviço dos mega ricos! Também não ajuda termos um prefeito inimigo do povo, que já vetou uma série de projetos que trariam mais benefícios à população paulistana! Por isso é  importante nessas eleições mudarmos as coisas! 

Guilherme Boulos, pré-candidato a prefeito pelo PSOL, seria capaz de dar continuidade a projetos populares como os de Toninho Vespoli! Para mudarmos São Paulo, e vencermos o corona, é importante todos estarmos com Toninho e Boulos, e assim garantir um governo a serviço do povo!

Gabriel Junqueira

Gabriel Junqueira

Gabriel Junqueira é jornalista, ativista e militante do Partido Socialismo e Liberdade. Atualmente estuda Direito e compõe Mandato Popular do Professor Vereador Toninho Vespoli.

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Um mandato popular e periférico para construir uma São Paulo socialista

  1. A Câmara Municipal de São Paulo é mais uma das tantas trincheiras que a periferia deve ocupar para fazer resistência a tantos desmandos dos governos neoliberais que oferecem uma política de morte e exclusão.
  2. Nos últimos anos, nosso grito e nossa voz conseguiu ecoar no parlamento na figura de um mandato construído por nós, mulheres e homens que nos bairros, associações, favelas, sindicatos e comunidades, nos organizamos para lutar para uma São Paulo de todsx.
  3. Ainda assim, falta muito. Além de constituirmos uma forte oposição à política atual, precisamos voltar a propor e a reivindicar espaços decisórios e melhorias em nossas quebradas.
  4. Por isso, apresentamos como urgência e prioridade do próximo mandato do camarada Toninho Vespoli nossas demandas que nascem do chão.

 

Por direitos garantidos na periferia, lutamos:

  • PELA VALORIZAÇÃO DOS ESPAÇOS DE LAZER, RECREAÇÃO E ESPORTES: com a manutenção das praças e espaços públicos, oficineiros para atividades ao ar livre, expansão do Programa Wi-fi Livre nas praças periféricas e atenção aos CDC’s.


  • POR UM SISTEMA PÚBLICO, GRATUITO E DE QUALIDADE DE TRANSPORTE: com o fim das máfias dos transportes que encarece a passagem, a recuperação de uma empresa municipal de transporte urbano e a regulamentação do BikeSP, valorizando a bicicleta como importante modal.


  • PELA ZELADORIA NOS FUNDÕES DA CIDADE E ORÇAMENTO DESCENTRALIZADO: recuperando o potencial participativo nas subprefeituras e com orçamento participativo local.


  • POR PROGRAMAS DE MORADIA POPULAR: resgatando as experiências de autogestão e mutirão, reivindicando a função social das propriedades e a implementação do IPTU progressivo.


  • PELA CULTURA ECOLÓGICA E PROTEÇÃO AMBIENTAL: no incentivo a hortas comunitárias, permacultura e recuperação ambiental nas áreas de córregos.


  • POR SEGURANÇA LOCAL FRUTO DA PROTEÇÃO SOCIAL: diminuindo os índices de vulnerabilidade e criando espaços de formação profissional e cultural. Se faz urgente a ampliação dos serviços de assistência social, com estruturação de CRAS/CREAS e SAS, garantindo a seguridade da população.

 
Sabemos que muitas dessas lutas dependem do poder executivo, por isso gritamos: #TôComToninho e #TôComBouloseErundina.

A partir do processo de escuta realizado pelo Professor Toninho Vespoli, elaboramos propostas para um cidade que valorize o funcionalismo público municipal e também os serviços públicos da cidade. A seguir estão os pontos propositivos reunidos em nossa carta manifesto que busca orientar o futuro mandato popular em São Paulo.

Sapopemba, história do descaso com a memória

A importância da toponímia, ou seja, o estudo dos nomes próprios das localidades, nos ajuda a compreender e conhecer episódios da História, características físico-geográficas de uma região, identificação de crenças mítico-religiosas ou seja, diferentes campos do saber: Linguística, História, Geografia, Antropologia, entre outros.

No entanto, todos esses aspectos não são respeitados em Sapopemba. O bairro e o local natalício que seria na altura do número 7800 da avenida de mesmo nome, tem
sua origem ainda no século XIX, fruto do desmembramento da antiga fazenda da Família Pedroso, que por sinal tem descendentes no local e que atraiu gente de todo canto, seja do Brasil ou estrangeiros.

A formação do bairro tem seu início rural e aos poucos, com o desmembramento da antiga fazenda,surgem pequenas chácaras de verduras e nas margens da avenida também era possível ver pomares de caquis. Levas de portugueses, italianos, espanhóis germânicos e eslavos contribuíram para o desenvolvimento, bem como nordestinos e mineiros.

A comunidade portuguesa se destacava com a grande festa em louvor a Nossa Senhora de Fátima que tomava a avenida e circundava o quarteirão da igreja. Quando chegava o mês de maio, carroças com animais para leilão levantavam poeira pela avenida, que na época era apenas um trilho de terra.

Antes da chegada da imagem da santa padroeira, por volta de 1931, já havia a devoção a São Roque, cuja capela existiu até 2015__ vale lembrar que São Paulo passou pela Gripe Espanhola (1918/1920) e que são Roque é um santo invocado contra moléstias e pragas – e agora no lugar resta uma garagem. Triste perda da memória arquitetônica.

