voto impresso

6 razões porque voto impresso é golpe!

6 razões porque voto impresso é golpe!

Bolsonaro recentemente foi à mídia falar que sem voto impresso não reconhecerá as eleições de 2022. Entenda porque trata-se apenas de retórica para organizar um golpe

1) As urnas eletrônicas são mais seguras do que voto impresso!

Ao contrário do que Bolsonaro insiste em dizer, não há até hoje evidências de fraudes em eleições no Brasil com as urnas eletrônicas. Apenas para se ter uma ideia, de tempos em tempos o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) convoca hackers para tentarem invadir as urnas presencialmente (e a única forma seria presencialmente, já que as urnas nunca são conectadas à internet). Até hoje nenhuma tentativa de hackear obteve sucesso. O sistema é constantemente atualizado, conforme o que há de mais moderno em segurança eleitoral. Papel, por outro lado, poderia ser fraudado mais facilmente: bastaria o tipo certo de impressora e papel, e um bom arrombador de cofres. Não seria fácil de forma alguma, mas mais factível que adulterar a urna eletrônica.

2) A urna eletrônica é auditável!

Ao contrário da fake news que Bolsonaro insiste em propagar, as urnas eletrônicas são sempre auditadas! Ao final da votação, cada urna imprime um boletim relatando a contagem total de votos em cada candidato (sem revelar, é claro, o nome do eleitor, informação esta impossível de ser retirada da urna). Estes resultados são afixados nas portas de cada sessão eleitoral, permitindo que qualquer um compare os números com os divulgados no site do TSE. Esta auditoria é feita sem manipulação humana, ou seja, com zero chances de erro.

3) O processo de apuração das urnas é transparente e pesadamente fiscalizado!

Fiscais de partidos políticos podem verificar cada etapa do processo eleitoral. Segundo o site do TSE “Cada partido político ou coligação poderá nomear 2 delegados para cada município e 2 fiscais para cada mesa receptora”. Tudo isso é para garantir que o processo seja seguro e imparcial. É mais uma precaução mesmo, já que as urnas são super seguras, mas é o tipo de medida que deveria demonstrar a todos envolvidos que não há espaço para reclamações razoáveis. É claro que, no caso, não lidamos com um presidente razoável.

4) Não há voto computado antes do início das votações!

Outra fake news comumente propagada, afirma que antes das eleições de fato, algumas urnas poderiam já ter votos registrados para algum candidato. Mas as urnas, antes do início da votação, imprimem em papel todos os votos nela computados. O resultado, é claro, deve ser zero votos para todos os candidatos. Este documento é verificado pelos membros das seções eleitorais e pelos fiscais dos partidos presentes.

5) É pouco provável a aprovação da medida no congresso

A única forma de se ter o voto impresso, seria por meio de uma emenda constitucional. Este tipo de mudança na lei demora bastante para ser aprovada, e requer apoio de pelo menos ⅔ de cada uma das casas do Congresso Nacional. Atualmente, Bolsonaro conta com baixa popularidade e baixo apoio no congresso. As chances reais de um voto impresso ser aprovado são praticamente nulas. E Bolsonaro sabe disso! Justamente por isso insiste na medida: para lhe dar uma desculpa esfarrapada para negar os resultados das eleições em 2022 e tentar instaurar uma ditadura!

6) Não haveria tempo ou dinheiro para o voto impresso!

Segundo o próprio TSE, mesmo que o voto impresso fosse aprovado por meio de uma Emenda Constitucional, não haveria tempo hábil para viabilizar o voto impresso no Brasil até 2022. Além disso, custaria cerca de 2,5 bilhões de reais aos cofres públicos, dinheiro este, valioso demais para algo tão inútil em um tempo de pandemia e crise econômica. Tudo isso torna pouquíssimo provável a aprovação do voto impresso em 2022. Novamente, Bolsonaro sabe disso!

