vacina

Os bugalhos do SUS

Os bugalhos do SUS

O SUS que é uma conquista da população Brasileira, desde o seu início sofre com um financiamento inadequado para todos os seus objetivos, óbvio que em um Estado Capitalista, aonde os interesses privados sobrepõem aos interesses coletivos, o SUS é uma prova de resistência da luta de um povo por melhores condições de vida, e não ficaria de fora dos ataques daqueles que defendem os interesses privados capitalistas.

Mas aqueles socialistas que sonharam com um Sistema de saúde que garantisse o atendimento a quem mais precisava, não como um favor e sim como um direito, já sabiam que deveriam empoderar aqueles que mais precisavam do SUS, e para isso o controle social foi criado, como uma peça-chave que mantém este sistema funcionando até hoje, o controle social traz o direito a sociedade para decidir e fiscalizar o que realmente precisam e como estão sendo executadas as políticas de saúde pública.

A lei orgânica do SUS, que a partir de 1990, regulamentam o funcionamento e repasse de verbas para todos os entes federativos, ao longo desses anos vem sofrendo diversas alterações em destaque em 2007, aonde dar se a criação dos repasses fundo a fundo, divididos em diversos blocos de financiamento, desde a atenção básica a alta complexidade, em destaque as alterações nos últimos anos, que mudaram a forma de repasses fundo a fundo e o controle destes gastos em saúde, que obviamente favoreceu aos gestores deste fundos, que são os próprios secretários de saúde, podendo alocar os recursos sem tantas amarras como falam. Enfim com a EC 95 que congelou os investimentos no SUS principalmente, o buraco nas contas públicas na garantia de direitos da nossa população foi ampliado.

Mas, aí em 2020 surge uma pandemia que de forma não esperada, até mesmo para aqueles que defendem os interesses egoístas de uma pequena camada da nossa população, a fim obviamente do lucro, também foram afetados com milhares de mortes, gerando uma catástrofe mundial. E adivinhem aonde os brasileiros conseguiram amparo? Sim, foi nele, o SUS, sucateado e subfinanciado que sobrepôs os interesses egoístas e mostrou que a força em benéfico do coletivo é o grande trunfo de uma população.

Em 2021, até aqueles mesmos que condenavam o SUS, diga-se de passagem o grande “ Guru” da ultra direita Olavo de Carvalho, que sem recursos financeiros para continuar seu tratamento de saúde no tão elogiado Estados Unidos, volta ao Brasil para recorrer a quem? Sim, a ele novamente, o nosso SUS. Será que quem condenava o SUS pode mudar de lado? Não sei, mas que o SUS tem o lado socialista do povo brasileiro isso eu não tenho dúvidas. E você já defendeu o SUS hoje?

As opiniões presentes no texto não necessariamente refletem as opiniões do Vereador Toninho Vespoli

Douglas Cardozo

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Douglas Cardozo é Economista, Pós Graduando em Saúde Pública e Consultor de Saúde do Mandato Popular do Professor Toninho Vespoli

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O dia do Hospital

O dia do Hospital

Hoje 2 de Julho é comemorado o dia do Hospital, uma data simbólica para homenagear essas instituições e aos seus profissionais, que tem um papel fundamental na sociedade organizada. Os espaços criados mais parecidos com Hospitais na antiguidade, foram criados a princípio para isolar os indivíduos doentes, e não para curar as pessoas, porém com o avançar das guerras, o papel destes espaços passaram, a ser destinados a atender os feridos em guerras e restabelecendo os para o combate.

No Brasil o primeiro Hospital a ser criado foi a Santa Casa de Misericórdia de Santos em 1543, pelo então fidalgo português Brás Cubas, sendo que naquela época no Brasil ainda não existiam médicos no Brasil, sendo a missão do cuidar dos doentes realizada pelos sacerdotes e irmãos leigos jesuítas. Atualmente no Brasil temos cerca de 6.730 Hospitais, segundo o Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (CNES 2019).

Segundo a definição do Ministério da Saúde do Brasil: “O termo hospital se refere a um conjunto muito heterogêneo de estabelecimentos de saúde, unidades de diferentes portes, que podem oferecer uma variada gama de serviços e atividades e desempenhar funções muito distintas no âmbito da rede de atendimento à saúde.”

