violência policial

O tucanato criou a PM assassina!

O tucanato criou a PM assassina!

Entenda como o PSDB criou, ao longo de décadas no poder, uma das polícias mais letais do mundo!

A polícia militar ainda continua torturando e matando a população. Mas por trás disso estão décadas de lavagem cerebral dos policiais, e de incitação à violência por parte dos governadores. O balanço do Estado de São Paulo depois de mais de 25 anos anos de governo tucano é o de uma polícia mal paga, mal treinada, constantemente humilhada pelo Estado e doutrinada para matar negros, pobres e periféricos. O tucanato criou a PM assassina!

O histórico de incitação à violência não é recente em São Paulo. Em 2002, 2 anos após Geraldo Alckmin (PSDB) ter assumido o governo do estado, a violência policial aumentou como não visto em 9 anos. A maior parte das vítimas, como sempre, foram pessoas pobres e negras de periferia. Quando questionado por jornalistas sobre os números, Alckmin foi categórico “Em São Paulo, bandido tem dois destinos: prisão ou caixão”. Só que mais violência vinda por parte da polícia nunca está associado a mais segurança e menores índices de violência. Na verdade, São Paulo na época passava por uma baixa histórica no número de roubos, furtos e homicídios. E um aumento na violência policial não resultou em mais segurança para a população.

De Alckmin à Doria

A tendência infeliz do populismo de guerra não parou no Governo de Alckmin. Pelo contrário, se fortaleceu no decorrer dos anos. O José Serra, por exemplo, enquanto Governador de São Paulo, mandou os policiais militares trocarem tiros com os policiais civis da capital do estado. Acontece que a polícia civil estava em greve pedindo melhores condições de trabalho. A greve era legítima, e havia sido convocada após várias tentativas de negociação com o município, em meio a salários e equipamentos defasados.

Ao invés do diálogo, Alckmin optou por mandar atirar. Por sorte ninguém morreu, mas pelo menos 32 investigadores, delegados, escrivães e peritos da Polícia Civil ficaram feridos. José Serra aproveitou o caos para posar para foto com militares em campo de tiro, e ainda acusou “políticos e sindicalistas” de incitarem o confronto com fins eleitorais. Ou seja, quem é contra ele seria criminoso que merece ser alvejado.

A transformação do inimigo político em “criminoso”

Essa mesma lógica de “criação do inimigo”, foi usada por Geraldo Alckmin, em seu terceiro mandato de governador, para reprimir manifestantes em 2013. Só que dessa vez os manifestantes tinham uma nova arma: as câmeras de celular. Pela primeira vez no Brasil os ataques e a truculência dos policiais foi sistematicamente registrada em dezenas de momentos diferentes. Ficou claro e escancarado para quem quisesse ver. E por mais que a Globo tentasse abafar os protestos, todos foram obrigados a reconhecer: nossa polícia é uma das mais violentas do mundo!

Infelizmente esse novo conhecimento não foi o bastante para parar a violência da polícia militar. Em 2018 dois fascistas foram eleitos: um para o governo de São Paulo e outro para a presidência da república. E os dois se assemelham (demais). Ainda antes de ser eleito Doria chegou a níveis bolsonaristas de incitação à violência. Disse que quando assumisse ia ser política do tipo “ou se rendem ou vão para o chão. […] a polícia atira. E atira para matar”(sic.). ]

Ciclo de violência que mata pobres e negros

Por trás dos discursos fortes do populismo de guerra se perpetua um ciclo de violência que deixa, não apenas a população civil, como também militares mortos. Eu já cobri em outro artigo com mais detalhes, mas o ponto é que o treinamento dos policiais militares é feito para torná-los violentos, sanguinários. Ocorre uma lavagem cerebral para que eles pensem que a violência é a única solução.

Soma-se a isso constantes humilhações e salários baixíssimos, mesmo se comparados aos salários em outros estados brasileiros, e o resultado acaba sendo uma polícia violenta, desesperada e com uma série de traumas mentais.

E quem mais sofre com todo esse descaso são as populações pobres, negras e periféricas. Como no caso recente caso de Guilherme Silva Guedes. O jovem de apenas 16 anos, foi assassinado com dois tiros na cabeça na madrugada do dia 14. Difícil prever o que acontecerá com os policiais envolvidos. Mas a seguir a tendência da corregedoria da PM em São Paulo, é pouco provável que se venha a ter justiça. Fica claro que desde que o tucanato criou a PM assassina as coisas não devem funcionar pelo bem do povo.

