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Fascistas e a exaltação da tortura

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O ataque à Miriam Leitão deve ser repudiado, embora seja preciso pontuar que o fascismo e a exaltação à tortura não começaram agora.

O filho do presidente Jair Bolsonaro, Eduardo Bolsonaro, voltou a ser um dos assuntos mais comentados nas redes sociais no domingo (03/04) e na segunda-feira (04/04), após ter feito um tweet em que ataca a jornalista Miriam Leitão e debocha da tortura que ela sofreu.

A jornalista e comentarista de política e economia, foi torturada durante a ditadura militar. Grávida, Miriam foi colocada em um quarto escuro com cobras. Alguém que debocha ou zomba dessa situação não tem o menor apreço pela democracia, pela liberdade ou por qualquer valor que norteia as relações humanas.

Mas Eduardo Bolsonaro, mais conhecido como Dudu Bananinha não é muito diferente do seu pai. Vale recordar, já que parcela da população parece ter a memória curta para certas questões, que durante a votação do impeachment de Dilma Rousseff o então deputado Jair Bolsonaro usou o microfone da Câmara dos Deputados para exaltar “Carlos Alberto Brilhante Ustra, o pavor de Dilma Rousseff” vociferou o cramunhão.

Qualquer manifestação de repúdio ou rechaço às palavras de Eduardo Bolsonaro são sempre importantes, mas muitas dessas pessoas, principalmente na grande imprensa sempre fizeram vistas grossas ou minimizaram as falas do pai, o agora presidente Jair Bolsonaro.

O fruto não cai longe da árvore!

A lista de impropérios, absurdos e apologias a tortura e a ditadura de Jair Bolosnaro são intermináveis, seus filhos e apoiadores diante da certeza da impunidade e até mesmo da possibilidade de ganhar mais destaque, como aconteceu com a besta fera mor, agem abertamente dessa forma.

Um problema histórico

O que alimenta a certeza da impunidade desses cidadãos e até mesmo a sanha de alguns generais que já deveriam estar de pijama e longe da caserna foi a anistia geral e irrestrita. Se os bandidos militares tivessem pago por seus crimes e abusos durante a ditadura, hoje, certamente, haveria mais medo ao tentar defender um regime que destruiu o país.

Ao tratar aqueles que lutavam contra a ditadura, àqueles que usaram o Estado para perseguir, prender, exilar e matar opositores. A anistia geral e irrestrita igualou dois lados que são inigualáveis e encheu de sobrevida um grupo de milicos parasitas que ficam rondando a máquina pública, prontos para colocar suas garras novamente.

Jair Bolsonaro é um exemplo disso. Um cabo medíocre que a vida toda flertou com golpes, insubordinação e uma paixão incontrolável pelo autoritarismo. Se limites e responsabilização de todos envolvidos com a ditadura tivesse acontecido, cenas e publicações lamentáveis como essas não existiriam.

Há ainda medidas para proibir que militares da reserva ou da ativa assumam cargos públicos e se decidam por ingressar na vida política do país que percam suas funções e aposentadorias. Há uma epidemia de militares em cargos políticos ou combatemos isso com força ou a tão nova democracia brasileira vai pro ralo.

Edcarlos Bispo

Edcarlos Bispo

Edcarlos Bispo é ativista, jornalista e assessor do mandato do Vereador Toninho Vespoli.

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