Por tudo isso, pela história e memória, a toponímia precisa e deve ser respeitada, porém a Prefeitura e o Governo do Estado não reconhecem o valor deste elemento linguístico, muito menos o que ela representa para os moradores de Sapopemba. A isso soma-se a questão do uso propositalmente equivocado dos topônimos pois os maiores equipamentos públicos levam o nome do bairro, mas encontram-se espalhados em diversas áreas do Distrito, causando confusão geográfica de localização do bairro, que existe desde antes do distrito – a oficialização do bairro consta de 1910 e o Distrito de 1985.

Esse equívoco causa um grande prejuízo para os habitantes que moram na área do Sapopemba original, por volta do número 7800 da avenida, pois tanto o poder público como o mercado imobiliário designam como Sapopemba a região na altura do número 11.000 da Avenida Sapopemba e, por isso todo o pouco recurso do Distrito acaba sendo destinado para aquela região – que de fato necessitam – mas enquanto uns têm carências de investimento público há 30/50 anos (as áreas de ocupação mais recente que hoje são chamadas de Sapopemba) outros têm carências desses investimentos há 110 anos (o local que de fato é o Sapopemba, original).

A especulação imobiliária é extremamente preocupante pois ao empurrar o nome do bairro para as fronteiras com São Mateus cria “zonas fantasmas” – somem bairros e surgem outros no lugar de acordo com o interesse especulativo, ou seja, com o deslocamento do nome do bairro mais pra frente a região onde nasceu Sapopemba pode virar Nova Vila Ema, Nova Vila Formosa ou Nova Aricanduva com o intuito de supervalorizar o metro quadrado com futuros condomínios pois o nome Sapopemba não é atrativo, tornando assim o custo de vida mais caro, afastando os autênticos moradores.

Carlos Alberto Ribeiro

Carlos Alberto Ribeiro

Morador de Sapopemba há 46 anos e pós-graduado em Gestão Mercadológica do Turismo pela USP. Sua família está em Sapopemha há mais de 60 anos.

A rebeldia da juventude e o coronavirus: epicurismo ou realidade?

A rebeldia da juventude e o coronavirus: epicurismo ou realidade?

Entenda o que está acontecendo com a juventude nas quebradas durante a pandemia

Uma das preocupações durante a quarentena entre os educadores, especialmente os que atuam no Ensino Fundamental e Médio, é sobre o que seus alunos que não estão interagindo nas plataformas virtuais estão fazendo. Se estão bem.

Não faltam relatos de ruas cheias de jovens empinando pipas, de fluxos lotados ou de colegas mudando as fotos de perfil nas redes sociais com mensagens de luto.

É importante pontuar que via de regra muitos jovens dos extremos periféricos estão sendo contaminados e parecem desafiar as regras de cuidados impostos durante a quarentena.

Por outro lado, já vivem em meio às piores expectativas de vida da cidade. São os que não têm acesso ao saneamento básico. São os que esperam por 9 horas para uma consulta simples. São os que são selecionados negativamente na vaga de emprego pelo CEP. São muitas vezes os que dividem um cômodo para 7 pessoas da família. São os que não possuem acesso a diferentes fontes de lazer que muitas vezes é proporcionado pelas interações na escola. São as maiores vítimas de morte violenta e de “erros” por parte do Estado, é neles que cabe a justiça com as próprias mãos, furto de chocolate vira chibatada, furto de carne gera tortura com choques.

Falar que estão arriscando as vidas e que podem morrer por um vírus significa o que na rotina de vida desses meninos?

Sabe aquele papo do aluno que não sabe se vale a pena ser como o “bandido” da vila, pois é respeitado, anda de moto, tem namoradas, tênis da moda e uma TV legal em casa? Ele te fala que sabe que provavelmente viverá pouco, mas terá aproveitado ao máximo.

Às vezes é exatamente essa a impressão deixada quando alguns compram pebolim ou churrasqueira durante a quarentena e festejam como se não tivesse amanhã.

Em tempos normais, com alguns dias de não comparecimento às aulas a escola tenta contato com família, com conselho tutelar. E durante a quarentena? O trabalho dos conselhos precarizados foi intensificado? Quais as ações foram pensadas pelo governo para a busca ativa desses nossos estudantes? Quais foram as estratégias reais de proteção a essas vidas e de prevenção a evasão? Provavelmente poucas ou nenhuma, afinal os que eram invisíveis antes da pandemia, continuam tristemente a sê-lo.

Vivian Alves

Vivian Alves

Vivian Alves é filósofa, diretora de escola e ativista pela esucação. Atualmente ocupa o mandado do Vereador Toninho Vespoli.

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Pandemia Mata a Periferia

Pandemia Mata a Periferia

Entenda como a desigualdade social é amplificada pelo coronavírus.

Diferente da falta de saneamento básico, da violência policial e da especulação imobiliária, o coronavírus também mata alguns ricos. Isso não é de todo ruim, se fosse algo que apenas atacasse os pobres o descaso e inação dos governos seriam ainda maiores. Mas isso não significa que o corona atinja a todos de forma igual. Na verdade, apesar da doença ter sido trazida ao Brasil por pessoas ricas viajando pela Europa, hoje o pandemia mata a periferia mais do que outras regiões de São Paulo. Imita o curso de tantas outras doenças que assolam o continente americano: trazidas por dominadores europeus, mas matando, principalmente, o povo explorado e dominado.