É preciso que as coisas mudem. Precisamos de uma polícia eficiente, comunitária e capaz de prezar pela vida (e não pela morte) da população. A polícia que temos precisa acabar. E no lugar uma nova deve surgir, com salários dignos, treinamento correto e fiscalização por uma corregedoria forte e independente.

Gabriel Junqueira

Gabriel Junqueira

Gabriel Junqueira é jornalista, ativista e militante do Partido Socialismo e Liberdade. Atualmente estuda Direito e compõe Mandato Popular do Professor Vereador Toninho Vespoli.

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A PM tem que acabar

A PM tem que acabar

Entenda porque o fim da PM seria bom para todos (inclusive para os militares)

Dia 3, segunda-feira, circulou na internet um vídeo de um policial militar batendo em uma mulher grávida. O “crime” dela foi gravar o policial enquanto ele abordava uma outra pessoa, ao que tudo indica, também, de forma agressiva. Não apenas filmar a ação de policiais não é crime, mas também é um forma de fiscalizar a ação agressiva. No caso, felizmente, havia ainda outra pessoa filmando o ocorrido. Talvez ele seja punido pelo feito. E se for será correto. A ação do oficial foi absurda, violenta e ilegal. Ilustra como no Brasil a PM tem que acabar.

Não é possível querer reduzir todo o problema a esse caso isolado. O problema se revela também nos números: o Brasil tem a polícia que mais mata no mundo. O outro lado da moeda é que, também, é a polícia que mais morre. Muito sangue está sendo derramado, e passa da hora de tentarmos entender como dar um basta em tanta violência.

Como quase tudo na sociedade o problema, aqui também, começa na educação. O modelo herdado da ditadura militar treina os cadetes em um ambiente de constante assédio moral. “Bora, bora, você é um bicho. Você é um jumento, seu gordo!” Comenta em entrevista à Revista Exame o ex-soldado Darlan Menezes Abrantes, imitando a forma que ele era tratado na academia. No meio de um ambiente tão hostil, o cadete é ensinado a reproduzir agressões contra a sociedade “Você é vagabundo! Essa desgraça desse cabelo. […] Você é o quê? Você é trabalhador é, viado?!” Foram essas as palavras de um policial flagrado, recentemente, em vídeo agredindo, com socos e pontapés, um homem negro, nas ruas de Salvador.

“O soldado é treinado pra ter medo (…) pro cara sair do quartel igual a um pitbull”

Os alunos reproduzem o que aprendem. Acredito que qualquer um que já entrou em uma sala de aula consegue entender isso. “O soldado é treinado pra ter medo (…) pro cara sair do quartel igual a um pitbull, doido pra morder as pessoas. Hoje se treina um policial parece que está treinando um cachorro pra uma rinha de rua” conclui Darlan Abrantes.









Em 2018 a polícia militar matou 6160. No mesmo ano morreram 343 policias. Estes números estão entre os mais altos do mundo.













Essa lógica de assédio contra os policiais, não serve apenas para torna-los mais agressivos. O objetivo é, também, moldar um comportamento de união e homogeneidade. O policial torna-se parte de um “Todo” superior, infalível, heroico. Quaisquer ações fora das ideias desse “Todo” são brutalmente punidas na corporação, e taxadas como subversivas, degradantes, imorais. O policial passa a reproduzir essa visão nas ruas. Age não apenas como polícia das leis, mas como polícia moral, punindo qualquer coisa que viole a identidade do “Todo”.

Esse “Todo” reproduz, no fundo, a ideologia das elites dominantes. A ordem, fria e clara. A ação precisa, crua, obediente. O “digníssimo guarda da esquina” convencido que deve ser parte da elite – a todo custo. Há uma certa ironia em pensar que, ao mesmo tempo, são pessoas, principalmente, de origem humilde. São convencidos através de uma verdadeira doutrinação ideológica fascista que suas origens e suas raízes são parte do “problema”, por violarem a soberania do “Todo”. “O problema é o guarda da esquina”. Esse tipo de lógica é a mesma do fascismo. torna claro que a PM tem que acabar.

