Republicado da Revista Cidadanista

Por Gabriel Junqueira

Misture rescaldos de uma guerra, petróleo e a polarização de dois líderes e ainda faltará muito para entender a Venezuela.

Guerra Fria II  Para muitos repórteres, as tensões entre o atual presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, apoiado política e financeiramente pela Rússia, e o principal opositor, Juan Guaidó, apoiado em discursos por Donald Trump, pode representar um reavivamento das tensões entre Leste e Oeste (Rússia e Estados Unidos). Não é o primeiro conflito em que algo parecido ocorreu. Os conflitos na Ucrânia, por exemplo, também aumentaram as tensões entre as duas superpotências.

 

Sobre o petróleo Os interesses internacionais no petróleo venezuelano são, na verdade, difusos. Nos Estados Unidos, por exemplo, há de um lado setores da política, mais ligados ao petróleo extraído em solo estadunidense. Para eles, concorrer, em termos de preço, com o petróleo venezuelano não seria interessante. Há, de outro lado, outros setores da política do país com campanhas financiadas por empresas processadoras de petróleo, como a Exxon Mobil. Para essa empresa, e aqueles próximos a ela, seria interessante um governo venezuelano disposto a vender o seu petróleo a preços baixos.

 

Nem Maduro nem Guaidó Segundo pesquisa feita pelo grupo independente Idea Big Data, no final de janeiro 78% da população dizia apoiar a destituição de Maduro. Entretanto, a situação de Juan Guaidó não é tão boa: apenas 39% o apoiam. Ademais, pesquisa de 26 de fevereiro do mesmo grupo revela que 52% da população ainda reconhece Maduro como presidente, ante apenas 21% da população que diz reconhecer o autoproclamado Juan Guaidó.

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