periferia

Pandemia Mata a Periferia

Pandemia Mata a Periferia

Entenda como a desigualdade social é amplificada pelo coronavírus.

Diferente da falta de saneamento básico, da violência policial e da especulação imobiliária, o coronavírus também mata alguns ricos. Isso não é de todo ruim, se fosse algo que apenas atacasse os pobres o descaso e inação dos governos seriam ainda maiores. Mas isso não significa que o corona atinja a todos de forma igual. Na verdade, apesar da doença ter sido trazida ao Brasil por pessoas ricas viajando pela Europa, hoje o pandemia mata a periferia mais do que outras regiões de São Paulo. Imita o curso de tantas outras doenças que assolam o continente americano: trazidas por dominadores europeus, mas matando, principalmente, o povo explorado e dominado.

Entender isso facilita compreender as posturas dos governos (que agem mais em função dos ricos): é fácil falar de isolamento para quem pode se dar ao luxo de trabalhar em casa, em apartamentos luxuosos com internet de alta velocidade. Enquanto isso, para os mais pobres, auxílios em valores pífios demoram para chegar. O povo tem fome, e precisa conseguir tirar dinheiro de algum lugar. O resultado: se no começo da pandemia a maioria das vítimas do corona eram ricas, hoje a grande maioria dos mortos em São Paulo vive na periferia, como mostram dados oficiais da própria prefeitura. Sapopemba, por exemplo, em 24 de abril, tinha a segunda maior taxa de mortalidade: 77 mortes.

A dança dos corruptos

É quase cômico observar a troca de retórica das lideranças. O Doria, que no auge de sua campanha para Governador se orgulhava da hashtag “bolsodoria”, agora se delicia atacando o fascista do planalto por pegar leve contra a pandemia. Não se trata aqui de defender o amante da ditadura militar, mas de apontar que além de engrossar a voz o governador bem que poderia criar seu próprio programa de auxílio emergencial à população Paulista.

Só pra ficar claro: o Bolsonaro é um boçal, e fosse qualquer presidente minimamente decente o auxílio nacional de 600 reais já teria saído a todos que precisam. Mas o líder do Estado mais rico de São Paulo, bem que podia fazer mais além de ficar xingando o presidente no Twitter.

No município a situação não é diferente: o Bruno Covas vai na tv dia sim dia não reclamar que o povo não fica em casa. Mas na hora de liberar auxílios econômicos se preocupa muito mais em dar empréstimos a meia dúzia de empresas do que em, realmente, ajudar a população miserável. Por exemplo, o Covas está gastando 375 milhões de reais para continuar repasses empresas terceirizadas da cidade, mas apenas 5,7 milhões para auxiliar catadores durante a pandemia. A prioridade deles continua sendo os ricos.

A pandemia do corona está, sem dúvida, mostrando as veias abertas de sociedades ao redor do mundo. Não é, portanto, de se surpreender que a história esteja se repetindo aqui no Brasil. Doenças que são trazidas pelos dominadores acabam se transfigurando em mecanismo de extermínio dos mais pobres e necessitados. A pandemia mata a periferia. As elites riem em suas casas.

Gabriel Junqueira

Gabriel Junqueira

Gabriel Junqueira é jornalista, ativista e militante do Partido Socialismo e Liberdade. Atualmente estuda Direito e compõe Mandato Popular do Professor Vereador Toninho Vespoli.

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o povo contra o corona!

o povo contra o corona!

Saiba o que VOCÊ pode fazer para combater o coronvírus!

O Governo está ajudando pouco. Enrola para liberar uma bolsa auxílio de valor minúsculo enquanto perdoa dívidas de grupos que poderiam passar bem toda a crise. Não ajuda o Bolsonaro achar que o corona é algum tipo de  grande conspiração chinesa comunista (sério!). Também não ajuda o lobo em pele de cordeiro Rodrigo Maia; o duas faces do Planalto de faz de amigo atacando o Bozo, enquanto conspira contra o povo nos bastidores para permitir a redução salarial. Em São Paulo, também, pouco se faz pelos mais pobres. A dupla tucana Doria e Covas apesar do mérito de prolongar a quarentena, não promovem ações sociais capazes de prover aos mais necessitados (apesar de verbas bilionárias em caixa). Mais uma vez, a periferia não pode contar com os poderosos. Mas tem gente da gente tentando fazer a diferença! Selecionamos aqui 13 iniciativas que mostram a luta do povo contra o corona!
  1. Cesta do Amor do Kombi:

    A liderança ativista de periferia Kombi Linspector há muito tempo luta pelos profissionais da educação. Atualmente assessor parlamentar junto ao mandato do Professor Vereador Toninho Vespoli, Kombi é explo de toda a solidariedade de que os profissionais da educação são capazes! Ele, que já trabalhou como professor, entende que o melhor que os educadores podem fazer nesse momento é dar o exemplo para os mais jovens. Por isso decidiu ajudar arrecadando verbas para a compra e distribuição de cestas básicas na periferia da Zona Leste! Tudo é feito por voluntários por meio de um grupo de Whatsapp. Se você pode contribuir com qualquer valor, entre no grupo e ajude a divulgar. Ajude a espalhar o link, coloque no grupo do seu trabalho e família. Copie e envie para os seus amigos
    Whatsapp: https://chat.whatsapp.com/FWLEcOT7IJcCYUHbTYYDwx

  2. Mães da Favela:

    a iniciativa agora também está na luta contra o novo coronavírus. Grupo de ação social ligado ao CUFA (Central Única das Favelas), já vem há vários lutando pela distribuição de renda nas favelas de São Paulo, sempre priorizando verbas para as mulheres. Agora, mais do que nunca, as favelas precisam de ajuda. A região será uma das mais afetadas pela covid-19. Falta saneamento básico, e muitas casas não tem nem água encanada. Sem renda, e com as demissões que tendem a acontecer, muita gente nas favelas vai correr risco de passar fome! Por isso, se você pode, doe! As mães da favela agradecem!
    https://www.maesdafavela.com.br/doar