O SUS é uma Conquista Social e a sua funcionalidade cada vez mais é visível, em destaque na atual crise sanitária causada pela Covid-19, aonde os recursos do SUS que foram direcionados para o bem dos interesses privados, através do teto de gastos, se tornaram gritantes para o atendimento da nossa população. Sendo os Hospitais públicos. A esperança de milhares de brasileiros infectados pelo coronavírus, que já ceifou  milhares de vidas por ser uma doença grave e de pouco conhecimento inicial no seu combate, e que somente agora em 2021 as vacinas começaram a ter um papel relevante na redução da transmissão do vírus, que vale lembrar que no Brasil estamos em muito atrasados na vacinação da população.

Como a própria definição do Ministério da Saúde, os Hospitais são os locais aonde uma variada gama de serviços e atividades são oferecidos, e se tratando dos hospitais públicos brasileiro, sabemos a imensa dificuldade que a nossa população encontra em receber um atendimento especializado, o que gera maior tempo de internação nas unidades hospitalares, além de um custo maior para os cofres públicos em manter doentes na fila de espera por atendimento, seja para avaliação ou procedimentos.

No dia do Hospital, que simbolicamente no Brasil é comemorado no dia 2 de Julho, e mundialmente no dia 14 de Julho, é importante destacarmos que o Brasil, no quesito saúde pública ainda tem muito a melhorar, principalmente no financiamento e gestão dos recursos do Sistema Único de Saúde, que atende a mais de 70% da nossa população, em sua maioria sus dependente, ou seja dependem exclusivamente do SUS como alternativa de prevenção ao processo de cura. O retrato dos Hospitais públicos brasileiro infelizmente é, em sua grande maioria de locais superlotados e com condições bem precárias seja, em estruturas físicas quanto em déficit de Recursos Humanos.

Um atendimento mais humanizado, não pode apenas ficar no discurso, é preciso comprometimento dos Governos e políticos eleitos pela população, através de um financiamento adequado e uma gestão direta e eficiente do Ministério e Secretarias da Saúde em todo Brasil, e que tragam resultados melhores a nossa população. E não existe outro caminho para aqueles que defendem o SUS e os seus Hospitais, que não seja a luta popular por saúde e dignidade, desde o atendimento da atenção primária até a alta complexidade.

As opiniões presentes no texto não necessariamente refletem as opiniões do Vereador Toninho Vespoli

Douglas Cardozo

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Douglas Cardozo é Economista, Pós Graduando em Saúde Pública e Consultor de Saúde do Mandato Popular do Professor Toninho Vespoli

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No Brasil, covid é genocídio

No Brasil, covid é genocídio

Saiba como classe, cor, renda e educação afetam suas chances de ser vítima da pandemia

Pessoa negra, pobre, de periferia, sem ensino básico completo. É esta a cara das vítimas da Covid no município de São Paulo, segundo novo estudo “trabalho, território e covid-19 no município de São Paulo”, do Instituto Pólis. Os resultados da pesquisa não foram surpresa nenhuma para qualquer um que estude o tema. Já desde março de 2020 sabíamos que a população da periferia era a que mais morria por Covid. Mas agora simplesmente não há mais como negar: no Brasil, covid é genocídio contra a população pobre e negra!

Primeiro de tudo, é importante olhar pra os dados: 76,7% das vítimas da covid em São Paulo não tinham ensino básico (fundamental + médio) completos! Mesmo considerando que a população sem ensino completo na região Metropolitana de São Paulo é de 58,9%, ainda assim percebe-se chance muito maior entre pessoas sem escolaridade do que com escolaridade. A título de contraste, quem possui ensino básico completo participa em 23,3% dos óbitos, sendo 41,1% da população. Ou seja, a chance de alguém sem ensino médio completo morrer por Covid é 2,3 vezes maior!

Além disso, estudo que analisou as mortes entre março e setembro de 2020 em São Paulo demonstrou que pessoas negras têm 81% mais chance de morrer do que pessoas brancas. Outra análise, demonstra que pessoas da periferia tem até 3 vezes mais chance de morrer!

Mas os recortes não param por aí! retornando para os dados da pesquisa da Pólis, as áreas profissionais com maiores riscos de morte, além de aposentados e donas de casa (grupos em que a maioria das vítimas foram idosos), foram a de motoristas de táxi e de aplicativos, e a de empregadas domésticas. Ou seja, ocupações “de bico”, com muita instabilidade, compostas, em grande parte, por pessoas desempregadas, desesperadas para trazer o sustento para os seus lares.

Tudo isso evidencia como as políticas (ou falta de políticas) praticadas pelos governantes acabaram por se mostrarem genocidas. A Convenção para a Prevenção e a Repressão do Crime de Genocídio de 1948, define como genocídio, entre outras coisas, “submeter intencionalmente o grupo [nacional, étnico, racial ou religioso] a condição de existência capazes de ocasionar-lhe a destruição física total ou parcial”.