Entender isso facilita compreender as posturas dos governos (que agem mais em função dos ricos): é fácil falar de isolamento para quem pode se dar ao luxo de trabalhar em casa, em apartamentos luxuosos com internet de alta velocidade. Enquanto isso, para os mais pobres, auxílios em valores pífios demoram para chegar. O povo tem fome, e precisa conseguir tirar dinheiro de algum lugar. O resultado: se no começo da pandemia a maioria das vítimas do corona eram ricas, hoje a grande maioria dos mortos em São Paulo vive na periferia, como mostram dados oficiais da própria prefeitura. Sapopemba, por exemplo, em 24 de abril, tinha a segunda maior taxa de mortalidade: 77 mortes.

A dança dos corruptos

É quase cômico observar a troca de retórica das lideranças. O Doria, que no auge de sua campanha para Governador se orgulhava da hashtag “bolsodoria”, agora se delicia atacando o fascista do planalto por pegar leve contra a pandemia. Não se trata aqui de defender o amante da ditadura militar, mas de apontar que além de engrossar a voz o governador bem que poderia criar seu próprio programa de auxílio emergencial à população Paulista.

Só pra ficar claro: o Bolsonaro é um boçal, e fosse qualquer presidente minimamente decente o auxílio nacional de 600 reais já teria saído a todos que precisam. Mas o líder do Estado mais rico de São Paulo, bem que podia fazer mais além de ficar xingando o presidente no Twitter.

No município a situação não é diferente: o Bruno Covas vai na tv dia sim dia não reclamar que o povo não fica em casa. Mas na hora de liberar auxílios econômicos se preocupa muito mais em dar empréstimos a meia dúzia de empresas do que em, realmente, ajudar a população miserável. Por exemplo, o Covas está gastando 375 milhões de reais para continuar repasses empresas terceirizadas da cidade, mas apenas 5,7 milhões para auxiliar catadores durante a pandemia. A prioridade deles continua sendo os ricos.

A pandemia do corona está, sem dúvida, mostrando as veias abertas de sociedades ao redor do mundo. Não é, portanto, de se surpreender que a história esteja se repetindo aqui no Brasil. Doenças que são trazidas pelos dominadores acabam se transfigurando em mecanismo de extermínio dos mais pobres e necessitados. A pandemia mata a periferia. As elites riem em suas casas.

Gabriel Junqueira

Gabriel Junqueira

Gabriel Junqueira é jornalista, ativista e militante do Partido Socialismo e Liberdade. Atualmente estuda Direito e compõe Mandato Popular do Professor Vereador Toninho Vespoli.

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o povo contra o corona!

o povo contra o corona!

Saiba o que VOCÊ pode fazer para combater o coronvírus!

O Governo está ajudando pouco. Enrola para liberar uma bolsa auxílio de valor minúsculo enquanto perdoa dívidas de grupos que poderiam passar bem toda a crise. Não ajuda o Bolsonaro achar que o corona é algum tipo de  grande conspiração chinesa comunista (sério!). Também não ajuda o lobo em pele de cordeiro Rodrigo Maia; o duas faces do Planalto de faz de amigo atacando o Bozo, enquanto conspira contra o povo nos bastidores para permitir a redução salarial. Em São Paulo, também, pouco se faz pelos mais pobres. A dupla tucana Doria e Covas apesar do mérito de prolongar a quarentena, não promovem ações sociais capazes de prover aos mais necessitados (apesar de verbas bilionárias em caixa). Mais uma vez, a periferia não pode contar com os poderosos. Mas tem gente da gente tentando fazer a diferença! Selecionamos aqui 13 iniciativas que mostram a luta do povo contra o corona!
  1. Cesta do Amor do Kombi:

    A liderança ativista de periferia Kombi Linspector há muito tempo luta pelos profissionais da educação. Atualmente assessor parlamentar junto ao mandato do Professor Vereador Toninho Vespoli, Kombi é explo de toda a solidariedade de que os profissionais da educação são capazes! Ele, que já trabalhou como professor, entende que o melhor que os educadores podem fazer nesse momento é dar o exemplo para os mais jovens. Por isso decidiu ajudar arrecadando verbas para a compra e distribuição de cestas básicas na periferia da Zona Leste! Tudo é feito por voluntários por meio de um grupo de Whatsapp. Se você pode contribuir com qualquer valor, entre no grupo e ajude a divulgar. Ajude a espalhar o link, coloque no grupo do seu trabalho e família. Copie e envie para os seus amigos
    Whatsapp: https://chat.whatsapp.com/FWLEcOT7IJcCYUHbTYYDwx

  2. Mães da Favela:

    a iniciativa agora também está na luta contra o novo coronavírus. Grupo de ação social ligado ao CUFA (Central Única das Favelas), já vem há vários lutando pela distribuição de renda nas favelas de São Paulo, sempre priorizando verbas para as mulheres. Agora, mais do que nunca, as favelas precisam de ajuda. A região será uma das mais afetadas pela covid-19. Falta saneamento básico, e muitas casas não tem nem água encanada. Sem renda, e com as demissões que tendem a acontecer, muita gente nas favelas vai correr risco de passar fome! Por isso, se você pode, doe! As mães da favela agradecem!
    https://www.maesdafavela.com.br/doar

