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por uma cultura periférica

por uma cultura periférica

Saiba por que a cultura em São Paulo só tem servido aos ricos

Pré-pandemia, São Paulo figurava entre as 6 cidades com maior atividade cultural do planeta e grande parte gratuita e de baixo custo. Mas mesmo diante de um número tão grande de atividades, jamais isto significou a cultura estava sendo acessível para população de forma igual! Grande parte da produção cultural ficava concentrada no quadrilátero central da cidade, com poucas inserções para acesso de mais de 65% da população que vive na periferia ou entornos. Devemos lutar por uma cultura periférica.

Nesta outra realidade das regiões periféricas da cidade de SP, encontramos  pouquíssimos equipamentos culturais em relação à sua população local. Cada equipamento é ainda pouco valorizado, utilizado e mesmo conhecido pela própria comunidade. Ou seja, a prefeitura não investe em cultura para os mais pobres, e ainda não cuida dos poucos equipamentos culturais que já existem!

Essa tendência não é exclusiva dessa prefeitura. Há décadas que os prefeitos priorizam a cultura só no centro da cidade. Por trás disso está, também, uma supervalorização da cultura nos moldes “europeus”, e uma desvalorização de outras vertentes culturais ligadas, por exemplo, às raízes afro-brasileiras. Não faltam recursos para teatros e exposições nos moldes europeus, verdadeiras reproduções de uma cultura elitista. Já apresentações de RAP, Slams e Saraus são completamente negligenciadas.

por uma cultura periférica e para todos!

O povo, sem lazer, se vê obrigado a construir a cultura com suas próprias mãos! Saem à noite em festas e bailes funks onde conseguem ressonância para seus próprios estilos, suas próprias artes independentes e irreverentes! A resposta dos governos, muitas vezes, é a repressão, como no massacre do baile funk em Paraisópolis!

Apesar do descaso do Estado a periferia teima em se reiventar. Há bastante cultura: são saraus, slams, bailes funks e tantas outras expressões culturais periféricas. Uma prefeitura decente deveria, ao invés de reprimir essas iniciativas, fomenta-las! De maneira coletiva, com pé no barro a fim de fomentar aquilo que o povo já construiu. É essa a proposta do pré-candidato a prefeito, Guilherme Boulos. Junto com o Vereador Toninho Vespoli, ele irá transformar a cultura em nossa cidade!

Gabriel Junqueira

Gabriel Junqueira

Gabriel Junqueira é jornalista, ativista e militante do Partido Socialismo e Liberdade. Atualmente estuda Direito e compõe Mandato Popular do Professor Vereador Toninho Vespoli.

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Tem Gente com Fome!

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Saiba porque os entregadores estão lutando por comida!

Já dizia o poema, mais tarde musicado, do poeta negro Solano Trindade “Trem sujo da Leopoldina; Correndo, correndo, parece dizer; Tem gente com fome, tem gente com fome […]”. O Poeta do Povo não tinha como saber, mas seus versos hoje se mostram tão atuais quanto os nossos smartphones: entregadores de aplicativos vão correndo pela cidade carregando em suas mochilas comida para aqueles que podem pagar. Mas eles próprios passam fome. São forçados à humilhação de ter que entregar comida de estômagos vazios. Recentemente, com a nova onda de protestos, alguns entregadores têm se levantado contra a opressão. Exigem o mínimo: que lhes dêem comida!

A situação para esses trabalhadores é avassaladora. Segundo pesquisa da Aliança Bike (Associação Brasileira do Setor de Bicicletas), entregadores que trabalham por 12 horas por dia ganham em média míseros 936 reais por mês! Nós já cobrimos em outro texto como essas empresas de aplicativo se safam dessa, chamando trabalhador precarizado de “empreendedor”.

Os trabalhadores se unem!

Mas agora os trabalhadores estão se voltando contra os patrões. Paulo Lima, conhecido como “Galo”, é uma das lideranças do novo movimento dos entregadores. Em fala impressionante de apenas um minuto, durante protesto na capital paulistana, conseguiu resumir o que pensadores e intelectuais não souberam falar em discursos e comícios de horas de duração. E em formato olho no olho, feito para chamar seus colegas para ação. “A gente precisa de vocês meus companheiros! Ninguém aqui é empreendedor de porra nenhuma! Nós é força de trabalho!” Diz ele em um momento marcante no vídeo que em 5 dias já teve mais de 500 mil visualizações. Atrás dele, durante a fala, colegas de trabalho erguem o punho em sinal de protesto. Todos com mochilas de entregadores.

Paulo Lima é nascido no bairro Jardim Guaraú, bairro de periferia da zona norte de São Paulo. Lá ele conta, em entrevista ao jornal UOL, que aprendeu política com o rap. “Ali, vi que os rappers eram respeitados porque eram inteligentes. Porque cada letra de rap é uma aula de política. As músicas são cheias de referências. Quando ganhei o livro do Malcolm X, fiquei feliz porque estava curioso para descobrir quem era esse cara.” Comentou Galo durante a entrevista. Ele próprio encarou o compromisso. Foi buscar conhecimento, foi buscar poder. E a cada livro que lia foi escrevendo um rap novo.

RAP é Compromisso

A escola popular é a escola da poesia. Dos saraus, dos slams, do rap. Já dizia Sabotage “rap é compromisso”. Compromisso dos mais pobres, dos miseráveis, contra a classe dos opressores. E assim Galo dá vazão à luta. Organiza a sua classe contra os patrões da “indústria 4.0”.

Galo conta que ainda enfrenta preconceito dos seus companheiros. “Fui falar com um, e ele me mandou ir para Cuba. Beleza. Fui falar com um segundo, e ele me mandou ir para Cuba também. Aí, irmão, George Orwell tinha que estar lá comigo para poder escrever um livro sobre aquele momento”. Na verdade Galo hoje luta pelo mínimo “Comida, comida, comida, comida, comida. Nós só temos essa pauta. A gente só pede o básico do básico para o ser humano viver bem”. Comenta ele sobre o objetivo de fazer com que as empresas de aplicativo forneçam algum tipo de auxílio para alimentação.

Movimento de Pensadores

E mesmo com o preconceito de alguns colegas, Galo não abaixa a cabeça. Continua indo firme pra briga. “Eu sei que o caminho é esse, é empoderar essas pessoas. Tem que fazer a galera pensar. Os entregadores antifascistas é pra ser isso: um movimento de pensadores”

Se Solano Trindade ainda estivesse vivo, sofreria ao ver o quanto ainda ficou por fazer. Mas ver Galo e outros Poetas do Povo se organizarem lutando pela comida que lhes é negada, talvez fizesse Trindade manter a fagulha de esperança acesa.

“Se tem gente com fome, dá de comer”
Solano Trindade.

Gabriel Junqueira

Gabriel Junqueira

Gabriel Junqueira é jornalista, ativista e militante do Partido Socialismo e Liberdade. Atualmente estuda Direito e compõe Mandato Popular do Professor Vereador Toninho Vespoli.

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