zona leste

Projetos do Toninho

Toninho Vespoli sempre foi um vereador super combativo. Apesar de liderar uma pequena bancada na Câmara Municipal, Toninho tem garra e mobilização popular! Por isso, junto à periferia e movimentos sociais conseguiu propor, enquanto vereador, 330 projetos legislativos, dos quais mais de 70 foram aprovados (entre leis, resoluções e outras proposituras)! Isso mesmo com um executivo contra ele que chegou a vetar quase 25% dos seus projetos aprovados.

Inclusive, só na terceira semana de setembro deste ano, Bruno Covas vetou 2 projetos aprovados do Toninho Vespoli! um deles, o PL 13/2017, criaria o Passe Livre para desempregados. O outro, o PL 354/2015, proibiria o Rapa de roubar os ítens dos moradores de rua!

Apesar desses absurdos do executivo e da gestão coxinha de Bruno Covas,  Toninho continua um super vereador, com alguns dos melhores projetos e iniciativas que São Paulo já teve! Confira alguns deles:

Congelamento dos salários de vereadores!

Toninho quer acabar com o reajuste de seu próprio salário e de todos os 55 vereadores da casa . Por isso Toninho apresentou o PLO 04/2013!
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Semana de Combate ao genocídio do povo negro

A Lei 17.174, de Toninho Vespoli, cria a Semana Municipal de Conscientização e Combate ao Genocídio Negro, a ser celebrada na semana do dia 14 de março, aniversário da morte da Vereadora Marielle Franco!
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Carinho e cuidado com os animais

Muitas pessoas em situação de rua possuem um animalzinho de estimação – cachorro ou gato. A falta de um espaço adequado para acolher esses animais é um dos grandes motivos de recusa ao acolhimento nos CTAs. A Lei 16.520 exige que albergues destinem espaços apropriados para cães e gatos, aumentando assim a efetividade da política municipal de assistência social.
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Descer fora do ponto para mais segurança

Descer do ônibus em um local mais próximo a sua residência pode garantir mais segurança, principalmente para às mulheres (cis e trans), idoso e pessoas com mobilidade reduzida. Por isso, a Lei 16.490 assegura que entre as 22h e 5h essas pessoas possam descer fora do ponto.
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Proteção para os moradores em situação de rua!

O Projeto de Lei 514/2016 determina atendimento à população em situação de rua integrado com os benefícios de atendimento habitacional e de saúde.
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Proibição de agrotóxicos na cidade de São Paulo

O PL 406/2018 prevê a proibição do uso ou comercialização de veneno utilizado em alimentos e que podem ocasionar males à saúde bem como doenças.
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Além destes, temos mais centenas de Projetos de Lei sobre os mais diversos temas! Confira a nossa navegação por eixo temático para conhecer um pouquinho mais sobre o Vereador Toninho Vespoli!

  • PL 516/2015: Propõe que as CEIs (Centros de Educação Infantil) da rede terceirizada sejam retomados pela a rede direta! Dinheiro público para educação pública!

  • PL 313/2019: Estimula os profissionais de Educação a permanecerem na mesma unidade como mais uma possibilidade de evolução funcional.

  • PL 208/2019: Propõe a jornada de 30h aos servidores do Quadro de Apoio Escolar.

  • PL 546/2011: institui a meia entrada para professores da rede pública municipal de ensino em estabelecimentos que proporcionam lazer e entretenimento.

  • PL 699/2017: estende o recesso escolar de julho e dezembro aos membros da equipe técnica e quadro de apoio dos equipamentos educacionais da rede municipal de ensino.
  • PL 316/2020: Cria o programa de fomento destinado ao fortalecimento de associações, cooperativas e microempreendedores que desenvolvam atividades de impacto social na periferia.

  • PL 582/2016: Cria programa de hortas urbanas e periféricas, priorizando ações na periferia de São Paulo.