  3. USP (Universidade de São Paulo):

    A ciência ocupa papel central nos desafios apresentados pela pandemia da covid-19, que tem trazido impactos em todo o mundo. Diante dessa que pode ser considerada a pior crise dos últimos tempos, as universidades, centros e laboratórios de pesquisa têm desempenhado sua missão de modo extraordinário na busca incessante para encontrar meios de conter a doença. Sua doação é a chave para progredirmos. Você poderá escolher em que pesquisa prefere doar – aplicar no desenvolvimento de vacina; em ações diagnósticas; no desenvolvimento de novos fármacos; em material de proteção para pacientes, profissionais da saúde e a sociedade em geral; ou no desenvolvimento de equipamentos. Pode, ainda, direcionar sua doação para um fundo único para que o Comitê Gestor aplique na pesquisa mais avançada no momento.
    https://www5.usp.br/uspvida/

  4. MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto)

    O mundo passa por uma grande crise sanitária. A pandemia de Coronavirus, nesse momento, cresce em diversos países. Pensando nos impactos da pandemia de Coronavirus para os sem teto e nas periferias do Brasil, o MTST iniciou no dia 19 de março um Fundo de Emergência. O objetivo é, através da solidariedade, arrecadar recursos para apoiar famílias no enfrentamento do Coronavirus. Os recursos estão sendo destinados para a compra de cestas básicas, álcool em gel 70% e material de limpeza. Em parceria com outras instituições, o MTST também faz a distribuição de alimentos para a população em situação de rua. Essas ações já começaram em São Paulo, juntamente com o Padre Julio Lancelotti, e em Aracaju.
    https://mtst.org/enfrentando-o-corona-na-periferia/

  5. Apoie os povos indígenas

    A humanidade vai enfrentar seus piores momentos desde a 2ª Guerra Mundial. Epidemias são terríveis para a sociedade, mas sabemos que para os povos indígenas o impacto é ainda maior. A gripe, a varíola e o sarampo foram algumas das doenças introduzidas em nossos territórios por não indígenas e que exterminaram muitos dos nativos. Trata-se de pessoas negligenciadas por todas as esferas do Brasil. Por isso a APIB (Articulação dos Povos Indígenas do Brasil), está organizando doações para esse público. Com o valor arrecadado irão comprar alimentos, remédios e material de higiene para aldeias nativas.
    https://www.vakinha.com.br/vaquinha/apoie-os-povos-indigenas

  6. Casa Chama

    A população transgênero, transexual e travesti, é extremamente vulnerável. Com o agravamento de uma pandemia como a gerada pelo COVID-19, a situação piora ainda mais. Muitos estão desempregados, outros sendo despejados. Muitos são forçados à prostituição. A Casa Chama é uma organização civil que tem o objetivo de fortalecer ações pelo fortalecimento de pessoas trans. Só em 2019 foram 344 ações segmentadas nas áreas de formação de rede, atendimentos de saúde, projetos culturais e assistências jurídicas. Ao todo atingiram cerca de 4.000 pessoas diretamente! O objetivo, frente ao corona, é iniciar o envio de cestas básicas para alimentação, produtos de higiene pessoal e limpeza, além de frascos de álcool gel, medicamentos e máscaras protetoras para essas pessoas atravessarem a quarentena com o mínimo de necessidades básicas.
    https://www.vakinha.com.br/vaquinha/fundo-de-emergencia-para-pessoas-trans-1-3  

  7. Renda mínima pros catadores

    Os catadores estão em uma situação terrível: se eles continuarem trabalhando nas ruas [, estão expostos ao corona. S eles deixarem de coletar, não ganham dinheiro. Para resumir: os que não sofrerem com o corona vão sofrer com a fome. Pensando em como proteger esses seres humanos, a iniciativa Pimp My Carroça está lançando essa campanha para garantir uma renda mínima aos catadores. Serão quase 3 mil catadores beneficiados do Cataki Brasil afora.
    https://canalpimp.catarse.me/renda_minima_catadores?ref=user_contributed&project_id=112108&project_user_id=48898

  8. Igreja do Carmo – Itaquera

    Estamos em situações limites. Por isso a Coordenação Pastoral Paroquial decidiu pedir a colaboração daqueles que tiverem condições de ajudar no combate contra o coronavírus. A inciativa deve ajudar a população mais pobre de Itaquera a sobreviver em meio à trágica pandemia que vivemos. Devemos prosseguir na esperança compartilhada e criativa, sobretudo, em favor dos irmãos e irmãs mais pobres. Afinal, Jesus Cristo disse que devemos amar o próximo. A doação se faz pela conta na imagem:
    91767178_2843405792441038_4788068183401562112_n.jpg

  9. Artesãs da periferia

    Em Itaquera, o Coletivo Meninas Mahin já está há anos lutando pelo empreendedorismo de mulheres negras na periferia. Além de realizar oficinas, cursos, palestras e eventos culturais, o coletivo auxilia na produção e venda de roupas e itens de artesanato! Ajudam ensinado e oferecendo espaço para mulheres negras que queiram participar. Mas com o coronavírus, as vendas vêm diminuindo cada vez mais. Por isso, com o objetivo de ajudar as mulheres durante a pandemia, o coletivo iniciou uma campanha de arrecadação.
    https://www.catarse.me/artesas_da_periferia_resistindo_ao_corona_2670?ref=user_contributed&project_id=111973&project_user_id=1279074