  3. USP (Universidade de São Paulo):

    A ciência ocupa papel central nos desafios apresentados pela pandemia da covid-19, que tem trazido impactos em todo o mundo. Diante dessa que pode ser considerada a pior crise dos últimos tempos, as universidades, centros e laboratórios de pesquisa têm desempenhado sua missão de modo extraordinário na busca incessante para encontrar meios de conter a doença. Sua doação é a chave para progredirmos. Você poderá escolher em que pesquisa prefere doar – aplicar no desenvolvimento de vacina; em ações diagnósticas; no desenvolvimento de novos fármacos; em material de proteção para pacientes, profissionais da saúde e a sociedade em geral; ou no desenvolvimento de equipamentos. Pode, ainda, direcionar sua doação para um fundo único para que o Comitê Gestor aplique na pesquisa mais avançada no momento.
    https://www5.usp.br/uspvida/

  4. MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto)

    O mundo passa por uma grande crise sanitária. A pandemia de Coronavirus, nesse momento, cresce em diversos países. Pensando nos impactos da pandemia de Coronavirus para os sem teto e nas periferias do Brasil, o MTST iniciou no dia 19 de março um Fundo de Emergência. O objetivo é, através da solidariedade, arrecadar recursos para apoiar famílias no enfrentamento do Coronavirus. Os recursos estão sendo destinados para a compra de cestas básicas, álcool em gel 70% e material de limpeza. Em parceria com outras instituições, o MTST também faz a distribuição de alimentos para a população em situação de rua. Essas ações já começaram em São Paulo, juntamente com o Padre Julio Lancelotti, e em Aracaju.
    https://mtst.org/enfrentando-o-corona-na-periferia/

  5. Apoie os povos indígenas

    A humanidade vai enfrentar seus piores momentos desde a 2ª Guerra Mundial. Epidemias são terríveis para a sociedade, mas sabemos que para os povos indígenas o impacto é ainda maior. A gripe, a varíola e o sarampo foram algumas das doenças introduzidas em nossos territórios por não indígenas e que exterminaram muitos dos nativos. Trata-se de pessoas negligenciadas por todas as esferas do Brasil. Por isso a APIB (Articulação dos Povos Indígenas do Brasil), está organizando doações para esse público. Com o valor arrecadado irão comprar alimentos, remédios e material de higiene para aldeias nativas.
    https://www.vakinha.com.br/vaquinha/apoie-os-povos-indigenas

  6. Casa Chama

    A população transgênero, transexual e travesti, é extremamente vulnerável. Com o agravamento de uma pandemia como a gerada pelo COVID-19, a situação piora ainda mais. Muitos estão desempregados, outros sendo despejados. Muitos são forçados à prostituição. A Casa Chama é uma organização civil que tem o objetivo de fortalecer ações pelo fortalecimento de pessoas trans. Só em 2019 foram 344 ações segmentadas nas áreas de formação de rede, atendimentos de saúde, projetos culturais e assistências jurídicas. Ao todo atingiram cerca de 4.000 pessoas diretamente! O objetivo, frente ao corona, é iniciar o envio de cestas básicas para alimentação, produtos de higiene pessoal e limpeza, além de frascos de álcool gel, medicamentos e máscaras protetoras para essas pessoas atravessarem a quarentena com o mínimo de necessidades básicas.
    https://www.vakinha.com.br/vaquinha/fundo-de-emergencia-para-pessoas-trans-1-3  

  7. Renda mínima pros catadores

    Os catadores estão em uma situação terrível: se eles continuarem trabalhando nas ruas [, estão expostos ao corona. S eles deixarem de coletar, não ganham dinheiro. Para resumir: os que não sofrerem com o corona vão sofrer com a fome. Pensando em como proteger esses seres humanos, a iniciativa Pimp My Carroça está lançando essa campanha para garantir uma renda mínima aos catadores. Serão quase 3 mil catadores beneficiados do Cataki Brasil afora.
    https://canalpimp.catarse.me/renda_minima_catadores?ref=user_contributed&project_id=112108&project_user_id=48898

  8. Igreja do Carmo – Itaquera

    Estamos em situações limites. Por isso a Coordenação Pastoral Paroquial decidiu pedir a colaboração daqueles que tiverem condições de ajudar no combate contra o coronavírus. A inciativa deve ajudar a população mais pobre de Itaquera a sobreviver em meio à trágica pandemia que vivemos. Devemos prosseguir na esperança compartilhada e criativa, sobretudo, em favor dos irmãos e irmãs mais pobres. Afinal, Jesus Cristo disse que devemos amar o próximo. A doação se faz pela conta na imagem:
    91767178_2843405792441038_4788068183401562112_n.jpg

  9. Artesãs da periferia

    Em Itaquera, o Coletivo Meninas Mahin já está há anos lutando pelo empreendedorismo de mulheres negras na periferia. Além de realizar oficinas, cursos, palestras e eventos culturais, o coletivo auxilia na produção e venda de roupas e itens de artesanato! Ajudam ensinado e oferecendo espaço para mulheres negras que queiram participar. Mas com o coronavírus, as vendas vêm diminuindo cada vez mais. Por isso, com o objetivo de ajudar as mulheres durante a pandemia, o coletivo iniciou uma campanha de arrecadação.
    https://www.catarse.me/artesas_da_periferia_resistindo_ao_corona_2670?ref=user_contributed&project_id=111973&project_user_id=1279074