A maioria dos dados expostos na matéria são antigos ou óbvios, o tipo de coisa que qualquer um minimamente interessado no bem estar da população deveria considerar. E as ações para mitigar os efeitos da pandemia entre os grupos mais afetados seriam, também, óbvias! Medidas como renda emergencial para todos que precisassem, durante um lockdown mais rigoroso e efetivo era exatamente o que especialistas no tema vinham recomendando desde o começo da pandemia! Só por aí, sendo tão grande a inépcia das forças públicas, já se torna razoável pensar em crime de genocídio (inclusive para as gestões municipal e estadual de São Paulo).

Mas mais que tudo isso, a recusa expressa de Bolsonaro em comprar vacinas sendo vendidas, entre outras, pela Pfizer e pela China, revelam um descaso total com a vida humana! E um descaso que afeta, desproporcionalmente, pessoas negras e pobres. Ou seja, a gestão de Bolsonaro foi genocida por submeter um grupo étnico e racial específico a condição de existência capaz de ocasionar-lhe a destruição física total ou parcial! Ou seja, graças a Bolsonaro, no Brasil, covid é genocídio!

Precisamos lutar contra o genocida!

Se você se indignou ao ler estes dados, ajude-nos a mudá-los! Amanhã, sábado, dia 29 de maio no MASP, venha para a manifestação contra Bolsonaro, e pela vacina! Juntos vamos vencer o genocida!

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Pandemia e o Negacionismo

Pandemia e o Negacionismo

Saiba como o Bolsonaro estimulou o negacionismo, e entenda uma possível saída para o desastre em que estamos!

Em meio a maior crise dos últimos 100 anos, aonde só no Brasil chegamos a quase 362 mil mortos pela Covid-19, e no comando central está um governo federal que não sabe o que fazer, e o que faz, é desastroso. É um absurdo que um país que tem um dos sistemas de saúde mais completos do mundo, amargure a triste colocação de segundo país aonde as pessoas mais morrem no mundo, nesta pandemia.

Enfrentar a Pandemia requer além do discurso a prática de ações em defesa da vida, em sintonia com as demandas sociais que durante uma grave crise como a atual, se tornam muito mais evidentes e que o Estado é além de um tomador de decisões, é também o executor de políticas públicas em defesa de uma nação. Mas no Brasil o negacionismo vem tomado conta do discurso político de quem está no poder, ignorando o que diz a ciência e fazendo vista grossa para as demandas sociais.

O Brasil se tornou uma ameaça para o mundo pelo descontrole da Covid-19, com um avanço tímido da vacinação e batendo quase todos os dias o recorde de mais de 4 mil mortos em 24hs, a gripezinha que o Presidente da República disse já destruiu milhares de lares, além de não estimular a população a prevenção pelo uso de máscaras e distanciamento social, sendo ele o próprio exemplo, é um líder que faz tudo o que a ciência não recomenda e com isso também estimula aos seus seguidores ao próprio exemplo e o resultado está aí, para todos verem, um verdadeiro desastre para a humanidade.

O fato é que infelizmente muitas pessoas iriam morrer por Covid-19 no Brasil, seja por diversos motivos como o agravamento em quem é portador de doenças crônicas. Mas quantas mortes poderiam ser evitadas se simplesmente seguíssemos as recomendações técnicas? Sim, o negacionismo do Governo Federal ceifou milhares de vidas, mas o pior é que em meio a esse caos de um desgoverno, assim como Hitler obteve apoiadores, Bolsonaro ainda se mantém com muitos seguidores iludidos pelo antipetismo, e ainda pode ser reeleito em 2022. Mesmo diante da maior farsa política eleitoral que foram as eleições de 2018, aonde através das fakenews e de um golpe arquitetado pela classe dominante, movida pelo antipetismo e demonização das lutas socias, o Brasil elegeu um ser totalmente despreparado para ocupar o cargo de presidente, seja por falta de conhecimento, como também nas questões morais.