  10. Adote uma Diarista

    Na favela de Paraisópolis, grande parte da população é autônoma e informal. A situação das diaristas ainda é mais complicada, já que elas representam 42,1% do total das trabalhadoras domésticas. Em Paraisópolis elas também são muitas e na maioria dos casos são responsáveis pelo sustento de toda a família. Por isso, uma série de lideranças e coletivos de Paraisópolis decidiu que é importante ajuda-las o quanto antes!
    https://www.esolidar.com/br/crowdfunding/detail/6-adote-uma-diarista-durante-o-coronavirus-covid19?lang=br

  11. Brigadas de Solidariedade

    Moradores de Mauá e militantes de movimentos sociais organizaram uma arrecadação de alimentos e produtos de limpeza para as Brigadas de Solidariedade. Você está fora do grupo de risco e não convive com ninguém dele? Participe com a gente e garanta a sobrevivência de várias famílias! A iniciativa pretende arrecadar alimentos não perecíveis e produtos de limpeza para a população mais vulnerável.
    https://www.facebook.com/brigadasolidariasp/

  12. Uneafro Brasil

    A não garantia do Estado por condições de moradia, saúde, emprego, saneamento básico e alimentação à população negra e periférica, é GENOCÍDIO! Não há quarentena sem o direito à condições mínimas de existência! Mas como sabemos que estamos lidando com políticos genocidas, não temos escolhas a não ser tomar o nosso destino em nossas próprias mãos. Por isso a Uneafro Brasil está organizando uma campanha de arrecadação para a população que mais deve sofrer por conta do coronavírus no Brasil. A meta agora é atender famílias negras e periféricas através da ação dos movimentos Uneafro Brasil, Rede UBUNTU, MSTC, AMPARAR, Ong Herdeiros Humanísticos, Batalha do Paraisópolis e Comunidade Evangélica Voz que Prega no Deserto, de Heliópolis, nos territórios onde atuam.
    https://www.vakinha.com.br/vaquinha/campanha-de-solidariedade-em-tempos-de-coronavirus

  13. Projeto Teotônio

    Já faz anos que o Projeto Teotônio luta, lado a lado do Toninho Vespoli, na construção de uma cidade que funcione para as periferias. Agora, em meio à crise do coronavírus, o grupo todo está unindo forças para comprar alimentos e kits de limpeza para dar à população da Vila Teotônio.
    https://www.facebook.com/pg/Projeto-Teot%C3%B4nio-100951404666932/about/?ref=page_internal

  14. Ajax F.C. da Vila Rica e união de times da Cidade Tiradentes

    Os tradicionais times de várzea da Zona Leste também estão se mobilizando contra o corona. Diante da pandemia, o Ajax, clube que representa a região dos bairros de V. Antonieta, Jd. St. Eduardo, V. Bancária, Jd. Machado. V. N. York, Jd. Sta. Terezinha e região, está organizando uma arrecadação de doações de cestas de alimentos, álcool gel e produtos de higiene. A ajuda pode ser feita diretamente na sede (tome os cuidados caso opte por ir até lá) ou solicitando a retirada com pré agendamento com a equipe do clube na sua casa. Quer fortalecer o Ajax para conseguir mais essa vitória? Mais informações em:

    https://www.facebook.com/ajaxdavilarica/

    Além do Ajax F.C, outros consagrados times da Cidade Tiradentes também se mobilizaram e estão marcando um golaço fora de campo. O Sedex juntamente com outros times também se juntaram contra o corona e estão arrecadando alimentos e produtos de higiene para a população em vulnerabilidade da Cidade Tiradentes. Veja no link como ajudar. 

    https://www.facebook.com/Sedexcidadetiradentes/

 
 

Com a sua ajuda, e a periferia organizada, vamos conseguir fazer a diferença! juntos, e com o povo contra o corona! F.C

Gabriel Junqueira

Gabriel Junqueira

Gabriel Junqueira é jornalista, ativista e militante do Partido Socialismo e Liberdade. Atualmente estuda Direito e compõe Mandato Popular do Professor Vereador Toninho Vespoli.

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Toninho contra o corona!

Toninho contra o corona!

Entenda o que o mandato popular do professor Toninho Vespoli está fazendo para combater o corona!

Em um momento trágico como o que vivemos, é fundamental que os governos se responsabilizem em garantir ao menos o mínimo à toda a população. O governo federal iniciou dia 7 o cadastramento para um auxílio de 600 reais. É importante e urgente, mas esse valor é muito pouco, e não cobre toda a população. Muita gente vai ficar de fora, ou pela burocracia ou por não cumprir requisitos, mesmo necessitando. Em um momento como esse, não apenas o governo federal, mas também o município deveriam garantir ao menos 1 salário mínimo a todas e todos que irão passar por dificuldades, sem exceção. O Professor Vereador Toninho Vespoli protocolou uma série de projetos nesse sentido. Para dar resposta à população mais necessitada. É o Toninho contra o corona!

Renda básica de 1 salário mínimo

Por exemplo, o PL 227/2020 garante aos artistas e profissionais da cultura 1 salário mínimo em tempos de pandemia. A vantagem seria garantir um caminho claro para essa categoria, sem confusões burocráticas. O projeto visa dar renda para artistas que dependem da cultura para sobreviver e ainda prevê o não pagamento de tributos municipais para casas de espetáculos e produtoras independentes durante a situação de calamidade.