Como viram, não faz sentido pensar em um voto impresso! É mais provável que a medida tenha o fim explícito de desestabilizar o processo democrático, e justificar uma retórica golpista por Bolsonaro! E é por isso que cada um deve se preparar para lutar contra o fascismo!

 

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Fraude nas eleições: quando o PSDB fará a autocrítica? 

Fraude nas eleições: quando o PSDB fará a autocrítica? 

2021 e o presidente do Brasil – eleito pelas urnas eletrônicas em 2018 – insiste na cantilena de que “se não houver voto impresso ou auditável, não haverá eleições”.

Boa parte de seus seguidores, como um rebanho de gado aplaude, baba e ovaciona o tal mito como se ele estivesse dizendo algo extraordinário, como se tivesse descoberto a solução de todos os nossos problemas.

Bolsonaro tem mais de 30 anos de vida pública, boa parte desse tempo eleito através do voto na urna eletrônica, porém só agora começa a questionar as urnas e ameaçar a nossa democracia.

Bolsonaro já disparou que não haverá eleições em 2022 e que cogita não concorrer se os deputados não aprovarem o tal voto impresso ou auditável. O imoral presidente tensiona a democracia e os poderes, juntamente com os militares, para ver até onde pode levar suas ameaças.

É preciso cortar a cabeça da serpente imediatamente. Bolsonaro precisa sofrer alguma sanção por suas bravatas, não é hora de apostar se ele e os militares cumprirão as ameaças que fazem, a hora é de punir o presidente para que essa ideia torpe de fraude eleitoral não avance.

Voltando um pouco na história, precisamos dar crédito a quem merece pela idiota ideia de questionar as eleições: o PSDB de Aécio Neves e sua turma.

Isso mesmo que você leu, para quem tem a memória curta, em 2014 quando perdeu a eleição presidencial para Dilma, os tucanos lançaram dúvida sobre a idoneidade do nosso sistema eleitoral e das nossas urnas eleitorais.

Aquela emblemática foto da equipe de Aécio reunida acompanhando as eleições e as caras de frustração… dali, diante de mais uma derrota para o PT – a quarta consecutiva – veio a brilhante ideia de questionar as eleições e as urnas eleitorais.

Ali, naquele momento se desenhava todos os problemas que temos até hoje no Brasil. Ali, naquele momento era gestado o golpe que derrubou Dilma Rousseff, bem como jogou o Brasil na situação que vivemos hoje.

O PSDB, com amplo espaço e apoio da grande mídia, foi a todas as instâncias para desestabilizar o governo recém eleito e questionar o resultado das urnas. Assim como Bolsonaro, sem provas, e baseado somente em achismos.

O PSDB é pai dessa ideia absurda que agora Bolsonaro propaga como uma verdade absoluta. O PSDB não fará a sua autocrítica?

Cobra-se tanto autocrítica da esquerda, tanto autocrítica da esquerda que por alguns minutos esquecemos quem nos trouxe até a situação lastimável que vivemos hoje.

“Por conta disso, não é possível concluir se houve ou não fraude nas eleições. Não porque o sistema eleitoral brasileiro, nas palavras do líder Carlos Sampaio, ‘é inviolável, mas sim porque o sistema implantado pelo TSE é inaferível, inauditável’”, destaca o texto escrito no site do PSDB (leia o artigo completo aqui…)

Sei que alguns dirão “ain, não é hora de criticar os tucanos. Eles estão do nosso lado pelo fora Bolsonaro”, tenho lá minhas dúvidas. Os tucanos gestaram o golpe, pagaram pelo golpe (Janaína recebeu 45 mil pra escrever o pedido de impeachment de Dilma) e depois foram para o governo, tanto o Temer como até um dia desses no governo Bolsonaro.

Então, não há o que esquecer da prática tucana. O PSDB não sabe perder e começou esse discurso de questionamento das eleições e das urnas eletrônicas. Até agora não rolou autocrítica, não rolou um pedido de desculpas, não rolou um ‘erramos’.