  10. Adote uma Diarista

    Na favela de Paraisópolis, grande parte da população é autônoma e informal. A situação das diaristas ainda é mais complicada, já que elas representam 42,1% do total das trabalhadoras domésticas. Em Paraisópolis elas também são muitas e na maioria dos casos são responsáveis pelo sustento de toda a família. Por isso, uma série de lideranças e coletivos de Paraisópolis decidiu que é importante ajuda-las o quanto antes!
    https://www.esolidar.com/br/crowdfunding/detail/6-adote-uma-diarista-durante-o-coronavirus-covid19?lang=br

  11. Brigadas de Solidariedade

    Moradores de Mauá e militantes de movimentos sociais organizaram uma arrecadação de alimentos e produtos de limpeza para as Brigadas de Solidariedade. Você está fora do grupo de risco e não convive com ninguém dele? Participe com a gente e garanta a sobrevivência de várias famílias! A iniciativa pretende arrecadar alimentos não perecíveis e produtos de limpeza para a população mais vulnerável.
    https://www.facebook.com/brigadasolidariasp/

  12. Uneafro Brasil

    A não garantia do Estado por condições de moradia, saúde, emprego, saneamento básico e alimentação à população negra e periférica, é GENOCÍDIO! Não há quarentena sem o direito à condições mínimas de existência! Mas como sabemos que estamos lidando com políticos genocidas, não temos escolhas a não ser tomar o nosso destino em nossas próprias mãos. Por isso a Uneafro Brasil está organizando uma campanha de arrecadação para a população que mais deve sofrer por conta do coronavírus no Brasil. A meta agora é atender famílias negras e periféricas através da ação dos movimentos Uneafro Brasil, Rede UBUNTU, MSTC, AMPARAR, Ong Herdeiros Humanísticos, Batalha do Paraisópolis e Comunidade Evangélica Voz que Prega no Deserto, de Heliópolis, nos territórios onde atuam.
    https://www.vakinha.com.br/vaquinha/campanha-de-solidariedade-em-tempos-de-coronavirus

  13. Projeto Teotônio

    Já faz anos que o Projeto Teotônio luta, lado a lado do Toninho Vespoli, na construção de uma cidade que funcione para as periferias. Agora, em meio à crise do coronavírus, o grupo todo está unindo forças para comprar alimentos e kits de limpeza para dar à população da Vila Teotônio.
    https://www.facebook.com/pg/Projeto-Teot%C3%B4nio-100951404666932/about/?ref=page_internal

  14. Ajax F.C. da Vila Rica e união de times da Cidade Tiradentes

    Os tradicionais times de várzea da Zona Leste também estão se mobilizando contra o corona. Diante da pandemia, o Ajax, clube que representa a região dos bairros de V. Antonieta, Jd. St. Eduardo, V. Bancária, Jd. Machado. V. N. York, Jd. Sta. Terezinha e região, está organizando uma arrecadação de doações de cestas de alimentos, álcool gel e produtos de higiene. A ajuda pode ser feita diretamente na sede (tome os cuidados caso opte por ir até lá) ou solicitando a retirada com pré agendamento com a equipe do clube na sua casa. Quer fortalecer o Ajax para conseguir mais essa vitória? Mais informações em:

    https://www.facebook.com/ajaxdavilarica/

    Além do Ajax F.C, outros consagrados times da Cidade Tiradentes também se mobilizaram e estão marcando um golaço fora de campo. O Sedex juntamente com outros times também se juntaram contra o corona e estão arrecadando alimentos e produtos de higiene para a população em vulnerabilidade da Cidade Tiradentes. Veja no link como ajudar. 

    https://www.facebook.com/Sedexcidadetiradentes/

 
 

Com a sua ajuda, e a periferia organizada, vamos conseguir fazer a diferença! juntos, e com o povo contra o corona! F.C

Gabriel Junqueira

Gabriel Junqueira

Gabriel Junqueira é jornalista, ativista e militante do Partido Socialismo e Liberdade. Atualmente estuda Direito e compõe Mandato Popular do Professor Vereador Toninho Vespoli.

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Toninho contra o corona!

Toninho contra o corona!

Entenda o que o mandato popular do professor Toninho Vespoli está fazendo para combater o corona!

Em um momento trágico como o que vivemos, é fundamental que os governos se responsabilizem em garantir ao menos o mínimo à toda a população. O governo federal iniciou dia 7 o cadastramento para um auxílio de 600 reais. É importante e urgente, mas esse valor é muito pouco, e não cobre toda a população. Muita gente vai ficar de fora, ou pela burocracia ou por não cumprir requisitos, mesmo necessitando. Em um momento como esse, não apenas o governo federal, mas também o município deveriam garantir ao menos 1 salário mínimo a todas e todos que irão passar por dificuldades, sem exceção. O Professor Vereador Toninho Vespoli protocolou uma série de projetos nesse sentido. Para dar resposta à população mais necessitada. É o Toninho contra o corona!

Renda básica de 1 salário mínimo

Por exemplo, o PL 227/2020 garante aos artistas e profissionais da cultura 1 salário mínimo em tempos de pandemia. A vantagem seria garantir um caminho claro para essa categoria, sem confusões burocráticas. O projeto visa dar renda para artistas que dependem da cultura para sobreviver e ainda prevê o não pagamento de tributos municipais para casas de espetáculos e produtoras independentes durante a situação de calamidade.

Outra ideia é a que está no Pl 218/2020 que torna de responsabilidade do município a distribuição de kits de higiene para trabalhadores motoristas de aplicativo e funcionários do transporte público. Este projeto é essencial, visto que trata-se de um público que entra em contato constante com grupos grandes de pessoas. Desta forma, o PL visa garantir o serviço de mobilidade essencial da população, mas com menos riscos aos trabalhadores e ao próprio usuário que precisa sair de casa.