Agora o desafio é, unificar os campos progressistas, muito além das vaidades e sim pensar realmente nas causas coletivas, além dos discursos. O SUS, a Educação, os Direitos trabalhistas, a Assistência Social e tantos os outros campos de lutas sociais estão sendo brutalmente atacados em benefício dos interesses do grande capital Nacional e estrangeiro. A submissão do Governo Bolsonaro aos interesses não é à toa, tem sim relação com o complexo de vira lata que as elites brasileiras têm em sua raiz, tudo lá fora é melhor do que aqui, inclusive a nossa Amazônia, e assim seguimos afundados em uma crise sanitária e social com milhares de mortos, desempregos e famintos. Óbvio isso gera mão de obra barata para o grande capital Nacional e estrangeiro, quanto mais miseráveis tivermos, mais seremos competitivos para o mercado nacional e internacional de exploração de mão de obra barata.

É necessário construirmos uma saída para o barco não afundar de vez, e essa saída é unir as forças políticas que pensam no socialismo e progresso como uma forma de revolução, além do discurso político acadêmico que pouco faz pela sociedade se não for colocado em prática. O Campo progressista precisa sim construir um nome capaz de enfrentar tudo o que está sendo feito e isso passa sim por romper vaidades e  fazermos o que falamos e pregamos, que é a união e o respeito a quem pensa igual e a quem pensa diferente, deixando o extremismo para quem defende os interesses de submissão de um povo.

Ao serem recuperados os direitos eleitorais do ex presidente Lula, uma força já então construída na sociedade, ganha fôlego e voz, pois comprova que embora acertos e erros que tivemos na era petista, uma força social se consolidou. E para combater essa força social, somente um golpe poderia ser capaz de destruir o que fora conquistado, e isso se materializou com a eleição de um presidente despreparado em 2018, quando aquele que liderava as pesquisas foi preso injustamente para garantir que os planos da grande fraude eleitoral tivessem sucesso. Agora o desafio é recuperar as forças sociais que lá em meados de 2001 elegeram um torneiro mecânico, com pouco estudo e que durante os seus dois mandatos como presidente foi considerado pelos índices de aprovação o melhor presidente da história democrática brasileira.

A Força social que elegeu Lula precisa ser recuperada, pois somente com ela conseguiremos mudar o destino trágico que o Brasil segue nas mãos de um governo negacionista e despreparado. E para isso, não cabe vaidades e sim uma construção que coloque quem é do povo novamente no poder, independente de qual seja o nome nas eleições de 2022, urge a necessidade do campo progressista construir uma solução coletiva e que resgate o poder do povo e os seus direitos.

Douglas Cardozo é Economista, Pós-Graduando em Saúde Pública e Consultor em Saúde do Mandato Popular do Professor Toninho Vespoli

As opiniões presentes no texto não necessariamente refletem as opiniões do Vereador Toninho Vespoli

Douglas Cardozo

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Douglas Cardozo é Economista, Pós-Graduando em Saúde Pública e Consultor em Saúde do Mandato Popular do Professor Toninho Vespoli

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Os ricos querem furar a fila!

Os ricos querem furar a fila!

Entenda como o Congresso está passando por cima do povo que precisa da vacina!

Estava até demorando para acontecer. Mas aqui estamos nós: O Congresso Nacional aprovou um PL que permite empresas comprarem vacinas do Governo e aplica-las em quem quiser, mesmo antes de terminada a imunização prioritária! Na prática isso significa que os ricos querem furar a fila! Grandes empresas (porque só estas serão capazes de pagar) vão poder adquirir vacinas antes dos grupos de risco (como idosos, professores e estudantes). Nessas horas percebe-se que a “direita moderada” vota em bloco com o Bolsonaro. Kim Kataguiri, Arthur Lira , Joice Hasselman todos votaram a favor! Restou uma tímida oposição do PSOL, PTe partes do PDT (importante frisar, partes!) para tentar lutar contra o Projeto!

O povo é negligenciado!

O Projeto de Lei 948/221, de iniciativa do deputado Hildo Rocha do MDB (peça chave do centrão), foi aprovado ontem, dia 6. A opinião do povo e dos especialistas, é lógico, não foram os embasamentos reais da medida. A maioria do que é feito no Congresso tem pouca relação com tanto as vontades e necessidades do povo, quanto as opiniões de quem realmente se dedica para estudar cada tema. Ao invés disso, a medida teve muito mais que qualquer coisa objetivo do centrão de acenar para a classe empresária, que não importa o que aconteça, continuará a sua eterna submissão ao capital!

A ideia é péssima! Os argumentos elencados são que as empresas que vacinassem sua força de trabalho poderiam voltar a funcionar mais cedo (ou seja, economia acima da vida), e que o dinheiro das compras poderia ser usado para comprar mais vacinas. Mas não falta dinheiro para vacinas, o que falta, ao invés, são vacinas a venda! Principalmente depois do Bolsonaro ter jogado fora todas as oportunidades do Brasil conseguir vacina! ter mais dinheiro “para compra de vacinas” não vai fazer diferênça nenhuma a essa altura!

