volta às aulas não

O festejado anúncio do retorno com todos os alunos durante uma pandemia

O festejado anúncio do retorno com todos os alunos durante uma pandemia

A Educação tem acompanhado a passagem de um rolo compressor na pasta nos últimos tempos. Desde a reforma da Previdência os profissionais estão acostumados a dizer “não temos um minuto de paz”.

O governo elegeu os funcionários públicos, em especial profissionais da Educação como os inimigos da sociedade e essa ideia de que professor é vagabundo e não quer trabalhar perpassou inclusive o contexto de pandemia.

Ao mesmo tempo em que encaminham projetos nefastos como o de Homescholling vão à mídia nas três esferas falarem que não é possível manter o ensino remoto até a vacinação ser concluída. A pergunta a ser feita imediatamente é: que escola esteve fechada durante todo esse tempo?

Educadores desde a declaração da situação de emergência têm atuado na entrega de cestas básicas, cartões, refeições no local, atendido de forma remota e presencial, feito busca ativa, sendo base para vacinação, aulas híbridas com os próprios equipamentos, sem paramentos em quantidade suficiente e sem recursos humanos para o tal cumprimento do protocolo de saúde.

O anúncio da volta às aulas presenciais para todos os estudantes de todas as redes que as famílias desejarem não veio acompanhado de nenhuma mudança estrutural nos prédios ou de aumento do número de equipes de limpeza por exemplo.

Anunciaram também os notebooks aos professores, mas ainda não chegaram em mais de 18 meses em que essa situação perdura; não foram montadas as salas multimídia, em muitos locais não chegou ainda nem o chip com internet para os estudantes. Isso é culpa dos educadores?

Com uma categoria mesmo “acostumada” a ser desrespeitada, inclusive sendo alvo de ataques da mídia, governo e muitas vezes comunidade, ainda é espantoso perceber que nem a vida tem valor. Que mal tanto os professores fazem? Por que não compraram a vacina antes? Por que os profissionais ainda não estão imunizados? Por que as crianças não estão sendo assistidas da forma correta há muito tempo?

Todas essas perguntas são acompanhadas da pressão de grupos financistas e interesses nada nobres que visam o lucro em detrimento do bem maior. Alinhado a isso está forte também a pressão sobre os contaminados nessa roleta russa.

Como anunciado com grande entusiasmo, as escolas ou “covidarios”, retornam ao ritmo de atendimento normal. Parece que os arrochos e ataques foram pouco… agora o combinado é: sobreviva quem puder!

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Dica de legislação: decreto 60.336

Dica de legislação: decreto 60.336

Dica de legislação: decreto 60.336: Dispõe sobre a retomada da contagem dos prazos e a cessação de medidas previstas no Decreto nº 59.283, de 16 de Março de 2020, bem como a manutenção das regras de funcionamento previstas no Plano São Paulo, no âmbito do Município de São Paulo

– No decreto anterior (59283/20) no artigo 20 estavam suspendendo todos os prazos legais, exceto para licitações, contratos e etc; este de hoje estipula que os prazos voltam a ser contados;

– Também volta para o comparecimento presencial o grupo de risco no tocante a perícia, exames, recadastramento, provas de vida e qualquer providência administrativa;

– Gestantes, lactantes, acima dos 60, PCD e grupo de risco vacinados voltam para o presencial.

Enquanto as notícias dos últimos dias caminham para o aumento de contaminações promoveremos mais aglomeração nas escolas com a falsa ideia de proteção com apenas uma dose da vacina.

A atribuição para o trabalho remoto já está consolidada para este ano (pensando na realidade das escolas); a burocracia não pode ser maior do que a preservação da vida! Nesse momento grupo de maior risco estando em casa não ajuda só na proteção deles mesmos, mas evita aglomeração e consequentemente ajuda a todos no cumprimento dos protocolos e ainda não acarreta em prejuízo para a municipalidade na medida em que todos estão desenvolvendo suas atividades de forma remota.

Mais uma vez é o “cumpra-se” acima da preservação da vida.

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