  • PL 461/2016: Cria e regulamenta o Programa de Infância e arte (PIA) no município de São Paulo, priorizando projetos na periferia.

  • PL 97/2019: Autoriza a criação do parque municipal mananciais do paiol, na Subprefeitura de Parelheiros. A periferia também merece ter acesso a áreas verdes e de lazer!

  • PL 239/2019: Cria o Torneio Taça das Favelas, a ser comemorado anualmente e fomentar esporte e cidadania na periferia.
  • PL 341/2019​​: Permite a criação de gratificação por atendimento ao público aos Agentes de Apoio.

  • PL 196/2020: Prorroga o prazo de validade dos concursos públicos por um ano em face da pandemia.​

  • PL 237/2020​: Impede a redução de salários, abonos, e pagamentos durante a pandemia. ​

  • Pl 316/2017: Corrige pela inflação os vencimentos e gratificações dos servidores públicos municipais

  • PL 232/2019: garante horário de trabalho especial ao servidor com deficiência ou que possua cônjuge ou filho com deficiência
  • PR 12/2014: Cria o Prêmio Frei Tito de Direitos Humanos. Frei Tito foi um dos padres que lutou para proteger perseguidos da ditadura militar.

  • PL 353/2015: Cria o Prêmio Cidadania LGBTT, a ser entregue a membros da comunidade LGBT+ no Dia do Orgulho de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais, 28 de junho. 

  • PL 697/2015: Inclui no calendário municipal o Dia da Mulher Negra Latino Americana e Caribenha.

  • PDL 97/2013: Dispõe sobre a outorga de Salva de Prata ao Comitê Contra o Genocídio da População Pobre, Preta e Periférica.

  • PL 147/2013: Estabelece diretrizes para a política municipal de promoção da cidadania lgbt e enfrentamento da homofobia.
  • PL 564/2019: Dispõe sobre a implementação de áreas de lazer para animais de estimação no perímetro urbano da capital! Propõe que áreas urbanas sejam fechadas para que animais de estimação possam andar livres de guias com segurança!
  • PL 178/2019: propõe incluir placas informativas como número do disque denuncia e o endereço eletrônico da Delegacia de Proteção Animal do Estado de São Paulo.

  • PL 318/2019: Os apartamentos e condomínios são obrigados a aceitar animais de estimação! Animais merecem ser respeitados e não podem ser separados de seus donos!

  • PL 335/2019: Institui na cidade de São Paulo o mês Dezembro Verde, dedicado a ações de conscientização contra o abandono e maus tratos de animais domésticos!

  • PL 238/2020: Institui programa de distribuição de ração aos animais em virtude da pandemia ocasionada pela Covid-19.

Quer saber de TODOS os projetos do Toninho Vespoli? então é só seguir neste link!

Um mandato popular e periférico para construir uma São Paulo socialista

  1. A Câmara Municipal de São Paulo é mais uma das tantas trincheiras que a periferia deve ocupar para fazer resistência a tantos desmandos dos governos neoliberais que oferecem uma política de morte e exclusão.
  2. Nos últimos anos, nosso grito e nossa voz conseguiu ecoar no parlamento na figura de um mandato construído por nós, mulheres e homens que nos bairros, associações, favelas, sindicatos e comunidades, nos organizamos para lutar para uma São Paulo de todsx.
  3. Ainda assim, falta muito. Além de constituirmos uma forte oposição à política atual, precisamos voltar a propor e a reivindicar espaços decisórios e melhorias em nossas quebradas.
  4. Por isso, apresentamos como urgência e prioridade do próximo mandato do camarada Toninho Vespoli nossas demandas que nascem do chão.

 

Por direitos garantidos na periferia, lutamos:

  • PELA VALORIZAÇÃO DOS ESPAÇOS DE LAZER, RECREAÇÃO E ESPORTES: com a manutenção das praças e espaços públicos, oficineiros para atividades ao ar livre, expansão do Programa Wi-fi Livre nas praças periféricas e atenção aos CDC’s.


