polícia federal

O 5º Ministro da Educação em menos de 4 anos

Foto: Roque de Sá/Agência Senado

Escolha de Bolsonaro mantendo o interino Victor Godoy Veiga indica continuação da gestão de Milton Ribeiro.

“Tem que ser alguém que entenda daquele assunto. Assim como na Defesa vai ter um oficial quatro estrelas, no Itamaraty, alguém do Itamaraty, na Agricultura, alguém que venha indicado pelo setor produtivo, com a educação, não é diferente. A gente está escolhendo por critérios técnicos, né? Competência, autoridade, patriotismo e iniciativa”

Jair Bolsonaro candidato à presidência (2018)

A promessa de Jair Bolsonaro de manter indicações com critérios técnicos continua sendo apenas isso — promessa. No caso do novo Ministro da Educação, Victor Godoy Veiga, não faltam tecnicalidades: graduação, duas especializações e 15 anos de serviço público. Mas nenhuma delas tem a ver com educação.

Ele se formou em Engenharia de Redes de Comunicação de Dados pela Universidade de Brasília (UnB), e desde 2004, era auditor de Finanças e Controle na Controladoria Geral da União (CGU). Fez pós-graduação em Globalização, Justiça e Segurança Humana, e especialização em Defesa Nacional pela Escola Superior de Guerra.

Irônico. Durante essa especialização, o ministro Veiga produziu uma monografia com o tema “competência dos órgãos públicos no combate à corrupção”. Agora ele substitui Milton Ribeiro, que se demitiu após vir à tona o esquema dos pastores no MEC.

 

Homem de confiança

Desde a saída do ex-ministro Abraham Weintraub, Veiga era o número 2 no comando do MEC, secretário-executivo, homem de confiança do ex-ministro Ribeiro. Sua oficialização no comando do ministério representa um continuísmo.

Com um dos maiores orçamentos do governo federal, o MEC estava em forte disputa desde a demissão de seu quarto ministro na gestão Bolsonaro. Os demais candidatos estavam em forte campanha pela nomeação: de um lado, o reitor do Instituto Tecnológico da Aeronáutica (ITA), Anderson Correia; do outro, um nome do Centrão, o diretor de Ações Educacionais do FNDE, Garigham Amarante.

Como disse Bolsonaro: “O Milton, eu boto minha cara no fogo por ele”. Nada mais coerente, então, do que continuar com alguém no Ministério que faria a mesma coisa.

 

Cara queimada

Um caso emblemático expõe a confiança dos homens do governo em Veiga. Começando pela investigação de uma fraude no Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade), que teria ocorrido no curso de biomedicina da Unifil, de Londrina (PR).

Servidores do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais) apontaram indícios, com comprovação estatística, de fraude depois que a coordenadora de graduação teve acesso à prova e às respostas com antecedência.

Detalhes importantes: 1) a instituição de ensino tem ligação com a Igreja Presbiteriana Central de Londrina; 2) além de presbiteriano, Milton Ribeiro é pastor.

O ex-ministro tratou o caso pessoalmente, inclusive fazendo viagens para Londrina. Depois adiou ao máximo o encaminhamento da investigação para a esfera criminal através da Polícia Federal.

Para estancar a investigação no Inep, resolveu ameaçar de demissão os servidores. Quem passou o recado da ameaça? Victor Godoy Veiga, até então secretário-executivo. Três fontes do alto escalão no ministério confirmam a história, conforme reportagem da Folha de S. Paulo. 

A lealdade de Veiga se provou até o último momento. Esteve com os pastores Gilmar Santos e Arilton Moura — acusados de operar um gabinete paralelo — tanto em eventos no MEC, como em reuniões acompanhando o ex-ministro Ribeiro.

Se for apostar, aposte que o novo ministro Veiga não escreveu nada sobre tráfico de influência na sua monografia sobre corrupção.

Breno Queiroz

Breno Queiroz

Graduando em jornalismo e estagiário no mandato popular e periférico do professor Toninho Vespoli.

Polícia Federal ataca Boulos!

Polícia Federal ataca Boulos!