O Toninho também tem o PL número 226/2020. A proposta determina que hotéis possam ser utilizados para abrigar os servidores da saúde, bem como da segurança pública municipal e também de trabalhadores da Assistência Social. O Projeto de lei ainda prevê o acolhimento da população de rua e de pacientes durante a quarentena. Esse PL segue o que acabou sendo feito na Espanha para tratar da situação.

Essas ideias mudariam tudo! É o Toninho contra o corona!

Outro grande PL do Toninho foi apresentado logo na primeira semana de quarentena. O PL 186/2020 que propõe uma série de medidas para o combate contra o corona. Muitas das ideias e propostas foram absorvidas no próprio projeto que virou lei do executivo.

– O PL 186/2020 proíbe a majoração de preços de produtos e serviços, para além de como estavam no dia 1 de março;

– Determina, também, que serviços essenciais, água, luz e gás, não poderão ser cortados por falta de pagamento, durante a pandemia.

– Cria uma renda básica de 1 salário mínimo para profissionais informais, microempreendedores e desempregados durante Pandemia, como ambulantes, marreteiros, diaristas entre outro trabalhadores informais.

– Determina que terminais de ônibus e metrô disponibilizem álcool em gel para os passantes.

– E determina que os banheiros públicos de terminais fiquem abertos para todos durante a Pandemia. Algo alias, que poderia se estender para depois também.

Não acabou ainda. O Toninho tem um projeto sobre os concursos públicos e quem prestou ou ainda esperava por chamamentos de provas aqui no município. O PL 196/2020 determina que os concursos públicos tenham validade estendida por 1 ano, em função da Pandemia. Isso é muito importante, porque pessoas que passaram no concurso podem não conseguir se inscrever em função da Pandemia.

Falando ainda de agentes públicos, o Toninho tem o PL xxxx/2020. O PL garante o salário integral aos servidores nos tempos de pandemia, permite antecipação de 50% do décimo terceiro, cria abono salarial de mil reais para agentes públicos que estiverem atuando no combate à pandemia e determina a realização de testes para agentes com suspeita de estarem infectados.

Não se esqueçam dos animais!

Os animais, também, não podem ser esquecidos em tempos de pandemia. Por isso o Toninho tem o PL 238/2020 que garante a distribuição de ração para protetores independentes, donos de baixa renda e organizações que cuidem de animais em situação de rua. Ocorre que, como menos pessoas estarão saindo de suas casas, muitos cães que contam com auxílio para se alimentar ficarão desolados. Por isso, a prefeitura tem que se responsabilizar e garantir  o fornecimento de ração.

Como deu pra entender, é o Toninho contra o corona! Estamos fazendo a nossa parte, mas nada substitui o isolamento social. Por isso, sem possível fiquem em casa! Somente passaremos por esse perrengue se cada um que puder fizer a sua parte!

Gabriel Junqueira

Gabriel Junqueira

Gabriel Junqueira é jornalista, ativista e militante do Partido Socialismo e Liberdade. Atualmente estuda Direito e compõe Mandato Popular do Professor Vereador Toninho Vespoli.

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Como se prevenir do coronavírus com pouca água e pouco dinheiro

Como se prevenir do coronavírus com pouca água e pouco dinheiro

Saiba como combater o corona na periferia

Um dos maiores medos acerca o avanço do novo coronavírus no Brasil é quando o vírus da Covid-19 se espalhar nas favelas e periferias. Em São Paulo, por exemplo, há muitos bairros em que a Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo) realiza racionamento durante a noite.Mas a intenção nesse texto não é ser alarmista, nós vamos dar dicas de como se prevenir do coronavírus com pouca água e pouco dinheiro.

A quebrada vai vencer o Covid-19, sim!

Não precisa de álcool em gel, use a dupla sabão e água sanitária

  • Sabão é melhor para limpar as mãos e os rostos! 
  • Limpe a casa com água sanitária diluída em água
  • Limpe o celular com uma flanela úmida com sabão

Por que o sabão é importante? 

O novo coronavírus tem uma capa de proteção formada por duas capas de gordura. Então o segredo contra o vírus é o sabão. Todos nós sabemos que quem tira a gordura dos utensílios domésticos é o detergente, sabão de coco e por ai vaí..  A espuma destrói a capa de gordura do coronavírus e ele morre. 

Então, ensaboar é o principal. E ao fazer isso, não tenha pressa. 

Como se prevenir com pouca água? 

As partes principais do corpo para se prevenir da doença Covid-19 são: mãos, nariz e boca. Com uma bacia, use a água e sabão para ensaboar essas regiões durante 20 segundos. O tempo é importante para que o vírus seja morto.  

  • Espume a mão, passe no nariz e boca. Deixe lá enquanto lava as mãos.
  • Lave entre os dedos, punho, parte de fora e parte de dentro das mãos, esfregue as unhas de uma mão no meio da outra
  • Enxague a água do rosto. 
  • Deixe secar ao vento, sem pano, papel ou toalha. 
TOMANDO BANHO

Se ninguém saiu ou entrou na sua casa, lave-se uma vez. Banho só se for com sabão ou sabonete! Se estiver sem sabão nem desperdice água com banho. A água só limpa areia e retira a acidez da urina e fezes, mas não limpa de bactérias nem de vírus. 

Passe então um pano com água no corpo, o famoso “banho de gato”.

Guarde então a água para quando tiver sabão e puder se ensaboar para matar os vírus e o Corona. 

A prática nos ensina que se lavar de cócoras economiza muita água, então o melhor é assim:

Numa bacia fique acocorado ou acocorada e lave rosto, mãos, faça o asseio “das partes”. Só enxague a espuma depois de 20 segundos. Saia da bacia, guarde esta água para fazer reuso em limpeza. 