  • POR UM SISTEMA PÚBLICO, GRATUITO E DE QUALIDADE DE TRANSPORTE: com o fim das máfias dos transportes que encarece a passagem, a recuperação de uma empresa municipal de transporte urbano e a regulamentação do BikeSP, valorizando a bicicleta como importante modal.


  • PELA ZELADORIA NOS FUNDÕES DA CIDADE E ORÇAMENTO DESCENTRALIZADO: recuperando o potencial participativo nas subprefeituras e com orçamento participativo local.


  • POR PROGRAMAS DE MORADIA POPULAR: resgatando as experiências de autogestão e mutirão, reivindicando a função social das propriedades e a implementação do IPTU progressivo.


  • PELA CULTURA ECOLÓGICA E PROTEÇÃO AMBIENTAL: no incentivo a hortas comunitárias, permacultura e recuperação ambiental nas áreas de córregos.


  • POR SEGURANÇA LOCAL FRUTO DA PROTEÇÃO SOCIAL: diminuindo os índices de vulnerabilidade e criando espaços de formação profissional e cultural. Se faz urgente a ampliação dos serviços de assistência social, com estruturação de CRAS/CREAS e SAS, garantindo a seguridade da população.

 
Sabemos que muitas dessas lutas dependem do poder executivo, por isso gritamos: #TôComToninho e #TôComBouloseErundina.

A partir do processo de escuta realizado pelo Professor Toninho Vespoli, elaboramos propostas para um cidade que valorize o funcionalismo público municipal e também os serviços públicos da cidade. A seguir estão os pontos propositivos reunidos em nossa carta manifesto que busca orientar o futuro mandato popular em São Paulo.

Fabricante confirma que monotrilho não suporta demanda

Bombardier reconheceu que a Linha 15-Prata tem erro de projeto

Há mais de 50 dias, o monotrilho que liga Vila Prudente e São Mateus permanece com estações fechadas. Até o momento, a população esteve sem respostas quanto ao seu retorno e sobre qual foi o motivo para as falhas nos sistemas de pneus, que ocasionou na sua paralisação completa. 

Em entrevista a Rádio Bandeirantes no último dia 22, o Secretário de Transporte Metropolitanos, Alexandre Baldy, afirmou que a fabricante Bombardier reconheceu que a Linha 15-Prata do Metrô de São Paulo tem um erro de projeto nos trens quanto à possibilidade de suportar a demanda.

O secretário também informou que a empresa já apresentou um relatório preliminar das causas do estouro de um pneu que provocou a interrupção de toda a linha.

[Leia mais: Por que a linha 15 é um erro?]

O que todos já sabiam…

A demanda estimada para a linha 15 pronta é superior a 405 mil passageiros por dia, o que lhe dará o título de maior monotrilho do mundo. No entanto, com tantas falhas, atrasos e acidentes colecionados pela linha desde sua inauguração, já era questionável a capacidade do monotrilho em comportar a região leste de São Paulo, a mais populosa da cidade.

Foi constatada uma falha de projeto no sistema de rodas dos trens, que não estavam preparados para a demanda crescente de passageiros. Em dezembro de 2019, mais de 130 mil pessoas foram transportadas diariamente.

De acordo com o portal Diário de Transporte, a empresa também encontrou 195 pontos na via que precisaram sofrer intervenções. Houve a troca de peças que compõem o jogo de rodas dos 27 trens da linha, que não suportaram o volume de passageiros. 

Prevendo esses riscos que agora acontecem, em parceria com o Sindicato dos Metroviários, o vereador Toninho Vespoli enviou uma representação ao Ministério Público Estadual e entrou com uma ação popular em março de 2019, que solicitam medida cautelar quanto a segurança do monotrilho. O inquérito está aberto pela Promotoria de Justiça do Patrimônio Público e a ação está em andamento.