Só os ricos se beneficiam!

O óbvio é que quem é grupo de risco deveria ser vacinado antes, mesmo de quem tem mais dinheiro. Saúde não pode ser mercadoria! Além disso, as pessoas que seriam beneficiadas com a vacina primeiro, provavelmente seriam pessoas mais bem pagas nas empresas. Ou seja, quem tem mais condições de fazer um isolamento social efetivo!

Não tem como defender essa proposta, a não ser que você prefira ficar do lado de grandes empresários. O grupo de risco é grupo de risco, e não deve ser negligenciado! Mesmo pequenos e micro empresários (que empregam o grosso da mão de obra brasileira) provavelmente não teriam condições de comprar as vacinas. Os únicos realmente beneficiados são os mega ricos, que poderiam reiniciar suas empresas um pouco mais cedo! Os ricos querem furar a fila!

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5 pontos para entender a segunda onda da covid

6 pontos para entender a segunda onda da covid

Entenda o que mudou da primeira para a segunda onda da covid:

Estamos no meio de uma segunda onda da covid. MAs o que isso significa na prática? Veja aqui 5 pontos para entender a segunda onda da covid:

1. A vacina é esperança, mas a batalha ainda não está ganha!

Apesar da ingerência política dos mandantes de São Paulo e do Brasil, existe uma chance boa de que a vacinação em massa ocorra logo mais. Mas até lá, é importante não baixarmos a guarda! Inclusive porque as novas cepas da Covid-19 ainda não são bem compreendidas. Existe chance da vacina não ser eficaz para as novas cepas! Por isso mesmo, é especialmente importante que o menor número possível de pessoas esteja contaminado com a nova variante. Nós não podemos morrer na praia!

2. O que é bom ter em casa na luta contra o vírus?

Hoje nós temos mais clareza de que qualquer um sentindo os sintomas da covid (febre, tosse seca, cansaço, dificuldade de respirar ou falta de ar, dor ou pressão no peito, perda de fala ou movimento) deve procurar atendimento médico. Mas sabemos que em muitos lugares as unidades de saúde estão super lotadas, tornando lento e pouco realista o atendimento médico instantâneo, especialmente para quem vive em regiões pobres da cidade. É bom manter em casa dipirona, paracetamol e xarope para tosse. Pode ser interessante, também, manter uma suplementação de vitamina D (mais informações no item 6 da lista). Nenhum desses medicamentos curam a covid, mas são capazes de aliviar os sintomas e dificultar a transmissão da doença. Ainda assim é importante frisar: se possível, prefira sempre ir ao hospital, UPA ou UBS!

3. Qual máscara usar?

Todo mundo já está cansado de saber que deve sempre usar máscara quando precisar sair. Mas há ainda muita dúvida sobre qual máscara é a melhor. Em um primeiro momento, no começo da pandemia, a instrução era para usar máscaras apenas se estivesse com sintomas. A instrução diferente se deu porque haviam poucas máscaras disponíveis no mercado brasileiro. Hoje a situação mudou: há máscaras para todos. Além disso quem não pode comprar máscaras pode fazer sua própria máscara com panos de prato não tóxicos. Apesar da população hoje saber disso, há ainda muita dúvida sobre qual o melhor tipo de máscara. Segundo especialistas, as máscaras N95 e PFF2 parecem ser as mais eficientes no combate À transmissão da covid. São um pouco mais caras, mas oferecem proteção e conforto mais completos. Veja aqui como identificar cada uma dessas máscaras, e não ser enganado na hora da compra.

4. Álcool em gel ou álcool em spray?

Mais barato do que o álcool em gel, e mais rápido de aplicar, o álcool 70% em garrafas com borrifador é uma opção interessante para quem quer se manter protegido. É importante saber, apenas, que o álcool sem ser em gel evapora mais rápido, o que significa que ele tem menos tempo para matar os patógenos em sua mão. Isso pode ser resolvido aplicando uma dose maior de álcool em spray do que seria aplicado de álcool em gel. Além disso, se você possuí uma pele sensível, algumas marcas de álcool em gel podem ser mais interessantes por conterem hidratantes em sua composição. Por outro lado, o álcool em spray pode ser mais conveniente, especialmente se usado em pequenos frascos de spray (50 ou 100 mililitros), fáceis de serem transportados, e de rápida aplicação.