Entre de novo na bacia e lave os pés ensaboando e enxaguando, depois guarde esta água também. 

LAVAGEM DE CABELO

Não há qualquer notícia científica de que o vírus fica no cabelo. Podemos ficar sem lavar a cabeça o maior tempo que aguentemos. Guarde água para asseios e banhos diários, com sabão, o mais importante. 

IMPORTANTE! A água de ensaboar e enxaguar mãos, rosto, pés e asseio tem de ser limpa, e não pode ser usada por outras pessoas, mas a água de despejo com sabão pode ser reaproveitada em limpeza de sanitário, penicos e latas de lixo.

USANDO GARRAFAS PET:

Ter uma garrafa PET de 2 litros é ótimo para colocar água limpa pra lavar mãos, rosto, pés e parte íntimas. Dá para molhar e ensaboar e tomando esse banho em cima de uma bacia, você sabe exatamente o tanto de água usar. 

E quando for limpar áreas de fezes e urina você adiciona 4 colheres de sopa de água sanitária para cada litro de água limpa. Ou seja: 8 colheres de sopa de água sanitária para cada garrafa PET de 2 litros. Nem mais nem menos. 

REAPROVEITANDO ÁGUA QUE FOI USADA NA LAVAGEM DE MÃOS, ROSTO E ASSEIO:

A água com sabão que foi usada no banho e asseio, pode ser reaproveitada para lavar sanitário, penicos, etc.

QUANDO USAR ÁGUA SANITÁRIA?

Toda água sanitária é pra ser usada diluída! 

  • Frutas e verduras
  1. Em uma bacia de 1 litro de água limpa, dilua 1 colher de sopa de água sanitária
  2. Passe as frutas e verduras esfregando em e deixe de molho por 15 minutos
  3. Depois passe na água limpa e deixe secar ao vento. Quando secar, é só guardar.
  • Limpeza de vasos sanitários 
  1. Em um recipiente de 1 litro de água limpa, dilua 4 colheres de sopa de água sanitária. Use uma esponja ou pano só para isso. 
  2. Deixe por 15 minutos no vasilhame ou sanitário que você usa para urinar ou defecar. Passado esse tempo, é só enxague com água limpa. 
  3. Nunca use água sanitária diluída para banho ou lavagem das mãos!

LIMPANDO OBJETOS TOCADOS COM FREQUÊNCIA COM SABÃO E ÁGUA

    1. Com um copinho com água e sabão, limpe as maçanetas das portas, da geladeira, torneira do filtro e de outras na sua casa que estejam sempre sendo tocadas
    2. Use uma bucha e pano umedecido para a retirada do sabão.
    3. Se ninguém entrou ou saiu da casa, basta fazer isso uma vez ao dia.

LIMPANDO COMPRAS, SACOLAS E TUDO O QUE VIER DA RUA

  1. Também com água e sabão, deixando espuma por 20 segundo. 

LIMPANDO O CELULAR 

  1. Utilize um pouco um pano macio com álcool em gel ou álcool 70 ou sabão e passe em todas áreas com muito cuidado para não encharcar o aparelho. Lave as capas com água e sabão
Juliana Ghizzi

Juliana Ghizzi

Juliana Ghizzi é Jornalista pela PUC-SP. Atualmente, trabalha como assessora de comunicação do Mandato Popular do Vereador Toninho Vespoli

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Atenção comunidade, a quarentena ainda tá de pé!

Periferia relaxa e vida segue normal nas ruas das quebradas

O governo estadual estendeu a quarentena até o dia 22 de abril para que o isolamento social impeça o avanço da Covid-19. E o que isso significa para a periferia de São Paulo? Muito, pouco, ou quase nada? Mesmo com as insistentes campanhas e reportagens sobre a importância de não sair de casa sem necessidade, está difícil para que o povo largue os antigos hábitos.

O boteco continuou sendo palco das partidas de truco. A manicure continuou cortando cutículas. O cabeleireiro continuou raspando cabeças. No quintal, ainda se suja o chão com a cinza da lenha dos churrascos e da cerveja derramada. As mini igrejas continuam ecoando vozes adultas e infantis. Na madrugada, a rua de baixo vibra com os pancadões. E os jovens compartilham as mangueiras de narguile nas tabacarias.

O Blog 2Litrão separou alguns depoimentos  de diversas quebradas da capital paulista:

Jardim Sinhá: “Vizinhos estão fazendo festa todo fim de semana. Os bares estão abertos e cheios de gente. O comércio funcionando normalmente. O pessoal não está nem aí!”

Vila Industrial: “Próximo ao mercado D’avó, estava tudo aberto. Todo os dias. Loja de sapato, perfumaria…”

Teotônio Vilela: “Aqui está parecendo colônia de férias… As pessoas estão pra baixo e pra cima,sem cuidado algum. Os comércios,bares e tabacarias  estão funcionando normalmente; e nos finais de semana,ainda pior,festas pra todo o lado”

Jardim Brasil: “Tem até baile funk acontecendo…Você vai no mercado, tem 150 pessoas por metro quadrado… As filas são aglomerações… Dá muito medo!”

Vila Joaniza: “Aqui as lojas e bares estão fechados, mas há crianças brincando na rua, adolescentes fumando narguilé, comadres fofocando sem a distância de um metro, supermercados lotados e os caixas sem proteção alguma, a garotada dando amassos nos becos e os idosos indo e voltando da lotérica”.

Vila Nova Cachoeirinha: “Aqui, a vida que segue. Ninguém de máscara. Todas as lojas abertas, mercados lotados,churrasco. Eu moro em prédio e as crianças estão brincando lá embaixo todos os dias. Sem comentários…Lamentável!”