O fim da quarentena obrigatória está previsto para o dia 10 de maio. A linha 15-Prata irá retornar plenamente? Como podemos confiar? 

Abaixo-assinado: Zona Leste precisa de hospital de campanha

Não há vagas de UTI em quatro hospitais municipais da região

Não é no centro da capital paulista que mais morrem pela covid-19, mas nas franjas da cidade. De acordo com a Secretaria da Saúde Municipal, até o dia 17/04, quarenta por cento das vítimas moravam na zona leste de São Paulo, num total de quase dois mil óbitos suspeitos e confirmados da doença. O cenário se agrava com lotação dos leitos de UTI dos hospitais municipais da região.  O ranking da morte é liderado pelo distrito de Brasilândia, localizado na zona norte, com 54 óbitos. Sucedem-se bairros da região leste, Sapopemba, com 51 óbitos, São Mateus  e Cidade Tiradentes, com 41 e 37 óbitos, respectivamente.  (Veja o mapa abaixo).  Além disso, quatro hospitais da região leste estão sem vagas nas Unidades de Terapia Intensiva (UTI) para casos graves. Os casos de coronavírus atingem os hospitais municipais Tide Setúbal, Cidade Tiradentes, Ermelino Matarazzo e Doutor Inácio Proença de Gouveia. 
Mapa dos óbitos por coronavírus em São Paulo por região, na semana de 09 a 16 de abril. Fonte: Secretaria da Saúde

Vidas não podem estar em jogo! 

Na data de ontem (21/04), uma imagem chocou as redes sociais. A prefeitura de Manaus fez valas comuns no maior cemitério da cidade para enterrar corpos de vítimas de covid-19. O estado do Amazonas passa por um colapso no sistema de saúde e de uma explosão no número de enterros. Já no Rio de Janeiro, as vagas criadas pela rede municipal de saúde para atender pacientes com a doença estão esgotadas. No estado de São Paulo, a taxa média de ocupação dos leitos de UTI é de 60%. Na região metropolitana, o índice sobe para 80%. Na capital está em 73%.

Hospital de campanha na zona leste, já!

No fim de março, a Prefeitura abriu dois hospitais de campanha, Anhembi e Pacaembu, para atender pacientes infectados pelo novo coronavírus em situação de baixa ou média complexidade. No dia 21/4, ambos registraram 240 dos leitos ocupados. Os comunicados oficiais não informam se estamos no pico das infecções da doença, mas a atenção pública deve ser voltada às periferias imediatamente, especialmente, na zona leste. Um doente internado no Hospital Sapopemba terá que percorrer quase 25 km para ser transferido até o Hospital de Campanha Anhembi, na zona norte, ou 30 km até o Hospital de Campanha Pacaembu, na zona oeste da cidade.
Covas abertas no Cemitério Parque de Manaus, na terça-feira (21), no bairro Tarumã, zona oeste de Manaus – Sandro Pereira/Fotoarena/Agência O Globo

Qual é a saída?

Se o sistema público paulistano de saúde entrar em colapso, um cenário apocalíptico irá recair sobre a periferia. Por esses motivos, nós queremos que a Prefeitura crie um hospital de campanha localizado na zona leste de São Paulo, região mais populosa da capital paulista e onde concentra o maior número de mortes pela covid-19.

Duas incertezas na Zona Leste: coronavírus e monotrilho

Quando a linha 15-Prata voltará?

Quando a linha 15-Prata voltará?

O novo coronavírus já chegou nas periferias, talvez não em sua força bruta, mas é o assunto que mais está na boca do povo. Quase que diariamente pipocam mensagens de que apareceram casos ou mortes em hospitais públicos. Notícias verdadeiras ou não, o fato é que a crise sanitária está incomodando todo mundo. No entanto, mesmo com as recomendações de isolamento social, há trabalhadores que precisam sair de casa e pegam o transporte público para colocar o pão na mesa da família no fim do dia. E em meio à pandemia, frotas de ônibus foram reduzidas em quase 50%, ou seja, essas pessoas estão enfrentando lotação. A situação se complica ainda mais para quem dependia da Linha 15-Prata do metrô. Além do vilão invisível, o coronavírus, a periferia da Zona Leste está enfrentando a omissão do Estado, também letal. 