5. Posso pegar transporte coletivo?

Como todo mundo sabe, se possível , o ideal é ficar em casa. Mas para muitos isso não é uma opção. Há, no entanto, pesquisas animadoras mostrando que o uso de máscaras é mais eficiente do que se pensava no combate à covid. Um estudo recente do renomado Instituto MITRE, mostra que se todos no ônibus estiverem de máscara, e as janelas do ônibus forem mantidas abertas, o número de patógenos inalados pode diminuir em até 93%. Isso não significa que já dá para sair em rolezinhos. Mas se precisar sair de ônibus, saiba que usar máscaras e manter as janelas abertas é um caminho para se manter protegido (na medida do possível).

As opiniões presentes no texto não necessariamente refletem as opiniões do Vereador Toninho Vespoli

Gabriel Junqueira

Gabriel Junqueira

Gabriel Junqueira é jornalista, ativista e militante do Partido Socialismo e Liberdade. Atualmente estuda Direito e compõe Mandato Popular do Professor Vereador Toninho Vespoli.

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Escolas fechadas, vacina e lockdown!

Escolas fechadas, vacina e lockdown!

Entenda o que seria necessário para São Paulo vencer a Covid!

Graças à incompetência dos nossos mandantes, a pandemia voltou a um novo pico! Se nada for feito os hospitais irão entrar em colapso. A gestão durante a pandemia tem sido uma comédia de erros: o Doria não fechou as ruas em um lockdown sério, o Covas não abriu os cofres para garantir renda para o povo, e o Bolsonaro nem se fala. Ficou brincando de gato e rato com o Doria, enquanto os corpos empilharam… talvez se tivessem escutado Toninho Vespoli, não estaríamos tão mal. As escolas permaneceriam fechadas até que o retorno fosse seguro, haveria uma renda emergencial decente para quem perdeu o emprego, hospitais de campanha eficientes teriam sido construídos, e quem vive da cultura teria algum auxílio, apenas para mencionar algumas medidas. O que precisamos, na verdade, é de Escolas fechadas, vacina e lockdown Mas infelizmente a direita preferiu uma rota genocida. 

Não foi por falta de aviso!

Não foi por falta de aviso. Ainda no começo da pandemia, Toninho Vespoli protocolou o projeto de lei 186/2020 que determinaria um lockdown mais rígido, além que garantir um auxílio emergencial capaz de garantir renda para quem mais precisa. Em um momento em que profissionais da saúde precisam de reforços, Toninho também ativou o Ministério Público para exigir que os profissionais aprovados em concurso fossem chamados para atender o público.

De distribuição de kits de EPIs, à luta pelo atendimento em hotéis à população em situação de rua, não faltaram ações de Toninho para combater a pandemia. Mas a direita de Doria e Bruno Covas não quiseram dar ouvidos. Em uma retórica suicida, supostamente em apoio à economia, não levaram a pandemia a sério. Na verdade usaram (e ainda usam) a tragédia como mero palanque para campanhas eleitorais. Foi assim na campanha pra prefeito de Bruno Covas, e está sendo assim, novamente, na campanha para presidente de Doria.

Quem planta Bruno colhe covas!

Apesar de às vezes fazerem discursos bonitos, tanto Doria quanto Bruno Covas fizeram questão de retomar as aulas presenciais, muito antes de ser seguro. Isso mesmo depois de saírem pesquisas mostrando grave risco de problemas neurológicos em crianças que pegaram Covid. Precisaríamos, em um combate sério à covid, de Escolas fechadas, vacina e lockdown!

Agora, após passarem as eleições de 2020 negando haver segunda onda da pandemia, Doria e Covas voltam a engrossar o discurso contra o vírus – mas apenas o discurso: o secretário de Saúde do estado de São Paulo, Jean  Gorinchteyn, já afirmou ser contrário ao lockdown. Talvez, pelo menos, a tragédia à luz clara seja o bastante para cancelarem a retomada das aulas presenciais. Mas as esperanças de uma gestão séria é pouca. São Paulo sofre o peso das urnas das últimas eleições: quem planta Bruno colhe covas.

10 razões para apoiar a greve dos profissionais da educação.

Entenda porque você deve apoiar a greve dos profissionais da educação!

Apesar do apelo de mães, pais, profissionais da educação, e especialistas em saúde pública, Bruno Covas e Doria insistem em retomar as aulas presenciais, antes que seja seguro. Em resposta a tamanha irresponsabilidade a APEOESP (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo) e o SINPEEM (Sindicato dos Profissionais em Educação no Ensino Municipal de São Paulo) decretaram greve contra a retomada. Entenda aqui 10 razões para apoiar a greve dos profissionais da educação.