Rebeldia ou necessidade

A ideia da quarentena implica privar corpos de ir ou vir e faz com que a autonomia seja reavaliada. Serão revolucionárias as pessoas envolvidas nos relatos acima? Ou muitos fogem à regra por necessidade? 

A operadora Vivo está veiculando uma propaganda na TV aberta sobre a conectividade digital em tempos de coronavírus. O slogan: “conecte-se para aproximar”. Durante o vídeo publicitário, eram apresentados personagens com tablets aprendendo receitas, outros assistindo série na televisão. Esplêndido, olhem como a Era Digital chegou na vida das pessoas. Mas de quais pessoas?

Na periferia, rede de internet à cabo é luxo, aliás, quase não existe. Como driblar a monotonia? Futebol de várzea, empinar pipa, dominó com os amigos, bater papo olho a olho com as vizinhas… Culturalmente, o isolamento para muitos brasileiros é quase que o mesmo que se privar de viver. Soma-se à isso, a falta de sintonia do Estado sobre a real situação que passamos. Por um lado, governos e ministérios soltam legislações para que os comércios se fechem e pedem ao povo que fiquem em casa o quanto puder. Já o presidente da República adota outra postura e em pronunciamento oficial contradiz tudo o que foi dito pelos seus pares. Em quem acreditar?

Aos que precisam trabalhar para fechar a conta da casa no fim do mês, o governo já liberou o pagamento do auxílio emergencial de R$ 600, que pode chegar a R$1200 por família, pelos próximos três meses. Vale arriscar a vida por uma crise econômica que ainda não chegou? 

Já aos que escolhem a diversão ao isolamento social é preciso um choque de realidade: os números de casos e de mortos estão subnotificados. Sem sensacionalismo, a situação é gravíssima. A ficha só vai cair quando a matriarca de um vizinho for uma vítima da Covid-19? Por que não economizar a cerveja para comemorar a derrota da doença?

 

Juliana Ghizzi

Juliana Ghizzi

Juliana Ghizzi é Jornalista pela PUC-SP. Atualmente, trabalha como assessora de comunicação do Mandato Popular do Vereador Toninho Vespoli

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[ADIADO] Ocupa Vila: Feira na Zona Leste quer Promover Cultura da Região

Ocupa Vila: Feira na Zona Leste quer Promover Cultura da Região

Atualização: Seguindo as medidas preventivas frente ao Coronavírus, a 1ª Edição do Ocupa Vila será adiada e uma nova data será divulgada em breve.

Você tem que sair do bairro que você mora e ir pro centro só pra fazer um rolê daora? Equipamentos culturais e de lazer nas periferias são poucos, e os que existem estão abandonados.

A Ocupa Vila é uma rede para se compartilhar na quebrada, seja a voz, o trabalho manual, o grafite… A gente quer dividir a vivência de quem produz arte, cultura e conhecimento na Zona Leste. Temos cantores, atrizes, trancistas, pintores, poetas, jovens sonhadores que se expressam para dizer “a gente também existe”. 

O evento que seria realizado no último domingo do mês de março (29/03) terá a data adiada. Estima-se que no mês de maio, a Rua Doutor Camilo Haddad estará aberta para atividades, assim como o Espaço Cultural Toninho Vespoli que fica no endereço.  

Fortaleça o trampo de quem é da mesma vila que você e participe do nosso primeiro evento.

PROGRAMAÇÃO:

SHOWS

 

 

 

 

 

 

 

10h:  DJ Master Mion

11h: Dj Master Mion / Código do Gueto

12h: Mro/ G.Ã.O

13h: JahPam

15h: Sub Zero/ Ud Brock

16h: Batalha de Rap 

17h: Spy & JHOW

WORKSHOPS

10h30 – Oficina de Cartoon com Eduardo Grillo

13h – Oficina de Upcycling – customizando roupas, com Gabriela e Maricléia (Brechó Bem Te Quer)

14h: Aula de dança com Renato do Coletivo Na Humilde Samba Rock

 

 

 

 

 

 

PALESTRAS

 

 

 

 

13h – Mitos sobre a Saúde da Mulher com 

15h30 – Desmitificando o Candomblé, com Elaine e Rubia do Axé Batistini














Para não esquecer

SERVIÇO: 

Ocupa Vila – feira cultural

Data: Previsto para o mês de maio

ENTRADA FRANCA 

Espaço Cultural e Político Toninho Vespoli

Rua Doutor Camilo Haddad, nº 420 – Parque São Lucas 

ORGANIZADORES











 

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A bicicleta e a Zona Leste de SP

A bicicleta e a Zona Leste de SP

Em São Paulo, prefeitura só quer ciclistas no centro. Entenda melhor

Por Márcia Fernog, ativista do Bike Zona Leste

A Zona Leste agoniza em termos de mobilidade. Entramos em 2020 com os mesmos problemas de sempre. É raro emprego perto de casa, ir ao trabalho a pé seria uma dádiva. Privilégio de poucos… O metrô e os trens lotados. Se for de ônibus, muitos bairros só se conectam com o centro até o Terminal Parque Dom Pedro e para chegar ao destino, tem que pegar outro ônibus e encarar mais filas, mais aperto, mais trânsito. Se vai de carro, é um tempão parado na Radial, Marginal, Celso Garcia, Salim, não importa o caminho…

A cidade, entre 2014-2016, teve um importante investimento em infraestrutura cicloviária, deixou São Paulo mais cosmopolita, mais sustentável, mais saudável, mais ciclável. Cada vez mais ciclovias nascendo em várias partes da cidade e enchendo de esperança de uma mobilidade mais ativa, mais opções de ir ao trabalho, de estudar, chegar com mais disposição, mais energia, afinal, pedalar é uma delícia.