Há mais de um mês, o monotrilho que liga Vila Prudente e São Mateus permanece com estações fechadas, contrariando o anúncio do secretário estadual dos Transportes Metropolitanos, Alexandre Baldy, de que no dia 23 de março haveria a reabertura parcial do trecho. A justificativa apresentada pelo governo estadual é que houve queda no número de passageiros devido a pandemia do coronavírus e não haveria necessidade de reabrir o trecho. Com isso, os usuários continuam sendo atendidos pelo Paese (Plano de Atendimento entre Empresas de Transporte em Situação de Emergência), que também sofreu redução no número de veículos.

 

Trabalhadores sob risco

O maior problema sobre o fechamento total da Linha 15-Prata é a falta de transparência do Metrô e da gestão Doria. Sequer foram reapresentados calendários para a retomada do funcionamento e é inaceitável responsabilizar a pandemia para a total paralisação. 

Não é segredo que o cotidiano não mudou para milhares de moradores dos bairros que dependem desse transporte. Há muitos trabalhadores que não foram dispensados ou que são informais. Com frota reduzida e a falta de funcionamento do monotrilho, a superlotação dos ônibus também vira um problema de saúde pública.


Soa romântico exigir da população que seja solidária com o próximo, que lave as mãos e que não saia de casa, mas a desigualdade não permite que todos ajam assim. A partir dessa perspectiva, não está no controle do povo o combate ao vírus da Covid-19, que não se trata de uma gripe comum, mas dos governos. 


Se a gestão Doria está permitindo que pessoas se aglomerem no transporte coletivo também está escolhendo quem deve morrer ou viver. E isso tem nome, é necropolítica. Esse termo foi apresentado pelo filósofo camaronês Achille Mbembe e significa, em resumo, o poder de uma sociedade que define quais corpos são matáveis, quais têm menos valor e são, portanto, descartáveis.

Sobre a doença ainda não há cura, mas sobre o monotrilho todos precisam ter acesso imediato às respostas. 

 

Assine nossa petição pela reabertura da Linha 15-Prata

Ajude-nos a pressionar os responsáveis a dar uma resposta e exigir mais segurança e a volta da operação da Linha 15.
Juliana Ghizzi

Juliana Ghizzi

Juliana Ghizzi é Jornalista pela PUC-SP. Atualmente, trabalha como assessora de comunicação do Mandato Popular do Vereador Toninho Vespoli

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A bicicleta e a Zona Leste de SP

A bicicleta e a Zona Leste de SP

Em São Paulo, prefeitura só quer ciclistas no centro. Entenda melhor

Por Márcia Fernog, ativista do Bike Zona Leste

A Zona Leste agoniza em termos de mobilidade. Entramos em 2020 com os mesmos problemas de sempre. É raro emprego perto de casa, ir ao trabalho a pé seria uma dádiva. Privilégio de poucos… O metrô e os trens lotados. Se for de ônibus, muitos bairros só se conectam com o centro até o Terminal Parque Dom Pedro e para chegar ao destino, tem que pegar outro ônibus e encarar mais filas, mais aperto, mais trânsito. Se vai de carro, é um tempão parado na Radial, Marginal, Celso Garcia, Salim, não importa o caminho…

A cidade, entre 2014-2016, teve um importante investimento em infraestrutura cicloviária, deixou São Paulo mais cosmopolita, mais sustentável, mais saudável, mais ciclável. Cada vez mais ciclovias nascendo em várias partes da cidade e enchendo de esperança de uma mobilidade mais ativa, mais opções de ir ao trabalho, de estudar, chegar com mais disposição, mais energia, afinal, pedalar é uma delícia.