Outra ideia é a que está no Pl 218/2020 que torna de responsabilidade do município a distribuição de kits de higiene para trabalhadores motoristas de aplicativo e funcionários do transporte público. Este projeto é essencial, visto que trata-se de um público que entra em contato constante com grupos grandes de pessoas. Desta forma, o PL visa garantir o serviço de mobilidade essencial da população, mas com menos riscos aos trabalhadores e ao próprio usuário que precisa sair de casa.

O Toninho também tem o PL número 226/2020. A proposta determina que hotéis possam ser utilizados para abrigar os servidores da saúde, bem como da segurança pública municipal e também de trabalhadores da Assistência Social. O Projeto de lei ainda prevê o acolhimento da população de rua e de pacientes durante a quarentena. Esse PL segue o que acabou sendo feito na Espanha para tratar da situação.

Essas ideias mudariam tudo! É o Toninho contra o corona!

Outro grande PL do Toninho foi apresentado logo na primeira semana de quarentena. O PL 186/2020 que propõe uma série de medidas para o combate contra o corona. Muitas das ideias e propostas foram absorvidas no próprio projeto que virou lei do executivo.

– O PL 186/2020 proíbe a majoração de preços de produtos e serviços, para além de como estavam no dia 1 de março;

– Determina, também, que serviços essenciais, água, luz e gás, não poderão ser cortados por falta de pagamento, durante a pandemia.

– Cria uma renda básica de 1 salário mínimo para profissionais informais, microempreendedores e desempregados durante Pandemia, como ambulantes, marreteiros, diaristas entre outro trabalhadores informais.

– Determina que terminais de ônibus e metrô disponibilizem álcool em gel para os passantes.

– E determina que os banheiros públicos de terminais fiquem abertos para todos durante a Pandemia. Algo alias, que poderia se estender para depois também.

Não acabou ainda. O Toninho tem um projeto sobre os concursos públicos e quem prestou ou ainda esperava por chamamentos de provas aqui no município. O PL 196/2020 determina que os concursos públicos tenham validade estendida por 1 ano, em função da Pandemia. Isso é muito importante, porque pessoas que passaram no concurso podem não conseguir se inscrever em função da Pandemia.

Falando ainda de agentes públicos, o Toninho tem o PL xxxx/2020. O PL garante o salário integral aos servidores nos tempos de pandemia, permite antecipação de 50% do décimo terceiro, cria abono salarial de mil reais para agentes públicos que estiverem atuando no combate à pandemia e determina a realização de testes para agentes com suspeita de estarem infectados.

Não se esqueçam dos animais!

Os animais, também, não podem ser esquecidos em tempos de pandemia. Por isso o Toninho tem o PL 238/2020 que garante a distribuição de ração para protetores independentes, donos de baixa renda e organizações que cuidem de animais em situação de rua. Ocorre que, como menos pessoas estarão saindo de suas casas, muitos cães que contam com auxílio para se alimentar ficarão desolados. Por isso, a prefeitura tem que se responsabilizar e garantir  o fornecimento de ração.

Como deu pra entender, é o Toninho contra o corona! Estamos fazendo a nossa parte, mas nada substitui o isolamento social. Por isso, sem possível fiquem em casa! Somente passaremos por esse perrengue se cada um que puder fizer a sua parte!

Gabriel Junqueira

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Gabriel Junqueira é jornalista, ativista e militante do Partido Socialismo e Liberdade. Atualmente estuda Direito e compõe Mandato Popular do Professor Vereador Toninho Vespoli.

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Como se prevenir do coronavírus com pouca água e pouco dinheiro

Como se prevenir do coronavírus com pouca água e pouco dinheiro

Saiba como combater o corona na periferia

Um dos maiores medos acerca o avanço do novo coronavírus no Brasil é quando o vírus da Covid-19 se espalhar nas favelas e periferias. Em São Paulo, por exemplo, há muitos bairros em que a Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo) realiza racionamento durante a noite.Mas a intenção nesse texto não é ser alarmista, nós vamos dar dicas de como se prevenir do coronavírus com pouca água e pouco dinheiro.

A quebrada vai vencer o Covid-19, sim!

Não precisa de álcool em gel, use a dupla sabão e água sanitária

  • Sabão é melhor para limpar as mãos e os rostos! 
  • Limpe a casa com água sanitária diluída em água
  • Limpe o celular com uma flanela úmida com sabão

Por que o sabão é importante? 

O novo coronavírus tem uma capa de proteção formada por duas capas de gordura. Então o segredo contra o vírus é o sabão. Todos nós sabemos que quem tira a gordura dos utensílios domésticos é o detergente, sabão de coco e por ai vaí..  A espuma destrói a capa de gordura do coronavírus e ele morre. 

Então, ensaboar é o principal. E ao fazer isso, não tenha pressa. 

Como se prevenir com pouca água? 

As partes principais do corpo para se prevenir da doença Covid-19 são: mãos, nariz e boca. Com uma bacia, use a água e sabão para ensaboar essas regiões durante 20 segundos. O tempo é importante para que o vírus seja morto.  

  • Espume a mão, passe no nariz e boca. Deixe lá enquanto lava as mãos.
  • Lave entre os dedos, punho, parte de fora e parte de dentro das mãos, esfregue as unhas de uma mão no meio da outra
  • Enxague a água do rosto. 
  • Deixe secar ao vento, sem pano, papel ou toalha. 
TOMANDO BANHO

Se ninguém saiu ou entrou na sua casa, lave-se uma vez. Banho só se for com sabão ou sabonete! Se estiver sem sabão nem desperdice água com banho. A água só limpa areia e retira a acidez da urina e fezes, mas não limpa de bactérias nem de vírus. 