Márcia Fernog é cicloativista da Zona Leste de São Paulo

Acabou 2016. Eixo centro-oeste ficou bem bacana. Alguns trechos precisam de ajustes, tempo semafórico maior, cruzamentos com sinalização adequada, para garantir a segurança do ciclista. Maravilhosas as ciclovias da Paulista e da Faria Lima! Legal pedalar nesses lugares, muito bom, excelente!

Peraí, e saindo mais para o fundo, para as franjas da cidade? Tivemos essa mesma atenção, esse mesmo investimento? Zona Norte, Zona Sul, Zona Leste? No mapa cicloviário pode-se ver o centro expandido bem colorido, parece que tudo só acontece lá! Já na periferia, não é bem assim não… A ZL é a única região sem conexão com o centro e a que tem o menor índice de conectividade: 52% das nossas ciclovias não são conectadas com terminais, estações, escolas, não temos conexão com o resto da cidade. 

As poucas ciclovias que temos não receberam manutenção, estão apagando, foram vandalizadas (a ciclovia de Ermelino segue com pixo há mais de um ano). São as nossas ciclovias que mais sofrem pedidos de retirada por comerciantes e vereadores. Quem pedala na ciclovia da Radial, no trecho Carrão-Penha corre risco de ser assaltado ou morto. Mato, escuridão e clausura são os problemas que o ciclista enfrenta ali.

Ciclofaixa vandalizada com piche. As pouca estrutura para ciclistas na ZL não recebe manutenção

A atual gestão levou 3 anos e meio conversando, fazendo audiências, planejando a implantação de 173 km de novas ciclovias e manutenção de mais de 300 km das existentes. Mais uma vez, a implantação de novos trechos está acontecendo primeiro no eixo centro-oeste. Manutenção, as poucas que se iniciaram na Leste são em locais onde os vereadores insistem em retira-las. Será que retornarão após a manutenção? Nenhum aviso, comunicação zero da prefeitura. 

Seguimos sem mudanças. Sem conexão. Sem segurança. Quem usa a bicicleta na ZL pede atenção. Queremos que a bicicleta tenha seu espaço em toda a cidade, tenha uma rede que conecta amizades, alegrias, fluidez, saúde, bem-estar, praticidade, mobilidade. Queremos equidade!

Este é um texto de opinião de um(a) autor(a) convidado(a). As opiniões aqui presentes não necessariamente refletem as visões do vereador Toninho Vespoli, ou de sua equipe

Marcia Fernog

Marcia Fernog

Marcia Fernog é cicloativista,designer de moda e mãe. Atualmente compõe o coletivo Bike Zona Leste

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Carnaval sem censura

O carnaval está começando, e todo mundo já está se programando para ir nos blocos mais legais! Mas para além daqueles mega-blocos comerciais, existe muita coisa da hora com um jeitão mais popular! conheça aqui duas listas de blocos de carnaval. A primeira uma lista de blocos nas periferias de São Paulo, que deixam bem claro que carnaval não se faz só no centro. E a segunda uma lista de blocos do centro, mas com propostas super alternativas e disrruptivas. É pra ninguém ter desculpa esse ano para não dar força ao carnaval popular!

Lista Periferia!

1. Bloco do Baião. No Carnaval também tem baião! Em São Miguel Paulista, esse bloco veio para homenagear a Luiz Gonzaga, o rei de todos os tempos do gênero nordestino. A folia acontece sempre na Zona Leste, siga o som da sanfona! Saiba melhor pelo site!

2. Bloco Tá Suavi. A perifa merece um bloco ao nível do povo! Por isso criaram, em plena Sapopemba, o bloco Tá Suavi! O obejetivo do bloco é reunir a comunidade e fortalecer a economia local da região. checa aqui mais informações!

3. Comunidade 100% Iracema. O Bloco Comunidade 100% Iracema foi fundado, em Brasilândia por amigos que também participam dos desfiles das escolas de samba do carnaval paulistano. A finalidade é ser mais um braço da cultura do carnaval para a região. O grupo, ao longo dos anos, também atua em todas as manifestações culturais e esportivas etc da região. Por aqui, você encontra mais informações!

4. Bloco do Hercu. O Bloco do Hercu foi criado por amigos, em encontro nos bares do Jardim Herculano e com a intenção de trazer um pouco do carnaval paulistano para o bairro, que ficava excluído do eixo Centro-Zona Oeste. Agora os “jardinenses” tem um lugar para curtir! Pode vim farrear! Mais informações por aqui!

5. Bloco Afro É Di Santo. O Bloco Afro É Di Santo nasceu em 2010 na região de M’Boi Mirim. Com composições autorais e também canções de ritmo samba-reggae, o grupo busca valorizar toques e ritmos de origem afro-brasileira. No link, mais informações obre como participar!

Lista no centro!

1. Bloco do Fuá. Um dos blocos mais disruptivos de São Paulo toma as ruas do Bixiga, esse ano com o tema “A dor, a luta e a delícia de ser Mulher”. O Bloco do Fuá convida a todis que pensam que chega de agrotóxico, de queimadas, de feminicídio, de preconceitos, do obscurantismo e fundamentalismo, a paricipar do nosso cortejo. Mais informações no site.

2. Carnaval Invisível. A ideia é atuar em blocos ajudando a catar latinhas para os catadores! A verdade é que a quantidade de lixo que fica no Carnaval é absurda. O grupo pratica a cidadania, enquanto, também, ajuda os coletivos de catadores! Será nos dias 22 e 23 de fevereiro. Confira mais aqui!