Márcia Fernog é cicloativista da Zona Leste de São Paulo

Acabou 2016. Eixo centro-oeste ficou bem bacana. Alguns trechos precisam de ajustes, tempo semafórico maior, cruzamentos com sinalização adequada, para garantir a segurança do ciclista. Maravilhosas as ciclovias da Paulista e da Faria Lima! Legal pedalar nesses lugares, muito bom, excelente!

Peraí, e saindo mais para o fundo, para as franjas da cidade? Tivemos essa mesma atenção, esse mesmo investimento? Zona Norte, Zona Sul, Zona Leste? No mapa cicloviário pode-se ver o centro expandido bem colorido, parece que tudo só acontece lá! Já na periferia, não é bem assim não… A ZL é a única região sem conexão com o centro e a que tem o menor índice de conectividade: 52% das nossas ciclovias não são conectadas com terminais, estações, escolas, não temos conexão com o resto da cidade. 

As poucas ciclovias que temos não receberam manutenção, estão apagando, foram vandalizadas (a ciclovia de Ermelino segue com pixo há mais de um ano). São as nossas ciclovias que mais sofrem pedidos de retirada por comerciantes e vereadores. Quem pedala na ciclovia da Radial, no trecho Carrão-Penha corre risco de ser assaltado ou morto. Mato, escuridão e clausura são os problemas que o ciclista enfrenta ali.

Ciclofaixa vandalizada com piche. As pouca estrutura para ciclistas na ZL não recebe manutenção

A atual gestão levou 3 anos e meio conversando, fazendo audiências, planejando a implantação de 173 km de novas ciclovias e manutenção de mais de 300 km das existentes. Mais uma vez, a implantação de novos trechos está acontecendo primeiro no eixo centro-oeste. Manutenção, as poucas que se iniciaram na Leste são em locais onde os vereadores insistem em retira-las. Será que retornarão após a manutenção? Nenhum aviso, comunicação zero da prefeitura. 

Seguimos sem mudanças. Sem conexão. Sem segurança. Quem usa a bicicleta na ZL pede atenção. Queremos que a bicicleta tenha seu espaço em toda a cidade, tenha uma rede que conecta amizades, alegrias, fluidez, saúde, bem-estar, praticidade, mobilidade. Queremos equidade!

Este é um texto de opinião de um(a) autor(a) convidado(a). As opiniões aqui presentes não necessariamente refletem as visões do vereador Toninho Vespoli, ou de sua equipe

Marcia Fernog

Marcia Fernog

Marcia Fernog é cicloativista,designer de moda e mãe. Atualmente compõe o coletivo Bike Zona Leste

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o massacre da periferia

o massacre da periferia

Entenda porque a polícia está colocando em curso o massacre da periferia!

Entenda porque a polícia está colocando em curso o massacre da periferia!

Dia primeiro de dezembro do ano passado, 9 jovens foram mortos no Massacre do Baile Funk em Paraisópolis. O “crime” deles foi querer se divertir um pouco durante à noite. Mas se você é pobre de periferia e tenta se divertir, a polícia te mata! Já se for uma pessoa rica, morar em um bairro bacana e decidir sair à noite, o máximo de contato que ela terá com a polícia será para pedir informações sobre como voltar para casa.

O que a ação da polícia deixa claro, é que os pobres e periféricos, não possuem o direito à cidade. Na Vila Andrade, bairro onde fica paraisópolis, mas também nas periferias como um todo, a população não tem acesso a saúde, educação ou lazer. 









Na Vila Andrade há 90 vezes menos leitos hospitalres do que no Jardim Paulista*1








Os bairros “bacanas” concentram os melhores hospitais, as melhores escolas públicas, e os mais completos equipamentos para lazer, como parques, museus e cinemas. Todas essas facilidades são promovidas, seja de forma direta ou indireta, com dinheiro público. Ou seja, para Doria, Covas, o PSDB e a elite neoliberal, apenas os mais ricos devem ter garantias de uma vida decente!