Bolsonaro morre de medo de ter Guilherme Boulos no segundo turno para prefeitura de São Paulo! Tem medo por que sabe que Boulos pode vencer do seu candidato preferido à prefeitura, Celso Russomano. Por isso moveu os pauzinhos na Polícia Federal para criar um processo contra Boulos. A razão do processo é uma postagem no twitter de Boulos crítica ao presidente. A verdade é que Bolsonaro e a Polícia Federal estão querendo nos intimidar! Bolsonaro loteou a PF e a transformou em uma Gestapo brasileira a serviço do presidente! Parece que não existem limites para o autoritarismo do palhaço da Alvorada! Com Bozo por trás, a Polícia Federal ataca Boulos!

Mas a gente vai dar a volta por cima! Junto ao Mandato Popular do Vereador Professor Toninho Vespoli 50650, participaremos um twitaço hoje, dia 28/09 às 19h, contra a censura e pela candidatura do Boulos 50 para prefeito! Veja no final como participar do Twitaço!

O Professor Vereador Toninho Vespoli não ficou calado: denunciou a Gestapo brasileira em suas redes sociais!

Boulos criticou o presidente no twitter. Apenas apontou como o autoritarismo do Bolsonaro lembra muito o do antigo rei da França Luís XV. O rei gringo, assim como o Bolsonaro, se achava maior e mais importante do que o seu país ou do que os interesses do povo. A população ficou com raiva e não deu outra: o rei acabou guilhotinado! Foi essa a mera constatação histórica de Boulos no Twitter. Mas para o orgulho frágil de uma PF e de um presidente que não ligam para a história, isso foi o suficiente para intimidar o candidato a prefeito com um inquérito!

Precisa desenhar?

Nem precisa desenhar, né? A verdade é que o Bolsonaro é quem está puxando as cordinhas de tudo! Aparelhou a Polícia Federal transformando ela numa Gestapo brasileira No fim, ao ser autoritário desse jeito, passando por cima de instituições democráticas, o Bolsonaro se assemelha ainda mais ao Rei guilhotinado da França. Uma hora o povo acorda. Uma hora o povo reage. É isso que eles se recusam a entender!

Além do orgulho frágil, está por trás disso tudo uma intimidação contra Guilherme Boulos 50, candidato a prefeito de São Paulo pelo PSOL. Acontece que como mostram as últimas pesquisas em São Paulo, Boulos é quem tem mais chance de tirar São Paulo das garras da direita. Bolsonaro morre de medo disso. Tem tanto medo que até apoiou a galinha voadora, Celso Russomano, para o cargo de prefeito. O Bozo, assim como toda a São Paulo, sabe que Russomano não vence. Mas o objetivo real do Bozo é garantir a vitória do direitista Bruno Covas no segundo turno! Ele prefere qualquer um ao invés de uma candidatura progressista e popular como a do Guilherme Boulos! Por isso mesmo está disposto até mesmo a mandar a Gestapo brasileira em cima do Guilherme Boulos. Ou seja, por isso que a polícia federal ataca Boulos!

Toninho é Boulos, e Boulos é Toninho

O que o Bolsonaro tem tanto medo é de ver o povo participando ativamente da política. O presidente absolutista até consegue domínio na internet com sua máquina de ódio e exército de bots. Mas na hora de conversar, olho no olho, sobre quais ideias o povo quer sendo levadas a frente, o Bozo sabe que não tem a menor chance. Por isso fica tentando tirar a atenção dos problemas reais e fica em campanha permanente buscando polêmica atrás de polêmica. Ele teme tanto pessoas como Guilherme Boulos 50 e Toninho Vespoli 50650 por que essas são pessoas que se propõe a irem ter conversa cara a cara com o povo para planejar a política de São Paulo. Ao invés de uma Gestapo colocada pra cima da oposição, Boulos prefere escutar o povo!

Continuando com o legado de Luiza Erundina, a melhor prefeita da história de São Paulo, os dois candidatos querem uma política de construção de moradia com mutirões, uma política de valorização da economia local, uma política de orçamento da cidade feita em reuniões em conjunto com a população. Enfim, propõe uma política do povo, com o povo e pelo o povo! E na verdade, é disso que o Bolsonaro tem medo: do povo na política!