A construção do sagrado “Todo”

Esse sagrado “Todo” traz em si um ideal de homem, mas também um ideal de sociedade. O homem perfeito seria másculo, sério, correto, jamais subversivo. Mais que isso, seria um herói para a sociedade. Alguém que não tem medo de morrer em nome da ordem e do progresso. Também alguém que não tem medo de matar em nome da dita ordem. A sociedade ideal seria aquela composta pelos homens ideais. Todos seriam corretos, morais. Não haveriam ideias disruptivas, ou pessoas que questionassem. Todos viveriam conforme as engrenagens, conforme o seu papel.









O modelo de treinamento usado para os militares no Brasil foi o mesmo usado para treinar tropas americanas e nazistas na segunda guerra mundial.










As periferias, as festas de rua, e ainda a pobreza extrema são vistas como manchas nessa sociedade “ideal”. Manchas que devem ser removidas, limpas. Para isso vale intimidar, prender, matar. Invadem casas nas periferias, massacram bailes Funks, revistam e prendem pobres. Mas pobreza no Brasil tem cor. Assim a polícia absorve o racismo de nossa sociedade. Qualquer um que “suje” a “cidade linda” de Covas e Doria, merece a ira em nome do “Todo”. “Abordagem nos Jardins tem de ser diferente da periferia” palavras do então Comandante da Rota sobre como deve agir a polícia. Esse tipo de pensamento ilustra porque a PM tem que acabar.

A militarização se transforma em estatística

Tudo isso resulta nas estatísticas que conhecemos. Só em 2018 foram 6160 pessoas mortas por policiais militares. Se o excludente de ilicitude de Bolsonaro e Moro tivesse sido aprovado esse número tenderia a aumentar ainda mais. Alguns talvez acreditem que esses números refletem um trabalho que demanda “sujar as mãos” para ser feito. Os policiais matariam, basicamente se protegendo dos “marginais”. Para além de apontar como esse pensamento, no fundo, reflete a reprodução do já mencionado “ideal” social, vale também considerar como as ações violentas da polícia militar influenciam a nossa sociedade

No caso vale a máxima “violência gera violência”. A ação assassina da polícia apenas faz com que grande parte da população se sinta por ela reprimida. Segundo pesquisa feita pelo Datafolha no final de 2019, 51% dos brasileiros tem medo da polícia (ante apenas 47% que diz confiar nela). Muitos se sentem ameaçados, intimidados. E qualquer grupo que se sente ameaçado alguma hora reage. Quem sente medo da polícia acaba se unindo com o outro “lado”. As comunidades periféricas acabam se dividindo entre algumas “cuidadas” pela polícia e outras “cuidadas” pelo tráfico. Geralmente com pleno endosso das populações locais.









Estima-se que cerca de 83% das comunidades cariocas são controladas pelo tráfico ou pelas milícias


















A guerra com a PM tem que acabar

A militarização reforça, assim, um ambiente de constante guerra. Um lado se une ao tráfico, o outro se une à polícia. Mas como muito do que os policiais acabam fazendo os faria perder a insígnia, estes decidem agir com suas próprias mãos fora do serviço. Formam-se, assim, as milícias. Brutais, assassinas, ilegais mas (até paradoxalmente) defensoras da ordem, do progresso, da sociedade “ideal”. E entre os dois lados da guerra ocorrem muitas casualidades. Com muitos os inocentes pegos no fogo cruzado.

A solução para os problemas não é simples, e será abordada em outro artigo. Mas está claro que o modelo fascista e militarizante é parte dos nossos problemas. Militares não resolveram a economia e a política de nossa sociedade. Surpreende um pouco haver quem defenda que eles conseguiriam resolver a violência no Brasil. Precisamos desmilitarizar a polícia, e desmilitarizar já!

Gabriel Junqueira

Gabriel Junqueira

Gabriel Junqueira é jornalista, ativista e militante do Partido Socialismo e Liberdade. Atualmente estuda Direito e compõe Mandato Popular do Professor Vereador Toninho Vespoli.

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o massacre da periferia

o massacre da periferia

Entenda porque a polícia está colocando em curso o massacre da periferia!

Entenda porque a polícia está colocando em curso o massacre da periferia!

Dia primeiro de dezembro do ano passado, 9 jovens foram mortos no Massacre do Baile Funk em Paraisópolis. O “crime” deles foi querer se divertir um pouco durante à noite. Mas se você é pobre de periferia e tenta se divertir, a polícia te mata! Já se for uma pessoa rica, morar em um bairro bacana e decidir sair à noite, o máximo de contato que ela terá com a polícia será para pedir informações sobre como voltar para casa.