1) Não é seguro voltar!

O Brasil acabou de registrar a maior media móvel de mortes por covid desde o começo da pandemia! Estamos passando por uma segunda onda da covid, que parece ser pior do que a primeira

2) O trabalho continua!

Profissionais da educação não são preguiçosos! Em votação na APEOESP 81,8% da categoria concordou em continuar com as aulas remotas durante a pandemia. Ou seja, não se trata de não querer trabalhar, trata-se de não colocar vidas em risco à toa!

3) A greve possui apoio da ampla maioria da categoria.

91,7% da categoria da APEOESP decidiu pela greve. Se uma proposta encontra tanto apelo entre a categoria, nada mais justo que respeitá-la!

4) A retomada coloca todos em risco!

Em um momento como o que vivemos, a retomada das aulas seria ruim para toda a São Paulo. Os profissionais da educação correm risco de ser infectados. Assim como também as crianças. Isso é terrível, mas a tragédia vai além: as crianças e profissionais infectados podem infectar familiares próximos, assim amplificando a onda de infecções e dando prosseguimento à pandemia na cidade inteira.

5) Risco de danos cerebrais em crianças!

Segundo a OMS, as crianças parecem ser particularmente suscetíveis a sequelas cerebrais por conta da covid-19! A prefeitura diz que é sobre garantir o futuro da cidade, mas que tipo de futuro São Paulo terá se suas crianças estiverem com problemas cerebrais devido à Covid? Não podemos ser tão irresponsáveis!

6) O povo sabe que é errado!

Covas, Doria e até a própria mídia tem falado pouco sobre a segunda onda que vivemos. Mas mesmo com este silêncio, e de um presidente negacionista, pelo menos 58% dos brasileiros permanecem contrários à volta às aulas.

7) Dá para recuperar!

Aula é algo que a gente recupera. Vidas de quem a gente ama não! Não é hora de voltar!

8) Falta equipe de limpeza!

Essa é outra tragédia que Toninho Vespoli já vem denunciando faz tempo: o sucateamento da limpeza das escolas. Isso já vinha desde antes da pandemia de covid. Mas agora, em um momento em que a limpeza se tornou mais crítica do que nunca, como a prefeitura pretende garantir a desinfecção das escolas? Isso ela ainda não explicou!

9) Lentidão e falta de clareza no plano de vacinação!

Alguém sabe quando será vacinado? É irresponsável voltar com as aulas presenciais sem que as crianças e profissionais da educação estejam todos vacinados!

10) Covas e Doria sabem que é perigoso!

A decisão de voltar com aulas presenciais é negligente! Os líderes do executivo sabem muito bem dos perigos. Eles fazem um discurso de “ouvir os especialista”, mas em questões importantes como esta ignoram o que diz a ciência. Não podemos deixá-los se safarem dessa!

As opiniões presentes no texto não necessariamente refletem as opiniões do Vereador Toninho Vespoli

Gabriel Junqueira

Gabriel Junqueira

Gabriel Junqueira é jornalista, ativista e militante do Partido Socialismo e Liberdade. Atualmente estuda Direito e compõe Mandato Popular do Professor Vereador Toninho Vespoli.

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Vacina, esperança para todos

Vacina, esperança para todos

Entenda porque a vacina é fundamental para a vitória contra a covid

Vacinas são as conquistas mais profundas da pesquisa biomédica. Elas são um recurso incrivelmente econômico de proteger as pessoas contra doenças e salvar vidas¨ Peter S.Kim – biomédico, universidade Stanford, EUA

Indiscutivelmente a vacina é a concretização da ciência, é a esperança sendo materializada. Num tempo recorde foram criadas, testadas e aprovadas a tal esperada vacina contra o novo coronavírus. Cientistas de todo mundo se empenharam em criar uma vacina eficaz e segura a fim de conter a pandemia de covid-19

Vejo com muita alegria colegas sendo vacinados, mas outro sentimento também surge, o de pesar. Imaginar quantas vidas poderia ser poupada e não serão, tendo em vista a falta de um plano de imunização eficiente e a morosidade que isso acarreta.