Na Vila Andrade a fila de espera para creches é de 260 dias*1











Querem deixar a periferia com medo!

Além disso, existe um projeto tenebroso promovido pelas elites de intimidar a população das periferias. Ocorre que é do interesse dessas elites garantir que o povo pobre permaneça em um estado de medo e sentimento de impotência constantes. Impõem o sentimento de que a única forma de viver seria pela venda da força de trabalho para os capitalistas. É interessante perceber, como apesar dessa intimidação, o povo de paraisópolis tem conseguido se destacar como polo de organização independente.









Na Vila Andrade tem e 43 vezes menos equipamentos públicos do que na República*1










Muitos desses novos grupos percebem nas festas de rua, nos bailes funk, oportunidade para venderem os seus produtos. São bares, restaurantes, ambulantes e músicos dos mais diversos estilos. Mas essas festas e esses negócios existem de forma, em boa medida, independente das vontades das elites. Isso constitui uma das principais razões para esses eventos serem reprimidos. A verdade é que setores da elite tem medo da independência econômica sendo desenvolvida em paraisópolis. Preferem manter o povo nas sombras, implorando por migalhas. Preferem o povo submisso à vontade e à lógica do neoliberalismo.

A polícia assassina quem mora em favelas

Por isso Doria, e antes Alckmin, e antes Serra (todos do PSDB), enquanto políticos alinhados aos interesses das elites, treinam e treinaram a polícia militar para atirar primeiro e perguntar depois. Mas o fato é que esse tipo de tratamento não é absoluto. A forma que a polícia trata uma dada parte da população está condicionada a classe social, localização, e cor de pele.









81,5% dos mortos pela polícia tinham apenas ensino fundamental completo, e 75,4% eram negros*2









Mas acima de tudo, a ação da polícia está condicionada ao papel que cada parcela da população cumpre na sociedade capitalista. A população pobre é reprimida porque tem a capacidade de se tornarem independentes, tanto por saberem, realmente, produzir produtos de valor real, quanto por, em decorrência de possuírem um menor poder de consumo, não estarem sujeitos aos mesmos apelos da publicidade institucionalizada. Assim, a solução encontrada pelas elites, é a de massacrá-la e intimidá-la o tanto quanto possível, por não desejar uma sociedade independente das garras neoliberais. E é assim que a elite põe em curso o massacre da periferia.

O que se tem em curso é o massacre da periferia

O panorama pintado por essas elites, acaba sendo o de um projeto higienista e fascista, de repressão e “remoção” das populações periféricas e negras. O Professor Vereador Toninho Vespoli luta contra tamanho extermínio. Para isso, entre outras coisas, criou um projeto de lei que institui a semana de conscientização contra o genocídio negro, o PL 218/2018. Mas projetos assim, sozinhos, não são o suficiente para resolver as coisas. O fim da truculência da polícia passa por uma profunda ação popular, por resistência e sobrevivência. É fundamental formar uma coalizão  pressionar a sociedade, de baixo para cima, por uma cidade capaz de atender aos periféricos. Ainda mais, precisamos lutar por um outro tipo de polícia. Uma polícia humana, que não sirva como instrumento de dominação, mas como instrumento de auxílio e proteção da classe trabalhadora. Do contrário, o genocídio fascista continuará até as suas últimas consequências.

*1 Dados do Mapa da Desigualdade da Rede Nossa São Paulo

*2 Dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP)

Gabriel Junqueira

Gabriel Junqueira

Gabriel Junqueira é jornalista, ativista e militante do Partido Socialismo e Liberdade. Atualmente estuda Direito e compõe Mandato Popular do Professor Vereador Toninho Vespoli.

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