Participe do twitaço

Você também pode lutar contra a censura e ajudar a mudar a política pra valer! Hoje, dia 28/09, às 19 horas da noite, Guilherme Boulos, junto a Toninho Vespoli e outras lideranças populares, estarão organizando um Twitaço contra a censura Bolsonarista! Para participar é bem simples: é só HOJE, às 19 horas, fazer uma publicação no Twitter com as #NãoIrãoNosCalar, #EstamosJuntosComBoulos e #ToComToninho! Parece muito complicado? Então é só voltar aqui nessa página e clicar no botão “tweet” logo abaixo às 19 horas!

Não aceitaremos censura! O absolutista do Bozo e a Gestapo Brasileira não irão nos calar! Estamos Juntos com Guilherme Boulos 50 e Toninho Vespoli 50650 contra a censura e pelo povo! #NãoIrãoNosCalar #EstamosJuntosComBoulos #ToComTonino

Sérgio Moro o rato mais impressionante

Sérgio Moro o rato mais impressionante

Entenda o que há por trás da saída de Sergio Moro do Governo Bolsonaro.

Enquanto o capitão leva o barco para o precipício, os ratos são rápidos em pular. O Doria, por exemplo, que na sua campanha para governador até cunhou o slogan “bolsodoria”, não perde tempo em se disfarçar de oposição (de olho em 2022). O Rodrigo Maia, que fez passar a reforma da previdência encomendada pela gestão do Bozo, não se cansa de xingar o presidente no Twitter. Mas, sem dúvida, é Sérgio Moro o rato mais impressionante. O ex-ministro e ex-juiz não só saiu do navio, mas aproveitou para denunciar ações ilegais do capitão.

Pra quem já se esqueceu, vamos só recapitular: o Moro ficou famoso por liderar a operação lava jato, que culminou no golpe contra Dilma, na prisão ilegal do Lula e na ascensão ao poder do Bolsonaro. Agora, percebendo o navio a caminho do precipício, Moro aproveita a saída do barco para denunciar o que todo mundo já sabia: que o presidente queria mexer no controle da polícia federal.

Bolsonaro queria se blindar

A história é a seguinte: a família do bozo está no meio de uma série de investigações criminais. Tem inquérito no STF investigando espalhamento de notícias falsas que beneficiaram a campanha do Bolsonaro; tem suspeita de esquema de “rachadinhas”no Rio de Janeiro envolvendo o filho do Jair, o Flávio Bolsonaro; tem suspeita de envolvimento da família no assassinato da vereadora carioca Marielle Franco; e tem investigações sobre participação da família nas milícias do Rio de Janeiro (mas que currículo!). Todas essas investigações passam, em algum momento, pela polícia federal. 

Por isso, o Bolsonaro queria tirar, na polícia federal, o diretor geral Maurício Valeixa, e o superintendente do Rio de Janeiro Ricardo Saad. Também queria trocar o superintendente de Pernambuco. Esse último porque o líder do governo no senado, o senador pernambucano Fernando Bezerra Coelho, estava no alvo de investigações da polícia federal pernambucana.

Na versão do Moro ele jura de pés juntinhos que ele estava lutando contra a interferência do Bolsonaro e pela independência da polícia. O problema é que o Moro não falou nada que já não fosse conhecido, nem quis saber de apresentar provas concretas. Tudo o que mostrou foram conversas de whatsapp em que o Bozo falava o mesmo que já tinha falado para repórteres: que queria mudar o comando da PF. De uma forma ou de outra não há dúvida de que as ações do Bolsonaro tenham sido criminosas. Ele querer interferir na polícia federal constitui abuso de autoridade, obstrução da justiça, e improbidade administrativa. Mas esperava-se que o Moro fosse ajudar com provas mais robustas. Pra ver como as coisas são: o Moro até quando está certo é ruim de prova.

Gabriel Junqueira

Gabriel Junqueira

Gabriel Junqueira é jornalista, ativista e militante do Partido Socialismo e Liberdade. Atualmente estuda Direito e compõe Mandato Popular do Professor Vereador Toninho Vespoli.

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Um mandato popular!

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