Passe então um pano com água no corpo, o famoso “banho de gato”.

Guarde então a água para quando tiver sabão e puder se ensaboar para matar os vírus e o Corona. 

A prática nos ensina que se lavar de cócoras economiza muita água, então o melhor é assim:

Numa bacia fique acocorado ou acocorada e lave rosto, mãos, faça o asseio “das partes”. Só enxague a espuma depois de 20 segundos. Saia da bacia, guarde esta água para fazer reuso em limpeza. 

Entre de novo na bacia e lave os pés ensaboando e enxaguando, depois guarde esta água também. 

LAVAGEM DE CABELO

Não há qualquer notícia científica de que o vírus fica no cabelo. Podemos ficar sem lavar a cabeça o maior tempo que aguentemos. Guarde água para asseios e banhos diários, com sabão, o mais importante. 

IMPORTANTE! A água de ensaboar e enxaguar mãos, rosto, pés e asseio tem de ser limpa, e não pode ser usada por outras pessoas, mas a água de despejo com sabão pode ser reaproveitada em limpeza de sanitário, penicos e latas de lixo.

USANDO GARRAFAS PET:

Ter uma garrafa PET de 2 litros é ótimo para colocar água limpa pra lavar mãos, rosto, pés e parte íntimas. Dá para molhar e ensaboar e tomando esse banho em cima de uma bacia, você sabe exatamente o tanto de água usar. 

E quando for limpar áreas de fezes e urina você adiciona 4 colheres de sopa de água sanitária para cada litro de água limpa. Ou seja: 8 colheres de sopa de água sanitária para cada garrafa PET de 2 litros. Nem mais nem menos. 

REAPROVEITANDO ÁGUA QUE FOI USADA NA LAVAGEM DE MÃOS, ROSTO E ASSEIO:

A água com sabão que foi usada no banho e asseio, pode ser reaproveitada para lavar sanitário, penicos, etc.

QUANDO USAR ÁGUA SANITÁRIA?

Toda água sanitária é pra ser usada diluída! 

  • Frutas e verduras
  1. Em uma bacia de 1 litro de água limpa, dilua 1 colher de sopa de água sanitária
  2. Passe as frutas e verduras esfregando em e deixe de molho por 15 minutos
  3. Depois passe na água limpa e deixe secar ao vento. Quando secar, é só guardar.
  • Limpeza de vasos sanitários 
  1. Em um recipiente de 1 litro de água limpa, dilua 4 colheres de sopa de água sanitária. Use uma esponja ou pano só para isso. 
  2. Deixe por 15 minutos no vasilhame ou sanitário que você usa para urinar ou defecar. Passado esse tempo, é só enxague com água limpa. 
  3. Nunca use água sanitária diluída para banho ou lavagem das mãos!

LIMPANDO OBJETOS TOCADOS COM FREQUÊNCIA COM SABÃO E ÁGUA

    1. Com um copinho com água e sabão, limpe as maçanetas das portas, da geladeira, torneira do filtro e de outras na sua casa que estejam sempre sendo tocadas
    2. Use uma bucha e pano umedecido para a retirada do sabão.
    3. Se ninguém entrou ou saiu da casa, basta fazer isso uma vez ao dia.

LIMPANDO COMPRAS, SACOLAS E TUDO O QUE VIER DA RUA

  1. Também com água e sabão, deixando espuma por 20 segundo. 

LIMPANDO O CELULAR 

  1. Utilize um pouco um pano macio com álcool em gel ou álcool 70 ou sabão e passe em todas áreas com muito cuidado para não encharcar o aparelho. Lave as capas com água e sabão
Juliana Ghizzi

Juliana Ghizzi

Juliana Ghizzi é Jornalista pela PUC-SP. Atualmente, trabalha como assessora de comunicação do Mandato Popular do Vereador Toninho Vespoli

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Atenção comunidade, a quarentena ainda tá de pé!

Periferia relaxa e vida segue normal nas ruas das quebradas

O governo estadual estendeu a quarentena até o dia 22 de abril para que o isolamento social impeça o avanço da Covid-19. E o que isso significa para a periferia de São Paulo? Muito, pouco, ou quase nada? Mesmo com as insistentes campanhas e reportagens sobre a importância de não sair de casa sem necessidade, está difícil para que o povo largue os antigos hábitos.

O boteco continuou sendo palco das partidas de truco. A manicure continuou cortando cutículas. O cabeleireiro continuou raspando cabeças. No quintal, ainda se suja o chão com a cinza da lenha dos churrascos e da cerveja derramada. As mini igrejas continuam ecoando vozes adultas e infantis. Na madrugada, a rua de baixo vibra com os pancadões. E os jovens compartilham as mangueiras de narguile nas tabacarias.

O Blog 2Litrão separou alguns depoimentos  de diversas quebradas da capital paulista:

Jardim Sinhá: “Vizinhos estão fazendo festa todo fim de semana. Os bares estão abertos e cheios de gente. O comércio funcionando normalmente. O pessoal não está nem aí!”