3. Bloco Ano Passado Eu Morri Mas Esse Ano Não Morro. Um baile de carnaval com show do bloco, convidados e DJ para cantar junto, em clima de carnaval, sem esquecer da potência política que esta festa traz em sua catarse. E todos fantasiados! Criado na Vila Anglo, São Paulo, em 2017, meses antes da morte de Belchior e depois do Golpe parlamentar de 2016, o bloco toma emprestado as músicas do compositor para gritar em alto e bom som “Ano Passado Eu Morri, Mas Esse Ano Eu Não Morro”. Mais informações aqui!

4. Bloco Peixe Seco. Em 2020, o Bloco do Peixe Seco canta os “Rios voadores”, cursos de água atmosféricos que “escorrem” da região amazônica espalhando-se para todo o continente, garantindo chuvas regulares e garantindo água para boa parte da América do Sul. Venham navegar com o Peixe Seco. horário e trajeto no site!

o massacre da periferia

o massacre da periferia

Entenda porque a polícia está colocando em curso o massacre da periferia!

Entenda porque a polícia está colocando em curso o massacre da periferia!

Dia primeiro de dezembro do ano passado, 9 jovens foram mortos no Massacre do Baile Funk em Paraisópolis. O “crime” deles foi querer se divertir um pouco durante à noite. Mas se você é pobre de periferia e tenta se divertir, a polícia te mata! Já se for uma pessoa rica, morar em um bairro bacana e decidir sair à noite, o máximo de contato que ela terá com a polícia será para pedir informações sobre como voltar para casa.

O que a ação da polícia deixa claro, é que os pobres e periféricos, não possuem o direito à cidade. Na Vila Andrade, bairro onde fica paraisópolis, mas também nas periferias como um todo, a população não tem acesso a saúde, educação ou lazer. 









Na Vila Andrade há 90 vezes menos leitos hospitalres do que no Jardim Paulista*1








Os bairros “bacanas” concentram os melhores hospitais, as melhores escolas públicas, e os mais completos equipamentos para lazer, como parques, museus e cinemas. Todas essas facilidades são promovidas, seja de forma direta ou indireta, com dinheiro público. Ou seja, para Doria, Covas, o PSDB e a elite neoliberal, apenas os mais ricos devem ter garantias de uma vida decente!









Na Vila Andrade a fila de espera para creches é de 260 dias*1











Querem deixar a periferia com medo!

Além disso, existe um projeto tenebroso promovido pelas elites de intimidar a população das periferias. Ocorre que é do interesse dessas elites garantir que o povo pobre permaneça em um estado de medo e sentimento de impotência constantes. Impõem o sentimento de que a única forma de viver seria pela venda da força de trabalho para os capitalistas. É interessante perceber, como apesar dessa intimidação, o povo de paraisópolis tem conseguido se destacar como polo de organização independente.









Na Vila Andrade tem e 43 vezes menos equipamentos públicos do que na República*1










Muitos desses novos grupos percebem nas festas de rua, nos bailes funk, oportunidade para venderem os seus produtos. São bares, restaurantes, ambulantes e músicos dos mais diversos estilos. Mas essas festas e esses negócios existem de forma, em boa medida, independente das vontades das elites. Isso constitui uma das principais razões para esses eventos serem reprimidos. A verdade é que setores da elite tem medo da independência econômica sendo desenvolvida em paraisópolis. Preferem manter o povo nas sombras, implorando por migalhas. Preferem o povo submisso à vontade e à lógica do neoliberalismo.

A polícia assassina quem mora em favelas

Por isso Doria, e antes Alckmin, e antes Serra (todos do PSDB), enquanto políticos alinhados aos interesses das elites, treinam e treinaram a polícia militar para atirar primeiro e perguntar depois. Mas o fato é que esse tipo de tratamento não é absoluto. A forma que a polícia trata uma dada parte da população está condicionada a classe social, localização, e cor de pele.









81,5% dos mortos pela polícia tinham apenas ensino fundamental completo, e 75,4% eram negros*2









Mas acima de tudo, a ação da polícia está condicionada ao papel que cada parcela da população cumpre na sociedade capitalista. A população pobre é reprimida porque tem a capacidade de se tornarem independentes, tanto por saberem, realmente, produzir produtos de valor real, quanto por, em decorrência de possuírem um menor poder de consumo, não estarem sujeitos aos mesmos apelos da publicidade institucionalizada. Assim, a solução encontrada pelas elites, é a de massacrá-la e intimidá-la o tanto quanto possível, por não desejar uma sociedade independente das garras neoliberais. E é assim que a elite põe em curso o massacre da periferia.

O que se tem em curso é o massacre da periferia

O panorama pintado por essas elites, acaba sendo o de um projeto higienista e fascista, de repressão e “remoção” das populações periféricas e negras. O Professor Vereador Toninho Vespoli luta contra tamanho extermínio. Para isso, entre outras coisas, criou um projeto de lei que institui a semana de conscientização contra o genocídio negro, o PL 218/2018. Mas projetos assim, sozinhos, não são o suficiente para resolver as coisas. O fim da truculência da polícia passa por uma profunda ação popular, por resistência e sobrevivência. É fundamental formar uma coalizão  pressionar a sociedade, de baixo para cima, por uma cidade capaz de atender aos periféricos. Ainda mais, precisamos lutar por um outro tipo de polícia. Uma polícia humana, que não sirva como instrumento de dominação, mas como instrumento de auxílio e proteção da classe trabalhadora. Do contrário, o genocídio fascista continuará até as suas últimas consequências.

*1 Dados do Mapa da Desigualdade da Rede Nossa São Paulo

*2 Dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP)

Gabriel Junqueira

Gabriel Junqueira

Gabriel Junqueira é jornalista, ativista e militante do Partido Socialismo e Liberdade. Atualmente estuda Direito e compõe Mandato Popular do Professor Vereador Toninho Vespoli.

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