Desde a primeira dose aplicada no Brasil, até o momento menos de dois porcento da população foi imunizada

O acesso á imunização é um direito universal, assim como o SUS (sistema único de saúde), e para isso se faz necessário e com urgência investimento politico e econômico. Numa gestão onde a vida não parece ser prioridade, as medidas de prevenção e cura ficam cada vez mais distantes, sobretudo aos menos favorecidos. Considerar profissionais da saúde heróis é muito bonito, mas insuficiente. É preciso criar condições para desenvolver esse heroísmo, é preciso garantir imunização à todos.

Precisamos com urgência defender o SUS, seja pelos que são cuidados, seja pelos que cuidam.

As opiniões presentes no texto não necessariamente refletem as opiniões do Vereador Toninho Vespoli

Ana Prince

Ana Prince

Ana Prince é enfermeira formada pela USP, especialidade em ESF pela UNIFESP, terapeuta comunitária pela UFC.

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O Fiasco do ENEM

O Fiasco do ENEM

Entenda porque essa edição do ENEM pode ser um triste presságio sobre outros fiascos a se desdobrarem na educação pública

O fiasco do ENEM (Exame Nacional do Ensino Médio), em sua última edição, talvez tenha sido a maior tragédia promovida pelo ministério da educação de Bolsonaro (e olha que a competição é grande!). Mais da metade dos inscritos no ENEM não compareceram à prova. A principal razão foi um medo justificado dos inscritos de se contaminarem com a Covid-19. Alunos que realizaram os testes relataram salas de exames lotadas, com pouca circulação de ar. Ambiente perigosíssimo em tempos de pandemia. O Ministério da Educação teve a oportunidade de adiar as provas. Inclusive, ação do Ministério Público de abril do ano passado pedia ao INEP (Instituto que organiza as provas do ENEM) exatamente isso, isto é, que as provas fossem adiadas. Não podemos deixar esse tipo de fundamentalismo continuar arriscando vidas inocentes. Que sirva de lição: a retomada presencial de atividades educacionais só deve ocorrer depois da vacina chegar a todos!

Não foi por falta de aviso!

Não foi por falta de aviso que ocorreu o fiasco do ENEM. O Ministério Público já havia pedido ao INEP que adiasse as provas para março. Na época o INEP respondeu com um comunicado dizendo que “a realização do exame na data marcada é perfeitamente possível e segura para todos os envolvidos, não havendo riscos de ordem sanitária”. Apesar das garantias do Instituto, no dia de aplicação da primeira fase da prova do ENEM alunos registraram em vídeos aglomerações nas entradas, e mesmo no interior das salas dos locais em que as provas foram realizadas.

Não é como se adiar as provas não fosse uma opção. É difícil entender o que deve ter passado na cabeça da gestão bolsonarista para aplicar uma prova dessa importância em tempos de pandemia. Uma das razões pode ser possível lobby das universidades privadas no Ministério da Educação. Acontece que o ENEM é prova necessária para a aprovação de financiamento e empréstimos públicos em universidades particulares (por exemplo, através do FIES e do PROUNI). Com a prova adiada para data posterior, as faculdades poderiam perder parte de seus recursos. É triste pensar que nossa gestão parece arriscar vidas para garantir os lucros de grupos privados.

Covas e Doria, como sempre, seguem os passos de Bolsonaro

É também bastante preocupante pensar que não se trata de projeto apenas de Bolsonaro. A ideia de adiantar a retomada de atividades presenciais ligadas à educação antes que seja seguro, parece iniciativa almejada pelo prefeito Bruno Covas e pelo Governador João Doria. Ambos já liberaram planos de retomada das aulas, enquanto passamos por uma segunda onda da Covid-19. A decisão é trágica, e deve custar muitas vidas!

É grave, também, pensar que aqueles que acreditam na ciência, e não querem correr riscos desnecessários podem acabar sendo prejudicados. Na aplicação da prova do ENEM, por exemplo, aqueles que não fizeram a prova tiveram que arcar com a taxa de inscrição. Aqui em São Paulo a situação será semelhantes: os jovens, mães, pais e profissionais da educação que prezarem pelas suas saúdes, correrão riscos de ficarem em desvantagem acadêmica frente aos outros jovens, ou mesmo de perder os seus empregos.

Não é razoável arriscar dessa forma a vida de nossas crianças e servidores da educação. A retomada só deve ocorrer quando a vacina chegar para todas e todos!

As opiniões presentes no texto não necessariamente refletem as opiniões do Vereador Toninho Vespoli

Gabriel Junqueira

Gabriel Junqueira

Gabriel Junqueira é jornalista, ativista e militante do Partido Socialismo e Liberdade. Atualmente estuda Direito e compõe Mandato Popular do Professor Vereador Toninho Vespoli.

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