O que a ação da polícia deixa claro, é que os pobres e periféricos, não possuem o direito à cidade. Na Vila Andrade, bairro onde fica paraisópolis, mas também nas periferias como um todo, a população não tem acesso a saúde, educação ou lazer. 









Na Vila Andrade há 90 vezes menos leitos hospitalres do que no Jardim Paulista*1








Os bairros “bacanas” concentram os melhores hospitais, as melhores escolas públicas, e os mais completos equipamentos para lazer, como parques, museus e cinemas. Todas essas facilidades são promovidas, seja de forma direta ou indireta, com dinheiro público. Ou seja, para Doria, Covas, o PSDB e a elite neoliberal, apenas os mais ricos devem ter garantias de uma vida decente!









Na Vila Andrade a fila de espera para creches é de 260 dias*1











Querem deixar a periferia com medo!

Além disso, existe um projeto tenebroso promovido pelas elites de intimidar a população das periferias. Ocorre que é do interesse dessas elites garantir que o povo pobre permaneça em um estado de medo e sentimento de impotência constantes. Impõem o sentimento de que a única forma de viver seria pela venda da força de trabalho para os capitalistas. É interessante perceber, como apesar dessa intimidação, o povo de paraisópolis tem conseguido se destacar como polo de organização independente.









Na Vila Andrade tem e 43 vezes menos equipamentos públicos do que na República*1










Muitos desses novos grupos percebem nas festas de rua, nos bailes funk, oportunidade para venderem os seus produtos. São bares, restaurantes, ambulantes e músicos dos mais diversos estilos. Mas essas festas e esses negócios existem de forma, em boa medida, independente das vontades das elites. Isso constitui uma das principais razões para esses eventos serem reprimidos. A verdade é que setores da elite tem medo da independência econômica sendo desenvolvida em paraisópolis. Preferem manter o povo nas sombras, implorando por migalhas. Preferem o povo submisso à vontade e à lógica do neoliberalismo.

A polícia assassina quem mora em favelas

Por isso Doria, e antes Alckmin, e antes Serra (todos do PSDB), enquanto políticos alinhados aos interesses das elites, treinam e treinaram a polícia militar para atirar primeiro e perguntar depois. Mas o fato é que esse tipo de tratamento não é absoluto. A forma que a polícia trata uma dada parte da população está condicionada a classe social, localização, e cor de pele.









81,5% dos mortos pela polícia tinham apenas ensino fundamental completo, e 75,4% eram negros*2









Mas acima de tudo, a ação da polícia está condicionada ao papel que cada parcela da população cumpre na sociedade capitalista. A população pobre é reprimida porque tem a capacidade de se tornarem independentes, tanto por saberem, realmente, produzir produtos de valor real, quanto por, em decorrência de possuírem um menor poder de consumo, não estarem sujeitos aos mesmos apelos da publicidade institucionalizada. Assim, a solução encontrada pelas elites, é a de massacrá-la e intimidá-la o tanto quanto possível, por não desejar uma sociedade independente das garras neoliberais. E é assim que a elite põe em curso o massacre da periferia.

O que se tem em curso é o massacre da periferia

O panorama pintado por essas elites, acaba sendo o de um projeto higienista e fascista, de repressão e “remoção” das populações periféricas e negras. O Professor Vereador Toninho Vespoli luta contra tamanho extermínio. Para isso, entre outras coisas, criou um projeto de lei que institui a semana de conscientização contra o genocídio negro, o PL 218/2018. Mas projetos assim, sozinhos, não são o suficiente para resolver as coisas. O fim da truculência da polícia passa por uma profunda ação popular, por resistência e sobrevivência. É fundamental formar uma coalizão  pressionar a sociedade, de baixo para cima, por uma cidade capaz de atender aos periféricos. Ainda mais, precisamos lutar por um outro tipo de polícia. Uma polícia humana, que não sirva como instrumento de dominação, mas como instrumento de auxílio e proteção da classe trabalhadora. Do contrário, o genocídio fascista continuará até as suas últimas consequências.

*1 Dados do Mapa da Desigualdade da Rede Nossa São Paulo

*2 Dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP)

Gabriel Junqueira

Gabriel Junqueira

Gabriel Junqueira é jornalista, ativista e militante do Partido Socialismo e Liberdade. Atualmente estuda Direito e compõe Mandato Popular do Professor Vereador Toninho Vespoli.

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