Esse foi o início da degeneração que vivemos hoje. O início do discurso tucano, na boca do lunático Bolsonaro, jogou o Brasil na situação que vemos hoje com um risco de ruptura institucional em 2022.

Por isso fica a pergunta: quando o assunto é fraude eleitoral, quando o PSDB fará sua autocrítica?

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MP pede investigação de Golpismo de Bozo

MP pede investigação de Golpismo de Bozo
Crédito: cartunista Bira Dantas

Entenda como ofício de Conselheiros do MP pode colocar mais um prego no caixão na gestão de Bolsonaro!

Não é segredo, nem teoria da conspiração dizer que Bolsonaro quer dar um golpe. Ele afirmou literalmente isso em 1994 quando concorreu à presidência pela primeira vez, não poupa elogios ao regime golpista e ditatorial do período militar, e mais recentemente afirmou que “se não tiver voto impresso, é sinal de que não vai ter eleição“. Além da própria retórica, as ações de Bolsonaro indicam um preparo para um golpe miliciano. O presidente estimula manifestações pedindo golpe militar, recusa entrevistas e coletivas com a imprensa (um dos rituais mais importantes da democracia), e dificulta, naquilo dentro de seus poderes, a ação de quaisquer figuras políticas que o critiquem. Bolsonaro é autoritário, genocida, ditatorial, ou, em uma palavra, fascista! Mas em ofício, MP pede investigação de Golpismo de Bozo. Isto pode resultar na impugnação da eleição!

Bolsonaro coleciona atentados antidemocráticos. Felizmente, ao menos, este compilado de falas e posturas foi o bastante para preocupar representantes do Conselho Superior do Ministério Público Federal. Estes encaminharam ofício para a Procuradoria Geral da República, recentemente, pedindo uma espécie de pré-investigação nas ações do presidente atentatórias contra a democracia. A depender dos resultados, pode ocorrer, até mesmo, uma eventual impugnação da candidatura de Bolsonaro!

O ofício foi assinado por 5 dos 10 membros do Conselho Superior do Ministério Público Federal, além de três Subprocuradores da República. A ideia é realizar um “procedimento preparatório” a fim de “identificar e coletar elementos potencialmente evidenciadores de abuso de poder de autoridade, atentatórios à existência e à normalidade da eleição presidencial de 2022” (conforme trecho do ofício).

Evidentemente, não se pretende impugnar a candidatura de Bolsonaro antes mesmo desta ser oficializada. Isto feriria as normas e procedimentos previstas pelo Tribunal Superior Eleitoral. O que se propõe, por enquanto, é apenas que seja feita uma investigação preliminar. Os resultados desta investigação podem ser usados para lastrear um pedido futuro pela inlegibilidade do atual presidente! E deveras, afinal tudo o que o Bolsonaro fez e disse até o momento seria o suficiente para justificar o seu afastamento em vários países.

Para os assinantes do ofício, a gota d’água foi a declaração do presidente indicando que não aceitaria resultado das eleições, se não tiver voto impresso. Bolsonaro age com o objetivo claro de gerar instabilidades. Ele provavelmente sabe que o voto impresso é seguro, e mais ainda que a proposta de voto impresso, mesmo que razoável (o que não é) levaria tempo para ser votada, regulamentada e implementada; provavelmente não sendo utilizada em 2022 (mesmo que aprovada em lei). Ou seja, o verdadeiro fim da afirmação é criar uma narrativa (particularmente sem noção) para “justificar” um golpe após sua provável derrota nas urnas. Ou seja, o ofício do MP pede investigação de Golpismo de Bozo.

Apesar da notícia ser animadora, ainda há um processo longo para que gere frutos. O Procurador Geral da República continua senso Augusto Aras, capacho de Bolsonaro. O que os procuradores e membros do MP esperam é “forçar” a mão de Aras. Ele vai ceder? Difícil de ter certeza. O barco de Bolsonaro parece que vai afundar. Quando isso ocorrer é possível que outras figuras próximas a Bolsonaro sejam investigadas. Se Ara quiser, ainda dá tempo de pular do barco.

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