Vila Industrial: “Próximo ao mercado D’avó, estava tudo aberto. Todo os dias. Loja de sapato, perfumaria…”

Teotônio Vilela: “Aqui está parecendo colônia de férias… As pessoas estão pra baixo e pra cima,sem cuidado algum. Os comércios,bares e tabacarias  estão funcionando normalmente; e nos finais de semana,ainda pior,festas pra todo o lado”

Jardim Brasil: “Tem até baile funk acontecendo…Você vai no mercado, tem 150 pessoas por metro quadrado… As filas são aglomerações… Dá muito medo!”

Vila Joaniza: “Aqui as lojas e bares estão fechados, mas há crianças brincando na rua, adolescentes fumando narguilé, comadres fofocando sem a distância de um metro, supermercados lotados e os caixas sem proteção alguma, a garotada dando amassos nos becos e os idosos indo e voltando da lotérica”.

Vila Nova Cachoeirinha: “Aqui, a vida que segue. Ninguém de máscara. Todas as lojas abertas, mercados lotados,churrasco. Eu moro em prédio e as crianças estão brincando lá embaixo todos os dias. Sem comentários…Lamentável!”

Rebeldia ou necessidade

A ideia da quarentena implica privar corpos de ir ou vir e faz com que a autonomia seja reavaliada. Serão revolucionárias as pessoas envolvidas nos relatos acima? Ou muitos fogem à regra por necessidade? 

A operadora Vivo está veiculando uma propaganda na TV aberta sobre a conectividade digital em tempos de coronavírus. O slogan: “conecte-se para aproximar”. Durante o vídeo publicitário, eram apresentados personagens com tablets aprendendo receitas, outros assistindo série na televisão. Esplêndido, olhem como a Era Digital chegou na vida das pessoas. Mas de quais pessoas?

Na periferia, rede de internet à cabo é luxo, aliás, quase não existe. Como driblar a monotonia? Futebol de várzea, empinar pipa, dominó com os amigos, bater papo olho a olho com as vizinhas… Culturalmente, o isolamento para muitos brasileiros é quase que o mesmo que se privar de viver. Soma-se à isso, a falta de sintonia do Estado sobre a real situação que passamos. Por um lado, governos e ministérios soltam legislações para que os comércios se fechem e pedem ao povo que fiquem em casa o quanto puder. Já o presidente da República adota outra postura e em pronunciamento oficial contradiz tudo o que foi dito pelos seus pares. Em quem acreditar?

Aos que precisam trabalhar para fechar a conta da casa no fim do mês, o governo já liberou o pagamento do auxílio emergencial de R$ 600, que pode chegar a R$1200 por família, pelos próximos três meses. Vale arriscar a vida por uma crise econômica que ainda não chegou? 

Já aos que escolhem a diversão ao isolamento social é preciso um choque de realidade: os números de casos e de mortos estão subnotificados. Sem sensacionalismo, a situação é gravíssima. A ficha só vai cair quando a matriarca de um vizinho for uma vítima da Covid-19? Por que não economizar a cerveja para comemorar a derrota da doença?

 

Juliana Ghizzi

Juliana Ghizzi

Juliana Ghizzi é Jornalista pela PUC-SP. Atualmente, trabalha como assessora de comunicação do Mandato Popular do Vereador Toninho Vespoli

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[ADIADO] Ocupa Vila: Feira na Zona Leste quer Promover Cultura da Região

Ocupa Vila: Feira na Zona Leste quer Promover Cultura da Região

Atualização: Seguindo as medidas preventivas frente ao Coronavírus, a 1ª Edição do Ocupa Vila será adiada e uma nova data será divulgada em breve.

Você tem que sair do bairro que você mora e ir pro centro só pra fazer um rolê daora? Equipamentos culturais e de lazer nas periferias são poucos, e os que existem estão abandonados.

A Ocupa Vila é uma rede para se compartilhar na quebrada, seja a voz, o trabalho manual, o grafite… A gente quer dividir a vivência de quem produz arte, cultura e conhecimento na Zona Leste. Temos cantores, atrizes, trancistas, pintores, poetas, jovens sonhadores que se expressam para dizer “a gente também existe”. 

O evento que seria realizado no último domingo do mês de março (29/03) terá a data adiada. Estima-se que no mês de maio, a Rua Doutor Camilo Haddad estará aberta para atividades, assim como o Espaço Cultural Toninho Vespoli que fica no endereço.  

Fortaleça o trampo de quem é da mesma vila que você e participe do nosso primeiro evento.

PROGRAMAÇÃO:

SHOWS

 

 

 

 

 

 

 

10h:  DJ Master Mion

11h: Dj Master Mion / Código do Gueto

12h: Mro/ G.Ã.O

13h: JahPam

15h: Sub Zero/ Ud Brock

16h: Batalha de Rap 

17h: Spy & JHOW

WORKSHOPS

10h30 – Oficina de Cartoon com Eduardo Grillo

13h – Oficina de Upcycling – customizando roupas, com Gabriela e Maricléia (Brechó Bem Te Quer)

14h: Aula de dança com Renato do Coletivo Na Humilde Samba Rock

 

 

 

 

 

 

PALESTRAS

 

 

 

 

13h – Mitos sobre a Saúde da Mulher com 

15h30 – Desmitificando o Candomblé, com Elaine e Rubia do Axé Batistini














Para não esquecer

SERVIÇO: 

Ocupa Vila – feira cultural

Data: Previsto para o mês de maio

ENTRADA FRANCA 

Espaço Cultural e Político Toninho Vespoli

Rua Doutor Camilo Haddad, nº 420 – Parque São Lucas 

ORGANIZADORES











 

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